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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Bastidores da Reportagem - Como é feito e como aparece na TV - Making of Penitenciaria

Making Of - Como é feito e como aparece na TV. Na cobertura policial, já enfrentamos muitos desafios e situações perigosas. Mas, aprendemos muito. Principalmente a tratar a todos com educação. Já entramos em presídios e penitenciárias durante rebeliões, em celas super lotadas, fizemos muitas pautas no sistema prisional e conversamos com muitos presos. Não importa a gravidade do que eles fizeram. Como repórteres sempre tratamos a todos com educação. E, quase sempre, recebemos o mesmo em troca. E, durante a gravação da série de matérias feita na Penitenciária Arioswaldo Campos Pires, em 2015, não foi diferente. Fomos muito bem tratados por todos, tivemos toda liberdade para gravar, lógico, respeitando as normas de segurança da Penitenciária! A série teve o objetivo de mostrar que o local pode ser o "Fim da Linha ou o Recomeço". Um dos entrevistados, que estava se preparando para sair e buscar uma vida melhor, longe do crime, falou empolgado sobre o que tinha feito ele mudar de ideia. Mas, o mundo do crime não esquece e não perdoa. Ele foi assassinado pouco depois de deixar a Penitenciária. Antes de ter tempo de colocar em prática os projetos que tinha.
Esse making of mostra pequenos trechos das gravações da série de matérias. 
Abaixo, os link's da série. 



 

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Bastidores da Reportagem - Como é feito e como aparece na TV

Making Of - Como é feito e como aparece na TV. Esse making of é de outubro de 2017. Foi gravado pelo Sávio Duque durante uma pauta que fizemos em São José das Três Ilhas, distrito de Belmiro Braga. Na matéria mostramos o trabalho da Dona Vicentina, que chegando aos 100 anos, continuava se dedicando a aulas voluntárias para ajudar crianças e adultos da comunidade com reforço escolar e preparação para concursos. Cada gravação na casa dela era uma aula de história, de simpatia e de carisma. Era bom demais conversar com aquela mulher de aparência frágil e com uma força de caráter descomunal. As matérias sempre rendiam porque as conversas fluíam e inspiravam. Saudades eternas, Dona Vicentina.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Explosão provocada por gás em restaurante de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

As duas funcionárias que se feriram durante a explosão no restaurante Toscana, no centro de Juiz de Fora, já tiveram alta do Hospital de Pronto Socorro.
O incidente foi na manhã de sábado. Os funcionários chegaram por volta de sete horas e notaram o cheiro forte de gás. Um especialista foi chamado para avaliar o problema. Quando todos deixavam o local, houve uma explosão. O deslocamento de ar destruiu todo o gesso do teto, arrancou o forro de madeira e a porta de vidro da entrada. A rua Batista de Oliveira ficou fechada durante o trabalho dos bombeiros e da Polícia Militar. A parede dos fundos, que serve de divisa com um estacionamento foi pelos ares na hora da explosão.
As câmeras de segurança registraram tudo. Henrique Hargreaves, genro do Seu João, dono do restaurante explicou que em momento algum houve fogo no local.
Os bombeiros levantaram como uma das possibilidades da explosão alguma fagulha, que poderia ser até mesmo provocada pelo acionamento de um interruptor.
A Defesa Civil e a pericia da Polícia Civil estiveram no local e constataram que não houve comprometimento da estrutura do prédio.
O restaurante Toscana está fechado para as obras exigidas pelos engenheiros.
Henrique conversou com a nossa equipe sobre o caso e as providências que estão sendo tomadas para que o restaurante tradicional em Juiz de Fora retome as atividades.

terça-feira, 22 de março de 2016

Conselho Tutelar denuncia vandalismo na presença de crianças

Por Michele Pacheco e Robson Rocha

O Conselho Tutelar Centro Norte recebeu denúncias de prática de vandalismo dentro do Cesporte, com a presença de crianças. As imagens mostram adultos num dos corredores do prédio onde funciona a Secretaria de Esportes de Juiz de Fora. Eles se dividem entre tentar arrombar portas e fazer barreiras humanas para impedir que a ação criminosa seja flagrada por alguém.

Mas, o tempo todo estão bem diante de uma câmera de segurança que registra tudo. Inclusive a presença de crianças e até de um bebê. Eles acompanham a movimentação de perto. Um dos homens vai até à câmera e tenta mudar o ângulo do equipamento. Mas, ele continua gravando e mostra os chutes dados numa porta, na tentativa de arrombar uma das salas.

Segundo o Conselho Tutelar, funcionários da Secretaria de Esportes informaram que as pessoas que aparecem nos vídeos são famílias que foram retiradas do loteamento Novo Triunfo II e abrigadas temporariamente no Cesporte.

Nossa equipe teve oportunidade de fazer algumas matérias no período das invasões. Pessoalmente acho que invadir o que é do outro é crime. Mas, também entendo que há falhas graves nos programas habitacionais do município. Aquelas pessoas viviam em áreas de risco e aguardavam ser beneficiadas com uma moradia segura, como os vizinhos foram. Todas tiveram os barracos onde viviam demolidos pela Defesa Civil por oferecer riscos à vida. Só que uns ganharam morada nova e outros não. A Emcasa alegou que alguns pretendentes a casas não tinham documentos suficientes para participar do processo de seleção. Um caso em especial chamou nossa atenção. Um mulher de 90 anos não foi beneficiada. Reconhecemos a senhora como sendo moradora de uma ocupação irregular na BR 040. O barraco dela foi destruído pelo fogo, queimando todos os documentos e o filho que vivia com ela. Ele morreu e a mãe ficou apenas com os registros da PM e dos Bombeiros da fatalidade. Mesmo assim, não conseguiu a casa, sob alegação de que sem os documentos era impossível. Conto toda essa história, porque as pessoas denunciadas por vandalismo justificam ter praticado os atos ilegais por revolta diante da situação que consideram injusta. Mesmo que tenha havido irregularidades por parte do município, será que um erro justifica o outro? Esta é uma das perguntas que o conselheiro faz no vídeo abaixo.