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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Festa de São João em Matias Barbosa

Por Michele Pacheco

Nesta semana, estamos trabalhando na parte da tarde.
Mas, ontem nosso horário começou às seis da tarde.
Pauta: cobrir a Festa da Fogueira de São João, em Jardim do Mina, zona rural de Matias Barbosa.
Eu adoro festas juninas e ficou toda animada.
Só que a chuva forte me desanimou.
Imaginei que fosse chegar na comunidade debaixo do aguaceiro que caía em Juiz de Fora.

São João confirmou a fama de festeiro e garantiu uma noite tranqüila e apenas chuvinha fina.
Chegamos no lugarejo e encontramos uma fogueira acesa num campo em frente ao pátio da Capela de Santo Expedito.
Várias pessoas já estavam reunidas para dançar quadrilha.
A roupa não importava.

Com traje típico ou não, todo mundo se uniu para preservar a tradição junina.
O Robson estava a postos registrando todo o movimento.
Ele tinha que se posicionar num local em que não atrapalhasse os dançarinos.
Depois da quadrilha, começou o forró.

Enquanto uns dançavam, outros faziam fila para provar as delícias que a equipe coordenada pela Maria Helena Agostino preparou.
A mulherada caprichou no cardápio.
Tinha canjiquinha com costelinha, cachorro-quente, salgadinhos de todo tipo, canjica doce e muito refrigerante.

Depois de gravar com as cozinheiras, nós ainda provamos algumas das delícias.
Que, por sinal, estavam maravilhosas!
Gastando energia com a quadrilha e o forró, o pessoal queria repor as energias e fez fila para receber os quitutes distribuídos de graça.

“Nosso objetivo é fazer a festa, garantir a animação e compartilhar os alimentos que conseguimos por meio de doações” explicou a produtora rural de Matias Barbosa.
A Festa da Fogueira de São João foi criada há 36 anos pelo Vicente Agostino, produtor rural.
“Eu era criança quando vi uma fogueira na fazenda de um vizinho e prometi que um dia ia fazer uma festa para São João.

Em 1972, se não me falha a memória, fizemos uma bem grande e chamamos os vizinhos.
A festa foi ficando conhecida e a cada ano vinha mais gente da região.
Há 16 anos, começamos a fazer a festa no pátio da Capelinha de Santo Expedito.
Eu fico muito feliz vendo tanta gente se divertir” conta o produtor rural.

Uma figura nos chamou a atenção.
O Jurandir estava com uma vara de bambu bem comprida na mão.
Ele não saía de perto da fogueira.
Parei para conversar com ele e descobri que há três anos é o responsável por cuidar da fogueira.
“É fácil. Eu só vou arrumando as toras para que todas queimem por igual e não sobre pedaço de madeira.

À meia-noite, eu espalho as brasas numa roda e os corajosos passam sobre elas” explicou o servente de pedreiro.
Perguntei se ele já tinha feito isso e a resposta foi “Claro! Eu tenho fé em São João e por isso nunca me queimei!”.

Esperando pela meia-noite, eu, o Robson e o Mário César, auxiliar que nos ajudou
na matéria.
Ela era complicada de fazer, pois o lugar era muito escuro.
Precisávamos de dois pontos de luz, mas um pifou e a tomada ficava muito longe da fogueira.
Aí o jeito foi emendar extensões e correr com o tripé de luz, de um lado para o outro.
Mas, mesmo assim, deu tempo para tirar algumas fotos.

Desde que começamos com o “Notícias Fora do Ar”, temos nos divertido bastante registrando as mais diversas situações. Nossa profissão nos dá o privilégio de estar em locais em que não iríamos se não fosse a cobertura jornalístico.
E, como a gente se diverte trabalhando, cada lembrança é muito querida e vira longas histórias.
Quem quiser conferir a coragem dos devotos de São João passando pelas brasas da fogueira. Clique abaixo para assistir o vídeo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A novela do sistema carcerário em Minas

Por Silvan Alves
www.silvanalves.blogspot.com
Jornalista da TV Atividade

Dois homens presos no início da noite de hoje podem passar a noite no relento.
Eles estão algemados um ao outro pelo pés e sentados do lado de fora da carceragem em um banquinho de cimento, exposto a quem passa por alí.

Um deles veio de Palma-MG, para uma audiência que só acontece amanhã.
O outro foi preso à tarde porque deve pensão.
Segundo informações, o valor chega a R$ 3.000,00.
"Quando morava em São Paulo pagava até um salário e meio de pensão por mês, mas aqui em Muriaé, entrei em acordo para pagar cesta básica, e agora fui preso. Aguardo a chegada de meu patrão", disse o preso ao BLOG.

O outro homem que veio de Palma reclamou: "vou passar a noite neste frio? nesse banco? não posso, tenho muita dor de coluna".
A Cadeia Pública de Muriaé interditada a algum tempo, está agora com 142 presos, enquanto que sua capacidade é para 70.

Encontrar vaga na região é quase impossível, um desafio para o delegado diretor da cadeia.
Só para a Penitenciária Regional de Muriaé já foram mais de 30.
Ela também está lotada com 424 presos. Sua capacidade é para 396.
Mesmo assim a autorização tem que vir de Belo Horizonte.
Transtorno, frio, descaso.
Algo precisa ser feito.
Nem mesmo o fato de um deles ser deficiente físico mudou a situação.
Falar mais o quê?

Uma história muito louca

Por Silvan Alves -
www.silvanalves.blogspot.com
Jornalista da TV Atividade - Muriaé

Uma história muito louca que rendeu três páginas de boletim de ocorrência policial.
Uma muriaeense de 27 anos deixou a família preocupada e desorientada por mais de 30 horas, depois que simulou seu desaparecimento, seqüestro, estupro, etc.
E ainda deu muito trabalho para a Polícia Militar e Polícia Civil, que registrou um boletim de ocorrência de três páginas na tarde de hoje.

Tudo começou quando a família da mulher procurou polícia porque ela havia desaparecido na manhã de sábado às 7h, e por volta das 14h, havia ligado para casa, pedindo socorro a irmã e dizendo que foi pega por alguém.

O ex-namorado da mulher foi apontado como o primeiro suspeito (segundo a família, no passado ele disse que ela teria uma surpresa pela frente, por terminar o namoro com ele.
O rapaz foi procurado pela polícia (mas não tinha nada a ver com a história).

No desenrolar do fato, a moça foi encontrada, mas antes havia dito também a família que fora estuprada por três homens e abandonada na estrada de Barão do Monte Alto.

Durante os trabalhos de investigação, ficou esclarecido que a mulher de 27 anos de idade, havia apenas passado o dia e a noite em um motel da cidade na companhia de um homem e queria justificar porque dormiu fora de casa.

Se fosse uma adolescente até que era compreensível uma história absurda dessa.
E ela por ser uma costureira, até que costurou bem essa confusão.
A moça vai responder por Denúncia Falsa.
O delegado de plantão passou o caso para a Delegacia de Mulheres na manhã dessa segunda-feira.

domingo, 22 de junho de 2008

XV de Novembro é campeão da Copa Alterosa de Futebol Regional

Por Robson Rocha
Depois de dar de balaiada no time do Nagoya em Juiz de Fora, vencendo por 4 a 0, o time de Rio Novo só precisou administrar o jogo em casa para ser campeão.
Com um gol do zagueiro Tim Paraguaio, no segundo tempo, o XVde Novembro FC, de Rio Novo, ganhou do Nagoya AC(Juiz de Fora) por 1 a 0 e conquistou a Copa Alterosa de Futebol Regional 2008, a mais importante competição da Zona da Mata, Vertentes e Mantiqueira.

Com a presença de mais de 2000 pessoas, o XV de Novembro garantiu o título e conquistou de vez o carinho da torcida.
O árbitro foi Sérgio Luiz Avelino.
A Michele tinha sugerido ao pessoal da TV levar o técnico do Tupi para acompanhar a final e parece que o pessoal gostou. è uma chance para o futebol amador emplacar craques no futebol profissional.

O ex-técnico do Tupi, João Carlos, conversou com ela e achou a idéia ótima, lembrando que, no interior de São Paulo, os times têm o hábito de buscar talentos nas competições regionais.
Os troféus foram entregues aos times finalistas pelo presidente do Tupi FC, Áureo Fortuna, pelo treinador do Tupi, Toninho Moura, e pelo presidente da Liga de Futebol de Juiz de Fora, Ricardo Wagner.

A cobertura completa será apresentada no Jornal da Alterosa - Edição Regional desta segunda-feira, que vai ao ar às 11h50.
A partida teve a transmissão na íntegra pelas Rádios Cataguases-AM(equipe de Marco Antônio Baiano) e Difusora de São João Nepomuceno-AM(equipe de Fernando Kibil).
A imprensa da região teve papel importante na divulgação da Copa Alterosa e merece elogios pelo trabalho profissional e a dedicação demonstrada.

Diga-se de passagem, o título do XV de Novembro é mais que merecido. Os jogadores mostraram raça em todos os jogos e uma vontade grande de vencer. Em 2007, o time foi vice-campeão regional.

Parabéns à equipe de Rio Novo!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Operação "João de barro"

Por Robson Rocha

A Polícia Federal invadiu novamente o prédio da prefeitura de Juiz de Fora, foi mais um dia de operação procurando evidências de desvio de verbas.
Dessa vez, batizada de “João de barro”, pois envolveria desvio de verbas da construção de casas populares.
Ficamos sabendo da operação e, às seis e dez da madruga, a gente já estava na prefeitura de Juiz de Fora.
Ainda estava escuro e os veículos da Polícia Federal já estavam na entrada do prédio.

A Michele ficou fazendo maquiagem, que àquela hora tinha que ser reforçada devido à cara de sono, enquanto fui fazer imagens.
Gravei mais distante, ainda não sabia como seria a recepção.
Alguns policiais tinham acabado de subir e na recepção estavam dois agentes e o delegado Cláudio Nogueira.
Logo ouvi alguém dizendo: “Vocês não dormem não?”
Cheguei mais perto e cumprimentei o pessoal.

Eles queriam saber como ficamos sabendo, mas os deixamos na curiosidade.
Logo a Michele chegou e descobrimos que os agentes estavam no quarto andar, onde funciona a Comissão Permanente de Licitações (CPL).
Consegui fazer imagens dos policiais que passavam próximo a janela e só.
A entrada da imprensa não foi permitida durante a operação.

Perguntei se eu poderia subir e o delegado, apesar de toda a simpatia, disse não.
Fazer o quê?
Fazia muito frio e, como tinha que ficar do lado de fora, me agasalhei com vontade.
Aos poucos o dia foi clareando e o frio aumentando.
Avisamos nossa chefe sobre a operação e gravamos um flash para o Primeira Página, jornal que vai ao ar na TV Alterosa às sete e quinze da manhã.

Logo depois, chegou o prefeito de Juiz de Fora, José Eduardo Araújo, que subiu com o delegado da Polícia Federal, só consegui gravar até eles entrarem no elevador, pois mais uma vez não me deixaram subir.
Mas, não adiantou chegarmos cedo, pois não usaram nenhuma imagem exclusiva em nosso jornal.
Deve ter dado algum problema na fita, porque nem mesmo a imagem do delegado recebendo o prefeito e avisando da operação no prédio, que também era só nossa, foi usada.

Mas, enquanto os policiais procuravam por documentos, eu ficava andando de um lado pro outro, pra não congelar, ou gravava imagens dos funcionários que começavam a chegar para trabalhar.
Quando eram umas sete e meia, chegou a equipe da TV Panorama. Passei para o Manoel Santos, repórter cinematográfico, onde estavam os policiais para que ele pudesse fazer imagens.
Depois, como o jeito era esperar, a gente ficou procurando um lugar ao sol, pra esquentar um pouco.

Logo depois, o restante do pessoal da imprensa chegou.
Todo mundo informado do que estava acontecendo e o jeito era esperar.
Cada um arrumou um jeito para passar o tempo.
A maioria ficou batendo papo.
Mas, o Ricardo Miranda, da Tribuna de Minas, arrumou um jeitinho diferente.
Ele ficou desfilando em cima do banco como se fosse uma passarela, enquanto acionava as fontes dele pelo celular. Lindo, né?

Mas, nós da imagem, ficamos o tempo todo com um olho na recepção e outro no quarto andar. Porém a boca... Como esse povo fala! O Olavo Prazeres, repórter fotográfico da Tribuna de Minas, chegou sem blusa de mangas compridas e passou a manhã toda, literalmente, roxo de frio. Disse que a mulher dele, Regina Ramalho, produtor da TV Alterosa tinha avisado para levar um agasalho, mas ele achou que não ia precisar.

Já o Carlos Mendonça, repórter fotográfico, do jornal O Tempo, o do meio na foto acima, tirou o vistoso cavanhaque e registrou algumas fotos nossas.
Ele disse que eu estava parecendo um estivador com o meu gorro de lã. Mas, o frio estava cruel.
Minhas orelhas bem que agradeceram a proteção.

O tempo só começou a esquentar, depois das dez da manhã.
Mas, aí eu não podia tirar a blusa, pois o carro estava longe e não havia onde deixar o agasalho.
Moral da história, hoje eu suei a camisa.
Essa foi ruim, rsss.
O tempo não passava e nada acontecia.

As informações vinham mais de Belo Horizonte do que do prédio da prefeitura de Juiz de Fora.
O pessoal que não é da imprensa, estranhou a Michele falando ao microfone em um canto, enquanto eu estava próximo à entrada do prédio.
Tive que explicar a um senhor que estava gravando o off da matéria.
Ela saiu de onde tinha muito barulho e eu estava de olho.
Pois, se alguma coisa acontecesse eu não perdia a imagem.

Mandamos mais um material para a TV e logo depois os policiais saíram com várias caixas repletas de documentos. O delegado Cláudio Nogueira não ia gravar entrevista, mas foi cercado pelos jornalistas e, pra se livrar, acabou falando algumas coisas.
Daí foi só ir para a TV e descarregar os equipamentos.
Agora, é curtir nossa folga de final de semana.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Imagens do incêndio no centro de Juiz de Fora

Incêndio no centro de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Estávamos no depósito da prefeitura fazendo imagens dos lotes de remédios vencidos que foram vistoriados ontem à tarde pela polícia federal, quando um funcionário disse que tinha visto um incêndio na rua Espírito Santo.
Terminamos as imagens dos medicamentos, que venceram em vez de ser distribuídos à população e geraram um investigação sobre os responsáveis pelo desperdício, e fomos para o centro da cidade.

O apartamento que pegou fogo fica na rua Espírito Santo, quase esquina com Avenida Independência, num dos cruzamentos mais movimentados da cidade.
A cobertura é dividida em duas partes: um terraço em cima e vários cômodos embaixo.
Foi num desses cômodos que as chamas começaram.

Enquanto o Robson registrava o trabalho dos bombeiros, corri dois quarteirões para entregar a fita com as imagens dos remédios e voltei ao local do acidente.
A rua estava com o trânsito interditado, o que gerou confusão no trafégo na área, em pleno horário de pico.
Segundo testemunhas, o fogo começou por volta de onze da manhã.

No apartamento, no último andar do prédio, havia muita fumaça.
Do alto, mal dava ver os bombeiros trabalhando do lado de dentro.
Conseguimos subir num estacionamento que fica em frente, para fazer imagens no mesmo nível do cômodo incendiado.

O Robson teve que se esquivar dos jatos de água que eram jogados pelos bombeiros de dentro para fora.
Eram tão fortes que cruzavam a rua e chegavam no estacionamento.
Mesmo assim, a fumaça custou para diminuir.

Na rua, os bombeiros isolaram a área junto a Polícia Militar, para impedir que os curiosos corressem perigo.
Foram necessários muitos jatos de água também de cima para baixo.
Ao todo foram onze mil litros gastos.
Por medida de segurança, a energia elétrica foi suspensa pela Cemig na área próxima.
Quem trabalha ou mora por perto correu para ver o que tinha acontecido.
De longe dava para ver a fumaça saindo da janela do apartamento.

Segundo o médico do SAMU, Paulo Valle, havia uma moradora no imóvel quando o incêndio começou.
Ela tentou apagar as chamas com um extintor, mas não conseguiu.
Os bombeiros e a equipe do SAMU chegaram rápido e ela foi retirada do prédio.
Mas, tentou voltar para salvar o cãozinho de estimação que tinha ficado para trás.

Como havia fogo e muito perigo, ela foi impedida de subir.
O médico contou que a mulher teve queimaduras de primeiro grau no rosto, arranhões nos braços e estava abalada.
Ela disse que o fogo começou num curto circuito.

O Robson subiu junto com os bombeiros e registrou imagens do apartamento com as paredes e os móveis chamuscados.

O Tenente Demétrius Goulart, dos Bombeiros, disse que a cena que encontraram foi de muito fogo nos dois cômodos da frente do apartamento.
"Parecia um depósito, com grande quantidade de roupas e papéis.
Isso fez o fogo se alastrar rápido e impediu que a moradora conseguisse conter as primeiras labaredas" explicou o tenente.

Olhando de fora, dava para notar as pastilhas da fachada queimadas e o mármore do parapeito quebrado.
Mesmo pensando em informações e imagens, a gente da imprensa não se acostuma nunca com situações desse tipo.
Entre um registro e outro, todo mundo pára para olhar a fumaça e a habilidade dos bombeiros.

Na era do celular com câmera, ninguém perde tempo.
Muita gente nos parou para oferecer imagens do momento em que o fogo começou, antes dos bombeiros chegarem.
Gravamos entrevista com dois "cinegrafistas amadores" e eles mostravam uma mistura de excitação e medo.
O Tony Pereira, funcionário público, fez ótimas imagens que postamos aqui no blog. Elas mostram as chamas altas consumindo o que havia no apartamento e se espalhando pela fachada.

O morador do apartamento vizinho estava na rua com o cachorrinho de estimação.
Ele disse que os bombeiros pediram a todos para evacuar o prédio.
Algumas pessoas saíram com malas nas mãos, outras estavam tão assustadas que nem se lembraram de pegar nada.
Os bombeiros acionaram a Defesa Civil para vistoriar o imóvel, já que rachaduras foram notadas nas paredes entre os apartamentos.

O tenente Goulart temia que a estrutura do apartamento estivesse comprometida.
Depois de controlar as chamas e a fumaça, os bombeiros retiraram ferragens da janela e as partes soltas da fachada, para evitar que os materiais caíssem e machucassem alguém embaixo.
Durante a vistoria no apartamento, eles notaram que o cãozinho da família tinha morrido no incêndio.

Caminhões batem de frente na estrada Muriaé-Miraí

Por Silvan Alves
www.silvanalves.blogspot.com
Jornalista da TV Atividade

O acidente aconteceu na estrada Muriaé-Miraí, entre 6h e 7h desta quinta-feira, próximo ao distrito de Boa Família.

Dois caminhões, um frigorífico carregado de carne que vinha de Ubá-MG, e o outro de tijolos, que estava vindo de Muriaé bateram de frente ficando totalmente destruídos deixando três pessoas feridas.

O Corpo de Bombeiros de Muriaé teve muito trabalho para retirar as vítimas das ferragens.

O trânsito ficou fechado nos dois sentidos quase que toda a parte da manhã.

A estrada Muriaé-Miraí, é uma das mais perigosas da região: cheia de curvas, estreita, sem acostamento e com trânsito intenso de veículos pesados.

Foto/Imagem: Dirlei Oliveira.
Colaboração: Waltecy Prado/TV ATIVIDADE.

Operação Pasárgada pode chegar à Câmara Municipal de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Desde a Operação De Volta para Pasárgada, realizada no dia 12 de junho, temos ouvido boatos sobre provas de pagamento de propina a vereadores de Juiz de Fora em troca da liberação do aumento do preço da passagem dos ônibus urbanos. Agora, as informações são mais concretas.

A divulgação dos vídeos em que o ex-prefeito Alberto Bejani aparece com o empresário Francisco Carapinha, o Bolão, vice-presidente da Astransp (Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Juiz de Fora), deixou mais claro para a população que eram verdade as suspeitas levantadas em 2007 sobre suborno.

Na época, os estudantes foram às ruas protestar e criaram muito tumulto.
Todos queriam que uma revisão fosse feita na planilha apresentada pelas empresas de transporte.
Como o aumento foi aprovado na Câmara, sem muito alarde, foi levantada a possibilidade de que os vereadores tinham recebido propina para garantir o reajuste na tarifa, passando de R$1,50 para R$1,75.
Apesar dos protestos e das denúncias, o caso foi abafado e a passagem aumentou.
A Justiça chegou a avaliar as planilhas, mas não encontrou irregularidades na época.
Agora, a situação mudou.

No Dia dos Namorados, quando a sede da Astransp foi invadida pela Polícia Federal e vários documentos foram apreendidos, os policiais federais teriam ganho um presente pelo amor ao trabalho.
Entre os documentos recolhidos, estaria uma agenda com nomes de vereadores que teriam recebido propina para liberar o aumento da passagem.

O material está sendo avaliado e várias autoridades do município já ouviram informações sobre o conteúdo.
Uma fonte nos contou que, por enquanto, a Polícia Federal não quer divulgar a agenda e vai fazer um levantamento completo na vida daqueles que foram citados.
Em ano de eleições municipais, isso vai dar o que falar!
Em breve devemos ter novidades sobre as Operações Pasárgada.

Ao contrário das Polícias Civil e Militar, a Polícia Federal tem ido fundo nas investigações criminais e políticas. Se os policiais militares e civis muitas vezes esbarram na parede de proteção criada pelos governos estaduais e municipais para evitar que as irregularidades sejam descobertas, os federais têm demonstrado liberdade de ação.
As Operações Pasárgada são um bom exemplo.
Muitas pessoas acreditavam que não daria em nada e que os políticos e juristas presos seriam soltos e o caso abafado. Não é o que está acontecendo.
Quem sabe, se ficar claro que a punição existe para todos, não seja possível reduzir a corrupção no país?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Polícia Federal procura provas no escritório de Bejani

Por Michele Pacheco

Com certeza os brasileiros vão pensar duas vezes antes de citar o trecho mais conhecido do poema: "Vou-me embora para Pasárgada, porque lá sou amigo do Rei..."

O reino tão sonhado, onde tudo é possível graças à "amizade" com o rei, não deu muito certo na vida real.
A Polícia Federal realizou no dia 9 de abril a primeira fase da Operação Pasárgada.
Entre os presos estava o prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani.
Durante os 14 dias em que ele ficou preso, vimos aliados políticos pulando do barco, tentando justificar a ligação com Bejani e se agarrando a outros nomes influentes.

O então prefeito foi solto, voltou com carga total à mídia, mostrando documentos que afirmava comprovarem a origem dos R$1,2 milhão apreendidos na casa dele e deixando em saia justa quem tinha debandado.
Mas, as investigações apontaram irregularidades nas provas apresentadas e algumas testemunhas importantes indicadas por ele pioraram a situação, fazendo denúncias graves.

Na quinta-feira passada, a Polícia Federal sacudiu de novo o reino de Pasárgada.
Alberto Bejani foi preso mais uma vez e vídeos foram divulgados, mostrando o então prefeito negociando propina com o empresário Francisco Carapinha, o Bolão, em troca de liberação de aumento nas passagens de ônibus no município.
Nessa segunda-feira, Bejani renunciou de dentro da Penitenciária Nélson Hungria e o vice, José Eduardo Araújo, assumiu o cargo prometendo rigor no combate à corrupção e auditorias freqüentes no Executivo.

Achamos que o caso estava concluído, mas nada disso.
Ontem, fomos avisados de que a Polícia Federal estava apreendendo veículos em lojas da concessionária dos Carapinha. Fomos até um shopping automotivo na saída de Juiz de Fora e acompanhamos a retirada de cinco carros.
Um sexto veículo já tinha sido apreendido numa loja na Avenida Independência, no centro da cidade.

Os policiais saíram em comboio até à Delegacia da Polícia Federal e depois seguiram com as apreensões.
Eles tinha doze mandados de busca e apreensão para cumprir.
Desde o início da Operação Pasárgada, os federais não têm descanso.
O material recolhido na primeira operação foi avaliado com calma e todos os detalhes checados.
Agora, eles estão indo em busca de documentos e provas para complementar as investigações.

Foi por isso que no início da tarde de hoje eles voltaram a agir.
Uma equipe da Polícia Federal esteve no escritório do ex-prefeito, na Avenida Rio Branco, número 3500, ponto tradicional de escritórios políticos.
A denúncia era de que as paredes do imóvel eram ocas e usadas para guardar dinheiro e documentos. Os policiais agiram com um mandado de busca e apreensão, trazido de Belo Horizonte pelo Delegado Mário Velloso, que comandou a Operação de Volta para Pasárgada.
Depois de passar a tarde com marretas, derrubando as paredes construídas para unir duas salas do prédio comercial, os policiais não acharam nada.

A informação é de que ali era mesmo guardado dinheiro, mas tudo que havia de interessante e comprometedor foi retirado por assessores depois da primeira prisão.
Com a renúncia e a prisão, Bejani deixou de ser interessante para quem tem ambições políticas. Quem antes enchia a boca para falar com orgulho o nome do ex-prefeito, agora busca alianças entre os inimigos políticos de Alberto Bejani.

Essa história serve de alerta para os candidatos e eleitores.
Não adianta ser amigo do rei, se ele estiver na mira da Polícia Federal. E, se estiver, não adianta insistir em lealdade política. O que acaba valendo é o "salve-se quem puder".
Cuidado da próxima vez que tiver que recitar o poema.

"Vou-me embora para Pasárgada, porque lá sou amigo do Rei..." Na política, as amizades podem ser perigosas e comprometedoras.