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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Acidente em Minas Gerais mata nora do Ministro da Saúde

Por Michele Pacheco

Fomos a Barbacena cobrir o Festival da Loucura. Já saímos de Juiz de Fora debaixo de chuva e com nevoeiro intenso na estrada. Fomos devagar, pois sabemos que o trecho é perigoso. E não deu outra! Vimos vários acidentes pelo caminho.
Como tínhamos horário apertado em Barbacena, não dava para parar e registrar todos. Tentamos salvar algumas fotos de dentro do carro. Esta carreta parece ter derrapado na pista, descido de ré e ficado nesta posição estranha, formando um L entre a carreta e a cabine.

Poucos metros à frente, um caminhão estava parado na pista contrária. Ele estava carregado de sucata e alguns fardos tinham se desprendido, caindo no asfalto. Como passamos rápido, não dava para saber se o motivo da queda do material tinha sido um acidente ou uma derrapagem do veículo com a pista molhada. Este caso aconteceu num ponto perigoso da BR 040, na Serra da Mantiqueira. O trecho foi reformado há pouco tempo e, desde então, os acidentes são freqüentes. Muitos motoristas aproveitam as boas condições da pista e abusam da velocidade.

Chegando em Barbacena, notamos que esta carreta estava com a lona deformada. De um lado, dava para ver bem a carga pressionando a lateral.
Achamos um absurdo que o motorista seguisse viagem daquele jeito. Como não sou lá essas coisas como fotógrafa, não consegui registrar o lado certo da carreta, mas o que fotografei também estava começando a se deformar. Pensamos em avisar à Polícia Rodoviária Federal, mas o caminhoneiro encostou o veículo num local seguro e foi ajeitar o carregamento.

Fizemos a nossa reportagem em Barbacena e voltamos para Juiz de Fora. No caminho, chuva constante! Perto de Correia de Almeida, encontramos uma van tombada no asfalto e muita gente em volta. Dois ônibus estavam parados um pouco à frente e alguns militares cercavam o veículo. Conversando com o motorista, debaixo do aguaceiro, ele nos contou que chovia muito e havia óleo na pista. Ele derrapou numa curva, bateu na mureta central da rodovia e tombou, indo parar no canto contrário. Havia 10 passageiros na van. Todos são funcionários de uma empresa que trabalha com exportação no Porto de Sepetiba e estavam indo de Ouro Branco para o Rio de Janeiro. Os militares eram da Aeronáutica e pararam para ajudar e dar carona aos passageiros. Por sorte ninguém ficou ferido.

O acidente mais grave que vimos foi no viaduto do bairro Santo Antônio, em Santos Dumont. Duas pessoas morreram.
Custamos para chegar ao local, pois a rodovia estava com congestionamentos nos dois sentidos. Um Siena prata com placa do Rio de Janeiro estava todo destruído.
A motorista, Ana Cláudia Madeira Lopes, de 25 anos, morreu no local. Ela era nora do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A administradora de empresas seguia no sentido Rio-Belo Horizonte.

Segundo socorristas que estavam no viaduto, testemunhas contaram que Ana Cláudia perdeu o controle do veículo ao entrar no viaduto, invadiu a contra-mão e bateu de frente numa carreta. O carro dela rodou e parou na mureta de proteção, todo destruído.

Também chovia na hora desse acidente. Um problema que temos notado há algum tempo é o acúmulo de água nas pontes e viadutos da BR 040. Se um motorista que não conhece o trecho entrar um pouco mais rápido vai ter dificuldades para controlar o veículo. Mesmo sem excesso de velocidade é perigoso, já que os veículos derrapam e podem aquaplanar.

Ainda segundo testemunhas, o motorista da carreta de transporte de GNV tentou desviar do carro e acabou caindo do viaduto em cima da linha férrea que cruza o bairro Santo Antônio. A altura é de cerca de 30 metros, o equivalente a um prédio de 10 andares. Os moradores se assustaram ao ver a carreta-tanque e ficaram com medo de uma explosão. Mas, o veículo estava sem carga. Erli Gomes Pinto, de 49 anos, morreu no local.
A carreta caiu com a cabine voltada para baixo e ele ficou preso nas ferragens.

Esses não foram os únicos acidentes do dia na BR 040 e a Polícia Rodoviária Federal acredita que outros mais vão acontecer, já que não pára de chover na Zona da Mata. Quem for passar por aqui deve ficar atento às condições da rodovia. Em vários trechos entre Santos Dumont e Juiz de Fora a sinalização da pista está quase toda apagada, o que dificulta a visibilidade. A situação dos policiais é de sobrecarga. No acidente do viaduto, apenas uma policial controlava todo o tráfego intenso, já que os colegas estavam ocupados em outros acidentes.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Bebê encontrado morto em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Hoje foi um dia daqueles! Parecia que não acabaria nunca. Começamos cobrindo a visita do Ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ele esteve em Leopoldina assinando termos de doação para criar os tecnocentros comunitários na Zona da Mata Mineira. O projeto visa dar a todos acesso de qualidade à informática. O ministro tomou um café no aeroporto de Juiz de Fora e teve uma conversa informal com o prefeito da cidade, Alberto Bejani. Depois, seguiu viagem para Belo Horizonte. Em entrevista, Hélio Costa comentou as possibilidades de aliança política entre PT e PSDB em Minas Gerais. Ele voltou a afirmar que é a favor de alianças entre a base aliada. Se não for possível acordo entre todos os partidos aliados, aí sim deve-se discutir outras propostas.

Depois do aeroporto, seguimos para o bairro Santa Cecília, na região central da cidade.
A denúncia era de que um bebê tinha sido encontrado morto em casa com sinais de estrangulamento. No local, já não tinha mais qualquer movimento de policiais e conselho tutelar. Alguns moradores nos receberam com cara feia, apontando para o nosso carro e reclamando entre eles. Uma senhora nos disse onde ficava a casa da criança. Pedi ao Robson que não saísse do carro e me deixasse falar com a família antes de descer o equipamento, para evitar problemas. O avô do bebê estava no portão. Depois que eu pedi desculpas por incomodar a família num momento tão difícil, ele se tornou receptivo e autorizou a nossa entrada na casa. A mãe do bebê é uma estudante de 17 anos e parecia alheia a tudo o que estava acontecendo. Ela disse que deu de mamar ao filho Caíque, de 3 meses, e lembra que ele dormiu ao lado dela na cama, como sempre fazia. Depois disso, só lembra de ter acordado e visto a criança com espuma saindo por uma narina e sangue pela outra. Gritou por socorro, mas quando o SAMU chegou, o Caíque já estava morto. A avó do bebê é uma zeladora de 41 anos. Ela acredita que a filha possa ter ficado desacordada em função dos dois calmantes de tarja preta que tomou na noite anterior, por ordem médica (ela tem epilepsia). O corpo do menino foi levado para o IML de Juiz de Fora para necropsia e o laudo sai em 30 dias. Caíque viveu tão pouco, que a mãe sequer teve tempo de revelar as fotos que tirou no batizado dele, há duas semanas. Em respeito à família, vamos deixar esta parte do trecho sem fotos dos familiares nem do barraco onde eles vivem.

Abalados com a morte do menino, seguimos para a próxima pauta. No caminho, Robson fez imagens do temporal que deixou várias ruas alagadas nos bairros São Mateus e Bom Pastor. Quem estava na rua no centro da cidade foi pego de surpresa. Nem todos tinham guarda-chuva para se proteger. O trânsito ficou complicado em diversas regiões de Juiz de Fora.

Depois de registrar o aguaceiro, fomos a uma cidade vizinha.
Nosso objetivo era investigar uma denúncia recebida pelo repórter Ricardo Beghini, do Jornal Estado de Minas.
Como ele estava enrolado cobrindo o Tupi, coube à nossa equipe descobrir se o caso era verdade.

Matias Barbosa fica mais perto do que muitos bairros da cidade.

Na antiga estrada União Indústria, flagramos um ciclista imprudente circulando entre os carros nas curvas perigosas.
A chuva foi intensa para aquele lado também e a ponte na divisa dos municípios ficou cheia de água. Depois de conversar com muitas pessoas, descobrimos que a denúncia não era verdadeira e voltamos a Juiz de Fora.

Eu já estava digitando meus textos para gravar os offs, quando a nossa produtora, Regina Ramalho, avisou que uma mulher tinha sido encontrada morta em casa, amarrada e amordaçada. O crime aconteceu numa granja no bairro Niterói, zona Sudeste da cidade, mas o corpo tinha sido levado para um hospital particular. Lá, encontramos os policiais militares registrando a ocorrência. Não conseguimos contato com os familiares, que estavam abalados numa sala da administração. Os policias contaram que a dona de casa de 82 anos foi encontrada pela filha amarrada, amordaçada e com o rosto preso no travesseiro. Havia sinais de invasão na casa, mas ainda não se sabia se algum objeto tinha sido roubado, o que configuraria latrocínio, roubo seguido de assassinato.

Mais uma vez fomos para a TV descarregar o equipamento, digitar os textos e nos preparar para voltar para casa, onde deixei uma sopa bem suculenta pronta para o jantar. Mas, ainda não era dessa vez que a gente ia conseguir secar os ossos molhados depois de tanta chuva. Uma fonte me ligou passando que um duplo assassinato tinha acontecido na zona norte da cidade.

Fomos para o bairro Barbosa Lage e encontramos um número grande de curiosos.
Ninguém quis falar sobre o assunto, mas os policiais já tinham ouvido as testemunhas e nos passaram todos os detalhes.

Segundo o boletim de ocorrência da polícia militar, o vigilante André Cezário da Costa, 31 anos, encontrou a ex-mulher, Irna Daniele Petterman, também de 31 anos, na saída do trabalho dela. Os dois foram caminhando em direção ao bairro onde a Irna morava. No meio do trajeto, eles discutiram porque o André não se conformava com o fim do relacionamento. O segurança deu um tiro na cabeça da ex-mulher e depois se matou com um tiro na boca. O casal deixou uma filha de 6 anos. Ainda segundo os policiais, o revólver usado no crime e no suicídio era a arma de trabalho usada pelo André na empresa de vigilância onde ele trabalhava.

Em todos os casos de mortes que cobrimos hoje, a ajuda prestada pelos policiais militares foi imprescindível. Só podemos agradecer às equipes que estavam de plantão e sempre encontram um tempinho para atender aos chatos curiosos da imprensa. A gente chega sempre nos piores momentos e sedentos de informações. Eu e o Robson temos um relacionamento muito legal com os policiais. Nós respeitamos o trabalho deles e recebemos respeito de volta.

Parque Halfeld - 154 anos de história

Por Robson Rocha

Hoje, Juiz de Fora é uma cidade de mais de 600 mil habitantes e que mantém, de certa forma, características de cidadezinhas do interior.
Olhando a cidade do alto, bem do alto, dá pra ver que ela tem muitas áreas verdes, mas lá embaixo, bem no meio da cidade existe um lugar especial, que parece uma ilha no meio do concreto do centro da cidade.
É o Parque Halfeld.

O terreno foi adquirido pela Câmara Municipal em 1854 e era conhecido como Largo Municipal.
O Antigo Jardim Municipal era o local escolhido para instalação das diversões itinerantes que passavam pela cidade, já que Juiz de Fora não possuía nenhuma forma regular de entretenimento. Ele foi até palco de touradas.

Quando essas atrações aqui chegavam o local era capinado e limpo. No período de chuvas virava um lamaçal.
Sua primeira reforma data de 1879 quando foi ajardinado, seguindo modelos de jardins ingleses.
Em 1906, foi totalmente reformado. A obra foi financiada pelo coronel Francisco Mariano Halfeld, passando, em virtude disso, a chamar-se Parque Halfeld.

Dá pra imaginar uma cidade em 1908 com pouco mais de 25 mil habitantes e que essa pequena população desfrutava de um maravilhoso espaço de lazer.
O Parque Halfeld é um cartão postal de Juiz de Fora. O charme do Parque e dos jardins é de dar inveja. E, vendo fotos antigas, dá uma vontade danada de voltar no tempo e passear por ele. Assentar em um dos bancos e observar os bondes passando.
A elegância da década de 1940 se reflete no local de passeio dos juizforanos da época.

Nessa semana, a Michele e eu voltamos lá para gravar uma matéria e a realidade é bem diferente de 60 anos atrás.
Gravamos uma entrevista com uma dentista que mora em frente ao Parque Halfeld há 20 anos. Ela afirmou que a prostituição no local é grande e que à noite o programa costuma ser feito no próprio Parque.
Pedi à Michele que me aguardasse enquanto tentava pegar uns flagrantes, óbvio que não seria de pessoas transando.

Logo de cara a gente vê que existem muitos cães perambulando pela praça e foi justamente essa cadelinha muito simpática que me acompanhou durante a toda a gravação.
A Magrelinha era a única que parecia gostar da minha presença, pois as prostitutas saíram, literalmente, correndo quando viram a câmera.

Logo de cara, encontrei um grupo de andarilhos tomando cachaça e com eles um garoto que não parecia pobre, consumindo muito álcool. Quando viram a câmera as ameaças começaram. Alguns correram e se esconderam próximo ao banheiro, isso me adjetivando com os melhores palavrões que se lembravam. Enquanto isso o restante do grupo provocava: “qué filma, ô moço? Intão veim cá prô ce vê”.

Na parte que fica para o rua Santo Antônio, o jogo rola solto, muitas vezes valendo dinheiro e aí vagabundos se misturam aos idosos.
Ali mais uma vez fui ameaçado, o cara disse que se eu ficasse ali ele ia me dar uma porrada.
Fingi que não ouvi e continuei fazendo meu trabalho, ele ameaçou levantar eu coloquei a câmera no chão e fui para o lado dele com uma cara não muito boa.
Ele assentou de novo e ficou só me olhando com cara feia, peguei a câmera e voltei a fazer minhas imagens.

Voltei para o meio do Parque e a Magrelinha parou para tomar água, água que por sinal está imunda. As pessoas não têm o mínimo de educação, jogam lixo pra todo lado.
Também são vários os andarilhos que dormem pela praça, em geral, totalmente bêbados.
Isso tudo misturado às crianças que vão lá para brincar e correr atrás dos inúmeros pombos que reviram o lixo deixado por parte dos freqüentadores do lugar.

Enquanto gravava os pombos, um mendigo “trêbado” me fazia mais elogios. Coisas do tipo: “ Seu filho... vai filmar em outro lugar”, “deixa a gente aqui em paz e vai tomar conta da sua mãe, aquela p... que está dando pra todo mundo”. Nessa hora, sendo bem honesto, o sangue sobe e a vontade é de partir pra porrada, mas aí a Michele apareceu e me chamou para gravar a passagem, que tivemos que gravar fora da praça devido ao “bg” que nosso “amigo” produzia com seus gritos.

Depois de gravar, deixei a Michele no carro e voltei para tirar algumas fotos, mesmo que mais distantes. Quando retornei ao carro, me deparei com o maior problema de gravar no Parque Halfeld, “os malas”.
A Michele parece que tem um imã para atrair “malas”. Eu entrei no carro, liguei o motor e o cara não saía da janela. A Michele dizia que a gente tinha que ir e quando eu começava a andar com o carro ele quase debruçava na janela.
Custamos, mas saímos.

E agora esperamos que com o novo projeto de segurança 24 horas no Parque Halfeld, ele deixe de ser um submundo de Juiz de Fora e volte a ser local de diversão e cultura.
Uma vez que o Parque Halfeld, desde a sua criação, é um dos mais importantes símbolos de Juiz de Fora.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Tupi com reforço da torcida

Por Michele Pacheco

O Tupi se classificou com antecipação para a semifinal do Campeonato Mineiro. Teoricamente, o jogo contra o Cruzeiro no próximo domingo seria apenas para cumprir tabela. Mas, na prática tem muito em jogo. O galo carijó assume a liderança se vencer a partida. Com isso, enfrenta nas finais o quarto colocado do grupo. Se as previsões se confirmarem, o Atlético Mineiro deve conquistar a terceira colocação. O que significa que Atlético e Cruzeiro se enfrentariam, deixando apenas um time grande na final e garantindo a participação de uma equipe do interior na decisão.

Nem preciso dizer que o Tupi está trabalhando duro para conseguir essa vitória. Apesar da boa fase, os jogadores mostram seriedade nos treinos. Nada de excesso de otimismo. A equipe está treinando de manhã e de tarde durante toda essa semana. O técnico João Carlos está de olho no desempenho dos atletas para escolher os substitutos dos dois desfalques que terá domingo: o atacante Ademilson tomou o terceiro cartão amarelo contra o Villa Nova e o zagueiro Sílvio foi expulso no mesmo jogo.

Hoje, durante o primeiro coletivo da semana, os atletas dividiram as atenções dos jornalistas com autoridades de Juiz de Fora. O treino foi no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio e coincidiu com a visita de uma comissão da prefeitura para avaliar as medidas tomadas para adequar o estádio às exigências da Federação Mineira de Futebol e dos Bombeiros.
As arquibancadas ganharam corrimão em vários trechos e alambrados em pontos estratégicos.
Um hidrante foi instalado no gramado e a parte elétrica foi toda reformada.

A polêmica começou quando o prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, e o presidente do Tupi, Áureo Fortuna, foram informados de que, mesmo com as reformas, só estava autorizada a venda de 12 mil ingressos. Revoltado, o prefeito reclamou de um esquema político para prejudicar o time da cidade e insinuou que pessoas ligadas ao Cruzeiro estavam fazendo de tudo para levar as partidas da final para Belo Horizonte, afastando o galo carijó da torcida. Segundo funcionários da prefeitura, o estádio foi projetado com capacidade para 60 mil pessoas. Por motivos de segurança, a lotação foi baixada para 40 mil pessoas. A expectativa era de que a Federação e os Bombeiros liberassem o Mário Helênio para 35 mil torcedores nos últimos jogos da competição.

Depois de muitas ligações telefônicas, o grupo se mostrou mais otimista. Um reunião a portas fechadas foi o último lance da partida de hoje. O Tupi venceu o jogo! Com resultado apertado.
Em vez de 12 mil, vão ser postos à venda 19 mil ingressos. A prefeitura se comprometeu com o comandante do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora em atender a todas as exigências de segurança. Agora, cabe ao torcedor marcar presença e dar a força que o time merece para conquistar a vitória tão sonhada. O sucesso do galo carijó no Campeonato Mineiro 2008 tem rendido ao time um número cada vez maior de torcedores.

Como o Robson contou (texto Tupi 30 x Flamengo 1), a venda de camisas oficiais aumentou muito. Além da loja que vende o uniforme estar recebendo encomendas diárias, o assessor de imprensa do Tupi, Renato Costa, tem recebido um média de 10 e-mails por dia de todo o Brasil encomendando camisas e pedindo informações. Os interessados, podem fazer encomendas pelos telefones:

(32) 3218-1645, direto na loja, ou (32) 8841-9280, para falar com o Renato.

Fuzileiros navais marcham para Brasília

Por Michele Pacheco

O CFN, Corpo de Fuzileiros Navais, está completando 200 anos. Ele teve origem na Brigada Real da Marinha, criada em Portugal por
D. Maria I, em 1797.

Foi essa Brigada que garantiu a segurança da Família Real e da Corte Portuguesa na vinda para o Brasil, em 1808. Depois que D. João VI voltou para a Europa, um batalhão da Brigada Real permaneceu no Rio de Janeiro, dando início à tradição dos soldados-marinheiros no país. Hoje, existem em torno de 15 mil fuzileiros no país.

Para comemorar o bicentenário, um grupo deixou o Rio de Janeiro no último sábado e marcha em direção a Brasília. A expectativa de chegada na capital federal é no dia 19 de abril. Esse mesmo trajeto foi percorrido a pé pelos fuzileiros em 1960. Eles saíram do Rio e participaram do desfile militar na inauguração de Brasília. Desta vez, 220 militares participam. 166 deles são da equipe de apoio, providenciando alimentação, atendimento médico e acomodações pelo caminho.

Cobrimos a passagem da marcha por Juiz de Fora. Enquanto o Robson fazia imagens, aproveitei para garantir fotos para o nosso blog. O problema é que eu como fotógrafa sou uma ótima repórter! Ou seja, penei para conseguir um ângulo legal sem prejudicar o Robson e os fuzileiros que estavam registrando tudo para o CFN. O grupo usava um uniforme escuro, que virou camuflagem no asfalto no fim de tarde. Resultado, só consegui salvar as que foram tiradas mais de perto.

Estava toda empolgada, achando que tinha conseguido uma foto boa, mostrando o grupo, o Robson e os fuzileiros de apoio. Mas, quando fui rever, notei que tinha algo mais claro se destacando no todo escuro. Puxei o zoom e descobri o que era. Não sabia se ria ou chorava! Como toda esposa chata, já pedi a ele que tome cuidado com algumas camisas mais curtas, que sobem quando se abaixa para fazer imagens. E foi o que aconteceu! Empolgado, ele pôs a câmera para um lado, virou para o outro, abaixou e...mostrou o cofrinho! Só que no entardecer, com tudo mais escuro na foto, a marquinha da sunga branca virou um holofote na imagem.
Para quem vive se gabando de registrar todos os cofrinhos por onde anda, dessa vez ele deu mole!
Mas, para preservar o orgulho ferido do meu querido maridinho, a foto foi devidamente censurada.

Voltando ao que interessa. O grupo mantém o ritmo da caminhada. Os militares estão percorrendo em média 55km por dia, levando um fuzil que pesa 4kg e um bornal de 2kg. Claro que esse peso é quando saem de madrugada para começar a marcha. Porque, no fim de cada trajeto, o equipamento deve pesar o dobro! Apesar do cansaço, é legal ver a determinação no rosto de cada fuzileiro. Eles superam as dores, o calor e as bolhas com a disposiçao de quem sabe que está entrando para a história. Alguns driblam a vontade de descansar conversando, rindo ou mesmo lendo um livro.

Eles dormem hoje em Barbacena e amanhã seguem viagem.
Além da marcha, os fuzileiros têm feito uma série de apresentações e trabalhos sociais nas cidades por onde passam.
Em Juiz de Fora, eles trabalharam numa escola pública junto aos alunos.

Além disso, hoje a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais se apresentou no Cine Teatro Central.
Pena que estávamos trabalhando e não deu para ir.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tupi 30 x Flamengo 1

Por Robson Rocha

O dia de trabalho começou na prefeitura onde acontecia uma reunião do prefeito com moradores dos bairros Sta Teresa e JK, que começou a portas fechadas e depois foi aberta à imprensa. A sala estava tão cheia que era difícil se locomover. Os repórteres ficaram sentadinhos, mas a galera da imagem não tem como colocar o bumbum na cadeira. E, com a falta de espaço, ia todo mundo tentando andar em grupo para atrapalhar menos.
E o pessoal ficava olhando com cara de não estar entendendo a razão do “clubinho”.

Como o Mazzei estava de licença, encontramos o Ulisses fazendo imagens para a prefeitura.
- Ah! Quem é Ulisses?
- É o Chaveirinho, agora dá pra saber quem é, né?
Também, Ulisses é nome de gente grande, forte... e nosso amigo, digamos é um tanto... deixa pra lá. É só olhar pra foto, a head cam parece até grande na mão dele.

Aí fomos até Santa Teresa, onde não resta nada das casas que foram demolidas. Estávamos gravando em frente à casa do seu Natal (a história dele está no texto 082 - Chuva e frente fria - vigília em Juiz de Fora), quando a filha dele veio assustada e perguntou à Michele se havia acontecido alguma coisa com a casa. A Michele acabou de gravar e conversou com a mulher, explicando que gravamos ali porque talvez o pai dela em breve possa voltar pra casa. Aí a mulher se acalmou.

Dali, fomos fazer uma matéria sobre o Tupi, que vem mudando o comportamento do torcedor juizforano. Diz um dono de loja de material esportivo, que enquanto ele vende 30 camisas do Tupi, vende apenas uma do Flamengo. Também esse timinho do Flamengo não é comparação!

Mas, fomos ao campo e deu pra ver que mudou também o comportamento da imprensa que agora participa mais dos treinos.
E o mais legal foi encontrar uma equipe de TV que estava meio com cara de assustada e na hora da gravação parecia se perguntar: “Vamos ter que encarar esse monte de trogloditas?”
Trogloditas porque na hora da coletiva, a imprensa avança para o entrevistado como se fossem homens pré-históricos avançando sobre a caça.
A equipe era de alunos do curso de comunicação do CES e se saiu bem. Eles aproveitaram a coletiva e depois ainda fizeram algumas perguntas separadas. Disse que achei legal, pois com essa idéia dos professores, além dos alunos aprenderem na prática a realidade do jornalismo, novos jornalistas esportivos vão surgir na cidade.

Falando em jornalista esportivo, uma histórinha à parte.
Veja o exemplo desse "menino" ao lado: Marco Aurélio um profissional experiente(inclusive a cor dos cabelos não nos deixa mentir), que domina com perfeição a arte de trabalhar com o microfone e hoje está na rádio Globo.

Ele pediu nossa “xeretinha” emprestada para fazer uma foto do diretor de futebol do Tupi, Augusto Clemente, que após o treino lavava as bolas em um canto do campo. Ia me esquecendo, são bolas de futebol que foram usadas no treino, tá?
Ele disse que a foto era pra gente colocar no blog. Escolhi a menos ruim para colocar.
Olhando a foto, você acha que ele poderia ser um repórter fotográfico?
Ainda bem que ele é muito competente no rádio, pois como fotógrafo ia morrer de fome, rss.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Acidente com caminhão e dois ônibus em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Estávamos cobrindo o treino do Tupi, quando nossa editora ligou para avisar que tinha acontecido um acidente com um caminhão e dois ônibus na Avenida Independência, uma das mais movimentadas de Juiz de Fora.
Chegamos no local e levamos um susto com o tamanho do congestionamento na pista contrária, onde estavam os veículos batidos.
Tivemos que fazer uma volta enorme para encontrar um local para estacionar, driblando a retenção.

Enquanto o Robson preparava o equipamento, corri na frente em busca de informações.
O caminhão usado pelos correios bateu na traseira de um ônibus da Viação Tusmil, quebrou o vidro traseiro e amassou bem a lataria. Com a força do impacto, o coletivo foi empurrado e bateu num outro ônibus da mesma empresa, que tinha acabado de pegar passageiros no ponto.


Díficil foi acreditar que com tantos vidros quebrados e dois ônibus com passageiros não houvesse feridos graves.
Segundo o motorista do caminhão, Oswaldo Bia, ele estava descendo a Avenida Independência, no sentido Bairro Cascatinha-Centro, quando percebeu que o caminhão estava sem freio. Tentou controlar o veículo, mas não conseguiu evitar a batida.
O Jorge Ferreira era o motorista do primeiro ônibus atingido. Ele contou que estava encostando o coletivo no ponto, quando sentiu o impacto.

Várias pessoas caíram, algumas foram arremessadas para a frente e o passageiro que estava sentado no banco de trás, do lado onde houve a batida, teve escoriações. Ele foi socorrido por uma unidade do SAMU e levado para o Hospital Maternidade Terezinha de Jesus, que fica bem em frente ao local do acidente. Além do rapaz, uma mulher grávida que tinha acabado de entrar no outro ônibus também precisou ser levada para o Hospital. Segundo o motorista, ela passou mal com o susto. Os dois foram atendidos e liberados.


Como o trânsito é intenso no trecho da Avenida Independência, o congestionamento só foi aumentando enquanto estávamos lá. As cenas de imprudência começaram a aparecer. Motoristas de carros largos, como caminhonetes, tentavam passar e notavam que o espaço que restou entre o caminhão e o canteiro central era muito estreito. Alguns se arriscaram passando com duas rodas em cima do canteiro. Outros, ficaram presos, como este carro preto. Um comerciante tentou passar, não conseguiu e ficou preso, impedindo que mesmo os carros pequenos passassem.


Todos os motoristas reclamavam da demora na chegada da Polícia Militar. Segundo os motoristas envolvidos no acidente, o carro da PM só chegou ao local 40 minutos depois da batida. Mesmo assim, os policiais foram anotar os dados da ocorrência e não providenciaram de imediato um esquema para desafogar o trânsito todo enrolado. As reclamações eram muitas, mas o pessoal não podia fazer mais do que esperar uma solução. Alguns desistiram de tentar passar e começaram a dar ré e a virar os veículos no alto da ladeira, voltando na contra-mão até um trevo para passar por outro lugar. O caminhão foi apreendido pela PM, pois estava com o seguro obrigatório atrasado.


O Robson e o Fernando Príamo, da Tribuna de Minas, estavam registrando tudo. Esse povo de imagem não é mole! Bastava eu piscar e o Robson sumia. Quando olhava em volta, ele estava no meio da pista, entre os veículos batidos, dentro do ônibus, no meio da fila de carros... Não sei como consegue se mexer tanto com quase treze quilos no ombro! E o Príamo também não sossega em busca do melhor ângulo. Até na janela do coletivo ele conseguiu espaço para trabalhar. É isso que faz diferença no produto final: a paixão pela profissão e a vontade de melhorar sempre, até nas matérias mais básicas, como um acidente de trânsito.
Parabéns ao dois pelo excelente trabalho!