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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

domingo, 23 de março de 2008

Ponte Nova - Cidade pólo

Por Robson Rocha

Estivemos em Ponte Nova na rebelião, no ano passado, em que morreram x presos.
Na época, me chamou atenção o sofrimento das famílias e a comoção que tomou conta da cidade.
Políticos de todos os partidos estiveram lá e fizeram seus discursos, prometeram resolver o problema e indenizar as famílias.

Pelo que tenho lido, o lado social da coisa se perdeu e o que ficou foi a discussão política. Esqueceram os detentos, os familiares deles e apenas se discute que não querem o presídio lá.
Que ninguém quer uma cadeia por perto, todo mundo já sabe. Pois nessa hora todos esquecem princípios religiosos, éticos e etc. E simplesmente vêem o próprio lado.
Porém, a questão é que Ponte Nova é pólo de uma micro-região e, como toda cidade pólo, tem alguns problemas, como possuir um presídio regional.

Conheço Ponte Nova há vinte anos. É uma dos lugares onde gosto de gravar. É uma cidade bonita, com potencial turístico muito bom e agora com a retomada na economia tem tudo para se destacar.
Desde que todos tenham uma visão de desenvolvimento do município, pois tudo que leio sobre ele são brigas políticas. Aliás, é um pecado o estado do prédio do grande hotel Glória.

Mas, ficamos surpresos no ano passado com o hospital Arnaldo Gavazza. Não sabíamos que a cidade tinha um centro de atendimento com tanta tecnologia. É um atendimento equivalente ao existente nos grandes centros.
Eu e a Michele Pacheco ficamos impressionados a cada sala que passávamos.
O Hospital oferece conforto e tecnologia aos pacientes de 52 municípios da região.

Foi bacana ver a cana-de-açúcar novamente sendo plantada e novas áreas sendo preparadas para o plantio. Isso é geração de empregos. Quem sabe, as velhas usinas voltarão a funcionar ou novas usinas não surgirão.

Outra coisa que nos impressionou foi a Assuvap, Associação de Suinocultores do Vale do Piranga. Quando fizemos uma matéria lá, na década de 1990, ficamos admirados com o projeto do porco light. A idéia da carne de porco com pouquíssima gordura deu certo e o que vimos em 2007 foi uma associação muito bem estruturada, com novos projetos e tecnologia que fazem Ponte Nova se destacar novamente.

Foi muito legal ver que projetos sociais viraram referência para o Ministério das Cidades. Como o CRAS, Centro de Referencia em Assistência Social, que ganhou até uma lei municipal para garantir a manutenção do projeto.

Conhecemos também o Asilo Municipal, que tinha sido todo reformado. Ali vimos que os idosos tinham uma comida legal, conforto, lazer e até uma academia para fisioterapia. Os residentes recebem cuidados como manicures, cabeleireiros, pintura e artesanato vindos de cidadãos voluntários que vão ao asilo periodicamente e contam com 5 enfermeiros. Isso é qualidade de vida!
Lá conhecemos a Maria da Conceição(não temos foto dela).
Ela vivia sozinha pelas ruas e foi levada para o asilo pela Elizabete, a Bebé. A Conceição esbanjava alegria e no dia pediu que a gente a gravasse cantando.
Confesso que gravei chorando, não tinha como não se contagiar com a emoção dela.

E eu queria que todos conhecessem a Conceição. Ela pra mim é o símbolo de Ponte Nova.
Deixou o sofrimento para trás e canta a emoção de viver.

Espero, de coração, ler mais notícias positivas sobre essa cidade que gostamos tanto.

Cidades históricas de Minas - Tentações por toda parte

Por Michele Pacheco

Alguém já ouviu falar de uma mulher que não veja uma feirinha e corra para admirar os produtos? Eu nunca. E admito que é um impulso incontrolável! Até eu, que sou pão-dura, digo econômica, não resisto a uma olhadinha. A gente sempre tem desculpa para essa compulsão.
"Só vou olhar, amor", "acho que vi uma coisinha que vai ficar linda naquele cantinho lá de casa", "pode ter uma opção mais em conta de presente, querido". E tem mesmo!

Já encontrei numa lojinha pequena e discreta do centro histórico de São João del Rei sabonetes de lama de Araxá que minha irmã adora! Minhas sobrinhas já ganharam miniaturas de jarrinhas e panelinhas de cobre para a casinha da Barbie. O Nem, tio do Robson, ganhou de presente uma garrafa de cachaça com umas cuias pequeninas que são lindas. Minha mãe já foi premiada com jogos americanos feitos artesanalmente nos teares de Resende Costa. E por aí vai.

O Robson já se acostumou. Quando vamos para as cidades históricas da nossa área de cobertura e há tempo entre uma pauta e outra, lá vou eu! Com jeitinho vou me aproximando das lojas, estico o olho, avalio o humor do Robson, dou uma indireta, se não cola, dou duas diretas...
A minha desculpa preferida é que eu tenho que estar sempre de olho nas novidades de artesanato que possam servir de matéria para o quadro "Coisa Nossa" do Jornal da Alterosa.
E é verdade! Volto para a TV cheia de cartõezinhos de artesãos e de lojas com produtos artesanais.

Confesso que sou apaixonada pelas cidades históricas. Adoro pintar e elas são um tesouro para os olhos. Já tirei muitas fotos dos casarios de Tiradentes e de São João del Rei. E, assim que conseguir terminar o quadro que estou pintando do Robson, vou providenciar dois barrocos para um cantinho especial na nossa sala de estar. Aquelas ruas de pedra, com os casarios e sobrados do período colonial, são maravilhosas. E as igrejas então?
Eu nunca canso de admirar.

Sou apaixonada por São João del Rei! Parece que lá sempre estou inspirada para caprichar mais no texto. É como voltar para casa depois de muito tempo afastada.
As pessoas nos param nas ruas, perguntam por que ficamos tanto tempo sem voltar lá, nos chamam para um cafezinho. Esse carinho emociona. Afinal, não fazemos nada para merecer um tratamento tão afetuoso. Voltamos para Juiz de Fora com as baterias recarregadas e o humor mais leve. Não há problema que não perca a força diante de tanta beleza e de tanto carinho.
O mais legal é que as pessoas guardam as matérias que fazemos e vêm comentar um detalhe ou outro.

O prefeito Sidney de Souza, o Sidinho, sempre nos lembra de uma reportagem que fizemos há uns dez anos, quando ele ainda era Presidente da Associação Comercial de São João del Rei. Eu estava estreando na TV Alterosa e fomos enviados para cobrir o abandono do complexo ferroviário e da Maria Fumaça, que é o trem de passageiros mais antigo do mundo em funcionamento. Mostramos os problemas, o material foi exibido para todo o Brasil pelo SBT e as soluções foram providenciadas. O Sidinho nos lembra sempre disso, para reforçar a importância da imprensa na luta para preservar o patrimônio nacional.

Falando em Maria Fumaça e complexo ferroviário de São João Del Rei, não dá pra esquecer o Berenício de Carvalho , responsável por muitos anos pela manutenção de um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Ele sempre estava atento a cada detalhe, criando atrativos para levar os turistas ao Complexo Ferroviário e ao museu. Inclusive, abrindo espaço para os artesãos mostrarem o que produzem. Sempre que fizemos reportagens por lá, ele nos ajudou muito e moveu céu e terra para que tivéssemos informações e imagens preciosas. Agora, o Berenício está alçando vôos mais altos, como o responsável pelo Aeroporto de São João del Rei. E fazendo um ótimo trabalho, como sempre!

O Adenor Simões é outra figura querida e especial. Ele sempre foi um "anjo da guarda" para mim e para o Robson. Precisamos achar alguém para melhorar uma matéria e lá está o Adenor com inúmeras sugestões. Precisamos de imagens em exposições que ainda não foram abertas e ele providencia com a maior boa vontade. Adenor é o pai da Capital Brasileira da Cultura.

Foi dele a idéia de inscrever São João del Rei no concurso promovido por uma ong. Foi dele também o maior empenho em realizar todo tipo de evento cultural depois da escolha da cidade histórica, no ano passado. Adenor é uma pessoa incansável, que trata São João como um filho querido, que merece o que há de melhor.

Só posso dizer que podem contar conosco para divulgar sempre essas lindas e preciosas cidades históricas. Mais do que um artesanato belíssimo, comida saborosa e cenários de fazer inveja, elas têm pessoas especiais, que levam a sério a palavra hospitalidade!

Só de falar, já tenho vontade de correr para lá e quem sabe, visitar uma feirinha de artesanato?
É que eu estou precisando tanto de um enfeite para a mesinha da sala...

sábado, 22 de março de 2008

Bombeiro amigo

Por Michele Pacheco e Robson Rocha

O Capitão Marcos Santiago está deixando a área de Assessoria de Comunicação Social do Quarto Batalhão de Bombeiros de Juiz de Fora.
Queríamos deixar aqui nosso agradecimento a ele pelo carinho com que sempre nos tratou.
Mais do que um assessor de imprensa, o Capitão Santiago soube cultivar o respeito de todos aqueles com quem lidou no cargo.

Independentemente do momento, sempre nos atendeu com um sorriso no rosto e pronto a nos passar informações com uma gentileza fora do comum.
Isso, sem dizer que sempre tinha todas as informações que precisávamos. Podia ser ao meio-dia ou à meia-noite, ele fazia questão de estar presente no local dos fatos.
Bastava perguntar e lá vinha o release prontinho com dados precisos e informações extras para ajudar na reportagem.
Na hora da pressa, isso já salvou muitas reportagens.

O jeito tranqüilo do Santiago sempre nos surpreendeu. Nos momentos de maior crise, ele tem calma para lidar com as equipes dos bombeiros e atender às necessidades da imprensa.
E faz isso sem se alterar ou ser grosseiro com ninguém.
Nas solenidades, o capitão é a eficiência em pessoa.
Consegue se dividir entre o cerimonial e o atendimento aos convidados com competência e satisfação.

Além disso, soube como poucos virar o foco das camêras para as
realizações dos Bombeiros. O Projeto Bombeirinhos cresceu muito em Juiz de Fora graças ao Santiago. Ele não se contenta em fazer a idéia dar certo, quer que isso seja divulgado. E consegue! Dia da Árvore? Lá íamos nós cobrir o plantio de mudas feito pelos alunos do projeto. Dia da Água? Sempre tinha alguma atividade prevista que atraía a imprensa. E quando o projeto foi aberto também para a terceira idade, o Bombeiro Sênior, ele se encarregou de tornar isso público e notório.

Vamos sentir falta do Capitão Santiago na assessoria de imprensa, mas torcemos para que ele tenha o mesmo sucesso no setor administrativo e consiga conquistar tantos amigos como fez no cargo anterior. Temos muita satisfação de estar entre esses amigos conquistados. Boa sorte! Estaremos sempre à disposição para divulgar o trabalho fabuloso dos bombeiros.

A tradição da Semana Santa em São João Del Rei

Por Robson Rocha

Estivemos meio “fora do ar”, pois viajamos para cobrir uma das mais belas cerimônias da Semana Santa no Brasil. O Descendimento da Cruz em São João Del Rei.

Chegamos em São João na sexta pela manhã. Gravamos algumas chamadas para o Jornal da Alterosa e uma matéria sobre o movimento na cidade.
É de impressionar o trabalho que eles fazem com areia e serragem. São tapetes maravilhosos e ricos em detalhes. Eles chamam a atenção dos turistas, que aliás estavam em um número muito maior nesse ano.

A Michele gravou e conversou com alguns turistas franceses que estavam impressionados. Pra falar a verdade, eu não entendi nada que eles falavam, mas a Michele gastou o francês batendo o maior papo e eu, bem, eu boiava. Minha tecla sap não funciona para o francês.

O tempo ficou meio apertado e corremos para despachar o material na rodoviária para Juiz de Fora. Lá encontramos nossos anjos da guarda em São João Del Rei: o Fábio e o Edson. São eles que fazem o despacho de nossas fitas, no guichê da Transur, para Juiz de Fora.
É graças à rapidez deles que as matérias chegam a tempo de serem editadas. Pois a gente sempre chega em cima da hora do ônibus!

Dali, fomos para Tiradentes onde estávamos hospedados e aproveitamos para gravar chamadas de segunda-feira. A vista no mirante é maravilhosa e usamos como fundo os casarios da cidade e a igreja de Santo Antônio. Até São Pedro colaborou! Colocou uma nuvem fina tampando o sol. O suficiente para fazer com que a luz ficasse difusa e não gerasse nenhum sombra dura no rosto da Michele.

Como ninguém é de ferro, fomos tomar um banho e descansamos um pouco.
Depois, voltamos para São João Del Rei. Onde, como é de praxe, fomos ao bar do Zotti para comer nossa polenta à moda mineira.


Comidinha no papinho, pé no caminho. Vamos trabalhar!
Seguimos direto para a igreja das Mercês, onde aconteceria o Descendimento da Cruz.
O local é lindo e todo o ritual muito bem trabalhado. Lá, encontramos o Edson. Aquele que trabalha no guichê da empresa de ônibus, lembra? Dá uma olhada no naipe do camarada. Thiago Lacerda que se cuide!

O espetáculo atrai todo ano milhares de turistas de todo o Brasil e também do exterior. Eles ficam tão ansiosos para ver tudo de perto, que chegam à escadaria da Igreja das Mercês com horas de antecedência. A Iana era uma dessas pessoas. Ela é diplomata da República Tcheca e estava acompanhando um artista de lá que está expondo em São João del Rei. Quando viu a celebração, disse que era maravilhoso, que as igrejas pareciam vivas!

Enquanto o público espera ansioso, os profissionais de imprensa vão se posicionando. São mais de cinqüenta se espremendo. A galera da imagem não tem como sair do bolo, mas os repórteres vão se ajeitando em outros espaços. A Michele e a Patrícia, da TV Panorama, depois de gravarem as entrevistas, arrumaram um cantinho na escadaria para escrever os textos.

No meio de todo o ritual católico, uma pessoa se destaca. É o Monsenhor Sebastião Paiva. Ele já fez 80 anos e há 40 é um dos organizadores da Semana Santa em São João. Ele sobe e desce aquelas ladeiras indo de uma igreja a outra como se fosse um garotinho de 10 anos. Na entrevista, ele disse que é sempre uma emoção muito grande tirar a imagem de Cristo da Cruz, durante a cerimônia de Descendimento. Só ficamos tristes quando ele disse que este poderia ser o último ano de participação dele, já que está bem idoso. Vida longa ao Monsenhor Paiva!

Os eventos que ele organiza ficam sempre lotados. Até pra gente tirar uma foto nossa é difícil, não tem espaço. Eram mais de 50 mil pessoas no grande largo entre a igreja Matriz e a igreja das Mercês. E dali, as pessoas saíram em procissão pelas ruas de São João Del Rei.
E o que dá uma certa tristeza é que cortejo passa por cima daqueles tapetes tão bem feitos com areia e serragem.

Mas, ano que vem tem mais e esperamos que o Monsenhor Paiva, grande responsável pela cerimônia esteja lá novamente!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Polenta à moda mineira

Por Robson Rocha

Nós adoramos São João Del Rei e, apesar de sempre irmos lá gravar matérias, mesmo nas férias voltamos pra curtir a cidade. E aí, levamos a Paula pra aproveitar. Além de muitos pontos turísticos e respirar cultura, São João cativa a gente.
As pessoas são extremamente educadas e têm prazer em receber. O que nos faz sentir "filhos-da-terra", como eles se referem a quem nasceu lá.

Ah, outra coisa muito boa por lá é a culinária. Têm restaurantes muito bons.
Antigamente comíamos em um bar chamado Alforria, tinha caldos maravilhosos. O bar mudou de dono e passamos a freqüentar o Bar do Zotti.
Esse bar foi responsável pela queda de um tabu em minha vida.
Sempre debochei da Michele porque muitas vezes ela pedia porção de angu frito pelos botecos da vida. Sempre afirmei que angu a gente come em casa.

Porém, uma vez estávamos gravando em São João Del Rei e fazia um frio, digamos, razoável. E pra ajudar, começou a cair um sereninho fino, aquele conhecido como “chuva de molhar bobo”. E no centro histórico de São João não tem marquise. Não quis vestir a capa de chuva e fiquei um bobo molhado.

Acabamos a gravação, deixamos tudo no hotel e fomos procurar um lugar para comer por perto. Vimos aquele bar aconchegante, parecendo tão quentinho. Entramos.
A Michele pegou o cardápio e perguntou que prato indicavam pr’aquela noite fria e eu só conseguia pensar em uma dose da “mardita” pra “esquentar o peito”.

Antes que ele respondesse, já interrompi e perguntei:
“Camarada, você tem uma da “boa” aí”?
Ele respondeu que tinha da roça e eu recusei. Aí ele indicou “uma” com mel.
Pensei: Beleza! Assim o resfriado não me pega!

Mas, a Michele tomou a rédia da parada e reforçou sua pergunta. E o rapaz indicou uma polenta.
Pensei: O cara está de sacanagem, polenta?!
O pior que a Michele aceitou.
Eu arrematei uma porção de carne de lata com batata e a deliciosa pinga com mel.


A Michele comia a polenta com uma vontade de fazer inveja e enfrentei alguns problemas:

1 – A pinguinha abre o apetite.
2 – Meu apetite já é grande sem ela. (Com ela então!)
3 – Meu olho é maior que a barriga.
4 – O cheirinho era maravilhoso.
5 – Meu olho de novo.
6 – Nem precisava, mas a Michele me induzindo.

Meu amigo, comi duas cumbuquinhas de polenta. E, eu que tanto critiquei: comendo duas cumbucas de angu com molho, carne moída, queijo, etc.
Eu suava mais que tampa de caçarola. A pinguinha que eu tomei, até evaporou e o meu único pensamento era como chegar no hotel. Ir andando até lá, era muito esforço pro meu corpo. Minha barriga estava tão cheia que parecia que se eu me levantasse o sangue não chegaria até o cérebro. Já pensou? Um camarada de 1,90 metro desmaiando. Seria no mínimo esquisito.

Mas tudo saiu bem, aos poucos a sensação de que ia explodir foi passando. Fomos para o hotel e dormi como um anjo.
Porém, tenho que admitir: não critico mais ninguém por causa do angu, pois virei freguês de carteirinha do Bar do Zotti e, se tudo correr bem, sexta-feira estaremos comendo uma boa polenta.

Gostamos tanto que fizemos até uma matéria de receita da polenta para o Jornal da Alterosa.
Vamos colocá-la abaixo, mas vou dizer uma coisa, sempre fazemos essa receita em casa, porém acho que tem algum segredo que ele não contou, pois lá é diferente.

RECEITA: POLENTA À MODA MINEIRA

Rendimento: 2 porções

Ingredientes:
- 250g (um copo duplo) de fubá;
- 100g de queijo minas curado ou padrão ralado;
- 150g de carne moída refogada com temperos a gosto;
- 200g de molho feito com tomate cereja, cebola e cheiro verde;
- queijo parmesão e cebolinha verde para polvilhar.

Modo de fazer:
Cozinhe o fubá em um copo grande e meio de água até formar um angu em ponto quase duro. Coloque o angu numa cumbuca e cubra com o queijo minas ralado. Em seguida, ponha o molho de tomate, cubra com a carne moída refogada e termine salpicando queijo parmesão e cebolinha verde. Está pronto.
A receita deve ser preparada na hora de servir e montada com os ingredientes ainda quentes, para derreter os queijos.

Sugestão da cozinheira para o molho: Numa panela doure a cebola, acrescente os tomatinhos cortados ao meio e deixe apurar. Desligue o fogo, acrescente cheiro verde e reserve.
Bom apetite!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Sol, calor e poeira - O jornalismo suando a camisa

Por Robson Rocha

Toda a imprensa de Juiz de Fora vem mostrando nos últimos dias, o drama vivido pelas famílias no bairro Santa Teresa e as casas que lentamente estão cedendo.
Para nós, não é nada agradável ver o sofrimento no olhar das pessoas. São anos, às vezes uma vida, de trabalho que estão sendo perdidos.

Mas, para fazer essas coberturas, a galera da imprensa também sofre com as dificuldades para trabalhar. Nesses dias, nosso pior inimigo foi o sol.
O cara pegou pesado! Ontem, por exemplo, cheguei em casa, tirei a roupa e fui em direção à furadinha. Furadinha é a ducha, tá? Mas, continuando, quando passei em frente ao espelho levei o maior susto. Eu queimei tanto que parecia que estava com uma camisa branca com dois mamilos desenhados! E juntando com o barrigão, estava bem no estilo conhecido como “charme de caminhoneiro”. Bem que minha filha falou que tenho que emagrecer!

Hoje, o calor continuou. Tivemos que voltar ao local, pois as casas estavam começando a ser demolidas. Na boa, minha vontade era de ficar dentro do carro com o ar-condicionado ligado, mas tinha que trabalhar.
Descemos e quando começaram a derrubar as casas, levantou um poeirão que era difícil até respirar. Tentei mudar de posição, mas lembram-se da lei de Murphy? Pois é, parece sacanagem, mas ele mudava de lado.
E a dupla sol e poeira nos castigou.

Enquanto isso, o Sérgio Rocha estava preocupado com retroescavadeira usada na demolição. E com razão. Com o peso e o esforço, o terreno estava rachando e cedendo, mas o camarada que pilotava a máquina gosta de emoções fortes e ia avançando. Ele chegou a subir na laje de uma das casas condenadas. E aí o Sérgio gritava pra máquina parar de avançar, olhava para o outro lado os curiosos indo para a área isolada e gritava de novo.
A preocupação dele era tanta, que quando foi gravar entrevista pedimos a ele que tirasse os óculos, pois ele nem notou que só havia poeira neles. Aliás, não sei como ele ainda teve voz para gravar a entrevista.

Falando em entrevista, o Zilvan, da assessoria de imprensa da prefeitura sofreu dobrado. Um pra administrar a imprensa e dois por estar com pouca cobertura para proteger do sol. Brincadeira!

Quando o pessoal deu uma paradinha, deu para tirar uma foto de parte da galera da imprensa que estava lá. E dá pra avaliar o que passamos.
A rua não está caindo, nem o Bruno que é baixinho. O Fernando Priamo, repórter fotográfico da Tribuna de Minas é que não teve forças nem para nivelar a câmera.
Fernando, você prometeu me enviar outra foto, como não enviou estou destruindo sua reputação, mas tinha que postar a foto.

Pra que eu não ficasse triste, tinha gente sofrendo mais que eu com o calor. O Bruno Sakauê gravou passagem no sol e com o paletó preto. Oh dó!!! O japa suou igual tampa de chaleira. E olhe que transpirar não era uma boa, pois a maquiagem dele e da Michele tinha mais era poeira!
Agora, é esperar mais poeira na parte debaixo e, falando sério, torcer para que as famílias consigam ser indenizadas para continuarem com suas vidas. Mesmo sabendo que nunca nem mesmo nós da imprensa esqueceremos o sofrimento delas.

Morte na Br 116

Por Silvan Alves
Jornalista da TV Atividade

Um caminhão carregado de bala que transitava de São Paulo para Salvador, tombou na Serra do Belvedere (BR-116), a 5 Km de Muriaé, por volta das 16h deste quarta-feira. O motorista que não fez a principal curva tombadeira da Serra, desceu em um abismo de aproximadamente 50 metros. O motorista, José Cláudio Ferreira da Silva, aproximadamente 30 anos, morreu na hora, ficando sob o caminhão. Seu corpo somente foi encontrado duas horas depois do acidente, resgatado por volta das 18h30 e levado para o IML de Muriaé. Já seu pai, Arlindo Ferreira da Silva, 65 anos, ficou em estado grave (politraumatizado), sendo socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital São Paulo, onde provavelmente passará por cirurgias. Segundo o HSP, a família das vítimas que moram em São Paulo, já está viajando para Muriaé. Dois guinchos foram usados na operação. No momento do acidente, a principal curva tombadeira da Serra do Belvedere estava em obras, inclusive com muita pedra fina sobre as duas pistas. Durante todo o dia houve interrupções no trânsito nos dois sentidos por causa das obras.

terça-feira, 18 de março de 2008

Demolição de casas em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Hoje foi um dia de vigília. Primeiro, eu e o Robson fomos para o bairro JK, na zona leste de Juiz de Fora, acompanhar a demolição de uma casa. A moradia foi atingida pelo deslizamento de um barranco que arrastou morro abaixo dois cômodos de um depósito de material de construção. Na hora do impacto, um ambulante de 48 anos estava em casa e ficou soterrado, debaixo de uma laje. Ele foi salvo com vida graças ao trabalho heróico dos bombeiros que se arriscaram no meio dos escombros por quase três horas para salvar mais uma vida. A casa e a parte do depósito precisavam ser removidas pois estavam pesando no barranco e poderiam provocar outros desabamentos.

Chegamos ao local e paramos o carro na rua de baixo. O ângulo para imagens era ruim. O jeito foi pedir ajuda aos moradores. Um grupo muito gentil abriu um portão e nos convidou para subir numa laje, de onde teríamos uma visão privilegiada do trabalho dos bombeiros e da Defesa Civil. A laje parecia ponto turístico.

O Robson se espremeu daqui, pediu licença dali, foi conquistando espaço de lá... Fez as imagens e decidimos seguir para a rua de cima e tentar registrar a demolição de outro ângulo. Antes de sair, claro, fomos agradecer aos donos da casa pelo "empréstimo" do espaço. Perguntei para um, para outro e ninguém morava na casa. Já estava assustada, achando que tínhamos invadido o pedaço, quando uma senhora explicou que a filha dela era a dona da casa e tinha liberado a laje para os vizinhos acompanharem a movimentação. Ufa!

Na parte de cima, o local onde os bombeiros, funcionários da Secretaria Municipal de Política Urbana e engenheiros da Defesa Civil trabalhavam era complicado. Eles estavam no que tinha restado do depósito de material de construção e pediram para que evitássemos chegar perto, pois o risco de deslizamento era grande.
Para fazer a imagem, o Robson passou por dentro de uma loja e fez tudo de uma janela. Depois de amarrar uma coluna da casa, a equipe puxou o cabo de aço com cuidado, jogando a casa no chão.

Missão cumprida no bairro JK, fomos para o bairro Santa Tereza acompanhar a vistoria de uma equipe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Chegamos ao local e eles já tinham terminado o trabalho. Ficamos por perto à procura de novidades sobre o caso. O Robson registrou as mudanças nas casas ameaçadas. Na semana passada, esta calçada tinha levantado uns dez centímetros. Agora, todo o passeio e parte do asfalto estão destruídos. A casa que parecia sólida está "empenada" e pode cair a qualquer momento.

Esta outra moradia estava toda rachada e agora perdeu a marquise e parte da fachada. O perigo é grande e as fendas nas paredes estão aumentando. Os estalos são ouvidos de longe. São pisos e vidros se quebrando com o movimento da terra nos fundos.

No meio dos estragos, uma cena nos chamou a atenção. A Paquita, uma cadelinha vira-lata que flagramos com olhar triste, debaixo da marquise da loja onde dormia, encontrou o dono. Segundo o Mauro, desde que a amiga de estimação apareceu na nossa reportagem, virou estrela. Ela ganhou até hospedagem na casa de um vizinho.

Gravamos o que era preciso e já estávamos indo para o carro, quando ouvimos um estalo e vimos uma rachadura aparecer num barranco. Voltamos correndo e nos posicionamos num local seguro e com ângulo privilegiado. Mais uma hora no sol forte e decidimos ir embora mais uma vez. Adivinhe! Outro estalo e, dessa vez, foi o reboco de uma casa que caiu. Lá fomos nós de novo para nosso ponto de observação. Só saímos de lá no fim da tarde, para não perder a matéria da noite.

Adolescentes na criminalidade - apreensão de drogas em Santos Dumont

Por Michele Pacheco

Viva as fontes! Nós, jornalistas, não vivemos sem elas. Algumas, começam como informantes e acabam virando amigas. Na faculdade, aprendemos que repórter tem que manter distância das fontes, garantir a imparcialidade. Isso funciona muito bem na teoria. Na prática, nem sempre. Nós conquistamos muitas fontes e muitos amigos ao longo da nossa carreira. Isso não foi feito com arrogância e superioridade. Pelo contrário. Quando não entendemos de um assunto, pedimos socorro a quem entende. Quando recebemos uma denúncia, apuramos com transparência. Nunca mentimos para um entrevistado para conseguir uma entrevista boa.

Já passamos por situações complicadas. Numa delas, uma fonte nossa foi presa por suspeita de corrupção. Fomos sinceros, avisamos que iríamos fazer a matéria e abrimos espaço para resposta. O informante não quis gravar entrevista, mas passou informações importantes e entendeu que estávamos fazendo o nosso trabalho. As fontes entre os colegas de imprensa de outras cidades também são imprescindíveis.

Hoje, eu e o Robson estávamos enrolados em Juiz de Fora cobrindo a demolição de uma casa e a vistoria de outras. Um amigo ligou de Santos Dumont falando de duas apreensões de drogas, uma envolvendo adolescentes. Expliquei que era impossível chegar lá a tempo de registrar o material. O Marco Montesi, da TV Mont e da Rádio Top FM se ofereceu na hora para fazer as imagens para a gente. Ele não só registrou um material legal para a TV Alterosa, como ainda tirou fotos para o Notícias fora do ar. Assim, nossa dívida com esse incrível profissional e grande amigo não vai acabar nunca!

A primeira ocorrência que o Montesi registrou foi a prisão de um homem de 50 anos de idade. Ele foi preso pelos policiais civis por volta de dez da manhã, numa casa no bairro das Flores. Com o suspeito de tráfico de drogas, estavam 500g de maconha, três celulares e cerca de 200 reais em dinheiro.
Na outra ocorrência, seis adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, foram apreendidos com 300 gramas de crak, um revolver calibre 22, 06 munições, aparelhos de som, balança de precisão, cerca de 200 reais em dinheiro trocado, relógios e bicicletas que teriam sido furtadas. As apreensões foram feitas na casa de um dos adolescentes, por volta das 14 horas.
É incrível o aumento no número de ocorrências envolvendo adolescentes na região. Um problema social e de segurança pública que atrai muita discussão e poucas providências.