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Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

sábado, 7 de junho de 2008

Preservação do patrimônio em Tiradentes

Da Gazeta de São João Del Rei
www.gazetadesaojoaodelrei.com.br

Durante o mês de junho, todas as sextas-feiras, sábados e domingos, moradores e turistas ficarão proibidos de estacionar e circular com seus veículos nas principais ruas do centro histórico de Tiradentes. Somente idosos, grávidas e doentes terão permissão para dirigir nas vias centenárias da cidade.
As novas regras começaram a ser adotadas no último final de semana.
Se a mudança for aprovada, a alteração vai se tornar lei municipal.

O teste foi planejado pela Câmara de Vereadores de Tiradentes, presidida pelo vereador Luiz Antônio Chaves de Resende, autor do Projeto de Lei 005/007, que propõe restrições à circulação de veículos.
O trânsito ficará fechado nas seguintes ruas:
Direita, Padre Toledo, da Câmara, Jogo de Bola, da Cadeia, Resende Costa e nos Largos da Forras, do Ó e do Sol. Placas e correntes reforçarão a proibição.
“O projeto visa proteger os casarios antigos de Tiradentes, alguns deles com 300 anos. Essas casas não têm estrutura para agüentar o trânsito que acontece hoje. Com a restrição de veículos, acreditamos que esses casarões sofrerão menos danos sendo mais preservados”, explicou.

A estratégia que foi adotada para restringir o trânsito, ainda conforme o vereador, foi baseada em experiências existentes em cidades históricas como Ouro Preto, Mariana e Paraty, visitadas por comissão especialmente criada na Câmara para este fim. Segundo o vereador, no centro histórico, foram distribuídos cinco pontos de estacionamento, onde turistas e moradores deverão deixar seus veículos.
“As pessoas deverão circular a pé. Só vão usar os automóveis em situações especiais. Estamos contando com o apoio da PM que está distribuindo os panfletos explicativos à população e aos turistas”, disse. Outra novidade é que moradores e visitantes poderão avaliar semanalmente se aprovam ou não a iniciativa, indicando os problemas e as vantagens trazidas pela restrição.
“Na semana passada, 87% dos entrevistados, entre eles turistas, moradores e comerciantes aprovaram a iniciativa. Vamos avaliar este processo semanalmente. Se a maioria aprovar, colocamos o projeto em votação e o transformamos em lei municipal. Acredito que a iniciativa seja boa, mas só vai se tornar lei se refletir o pensamento da população”, afirmou.

Divididos

Nas ruas, no entanto, a população aprova a idéia, mas quer que a restrição seja menor.
A comerciante Elvira Lopes, por exemplo, disse ter perdido vendas por causa da proibição da circulação de carros.
“Algumas peças são pesadas. As pessoas não querem carregá-las pela rua e não têm paciência de esperar que eu possa conseguir um carro para transportar a mercadoria. Essa restrição tem que ser menor”, opinou.

Outro que quer a modificação das regras é o artista plástico Celestino Souza. De acordo com ele, quem se casou no último final de semana teve que ir para a igreja a pé. “Vi uma noiva tendo que andar com aquele vestido enorme, de salto alto. Acho que deveriam liberar o uso de carros para os noivos”, afirmou. Já o charreteiro Fábio Leandro Elias aprovou a restrição de veículos. “Os turistas gostaram muito. O trânsito fluiu melhor. Eles tiveram mais espaço para fazer fotos.
A paisagem ficou mais limpa”, disse.

Texto: www.gazetadesaojoaodelrei.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O jornalismo, além dos leads e dos releases

Do Portal Imprensa
portalimprensa.uol.com.br
Publicado em: 03/06/2008

Por Wilson da Costa Bueno

Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa.
Editor de quatro sites temáticos e de quatro revistas digitais de comunicação.

wilson@comtexto.com.br

O jornalismo brasileiro anda cada vez mais burocrático e menos investigativo e, por isso mesmo, repetitivo, monótono, com cara de "pau mandado". As nossas inúmeras imprensas brasileiras (nunca existiu uma só, homogênea, nesse "Brasilzão" tão diverso), apesar de sistemas de produção distintos e visões muito díspares de seu papel na sociedade, têm se caracterizado por um atributo comum: a ausência de perspectiva crítica.

Certamente, a realidade (a mão visível do mercado) contribui para moldar o atual perfil dos nossos veículos jornalísticos que, nos últimos anos, têm se empenhado mais em buscar a sua sustentabilidade do que em garantir a sua independência editorial. Por isso, abundam os "publieditoriais" e "os projetos de mercado" (denominações que visam mascarar formas modernas de "jabaculê") e relações nem sempre éticas entre redações e anunciantes.

O jornalismo brasileiro anda sofrendo da "síndrome da sala de estar", ou seja, vive "cheio de dedos" com empresas, entidades e governos, procurando, a todo custo, não ferir suscetibilidades, como se a imprensa devesse estar sempre "a serviço de". Esta síndrome é percebida nas entrevistas que mais parecem bate-papo cordial entre amigos, nas coletivas onde bebidinhas e brindes desarmam as consciências e atenuam as perguntas, ou nas matérias frias derivadas de pautas adocicadas que chegam aos montões aos e-mails das editorias e dos jornalistas em particular.

Não podemos assistir passivamente ao esvaziamento da verdadeira função da imprensa, gradativamente refém dos leads e dos releases, concebida unicamente como uma atividade técnica, "profissional", desprovida de compromissos efetivos com a coletividade. Na verdade, é assim que o jornalismo é pensado e praticado na maioria dos cursos de formação, onde se privilegiam os aspectos operacionais e se sufocam os esforços de reflexão e de pesquisa.

O jornalismo brasileiro está se acostumando com os ambientes refrigerados, com o discurso neutro, "objetivo" , com o tapinha nas costas das fontes, com a ausência de tensão ou controvérsia, aproximando-se perigosamente da relação subserviente que vigora entre a maioria das assessorias de imprensa e seus clientes ou patrões.

O jornalismo brasileiro anda preguiçoso demais e vive a reboque de relatórios oficiais, das falas das autoridades e dos executivos, sem iniciativa para tentar novos caminhos, descobrir novas fontes, ousar novas abordagens. O jornalismo brasileiro anda com cara de "house-organ" empresarial, completamente insípido, insosso e inodoro.

Neste cenário, o sensacionalismo da mídia (louquinha para encontrar uma tragédia pessoal que a livre de investigar o que é realmente relevante) e seus espasmos de denuncismo (que perpetram episódios como o da Escola Base) apenas confirmam a tese de que o jornalismo brasileiro anda sem norte, sem escrúpulo e sem tesão. Anda cacarejando demais sem botar ovo algum.

É necessário, urgentemente, alterar este panorama, porque a sociedade continua acreditando que a imprensa pode contribuir para ampliar o debate, desmascarando pessoas e organizações que agem por debaixo dos lençóis, combatendo privilégios e monopólios e, sobretudo, estabelecendo parcerias em prol da autêntica cidadania.

O jornalismo deve ser visto, antes de tudo, como militância cívica (não confundir com partidária!). Não pode cristalizar-se como uma atividade que se segue ao recebimento de um diploma e de um número de registro no MTb e que se exerce em 5 ou 7 horas diárias de trabalho. Burocrática e desinteressadamente.

O jornalista tem que assumir definitivamente a responsabilidade que pesa sobre os seus ombros (detém o privilégio do exercício profissional concedido pela legislação brasileira) e precisa exercer a sua função (e missão) com coragem e competência. Se não estiver disposto a "suar a camisa" e colocar os neurônios para funcionar, que vá procurar outra praia.

Na comemoração dos 200 anos da imprensa brasileira, urge exigir que os sucessores de Hipólito da Costa deixem de lado a reverência servil aos novos monarcas (governantes e empresários) e assumam o papel que a sociedade lhes reservou.

A imprensa brasileira precisa definitivamente sair desta letargia, sacudir sua preguiça mental, recuperar sua capacidade de investigação, tirar a bunda da cadeira. Se ela se dispuser a esse esforço, chegará facilmente à conclusão (ufa, até que enfim!) de que existe vida além dos leads e dos releases.

Fonte: Porta Imprensa - portalimprensa.uol.com.br

Ecologia - crianças conscientes

Por Michele Pacheco

Temos feito algumas reportagens sobre projetos que envolvem crianças na preservação ambiental.
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, foi inaugurada em Juiz de Fora a Biblioteca Municipal Ambiental, no Parque da Lajinha.
A área de lazer na região sudoeste da cidade é muito frequentada por pessoas em busca de tranqüilidade e contato com a natureza.

No local já existia um centro de educação ambiental.
Agora, ao lado dele vai funcionar a biblioteca com acervo de livros, computadores e área de pesquisa para os visitantes. Tudo de graça.
A inauguração do projeto pioneiro em Juiz de Fora contou com a participação de alunos de escolas municipais. Eles se divertiram no Parque e acompanharam a solenidade ao som da banda da Polícia Militar.

E não é só no Dia do Meio Ambiente que a natureza é lembrada por aqui.
A cada criança que nasce na cidade é plantada uma árvore.
O projeto "Essa árvore tem nome" é uma forma de arborizar o município e marcar os nascimentos.
A esperança é de que, no futuro, cada criança homenageada entenda a importância da ecologia.
Há trabalhos de preservação ambiental por toda Juiz de Fora.

No bairro Esplanada, o campo de futebol do Amabaí foi cercado e passou por uma reforma nos vestiários. O terreno pertence ao exército, mas o campinho é administrado por uma associação de ex-alunos de um colégio do bairro e usado pelos moradores.
O local estava abandonado, cheio de carrapatos e animais.
A comunidade reclamou e conseguiu melhorias.

Para comemorar a volta da área de lazer, crianças e adolescentes se mobilizaram e plantaram mudas conseguidas pela associação.
A idéia é despertar neles a sensação de responsabilidade e o desejo de preservar o local.
Cada um plantou uma muda de árvore nativa da região.
Conversando com as crianças, ficamos surpresos com as declarações. Quase todas querem acompanhar o crescimento das plantas, ir lá cuidar e mostrar para os filhos no futuro a árvore que plantou.
Achamos muito legal a idéia e o retorno conseguido.

Já em São João Nepomuceno, o projeto Agentes Mirins, desenvolvido pela Policlínica da Micro-região, mobiliza alunos de escolas municipais.
Os estudantes são treinados sobre o combate à dengue e o recolhimento de materiais recicláveis nos bairros.

O trabalho está dando certo. Crianças e adolescentes saem pelas ruas com uma carteirinha que os identifica como Agentes Mirins e vão de porta em porta conversando com os moradores e orientando sobre o combate à dengue e a destinação correta para o lixo.
Mais do que ajudar a cidade a prevenir a dengue, os estudantes decidiram participar mais ativamente da preservação ambiental e começaram a recolher material reciclável em casa e na vizinhança. A idéia partiu do Douglas da Costa, aluno do CAIC.

Ele conversou com a direção e foi autorizado a usar as garrafas pet recolhidas para montar uma horta na escola.
O material é usado para cercar os canteiros e fazer sementeiras. Em pouco tempo, a expectativa é de ter alimentos frescos na merenda, produzidos no próprio colégio. " A gente ajuda a escola com a horta e o meio ambiente, tirando dele as garrafas de plástico que prejudicam a natureza" explicou o tímido Douglas, de 15 anos.

As autoridades de todo o mundo costumam apontar a educação como o caminho mais seguro para um futuro promissor.
Se isso for verdade, então há esperanças para o planeta.
Começando cedo, a conscientização deve se tornar um hábito natural dentro de alguns anos.
O meio ambiente agradece!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

3º Fest Ler - Festival de Leituras de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Adoro o Festival de Leituras de Juiz de Fora! Eu fui uma daquelas crianças de imaginação fértil. Adorava inventar brincadeiras. Meus pais me ensinaram desde cedo a paixão pela leitura.
Nada melhor do que um bom livro naquelas tardes frias de inverno, nas férias de julho, em que a gente não encontra ninguém animado o bastante para enfrentar o frio e brincar.
Uma leitura agradável acompanhada das delícias que minha mãe preparava na cozinha era bom demais!
Ainda hoje, não consigo dormir direto, tenho que ler alguma coisa ou fazer palavras-cruzadas para relaxar a mente da adrenalina da profissão.

Imagine a minha ansiedade para que chegue logo a época do Fest Ler! Adorei ter que cobrir o primeiro dia do evento, que chegou à terceira edição e deve ser visitado por 50 mil estudantes de escolas públicas e privadas, 5 mil professores e diversos visitantes da região.
Neste ano, tem algumas novidades.
O Fest Circo é um espaço destinado à diversão da garotada.
Tem palhaços e contadores de histórias durante o dia todo.

O Espaço Lúdico é uma versão mais completa da Galeria Encantada, feita no ano passado.
A idéia é transportar os visitantes ao mundo mágico da literatura infantil. Fadas, bruxas, Pinóquio e piratas são alguns dos personagens que mexem com a imaginação da criançada e estão representados no evento. Adultos e crianças se divertem na mesma medida. É impossível passar pelo corredor decorado sem lembrar das histórias que a gente ouvia antes de dormir, da magia dos livros infantis.

Uma tenda foi montada na Praça Antônio Carlos, no centro de Juiz de Fora, e serve de palco para todo tipo de apresentações artísticas.
Também há espaço para o público ter contato com escritores.
Fóruns dedicados a debates entre crianças e adolescentes sobre leitura são disputados e surpreendem pela profundidade das discussões.
É incrível ver crianças apresentando a interpretação que tiveram dos livros que leram, falando das dúvidas quanto aos enredos e avaliando o estilo dos autores.

Mas, a criança devoradora de livros que existe dentro de mim fica encantada mesmo é com os estandes de livros.
Só não parei em cada um deles para folhear os exemplares infantis, porque estava correndo para terminar a matéria e conseguir chegar na TV a tempo de exibi-la ontem.
Mas, hoje me fartei!
Uma marmanja se deliciando com as histórias infantis poderia ser meio constrangedor.
Por isso, convoquei minhas duas sobrinhas, Manuela, de 4 anos, e Eduarda, de 3, para me servirem de álibi. Mas, elas acabaram não podendo vir a Juiz de Fora para o evento.

A Paula, filha do Robson, me ajudou.
Fomos ao Fest Ler nessa tarde e reviramos cada estande à procura de livros infantis.
A Paula é uma adolescente que foge um pouco à regra.
Ela não é fútil, como muitas colegas de escola, não fala apenas de maquiagem e roupas, não discrimina as pessoas que são autênticas e não seguem modismos.
Sei que ela acaba sofrendo com esse jeito diferente de ser.
Mas, um dia ela vai entender que personalidade é algo inestimável e merece respeito.
Os influenciáveis são chatos.

Enquanto muitas colegas estão atasanando os pais para ganhar uma bota ou um vestido novo, a Paula ficou encantanda com a possibilidade de ir ao Festival de Leitura procurar livros interessantes.
Ver a "nossa" menina deslumbrada entre os estandes nos deu muita satisfação.
Ela sonha com um futuro de viagens, de conhecimento e de realização pessoal.
Nem que fosse me filha biológica me daria tanto orgulho!

A Paula acabou saindo do Fest Ler com livros e um lindo sorriso no rosto.
Vendo a alegria dela com os exemplares que ganhou, foi impossível não comparar com a reação das crianças e dos adolescentes que estavam lá.
Muitos dos alunos que visitam o evento são carentes.
É triste ver aqueles olhinhos brilhando diante de livros com capa colorida, desenhos incríveis e um mundo mágico pronto para ser descoberto. Mas, muitos só podem olhar, já que não têm dinheiro para comprar quase nada.

Os representantes das livrarias ainda colaboram, oferecendo livrinhos por cinqüenta centavos.
Pode não ser o que eles gostariam de ganhar, mas já é uma lembrança. Curtimos tanto o evento, que não vimos o tempo passar.
Quando saímos, já era noite!
Passamos mais de três horas nos deliciando nos estandes e nem reparamos que escureceu.

Um temporal caiu quando estávamos saindo da tenda.
Esperamos um pouco, mas a chuva só aumentava.
O jeito foi proteger os livros e correr na chuva.
Duro mesmo foi conseguir voltar para casa.
O trânsito estava todo complicado na área central.
As principais avenidas estavam com tráfego lento em função da chuva forte.
Mas, a tarde foi tão agradável que ninguém estava com espírito para estressar com a demora.

Tomara que muitos Fest Ler sejam realizados, popularizando o hábito da leitura e ajudando a construir um futuro em que livros não existam apenas na imaginação das crianças carentes, mas sejam algo que elas tenham em casa e que sirvam como alívio para as dificuldades da vida.
Um companheiro querido para todas as horas.
Em especial aquelas, das férias de julho, quando a gente não acha ninguém para brincar nos dias frios.

Dia Mundial do Meio Ambiente

Por Michele Pacheco

Acompanhamos hoje pela manhã uma blitz educativa na MG 353, na saída de Juiz de Fora para quem segue para Ubá.
Policiais Militares de Meio Ambiente, representantes do IBAMA e do IEF dstribuíram mudas de árvores frutíferas e ornamentais aos motoristas.

Junto, eles ganharam panfletos educativos sobre os cuidados com a natureza e alertas sobre queimadas.
O trabalho foi tranqüilo, com todos agindo juntos.
As blitzem educativas marcam a semana em que se comemora o Dia Nacional do Meio Ambiente. Foi ótimo fazer essa cobertura, pois encontramos com alguns policiais que não víamos há algum tempo.

Aproveitamos para colocar a conversa em dia e lembrar casos engraçados.
Alguns fizeram pose para o Robson, debochando que se um dia ele perder o emprego de repórter cinematográfico, pode tentar a sorte como fotógrafo!

O pessoal do IEF, Instituto Estadual de Florestas, aproveita a semana do meio ambiente para reforçar a campanha contra as queimadas.
O Eduardo Araújo de Rodrigues, analista ambiental do IEF, lembrou que em 2007 o órgão enfrentou desafios na região, com muitas áreas queimadas e focos difíceis de controlar em trechos de Mata Atlântica.
"Nós queremos antecipar a campanha, para que as pessoas se conscientizem e nos ajudem a evitar que as queimadas se repitam!" explicou o Eduardo.
Tomara que todos entendam o recado.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Acidente com carga perigosa na Br040

Por Robson Rocha

Hoje pela manhã, fomos para a Br 040, em Santos Dumont, onde um acidente grave tinha ocorrido e os bombeiros estavam indo para o local.
Segundo as primeiras informações, um caminhão carregado de gás de cozinha tinha tombado e não havia mais nenhum dado.
Chegamos ao local e a cena assustava, pois a gente ainda não sabia se havia algum vazamento.

Mas, os bombeiros já estavam vistoriando o veículo e, segundo o sargento Éden do Nascimento, não havia gás vazando e a estrutura cilíndrica da carreta não tinha nenhuma fissura.
Mesmo assim, os bombeiros continuaram monitorando a carreta e conferindo, a todo o momento, se não havia algum tipo de vazamento.
Bombeiros e policiais rodoviários federais reforçaram a sinalização na estrada.

O motorista da carreta, que não teve nenhum ferimento, já tinha feito uma sinalização com galhos na estrada. Mas, como sempre, alguns motoristas não respeitaram a sinalização e passaram por cima dos galhos, tirando-os do lugar.
Falando do motorista, ele seguiu à risca as normas de segurança no caso de acidentes com combustíveis.
Ele nos explicou que na hora do acidente, ele ouviu um estalo, a carreta se soltou e quando ele olhou para o lado, a carreta estava ultrapassando o cavalinho. Cavalinho é a parte em que fica a cabine do caminhão.

Quando o veiculo parou, segundo ele, agradeceu muito a Deus por não ter acontecido algo mais grave e que a primeira coisa em que pensou foi na mulher, grávida de seis meses.
A preocupação era com a carga, afinal, ele estava transportando uma carga de GLP, suficiente para encher 1300 botijões e o risco de explosão era grande.
Ele desceu do caminhão, verificou se havia algum vazamento, sinalizou a via, isolou o local e ligou para os bombeiros, policia rodoviária federal e para a empresa. Exatamente como foi feito no treinamento que acompanhamos do pessoal da Coopetrans, um tempo atrás.

A peça que se quebrou é o pino rei.
É ele que segura a carreta no cavalinho.
A sorte, também, foi que o acidente aconteceu na única parte duplicada daquele trecho e a carreta caiu em um buraco e não passou para a outra pista.
Se isso tivesse acontecido, provavelmente a carreta explodiria e ainda poderia ter atingido um outro veículo.

A cabine do caminhão foi retirada da estrada e a carreta ainda ficaria ali por mais umas quatro horas. Tempo para a chegada do equipamento para fazer o transbordo da carga para uma outra carreta. Segundo o Tenente Kleber Castro, dos Bombeiros, mesmo depois de retirado o gás, seriam tomadas medidas de segurança para evitar que o produto que restasse no tanque se inflamasse. Eles iriam usar um jato de água que simula uma chuva em gotas. Assim, a água ocuparia o espaço evitando que o oxigênio entrasse e causasse problemas.

Fomos embora e os bombeiros continuaram no local.
Isso, pois segundo eles, o momento mais perigoso seria o transbordo da carga, onde o risco de vazamento e algum atrito poderia causar um incêndio e que o resíduo que fica depois de retirado o GLP é altamente explosivo.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Campeonato Brasileiro de Ginástica de Trampolim

Por Michele Pacheco

O Campeonato Brasileiro de Ginástica de Trampolim vai ser disputado a partir da próxima quarta-feira (de 04 a 08 de junho) em Goiânia-GO.
E, Juiz de Fora vai marcar presença.
A equipe do Instituto Vianna Júnior viaja com 19 atletas, sendo a segunda maior delegação do país.
O técnico Deber Zambelli está otimista.
O grupo está treinando há 4 meses e tem se dedicado bastante à preparação.

A Cássia tem 11 anos e foi campeã brasileira no ano passado.
Ela vai para Goiânia de olho no bi-campeonato.
"Eu consegui o título em 2007 porque uma atleta não foi bem. Se não fosse por isso, eu não teria conseguido. De lá pra cá, eu tenho treinado muito para corrigir o que não fiz direito e acho que vou conseguir o título de novo. Dessa vez por mérito meu."
Explica a simpática atleta que está sempre sorrindo e fazendo pose para fotos.

Júlio César Nascimento tem 13 anos e vontade de campeão.
Ele treina duro e sem reclamar.
No duplo mini, mostra a disposição de quem espera voltar para casa com uma medalha.
O Rafael Barbosa, de 14 anos, é outro destaque da equipe do Vianna Júnior.
Ele é bi-campeão brasileiro e quer ficar entre os melhores em Goiânia.
" Se eu ficar entre os três melhores da competição, posso ganhar a Bolsa Atleta. Vou fazer o melhor que puder." explica o adolescente se referindo ao benefício do Governo Federal que ajuda atletas sem patrocínio.

Sob os olhos atentos e as orientações do técnico, a equipe corre, salta, capricha nos movimentos e...começa tudo de novo.
Os treinamentos são cansativos, mas a garotada se diverte.
Entre uma sessão de saltos e outra, o grupo se reuniu e fez pose para o Robson.
Foi uma graça ver aqueles atletas tão sérios no treino virarem crianças por alguns instantes.
Tomara que eles tenham que fazer muitas poses para fotógrafos do mundo todo na trajetória esportiva deles.

Se algum dos atletas dessa equipe um dia chegar a uma Olimpíada ou ganhar fama, pelo menos uma coisa não vai ser novidade: a tietagem.
"Vai. Pula. Mais força no movimento" dizia uma mãe alvoroçada vendo o treino. "Ei, saia da frente que o cinegrafista está filmando a minha filha" gritava outra com medo da imagem da menina não ficar legal.
"É isso ai, meu filho. Ficou lindo" se derretia uma mais afoita.
Enfim, os garotos já estão habituados à torcida presente e fiel dos pais.
O Adalberto que o diga. Tímido, ficou vermelho quando gravamos entrevista com a mãe dele, destacando a camisa que ela usava estampando uma foto do filho com medalha no peito.

Não importa se, na pressa de saltar cada vez mais alto no esporte, nem sempre os movimentos saírem perfeitos.
Os jurados podem não gostar, o técnico pode reclamar, a equipe pode se decepcionar.
Mas, para os pais, esses atletas já são heróis, pelo simples fato de tentarem superar os desafios e não desistirem diante das dificuldades.
Vamos ficar daqui, acompanhando o desempenho deles e torcendo para que cada um realize seus sonhos.
SUCESSO!!!

domingo, 1 de junho de 2008

Cavalo à venda

Por Robson Rocha

Final de semana de plantão é uma felicidade pra galera da imprensa, ainda mais com o frio que está fazendo.
Ontem, cobrimos a entrega da Medalha Henrique Halfeld e aproveitamos para fofocar bastante.
Como o evento atrasou bastante, deu tempo até para registrar uma foto.
Depois fizemos entradas ao vivo no Jornal da Alterosa Edição Regional e ficamos de plantão.

Hoje, começamos cedo.
Estávamos indo para a TV, passando pela feira da Avenida Brasil, quando a Michele viu uma cena que chamou a atenção.
A gente está acostumado a ver todo tipo de quinquilharia ser vendido por ali.
De dentadura usada a rodas de carro, já vimos de tudo.

Mas o que a Michele viu era diferente, um cavalo.
Você vai dizer: todo mundo já viu um cavalo, certo?
Só que era um detalhe que realmente chamava a atenção.
Um anúncio em uma folha de papel que o pobre tinha presa no rabo, como fazem com carros à venda.
Não resisti, dei marcha ré no carro e tiramos uma foto.

Dali, fomos pra TV e pegamos a estrada.
Destino: Mercês, que fica a mais ou menos 100Km de Juiz de Fora. Se eu jogasse no bicho, com certeza jogaria no cavalo.
Será que tem esse animal no jogo de bicho?
Mas, o motivo é que esbarrei com esses animais por todos os lugares que passei.

Na estrada, passamos por várias carroças.
No trevo de Tabuleiro, encontramos com um grupo de cavaleiros, que mesmo com a chuva, parecia animado.
Durante o resto do caminho, esses animais continuaram a ser presença constante.

Quando chegamos em Mercês, qual a primeira coisa com que nos deparamos?
Claro! Um cavalinho!
Se tivesse encontrado com meu tio João, que sabe tudo de jogo de bicho, ia pedir umas dicas.
E, foi assim o dia todo, até na volta a Juiz de Fora.

Deixando os cavalos de lado, Mercês é uma cidade muito simpática e hoje está completando 96 anos.
E eu, feliz, pois ia comer o famoso frango ao molho pardo da cidade.
Só que não deu.
Almoçamos em um restaurante próximo à antiga estação ferroviária. Apesar de não ter o franguinho (que só é feito por encomenda), comi uma feijoada maravilhosa!

Eh, mas fomos lá pra trabalhar.
Montamos o equipamento na praça e fomos gravar algumas “cabeças” para o jornal.
O pessoal da cidade ficou olhando meio desconfiado, o que tanto a gente mudava de lugar para gravar.
O pior foi acertar a posição da Michele.
Ela é míope e estava com a vista irritada.
Por isso, trocou as lentes por óculos.
Como foi orientada a não gravar com eles, ela fica fazendo mil caretas para tentar enxergar a câmera e os meus gestos.
Mas, tudo acaba dando certo.

A hora estava passando e tínhamos que ir para o estádio da cidade, onde ia acontecer um dos jogos das semi-finais da Copa Alterosa de Futebol Regional.
Lá encontramos com o Marco Aurélio, repórter da rádio Globo JF e delegado da partida.
Ele chegou meio amarrotado. Será que apertaram muito o coitado na ida para Mercês!?

A chuvinha não parava e o pessoal do Juventude Beira Rio, time da cidade, montou uma estrutura para que eu pudesse trabalhar.
A idéia foi ótima pois, senão, ficaria muito difícil registrar alguma imagem da partida.
Mas, ninguém avisou a eles que eu sou alto, resultado:
não me cabia de pé, pois o telhado ficou muito baixo.

Tudo bem!
A galera me arrumou uma cadeirinha e trabalhei o tempo todo assentado.
Agora, se você observar a foto ao lado, vai ver que o Marco Aurélio está com um ar meio, digamos, assustado.
Sabe por que?
Vou explicar:
eu, na parte de cima, me sentia no balança mais não cai, pois a estrutura balançava muito e ele embaixo, mais do que ninguém, torcia para a coisa não desabar.

O jogo começou e o Nagoya de Juiz de Fora tomou conta da partida. O time da casa, o Juventude Beira-Rio, não conseguiu segurar o time de Juiz de Fora que terminou o primeiro tempo ganhando de um a zero. Gol contra do Jair, zagueiro do Juventude, aos 20 minutos.
O comportamento de alguns torcedores é que não foi muito legal. Eles jogaram várias bombas na arquibancada onde havia famílias com crianças e também deixavam os próprios jogadores apreensivos.

Os dirigentes do time de Mercês não gostaram da atitude desses torcedores, mas não conseguiram controlar os baderneiros.
No segundo tempo, a equipe juizforana teve dois jogares expulsos, mesmo assim ainda conseguiu garantir o resultado e precisa apenas de um empate no próximo jogo para ir para a final da Copa.

Fim de jogo, voltamos pra Juiz de Fora e na emissora ficamos sabendo do resultado do jogo de Muriaé.
Segundo o Evandro Carvalho, cinegrafista que foi a Muriaé, a torcida encheu o estádio.
Afinal, estava empolgada com os onze a um em cima do Olimpic, na semana passada. Mas, o time do Operário não jogou bem. O primeiro tempo terminou zero a zero.

No segundo tempo, o XV de novembro, de Rio Novo, abriu o placar. O Operário empatou na cobrança de um pênalti, mas o XV fez o segundo e nos acréscimos fez o terceiro fechando a fatura na casa do adversário. Agora é esperar semana que vem para saber quem serão os finalistas da Copa Alterosa de Futebol Regional.

Mas, você se lembra dos cavalos?
Eh, quem jogou em casa era favorito, certo?
Eles perderam. Então foi zebra, né?
A zebra não parece um cavalo com listras?