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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Diretora de abrigo indiciada por maus tratos

Por Michele Pacheco

Depois de quatro anos de investigação, a Delegacia de Mulheres de Juiz de Fora concluiu o inquérito sobre denúncias contra a responsável pela administração de um abrigo.
Segundo a delegada, a polícia civil foi acionada pelo Ministério público para apurar maus tratos, exploração sexual de adolescentes, venda de material de doação e fornecimento de bebida alcoólica a crianças e adolescentes.

Sônia Parma revelou que as investigações confirmaram as denúncias.
Foram ouvidos 14 crianças e adolescentes que vivem no abrigo.
Uma interna contou ter perdido a virgindade no local aos 12 anos e ter continuado a manter relações sexuais com funcionários e outros abrigados.
Em outros depoimentos, foi dito que o consumo de álcool era liberado no local.
Hoje, 25 crianças e adolescentes com idades entre 3 e 17 anos estão no abrigo.

A responsável pela administração ficou revoltada com o resultado do inquérito.
Ela negou todas as acusações.
"Para quem eu iria vender o material doado?
Eu ajudo várias outras entidades e muitas famílias carentes.
Antes que os alimentos passem do prazo de validade, eu distribuo.
Nunca vendi nada" desabafou a dirigente que atua há 40 anos abrigando crianças e adolescentes em situação de risco social.
Ela disse ainda que "quanto aos maus tratos, o abrigo é fiscalizado com frequencia e nunca encontraram nenhuma irregularidade.

A própria polícia civil já esteve aqui com peritos várias vezes e viu tudo em ordem."
A dirigente acredita que o preconceito dos vizinhos, num bairro nobre de Juiz de Fora, tenha despertado as denúncias.
"Ninguém quer o abrigo num bairro de classe média alta.
Somos discriminados e várias pessoas já pediram a nossa retirada daqui" desabafou.

Uma cópia do inquérito foi enviada à Promotoria da Infância e da Juventude.
Mas, o promotor afirma que não recebeu o documento.
Ele não fala sobre o caso.
O mesmo ocorre na Vara da Infância e da Juventude.
A Juíza não vai se manifestar, pois não foi comunicada pelo Ministério Público.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Audiência Pública sobre o Restaurante Popular de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O Restaurante Popular de Juiz de Fora foi anunciado como um grande feito para o município.
Isso foi no governo Bejani, antes da prisão do ex-prefeito e das denúncias de desvio de verbas do FPM, Fundo de Participação dos Municípios.
Autoridades se reuniram para inaugurar a placa que dava início às obras.
Mas, tudo mudou com a Operação Pasárgada.
Com o prefeito preso e recursos do município retidos, a cidade acompanhou a renúncia do Bejani, a tomada de posse de José Eduardo Araújo e a eleição de Custódio Mattos (PSDB).

E nada de sair do papel o restaurante tão esperado por pessoas de baixa renda, estudantes e profissionais que trabalham na área central e esperavam ter refeições de qualidade por preço baixo.
A alegação da atual administração é que a crise política que deixou seqüelas econômicas tornou impossível para o município arcar com as despesas de manutenção do projeto.
Dados divulgados à imprensa revelam que seriam necessários três milhões e duzentos mil reais para manter o restaurante funcionando.

Durante uma Audiência Pública realizada nessa tarde na Câmara Municipal de Juiz de Fora, o vereador Flávio Checker (PT) contradisse os dados divulgados.
Ele lembrou que o governo federal já depositou na Caixa Econômica Federal um milhão e quatrocentos mil reais para a implantação do projeto.
Ao município, caberia apenas uma contrapartida pequena.
Hoje, o gasto seria de 700 mil reais para a prefeitura.

O plenário da Câmara estava lotado e mais de 40 pessoas se inscreveram para opinar sobre o assunto na Audiência.
Foram sindicalistas, profissionais de várias áreas, catadores de papel e pessoas de baixa renda.
Todos foram unânimes ao cobrar a construção do restaurante.
Alguns foram mais incisivos e chegaram a se exaltar ao falar da paralisação das obras.

Entre os mais revoltados, encontramos a Vera Assis.
Ela é catadora de papel e já foi personagem de uma reportagem da TV Alterosa sobre reciclagem de lixo.
A Vera sai de casa às cinco da manhã e só volta à noite.
O que ela ganha vendendo material reciclável é usado para as despesas da família.

Com isso, a catadora muitas vezes passa fome para economizar.
“A gente está virando mendigo!
Para comer, tem que pedir esmola.
O que a gente ganha não dá para pagar um prato de comida todo dia.
O restaurante popular é um direito nosso e vamos cobrar” reclamou ela ao microfone.

Nós, jornalistas, tentamos nos movimentar sem prejudicar o público que ouvia ansioso cada depoimento e cada cobrança.
Difícil é para o Robson e os outros cinegrafistas e fotógrafos ficarem de um lado para o outro, em busca de boas imagens.
Uma hora ou outra eles ouvem alguém brigando e pedindo para saírem da frente.
Ossos do ofício!

Mas, em audiências longas como foi essa, sempre dá tempo de trocar idéias com os colegas de imprensa.
A Josy estava apurando informações com o Flávio Checker e o Robson e o Gilberto ficaram no maior papo.
Como faz tempo que não nos víamos, os dois estavam cheios de novidades para trocar.

O Restaurante Popular ainda vai dar muita polêmica.
O impasse continua.
A prefeitura alegando não ter verba para o projeto e a sociedade organizada tentando provar que há recursos suficientes e que a construção é uma prioridade social.
O Defensor Público da União que participou da audiência lembrou que o restaurante não pode ser visto apenas como mais uma obra.
Ele é uma questão de Direitos Humanos.

“O valor da alimentação em Juiz de Fora é muito elevado.
O acesso a uma alimentação de qualidade é um direito dos brasileiros.
Não se pode avaliar essa situação apenas do ponto de vista econômico, nem discutir o assunto com motivações apenas políticas.
É preciso priorizar o lado social” explicou ele.
A postura foi aplaudida.

Bombeiros do 4ºBBM fazem travessia do dia mais frio

Por Assessoria de comunicação do 4ºBBM

Na manhã do dia 24 de junho,
o Quarto Batalhão de Bombeiros Militar realizou a Travessia Represa João Penido
- Dia Mais Frio 2009.
Os Bombeiros Militares, após alongamento e aquecimento,
fizeram a travessia, a nado, da Represa João Penido.

O Sr. Tenente Coronel BM Rodney de Magalhães,
Comandante do 4º BBM, também participou da atividade juntamente com os demais militares,
totalizando 25 participantes.

Vislumbrando a necessidade de constante instrução para a tropa do Quarto Batalhão de Bombeiros Militar e considerando que ocorrências envolvendo habilidades aquáticas podem ser exigidas a qualquer tempo,
esse treinamento prático de natação teve por objetivo adaptar os Bombeiros Militares às demandas apresentadas no inverno,
além de promover o espírito de equipe.
Este já é o terceiro ano em que o Quarto Batalhão de Bombeiros Militar realiza a Travessia do Dia Mais Frio,
sendo que o evento já faz parte das comemorações da Semana de Prevenção.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pitbull à solta assusta moradores de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Por volta de três da tarde, a notícia se espalhou pelo bairro Industrial, zona norte de Juiz de Fora.
Um cão da raça pitbull estaria solto pelas ruas, tentando entrar nas casas.
Todo mundo ficou assustado.
A informação estava certa.
Assim que nos passaram o caso, fomos para o local.
Encontramos duas viaturas da Polícia Militar.
O animal era uma cadela pitbull.

Ela estava estressada e ia de um portão a outro.
Os moradores nos contaram que o bichinho tinha sido visto andando assustado no meio dos carros.
Depois, foi acuado na rua sem saída.
Uma viatura ficou ao lado da cadela, para agir em caso de ataque.
A outra ficou na entrada da rua, impedindo a passagem de veículos e orientando os pedestres.

Deu pena ver a coitadinha indo de um lado para o outro sem rumo.
Ela estava visivelmente apavorada.
Parecia ter acabado de fugir de alguma casa.
O problema é que a docilidade aparente não serviu de consolo.
Estamos cansados de ouvir notícias horríveis sobre ataques de pitbulls e ninguém se atreveu a chegar muito perto.

Os moradores reclamaram que estavam havia duas horas esperando pela captura.
A presidente da Sociedade Pró-melhoramentos do bairro Industrial contou que ligou para o Demlurb, Departamento de Limpeza Urbana de Juiz de Fora.
A informação foi de que eles não fariam o recolhimento e que a comunidade deveria acionar os bombeiros.
Isso foi feito, mas eles não apareceram.
Por telefone, nos disseram que não poderiam atender à ocorrência, pois as equipes de plantão estavam destacadas para combater uma queimada.

Depois de três horas de ansiedade, uma moradora teve a idéia de prender a cadela na varanda de uma casa.
A mulher combinou tudo com um vizinho.
Ela abriu o portão e correu para o outro lado da rua, entrando apressada na casa dos amigos, que fecharam a porta rápido.

O animal seguiu direto para a varanda e o portão foi fechado por um policial militar.
A cadela estava com o focinho machucado, de tanto se esfregar nos portões, tentando entrar.

Cerca de meia hora depois, a equipe do canil da Polícia Militar chegou.
Com a eficiência e a tranqüilidade de sempre, os policiais foram até o portão, avaliaram o animal, colocaram uma coleira para evitar que ele fugisse e tiraram o pitbull de lá.
O Cabo Adenilson agiu com tanta calma, que todo mundo ficou olhando surpreso.
Ele carregou a cadelinha com todo cuidado no colo e parecia não querer abandonar o bichinho assustado.
Os boatos no bairro eram de que a cadela foi solta de propósito pelo dono, que queria se livrar dela.
Se for verdade, ele merece uma punição severa pelo desrespeito ao animal e à segurança dos vizinhos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Acidente entre carro e moto deixa dois feridos na BR 040

Por Michele Pacheco

Por volta de cinco da tarde, o motorista de um Corolla com placa de Cataguases seguia pela BR 040, no sentido Juiz de Fora-Belo Horizonte.
No trevo de Lima Duarte, ele fez o retorno para seguir viagem rumo ao Sul de Minas.
Ao terminar a alça do trevo, deveria ter ficado na pista da esquerda por um trecho maior antes de cruzar as outras duas pistas e entrar à direita.

Segundo o próprio motorista, um vendedor, ele olhou pelo retrovisor e não viu nada.
Assim, saiu do trevo e cruzou a rodovia para pegar a BR 267 e seguir até Lima Duarte.
O problema é que ele não estava sozinho na estrada.
A manobra irregular foi rápida e não deu tempo de um motociclista desviar.
O resultado foi a batida da moto na traseira do Corolla.

O motociclista não se machucou pouco, mas o carona ficou todo arranhado.
Com o impacto, os dois ocupantes caíram no asfalto.
Quem estava na garupa teve vários arranhões pelo corpo.
O rapaz foi socorrido por uma equipe da Concer, concessionária responsável pela administração do trecho privatizado da BR 040.

A vítima foi atendida e colocada na ambulância, à espera da chegada da equipe médica.
Foi tudo muito rápido.
Estávamos voltando de viagem e vimos a ambulância e o carro da Polícia Rodoviária Federal.
Descemos rápido.

Enquanto o Robson registrava imagens do acidente, eu apurei com os policiais algumas informações básicas que pudesse colocar numa passagem.
O restante dos dados, eu pegaria depois, quando os policiais já tivessem terminado de registrar a ocorrência.

O problema era que estava escurecendo rápido e, se eu demorasse para gravar, não teríamos mais uma imagem boa.
Além disso, em casos de acidente, se o repórter demora para apurar, ele acaba gravando a passagem sem movimento no fundo.
Acho horrível!
O telespectador acompanha todo o trecho em off com imagens de ambulância, movimento policial, luzes piscando...
Aí, vem o repórter paradinho com o fundo vazio, sem ninguém se movendo.
Depois, retoma o off com toda a movimentação de novo!

Nesse caso, deu tudo certo. Fizemos as imagens, passagem, sonora com o motorista do Corolla e com o inspetor Lima Correa, da Polícia Rodoviária Federal.
Tudo isso em menos de cinco minutos.
Aí, foi só terminar de pegar os dados para colocar em off e esperar a decisão do médico sobre a necessidade de encaminhar ou não a vítima a um hospital de Juiz de Fora.
O rapaz acabou liberado, depois de ter os arranhões limpos e tratados.
Menos mal!

Copa Alterosa de Futebol Regional

Por Michele Pacheco

Nesse domingo foi realizada em Belmiro Braga a segunda rodada da competição.
O Vargem Grande jogou em casa e venceu por 2 a 1 o Villa do Carmo, de Barbacena.
O jogo foi disputado.
A equipe visitante chegou assustando e tentando impor ritmo à partida.
Mas, ficou só na tentativa.

O Vargem Grande (de uniforme preto e branco) se organizou e criou boas jogadas.
Aos poucos, o time de Barbacena foi perdendo espaço de jogo e sentindo o peso do ataque adversário.
Aos 18 minutos do primeiro tempo, Julinho abriu o placar para a equipe da casa.
Cacau ampliou o placar aos 23 minutos da etapa final.
O Villa do Carmo, que perdeu um pênalti, defendido pelo goleiro “Secreto”, diminuiu a diferença aos 41 minutos.
Felipe foi o autor do último gol do jogo, fechando a partida em 2 a 1.

No domingo anterior, o Villa do Carmo empatou em casa com o Unipac/Benfica, de Juiz de Fora. Foi na abertura da Copa Alterosa de Futebol Regional.
Eu e o Robson acompanhamos esse primeiro jogo.
Foi numa manhã gelada em Barbacena.
O público disputou cada pedacinho de sol na arquibancada.
Se, do lado de fora, o frio imperava, dentro do gramado o clima esquentou.

O Robson montou o equipamento na arquibancada, pois o ângulo para a gravação era melhor do que nas cabines.
Ele espantou o frio atento ao jogo e sem poder piscar, pois a partida foi recheada de momentos polêmicos.

Eu tentava driblar a minha miopia e o sono, a fim de não confundir os jogadores e anotar dados errados.
A partida começou morna e eu estava atenta aos melhores lances, para o caso de não sair nenhum gol.
A gente trabalha sempre sintonizado. Quando tem um lance melhor, o Robson me passa, ou eu levanto e confiro, o tempo marcado na fita, o TC (time code). Assim, fica mais fácil para o editor ir direto ao lance citado no texto. Depois, é só anotar na lauda o tempo e onde deve entrar cada imagem.

O jogo morno foi esquentando e as jogadas polêmicas também.
O técnico do Unipac/Benfica foi advertido pelo bandeirinha e pelo árbitro, mas não adiantou.
Ele ficou o tempo todo na beira do gramado, do lado contrário aos bancos de reservas.
Quando o Villa do Carmo abriu o placar, foi um tumulto só!

O Moacyr Toledo invadiu o campo, bateu boca com o juiz, chutou o bandeirinha e foi expulso.
Os jogadores do time visitante seguiram o exemplo do treinador e reclamaram muito.
Eles afirmavam que o gol não tinha valido, pois tinha havido mão na bola. Quando as coisas acalmaram um pouco, houve mais reclamações.

Faltando uns dez minutos para o fim do jogo, eu deixei a arquibancada e dei a volta em todo o campo para entrar no gramado e esperar a hora de entrevistar os técnicos.
Como o Robson não poderia descer com a câmera antes do apito final, eu pedi aos entrevistados para gravar no meio do campo, para diminuir a distância da câmera..
Estava tudo certo.

Gravei com o técnico do Villa do Carmo, Henrique Alvim.
Acabei a entrevista e estava prestes a buscar o Moacyr, quando um berro ecoou pelo estádio, chamando a atenção de todo mundo.
Lá estava o Robson, no meio da arquibancada balançando os braços.
Para mim, pobre míope, parecia um boneco desengonçado fazendo gestos sem sentido.
Respondi com um educado “Quêêêêêê?”.
Ele esfregou o rosto, olhou para o céu e parecia estar rezando, ou pedindo paciência, pois já tinha repetido umas duas vezes e eu não tinha entendido.
Por fim, ele limpou a garganta e fez inveja a muitos tenores!

Dessa vez, eu pude enxergar até as cordas vocais dele se exercitando. O timbre forte e másculo do meu marido ecoou pelo estádio inteiro “REPITA A ENTREVISTA!O SOL SAIU E ESTOUROU A IMAGEM” Aí, sim! Entendi e repeti a entrevista com o Henrique que parecia tentar não rir dos dois malucos enviados pela Alterosa para cobrir o jogo.

Depois, gravei com o Moacyr Toledo e perguntei ao Robson se tinha valido, antes de liberar o entrevistado. Achei melhor fazer isso, do que repetir o mico!
Bem, a Copa Alterosa segue com Vargem Grande na liderança, com três pontos, Unipac/Benfica e Villa do Carmo com um ponto cada um, e Nagoya sem pontos, pois ainda não jogou. A partida entre Unipac/Benfica e Nagoya seria no sábado passado, mas foi adiada. Nesta terça-feira, os organizadores da Copa se reúnem para definir os próximos jogos.