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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

sábado, 29 de março de 2008

BR 267 em uma hora e meia

Por Robson Rocha

Nesta sexta-feira fizemos uma pequena viagem, na volta, em pouco mais de 130 quilômetros, viemos observando alguns detalhes.

Logo nos primeiros 10 quilômetros, tivemos que parar. A pista estava fechada, algumas árvores foram cortadas e caíram no meio da pista. Aproveitei para fazer algumas imagens e enquanto isso a Michele foi procurar o responsável, no local, para pegar informações.
O que chamou mais a atenção foi o naipe do chefe da turma. Era um camarada estranho, sem camisa que, quando viu o carro da TV, foi pra trás do Fiat Uno. Mas ele passou pra Michele que o corte era autorizado pelo IEF e eram árvores com risco de cair na pista.
Sem ter como confirmar as informações, levamos o que tínhamos e depois o pessoal da redação confirmaria.

Seguimos e chegamos à Br 267. Estrada que já esteve em um estado lastimável, mas agora, diante do que já foi, está com um estado de conservação razoável. Ainda existem alguns trechos com buracos. Acostamento nem pensar! Há muito mato e quase não existe sinalização. Além disso, a rodovia é muito estreita. Eu não aconselho ninguém a passar por ela à noite.

Rodamos uns cinco quilômetros e demos de cara com um monte de urubus na pista. Como vinha um carro no sentido contrário, tive que segurar no freio para não fazer um strike. Uma ave dessa bater no carro já faz um estrago considerável, imagine se eu tivesse atropelado o bando de bichinhos. Com certeza, algum iria parar no colo da Michele. Mas, como o bicho é o mascote do time dela, talvez ela não se importasse...

Logo chegamos ao pior trecho da estrada, em Argirita. No primeiro trevo da cidade há muitos buracos e não tem jeito de escapar. Cinco quilômetros à frente, no início da serra, existe um viaduto em curva muito perigoso e, pra piorar, parte da laje dele cedeu e ficou um enorme buraco em uma das pistas, obrigando o motorista a ir para a contra-mão.

Menos de dois minutos se passaram e um carro parado na estrada, sem acostamento. Um homem fez sinal. Ficamos na duvida, são tantos casos de assalto em estradas que a gente fica com receio. Mas paramos. O homem pediu que anotássemos um número de telefone para que pedíssemos socorro para ele, porque ali o celular não funcionava. Para pedir socorro dali, só se fosse com sinal de fumaça! Pois nos quase 100 quilômetros entre Juiz de Fora e Leopoldina, celular só no trecho urbano de Juiz de Fora, um pequeno trecho em Bicas e depois só em Leopoldina. No restante, não existe modo de se comunicar em caso de emergência.

Sinal nessa estrada, só quando motoristas piscam o farol como forma de aviso. E, foi o que aconteceu. Seguimos viagem e alguns motoristas começaram a avisar que a pista estava interrompida ou com parte dela interditada.
Logo encontramos um acidente. Segundo um dos motoristas, ele ia com o cavalo (caminhão sem a carreta) buscar sua carreta em Leopoldina, quando um carro estava ultrapassando uma carreta que vinha em sentido contrário em local proibido.

O motorista do carro teria reduzido a velocidade por causa de um buraco e o condutor do cavalo, para não bater de frente no carro, segurou no freio. Porém o cavalinho rodou e bateu na carreta. O motorista do carro seguiu viagem e nem para prestar socorro serviu.
E mais uma vez, por falta de sinal de celular, ficaram esperando a Polícia Rodoviária Federal por mais de 4 horas e não sei quanto tempo ainda esperaram.

Seguimos na estrada que, em vários trechos, tem parte da pista interditada, por queda de barreira ou mesmo porque parte da estrada caiu. E isso, com uma placa de sinalização, mas já no local.

Pintura na pista, nem pensar!

Isso tudo sem esquecer que a Br 267 é uma estrada movimentada e por onde passam muitos veículos grandes.
Algumas carretas passam tão perto do nosso carro, que um espirro pode ser suficiente para causar um acidente.

Fiscalização é outra coisa inexistente nesta estrada, passamos por esse caminhão que estava sendo carregado de toras de madeira. Mas, se reparar, não há nenhuma árvore ali. Além do caminhão, havia um outro veículo que não dá pra dizer o que é, um jipe ou um trator. Mas, outros montes de toras estavam no chão para ser carregados. Se não há fiscalização, quem somos nós para parar no meio da estrada, e sozinhos perguntar quanto à legalidade da madeira.

Fora isso, existe o abuso e a falta de respeito às leis de trânsito. Não é difícil ver situações como essa na 267. E lembrando que um apressadinho desse que pode ter causado o acidente entre os dois caminhões. Em muitas vezes, os imprudentes podem causar a morte de pessoas inocentes.

Mas, se existem os apressadinhos das rodovias, existem também as tartarugas das estradas. Esse fusca seguia na minha frente a mais ou menos quarenta e cinco quilômetros por hora em um trecho onde é permitido rodar a oitenta quilômetros por hora. É um perigo uma coisa dessas. Na TV, temos uma norma rígida quando à direção de carros. Respeitar a sinalização, não ultrapassar o limite de velocidade e ter uma direção defensiva.

Mas, quando você encontra um fusquinha pela frente, é duro!

Ele não anda e não te deixa andar. E ainda tem uns motoristas que parece que só dirigem em estrada de chão e quando levam o fusquinha para o asfalto, não conseguem circular em uma pista apenas. Ficam meio que balançando entre as pistas.

Se fosse pelo menos o Herbie!

Pra não perder a boa, o jeito é parar em algum ponto que haja um vendedor de beira de estrada e tomar uma água de coco. Aí, ligamos para o pessoal socorrer o seu fulano, que passamos por ele havia mais de uma hora.
Cabeça fresca e sono espantado, vamos acabar o caminho.

Depois de uma hora e meia de estrada, é hora de encarar o trânsito lento na cidade.
E pensar que eu reclamei da velocidade do fusquinha!
Já na rua da TV, levamos quase quinze minutos para chegar da esquina na porta da emissora. Era horário de pico, em plena sexta-feira. Quem saía do trabalho, tentava uma brechinha para entrar no fluxo de veículos. Na outra esquina, tudo parado em função da Avenida Rio Branco e de um sinal próximo.

Enfim, que saudade da estrada!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Indignação do torcedor carijó

Um torcedor do Tupi mandou um e-mail, para o http://www.noticiasforadoar.blogspot.com/, revoltado com o tratamento dado ao time carijó pela imprensa.
Como o espaço é livre, postamos abaixo o texto.

Por Áureo Nasser

Prezados (as)

Antes gostaria de parabenizar pelo Blog.
E me juntar a indignação da falta de destaque dada ao Tupi , pois até parece que é a primeira vitoria e a liderança.
Falta divulgação e é isto que vocês precisam promover.
Os jornais paulistas, por exemplo a Folha de São Paulo, publicou uma matéria sobre o Tupi onde o trata como sendo "O MAL AMADO". Pois o que sabemos é torcer pelos times cariocas e nos intitulam como "CARIOCAS DO BREJO".
Pois bem, até Certo ponto o Tupi pode ser mal amado, pois as notícias só dão enfaze aos times do Rio e São Paulo,
mas esquecem que o publico no jogos do Tupi, mesmo com times do interior, é maior que em muitos jogos do Carioca e Paulista, e isto não é divulgado.

Torcedor do Tupi existe no país inteiro.
Um exemplo é minha família. Eu que moro no Espirito Santo, um irmão em São Paulo, outro em Teresópolis e nosso pai em Juiz de Fora. Todos torcedores fanáticos do Galo Carijó.

Por isso, deixo aqui minha indignação!

Um abraço a todos.
Áureo Nasser
Vitória E.S.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Trabalhadores morrem soterrados em Muriaé

Por Silvan Alves
TV Atividade

Três homens morreram soterrados no início da tarde desta quinta-feira em Muriaé.
A tragédia aconteceu em uma obra localizada às margens da BR-356, Centro da cidade.
Os homens estavam trabalhando debaixo de um barranco de aproximadamente 5m e foram soterrados por cerca de um metro de terra.
Um trabalhador morreu na hora e os outros dois a caminho do Hospital São Paulo.

Gesivano dos Santos Araújo, 36 anos, morador do bairro São Cristóvão; Mauro Lúcio Xavier, 31 anos, morador do Santa Terezinha; Ivan Pereira de Souza, 37 anos, morador do bairro São Pedro.
Eles são vítimas da tragégia que ocorreu por volta das 14h em uma obra em Muriaé, região da BR-356, subida para o Ginásio Rodrigão. Tudo aconteceu quando os três trabalhadores estavam debaixo de um barranco de aproximadamente 5m, momento em que parte dele deslizou atingindo-os violentamente.

A operação de resgate do Corpo de Bombeiros durou cerca de 50 minutos, mas o esforço foi em vão: o primeiro homem saiu ainda com vida, mas morreu a caminho do Hospital São Paulo; o segundo morreu no local e o terceiro homem, a esperança do salvamento, também deu entrada no HSO sem vida. Este foi o maior acidente em obra de Muriaé registrado nos últimos anos. Depois do salvamento, bombeiros exaustos lamentaram as mortes.

http://www.silvanalves.blogspot.com

Estácio de Sá - Bate-papo com os estudantes

Por Michele Pacheco

Adoro trocar idéias com estudantes de comunicação. É como voltar ao tempo de aluna. A gente tem uma visão tão diferente quando está na faculdade! Enxerga o mundo de um modo especial. Depois, a gente entra no mercado de trabalho e vê que muitos sonhos eram utopia.
Aí, começa a se fortalecer o lado profissional e a gente põe o pé no chão, mas sem deixar de buscar um mundo melhor.
Você deixa de ver as coisas por 8 ou 80, e passa a enxergar o meio do caminho, as diferentes versões de uma mesma história. Todas elas corretas, dependendo do ponto de vista.

Sempre que tenho oportunidade, páro para conversar com os estudantes.
Hoje, participei do programa de rádio dos alunos de jornalismo da Estácio de Sá, em Juiz de Fora.
É muito interessante ver o esforço deles para transmitir notícias e criar quadros legais para prender a atenção dos colegas.
O programa é transmitido dentro da universidade. O quadro em que fui entrevistada chama "Boca no trombone".
Os alunos aboradam temas polêmicos com os entrevistados.

O tema era o que não anda em Juiz de Fora e o que dá certo na cidade. Os estudantes mostraram que estão ligados nos assuntos mais recentes do município, como o desmoronamento no bairro Santa Tereza, indenizações das famílias, e o problema da dengue no Rio que preocupa as cidades mineiras da divisa. Os alunos se reúnem numa mesa redonda no estúdio de rádio e se dividem para as participações e os diversos quadros.

Parabéns aos professores do curso de comunicação da Estácio de Sá. Eles estão sempre criando situações para colocar os alunos em contato com os profissionais que estão no mercado de trabalho, nas mais diversas funções. A troca de idéias e de experiências é muito saudável para quem sonha em conquistar uma vaga na profissão. Todos nós já passamos pelo estágio em que eles se encontram, amadurecemos em muitos sentidos e mantivemos algumas aspirações do tempo de estudante. Foi um bate-papo muito agradável. Obrigada pelo convite.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Encontro marcado

Por Robson Rocha

Hoje, gravamos mais uma matéria da campanha contra a dengue, dessa vez na rodoviária de Juiz de Fora. A matéria era às oito da manhã, mas quando chegamos lá não havia nada montado. Encontramos o Gilson Assis, repórter fotográfico da Tribuna de Minas, assentado esperando e fizemos companhia pra ele.
Todos os passageiros que chegam ou estão indo para cidades do estado do Rio de Janeiro, recebem informações sobre a doença.
Encontramos até uma passageira que está com dengue. Ela é de Angra dos Reis e vinha de Ubá para Juiz de Fora. Ela literalmente fugiu do pessoal que distribuía os panfletos, pois não queria passar o endereço para os agentes de saúde.

Aliás, segundo o que a Viviane Carneiro, chefe do Departamento de Epidemiologia da secretaria de Saúde, disse na entrevista, esse é o grande problema. Temos o mosquito aedes aegypti em Juiz de Fora e, se algum picar a visitante que chegou, vai ficar contaminado e espalhar a doença.
Depois de fazer todas as imagens e entrevistas, deixamos o material na TV e fomos para o gabinete do prefeito de Juiz de Fora, onde estava marcada uma entrevista coletiva às 10 da manhã.

Bem, ela estava marcada para as 10h, mas foi um chá de cadeira e aí, imprensa reunida já viu, né?!
E os causos rolaram soltos. Maurício Mazzei, Michele Pacheco e Zilvam Martins não paravam de tagarelar. Haja assunto! E o João Schubert só ouvindo... No mínimo estavam falando de mim, porque com a demora, eu fiquei registrando a galera pra postar aqui. E o pessoal não perdoou.
O Schubert até perguntou se minha maquininha era nova, é mole?

Enfim, a apresentação do projeto “Encontro Marcado com Fernando Sabino” começou, isso pra lá das 11 da manhã. Gravei as imagens de todos que estavam presentes.
O prefeito, o representante da empresa patrocinadora, o filho do Fernando Sabino, outras autoridades e artistas. Pela quantidade de gente, dá pra imaginar como os discursos foram longos. Aproveitei para clicar mais umas fotos.

E registrei principalmente quem estava trabalhando. A galera do vídeo dá uma parada, mas os fotógrafos não descansam. Dá pra ver nessa imagem: enquanto nosso querido amigo Machado procurava mais um ângulo para suas fotos, o Gilberto, cinegrafista da TVE, fazia pose de galã de novela mexicana pra sair na foto. Brincadeira!

Enquanto isso, lembram que encontramos o Gilson assentado lá na rodoviária? Pois é... Ele continuou assentado na prefeitura, só esperando.
Hoje o homem estava tranqüilinho, tranqüilinho.
Claro que ele não ficou o tempo todo assentado. Só falei pra mexer com quem está quieto! Ele fez as fotos com a competência de sempre.

Mas, a felicidade do Gilson é porque ele está se aposentando nesta semana. Por isso, deixei nosso amigo para o final do texto. Isso porque queríamos dar os parabéns a esse excelente profissional que respeitamos e admiramos muito.
Quando eu fumava, quantas vezes filei cigarro desse homem! Tudo bem que ele também me filava, mas enquanto eu levava dez cigarros dele, ele levava um meu.
Mas, histórias à parte, nosso lado egoísta quer que ele continue ralando ao nosso lado, mas ele merece relaxar e como ele disse hoje: não vai conseguir aposentar a máquina fotográfica.

Hoje, ele estava tão calminho, que pedi pra fazer uma cara de mal e ele fez essa. Brincadeiras à parte, apesar de sermos uma classe tão desunida, podíamos nos reunir pra comemorar com ele mais essa etapa vencida. Com certeza, o Gilson vai fazer falta nos nossos bate-papos nas salas de espera, nas matérias complicadas...
Vai fundo, amigo!
Aproveite bastante que você merece!

terça-feira, 25 de março de 2008

Dengue - cidades na divisa com o RJ em alerta

Por Michele Pacheco

O departamento de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, Saneamento e Desenvolvimento Ambiental de Juiz de Fora começou hoje um trabalho educativo com quem chega do Rio de Janeiro ou está de partida para o estado vizinho. A proximidade do município com o Rio é motivo de preocupação. O número de mortes no estado fluminense chegou a 49 nessa terça-feira e o índice de infestação só aumenta por lá.

As cidades mineiras que ficam na divisa com o RJ estão em alerta e reforçando o trabalho preventivo que já vinha sendo feito. Em Juiz de Fora, os motoristas receberam panfletos com orientação sobre os sintomas da doença e as formas de prevenção. Quem chegava do estado do Rio contava casos de amigos e parentes infectados e falava do medo de contágio. Todos foram unânimes ao dizer que aprovam a prevenção. A distribuição de panfletos vai ser feita também na rodoviária. Segundo a chefe do departamento de Epidemiologia, desde novembro do ano passado o município já contratou 46 agentes para reforçar a luta contra a dengue. Hoje, 109 pessoas trabalham direto na prevenção. Em 2007, a cidade teve 317 casos confirmados. Em 2008, são 35 confirmações. Desse total, 15 casos são de contágio no próprio município.

Outras cidades da região também estão em alerta.
O jornalista Silvan Alves, de Muriaé, escreveu no blog dele (http://www.silvanalves.blogspot.com/):

"Só os rumores que chegam do Rio de Janeiro com relação a infestação da dengue naquela cidade, já são o suficiente para assustar também os muriaeenses.
Em contato com a direção da FUNASA - Fundação Nacional de Saúde, de Muriaé, fomos informados que no momento os agentes fazem pesquisas em bairros para detectar o percentual de focos em cada um deles.De acordo com o relatório passado ao BLOG pelo supervisor da Funasa, Paulo Roberto Gonçalves, até a 11ª semana de 2008, Muriaé estava com 32 casos notificados e nenhum confirmado. Agora veja por bairro o número de focos localizados. No Santa Helena foi localizado 1 foco do mosquito da dengue; na região do Porto 06; Armação 04; Aeroproto 08; Santana 1; Inconfiedencia II 01; Rosário 01; São Cristóvão 01; São Joaquim 03; Barra 03; São Pedro 01; Planalto 01; Inconfidência 01 e Centro 01. Um total de 33 focos em 3.882 imóveis pesquisados, o que representou 0,85%, indice toleravel pelo Ministério da Saúde. Os focos estavam em latas, tambores, bueiros, tanques pneus, vasos de plantas, caixas d´água, sacolas, flores e piscina. Para incentivar o cuidado nos quintais, a FUNASA e seus parceiros sortearam recentemente uma moto zero para aquele morador que estava em dia com a limpeza. Os vizinhos foram presenteados com um aparelho de DVD. Desta vez o ganhador foi um morador da rua Jorge Tannuz, na Barra."

De acordo com a Secretaria de Saúde de MG, em 2008, Além Paraíba já teve 288 casos notificados. Cataguases teve 113 notificações e Juiz de Fora 85. Leopoldina é outra cidade que exige cuidados. Em 2006, ela teve 604 casos notificados. Em 2007, o número subiu para 2.079. E só nos três primeiros meses de 2008 já foram 462 notificações. Ubá é outro município com histórico de dengue e mortes pela doença. Em 2006, foram 625 casos notificados. Em 2007, o índice subiu para 1.707 e, em 2008, já chega a 195.

Medidas de combate à dengue:

- Manter cobertos vasos, caixas d'água, barris, cisternas, pneus velhos e quaisquer recipientes que acumulem água da chuva.

- Trocar a água de vasos de plantas aquáticas com freqüência, que devem ser limpos de preferência com bucha ou escova. Plantas que não necessitam de água devem ser transferidas para vasos com terra.

- Evitar ter em casa plantas que acumulem água, como babosa, espada-de-São-Jorge, bananeiras e bromélias.

- Trocar a água dos bebedouros de animais e aves.

- Garrafas devem ser guardadas de cabeça para baixo, para evitar acúmulo de água.

- Manter limpas calhas, lajes e piscinas.

- Usar repelente e proteger em especial as pernas, já que o hábito do aedes aegypti é picar durante o dia, em geral numa altura de até 1m.

Concurso na Universidade Federal de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Foi anunciado numa coletiva hoje o concurso para TAEs, Técnicos Administrativos em Educação, da Universidade Federal de Juiz de Fora. Segundo o reitor Henrique Duque, 79 vagas vão ser preenchidas. Uma já foi destinada a uma redistribuição de funcionário e outra a um candidato aprovado no último concurso e que ainda não tinha sido contratado. As 77 vagas restantes vão ser preenchidas pelos candidatos que forem aprovados no concurso. Serão mais 37 técnicos de nível médio e 40 de nível superior na UFJF. A reitoria calcula que isso significa mais R$ 35 milhões de reais por ano injetados na economia da cidade.

A universidade tinha 257 vagas ociosas, esperando que o governo federal liberasse a contratação. Com o concurso anunciado, vão restar 180 vagas. O reitor acredita que elas sejam preenchidas até 2010. Os salários em média são de R$ 1.250 reais para nível médio e R$ 1.500 reais para nível superior. Os contratados ainda têm direito a plano de saúde, ticket refeição e vale-transporte, além de outros benefícios. Em 2003, a UFJF realizou concurso para ocupar 102 vagas. Em 2004, foram 24. Em 2005, 11 vagas e, em 2006, 2 vagas.

As inscrições vão do dia 26 de março ao dia 8 de abril. Elas vão ser feitas apenas pela internet, em http://www.concurso.ufjf.br/ A partir do dia 16 de abril o Comprovante Definitivo de Inscrição vai ser disponibilizado na mesma página. No dia 20 de abril, vão ser aplicadas as provas de conhecimentos gerais e específicos para todos os candidatos. O resultado final sai no dia 30 de abril, pela internet e com a lista afixada na Central de Atendimento, localizada no prédio da Reitoria, no Campus Universitário.

Todas as informações necessárias e o edital estão em http://www.concurso.ufjf.br/
Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones
(32) 2102-3999 / 2102-3978 / 2102-3911.

segunda-feira, 24 de março de 2008

O cantinho da amizade

Por Robson Rocha

Hoje foi mais um dia daqueles. Depois do que a Michele já contou sobre o incêndio na faculdade de odontologia, fomos mais uma vez para o bairro Santa Teresa, onde 14 casas foram condenadas há duas semanas, depois que um barranco começou a ceder.
Eram 10 e meia, eu acho, quando chegamos lá. Iam desmanchar as casas condenadas que restavam. Mais uma vez vimos de perto o sofrimento daquelas pessoas. O José Roaldo Nunes agachado na calçada parecia não acreditar que a casa do pai seria derrubada. Foram 24 anos morando no mesmo lugar.
Tenho que registrar a imagem, mas não há como não me sensibilizar.

Ele tentava cuidar do pai. Seu Gonçalves não queria acreditar que a casa dele ia ser derrubada. Para ele a casa era muito forte, ia resistir e ele e toda a família voltariam a morar ali e tomar uma cerveja no seu bar “O Cantinho da Amizade”.
Mas, infelizmente isso não vai ser mais possível. Os parentes retiraram seu Gonçalves do local para que não visse sua casa sendo derrubada, depois de anos construindo cada pedacinho dela.

Mesmo assim, antes de ir, ele fez questão de ajudar a arrumar suas coisinhas na carroceria do caminhão. Deu um nó na garganta vê-lo ir embora no caminhão com alguns móveis e achando que ia voltar. O tempo todo, ele tentava tranqüilizar a todos dizendo que estava bem, que era mais forte do que parecia, que já tinha enfrentado muita dificuldade na vida. Mas, quem conheceu o Seu Gonçalves no início dos desbamentos, notou o quanto ele envelheceu e se abateu em duas semanas de espera pela demolição.

Mas, em alguns momentos a gente tenta se distrair.
Com o batalhão da imprensa a postos, sempre surge uma boa história.
E dessa vez não foi diferente. Todo mundo posicionado para pegar qualquer tijolo caindo. O João Schubert, repórter fotografico, tirou essa foto, que ficou maneira! Todas as lentes apontadas, não importa a câmera, vale até a do celular. O que todo jornalista quer é registrar.
Schubert, obrigado pela foto!

Falando em registrar. As equipes da Defesa Civil e dos Bombeiros iam entrar na casa do seu Gonçalves e o Sérgio Rocha, Sub-secretário de Defesa Civil disse: “Mazzei, você vai lá com a gente pra registrar tudo.” O Mazzei arregalou o olho, com uma expressão do tipo: “EU”!?
Não é preciso dizer que ele virou a bola da vez. Todos se despediram dele e tentaram que ele doasse do celular até a calça, pois a casa ia cair e ele não precisaria mais desses bens materiais.
Bem, pelo sim, pelo não tiramos o que poderia ser a ultima foto de Maurício Mazzei.
Mas como diz o ditado: vaso ruim não quebra fácil. Ele saiu ileso.

Mas, enquanto o Mazzei quase se borrava gravando próximo à casa, subi pelo outro lado da moradia e estava fazendo imagens dos bombeiros e do pessoal da Defesa Civil tirando alguns móveis, quando houve um estalo. Logo em seguida um grito: “vamos sair!” Vi a galera pulando a janela e nem pensei duas vezes. Simplesmente nem sei como desci o barranco tão rapidamente.
Só me lembro quando cheguei na calçada do outro lado da rua bufando igual a um burro velho da voz do Machado, fotógrafo da prefeitura, dizendo: “bem feito. Quem mandou ir lá.”

E ainda tive que agüentar a gozação da equipe dos bombeiros, por sinal a mesma que estava na UFJF. O Tenente Coronel Rodney Magalhães, Tenente Kleber de Castro e o cabo Rangel perguntando porque eu não fui com eles. Que eu tinha que ter entrado na casa... Brincadeiras à parte, ele têm coragem. Eu não entraria lá de jeito nenhum, mas eles entraram e conseguiram retirar bastante móveis e eletrodomésticos.

Outro momento que nos emocionou foi o cuidado do Piu, operador da escavadeira, em salvar um ninho de pombos que estava no telhado da casa do Seu Gonçalves. Ele foi com a pá tirando pedacinho por pedacinho da laje em volta, tentando fazer as aves deixarem o local, mas nada delas voarem. Eram filhotes de pombo correio. Foi então que o Sérgio Rocha saiu correndo de onde estava, pegou um capacete, pediu ao Piu para baixar a pá, subiu nela e resgatou os pombos. Para alguns pode parecer um risco desnecessário, mas para quem perdeu tudo o que tinha, cada coisa que é salva da destruição tem um valor inestimável. O filho do Seu Gonçalves chorou ao receber as aves que ele criava com todo carinho.

Uma coisa à parte, é que ninguém quer ganhar dinheiro. Um sol de rachar o coco, um monte de gente trabalhando e não havia ninguém vendendo nem água. E, acredite, o único bar, que fica a uns duzentos metros do local estava fechado! Era tanta poeira que a boca secava e os dentes rangiam. O pessoal da Defesa Civil que quebrou o galho com copos de água, senão todo mundo ia desidratar.

Por fim acabou e fomos todos embora.
Enfim na hora do merecido banho me olhei no espelho percebi que aquelas minhas marquinhas de sol, aquele charme de caminhoneiro, aumentaram.Tadinha da Michele...

Incêndio na Faculdade de Odontologia da UFJF

Por Michele Pacheco

Os alunos chegavam à faculdade tranqüilamente nessa segunda-feira pós-feriado. A preguiça de voltar às aulas foi espantada com um susto. Por volta de sete e meia da manhã, um funcionário sentiu cheiro de queimado e viu fumaça saindo pelas frestas da porta do almoxarifado que fica no terceiro andar do prédio da Faculdade de Odontologia. Ele abriu a porta correndo e começou a retirar os produtos químicos que estavam no local. Acabou ficando intoxicado e teve que ser levado para o Hospital de Pronto Socorro. Foi atendido e liberado.

Os bombeiros foram chamados e tiveram dificuldade para conter as chamas. Eles tiveram que usar a mangueira do caminhão tanque, passando por um basculante do segundo andar e esticando até o local do fogo. Segundo o Tenente Kléber de Castro, responsável pela equipe, os extintores da faculdade estavam vencidos, o hidrante não funcionava e as mangueiras estavam furadas. Para piorar, a fumaça era intensa e tóxica, já que muitos produtos guardados no almoxarifado eram usados no atendimento odontológico dos pacientes.

Do lado de fora, alunos, professores e funcionários esperavam ansiosos por notícias, com medo dos estragos que iriam enfrentar. O professor de periodontia, Evandro de Toledo Lourenço Júnior, contou que estava na sala de aula com quarenta alunos, quando uma funcionária avisou que o almoxarifado do terceiro andar estava em chamas. "Pedi aos alunos que juntassem o material deles e descessem pelas escadas, sem correria. Fiquei com receio de que alguém se machucasse na pressa de sair do prédio" explicou o Evandro.

O diretor da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Antônio Márcio Resende, disse que foi muita sorte não ter acontecido um estrago maior. Se fosse numa sala mais movimentada ou numa das clínicas onde há atendimento gratuito à comunidade, teria sido muito pior. Quanto às condições precárias do laboratório transformado em almoxarifado e do equipamento de combate a incêndio, ele explicou que o local é provisório e que estão tentando junto ao Conselho Superior da UFJF verba para construir mais um andar no prédio, o que abria espaço adequado para o almoxarifado e outros setores. Quanto ao equipamento, o relatório dos bombeiros também vai ser encaminhado ao Consu. Peritos da Polícia Federal foram enviados de Belo Horizonte para apurar as causas do incêndio. Os bombeiros suspeitam de curto-circuito.

Cobrir incêndios logo no início da manhã tem suas desvatagens. A gente passa o resto do dia cheirando a queimado. O Robson entrou no prédio e foi até o almoxarifado. Foi pedido que apenas os repórteres de imagem entrassem.Nem preciso dizer que ele saiu de lá precisando de um bom banho! Fora a roupa toda suja de fuligem! Mas, sempre que encontramos com os bombeiros aproveitamos para colocar as novidades em dia.
O Cabo Rangel é amigo antigo e tem um bom-humor insuperável.

Sorte do Tenente Coronel Rodney Magalhães, que tem uma companhia alto-astral por onde anda, já que o Rangel é o motorista dele!