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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Invasão de terra em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Ontem estávamos gravando na Zona Norte de Juiz de Fora, quando uma fonte nos avisou que estaria havendo tiros no bairro Milho Branco.
Fomos até lá, mas a PM não encontrou nada.
Na volta, vimos muitas pessoas em um morro.
Chegamos mais perto e notamos que elas estavam limpando o terreno que pertence ao município e montando barracas.
Como estávamos sem pauta, decidimos ir até o local e ver o que realmente estava acontecendo.

Nosso receio era como seríamos recebidos.
Nem sempre a imprensa é bem vinda em determinados momentos.
Porém, chegando ao local, que fica no bairro Amazônia, as pessoas nos receberam com desconfiança, mas fomos bem tratados.
Logo de cara, dava pra ver que o terreno já havia sido dividido em lotes, que eram demarcados por arame, fitas e até pedaços de tecido.

Os barracos começavam a ser erguidos e os invasores usavam pedaços de madeira, resto de móveis, plástico e lona para dar acabamento ao barraco.
E, outra coisa que chamou a atenção, foi a presença feminina, a maioria dos sem-casa no local era de mulheres e também muitas crianças.
Algumas das mulheres estavam grávidas, como uma adolescente de 16 anos.
Segundo ela, não pode mais morar com a família e a invasão é a única forma de conseguir um lugar para viver.
Sinceramente, não me convenci com a entrevista que ela gravou e quando toquei no detalhe da gravidez, ela desconversou e de uma forma infantil disse que tem alergia a camisinha.

Os líderes da invasão dizem que estão tentando uma casa junto à Emcasa, empresa da prefeitura de Juiz de Fora, responsável pela política habitacional da cidade, mas não conseguem, por isso resolveram invadir o terreno.
Eles têm noção de que estão cometendo um crime, mas acham que só assim vão conseguir um espaço para construir suas casas.

A Emcasa vai se reunir com os sem-casa amanhã para tentar uma saída e cadastrar os invasores para que eles façam parte do projeto de financiamento da casa própria.
O problema é que parte deles nem renda tem.
Isso fora que, desde a operação “João de barro” da Polícia Federal, as obras para a construção de casas populares da Emcasa, no bairro Barreira do Triunfo, estão paradas por suspeita de desvio de verbas.
O loteamento Novo Triunfo II levaria 18 meses para ficar pronto, atendendo 300 famílias que vivia em áreas de risco.
Um outro detalhe é que Juiz de Fora tem um déficit de quase 20mil moradias. Sendo 9 mil para famílias com um ganho de até 3 salários mínimos por mês.

Mas, o grande problema das invasões, é que juntamente com pessoas que realmente precisam, vêm os espertalhões, que demarcam o espaço e depois vendem para outras pessoas.
Essa não é a primeira invasão que gravamos.
Isso aconteceu na invasão no Jardim Cachoeira e nas invasões no bairro Milho Branco, onde pessoas carentes que precisavam realmente se misturavam com quem não tinha necessidade do terreno, mas queria levar vantagem.

Mas, quem invade o terreno no bairro Amazônia, quer ter a mesma chance de quem invadiu o Jardim Cachoeira e no Milho Branco, pois eles tiveram a invasão legalizada. Mas, segundo o presidente da Emcasa, a prefeitura não vai legalizar essa invasão.
E, aí eles terão que entrar na fila, pois os moradores da invasão da Br040 estão aguardando o retorno das obras para que as casas no bairro Barreira do Triunfo sejam entregues.

Agora, é aguardar o resultado da reunião de amanhã entre invasores e a Emcasa.
O difícil é explicar a essas sorridentes crianças que apesar delas ouvirem sobre roubalheira, desvio de verbas e falcatruas, que é errado invadir terreno do município e que graças à roubalheira a prefeitura não tem dinheiro e elas vão continuar sem uma casa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Cassação à vista na Câmara Municipal de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Foi entregue hoje o relatório da Comissão Especial de Ética da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Os cinco integrantes tinham 45 dias para investigar as denúncias de corrupção contra o ex-presidente do Legislativo municipal, Vicente de Paula Oliveira, o Vicentão.
O prazo poderia ser prorrogado por mais 30 dias.
Mas, a comissão intensificou as tomadas de depoimentos e fechou o relatório em apenas 20 dias.

Durante a primeira reunião ordinária do segundo semestre, o relatório foi apresentado e aprovado por unanimidade.
Com isso, está criada a Comissão Processante, que vai instaurar o processo de cassação do Vicentão.
Em sorteio foram escolhidos os três integrantes da Comissão: Cidão, Oliveira Tresse e Pastor Carlos. Eles têm um prazo de no mínimo 5 dias e no máximo 90 para concluir o trabalho.

O Pastor Carlos falou sobre as expectativas para o trabalho: "Os integrantes da Comissão de Ética fizeram um trabalho sério e rigoroso. Nós vamos seguir o relatório e fazer o melhor possível".
A situação é constrangedora para todos.
Ninguém gostaria de investigar um colega de trabalho.
Ainda mais no caso dos políticos.
Mas, os vereadores de Juiz de Fora estão entre a cruz e a espada.
Se eles não pedirem a cassação do Vicente de Paula Oliveira, a Câmara Municipal perde a credibilidade perante a sociedade e os eleitores.

Afinal, os depoimentos foram claros e mostraram a ligação do ex-presidente com a Koji, uma construtora que, segundo as testemunhas, tinha ligação direta com o Vicentão e o filho dele.
Um diretor do sindicato dos trabalhadores na construção civil chegou ao cúmulo de contar que o boleto para pagamento da contribuição da Koji era entregue no gabinete do vereador.

Várias pessoas confirmaram que o Vicentão fiscalizava de perto as obras que a Koji fazia para a prefeitura.
A empresa faturou em torno de R$ 3 milhões, vencendo licitações da prefeitura e da Câmara Municipal.
Se isso não é o bastante para indicar pelo menos quebra de decoro parlamentar, tem ainda o uso de funcionários da Câmara no centro de tratamento contra as drogas fundado pelo Vicentão.

Duas assistentes sociais da AMAC, Associação Municipal de Apoio Comunitário foram cedidas para o legislativo.
Mas, em depoimento elas contaram que nunca trabalharam na Câmara, pois foram designadas pelo Vicentão para atuar no centro mantido por ele.
Bom, as provas estão aí. E a situação dos vereadores não é nada confortável.
Vicentão sempre teve papel influente na Câmara.

No início das investigações sobre as denúncias de corrupção, o buxixo nos corredores dos órgãos públicos eram de que muita gente tinha telhado de vidro no legislativo e que ninguém iria se meter com o ex-presidente.
Para ser justa, tenho que destacar que, até agora, os integrantes de todas as comissões formadas neste ano para apurar corrupção do ex-prefeito, Alberto Bejani, e do ex-presidente da Câmara, Vicentão, agiram com transparência e seriedade.

Resta saber que fim vai levar a Comissão Processante.
Se pedem a cassação, os vereadores ficam mal com o colega de plenário, político forte na cidade. Se não pedem, ficam na mira da imprensa e da sociedade.
Porque é óbvio que a próxima legislatura vai ser vigiada dia e noite pela imprensa e pela sociedade civil organizada, que participa ativamente com o Comitê contra a Corrupção.
Um abaixo assinado com 4500 assinaturas foi entregue hoje aos vereadores.

Vicentão foi esperto.
Entrou com pedido de licença não remunerada por 30 dias.
Com isso, ele segue em campanha eleitoral tranqüilamente, podendo ser eleito mesmo com tantas denúncias.
Enquanto estiver de licença, ele não pode ser cassado.

É mole, ou quer mais?!

Início de rebelião na Cadeia de Muriaé

Por Silvan Alves

Interditada, Superlotada, Fragilizada e Desestruturada.
Essa é a atual situação da Cadeia Pública de Muriáe que nas últimas semanas vem registrando início de motins, rebeliões e agitações, prejudicando diretamente a visitação.
O início da rebelião de hoje aconteceu depois que as visitas estavam liberadas.
Possivelmente, um desentendimento entre celas rivais de menores, ou mesmo com a de seguro, pode ter dado origem a agitação, sendo preciso a segurança ser reforçada por vários militares e civis, e ainda o uso de duas bombas, ou tiros, para acalmar a situação e evitar o pior.

Visitas revoltadas reclamam da falta de estrutura da cadeia que exige que muitos cheguem até um dia antes, para ter acesso aos presos.
O Governo de Minas prometeu a construção de uma nova cadeia na região da Penitenciária Regional, mas até agora não há previsão.
A cadeia atual está sendo reformada para ser assumida pela Secretaria de Administração Penitenciária, o que vai de encontro aos desejos dos moradores do bairro Safira que pedem a sua saída.
O presídio está com 142 presos, enquanto que a capacidade é para 70, no prédio construído na década de 80.

Por Interligado

Já no final da manhã desta segunda-feira (15), logo após a liberação das visitas, os presos de celas diferentes iniciaram uma rebelião na cadeia pública da 38ª DRSP.
Possivelmente, um desentendimento entre celas rivais de menores, ou mesmo com a chamada seguro, pode ter dado origem a agitação, sendo preciso a segurança ser reforçada por vários militares e civis, e ainda o uso de duas bombas, para acalmar a situação e evitar o pior.

Visitas revoltadas reclamam da falta de estrutura da cadeia que exige que muitos cheguem até um dia antes, para ter acesso aos presos.
A situação se agrava cada vez mais, já que a superlotação, a estrutura física totalmente fragilizada e interditada desde o início do ano, quando uma comissão executiva do Governo do Estado, visitou as dependências e prometeu uma nova unidade para o município.

Muitos presos foram transferidos para outras cadeias da comarca, mais com o passar do tempo, mais prisões forma realizadas e o aumento da população carcerária só vai tornando o local num verdadeiro barril de pólvora.
A cadeia atual está sendo reformada para ser assumida pela Secretaria de Administração Penitenciária, o que vai de encontro aos desejos dos moradores do bairro Safira que pedem a sua saída.
Fonte: silvanalves.blogspot.com

domingo, 14 de setembro de 2008

Tupi vence e é líder da Taça Minas

Do site do Tupi
Entrando em campo com a mesma equipe que goleou o América na última terça-feira, o Tupi bateu o Villa Nova por 2 a 0, dessa vez jogando em casa. a segunda vitória do Carijó no torneio deu a liderança ao time, que soma oito pontos, mesmo número do Araxá, mas com saldo maior de gols.

Com o objetivo de impor seu ritmo de jogo, o Tupi partiu pra cima no primeiro tempo, e Daniel abriu ao placar de cabeça, após cruzamento pela direita.
O gol faz a equipe do Villa Nova acordar, mas o goleiro Marcelo Cruz garantiu o placar com boas defesas.

Na segunda etapa, o Tupi teve ótimas chances de gols, e quem acabou apmpliando o placar foi o lateral Henrique, em jogada pelo lado direito.
No chute cruzado, a bola desviou na zaga do Villa e enganou o goleiro, fechando o placar do jogo em 2 a 0.

O próximo jogo do Tupi é contra o Uberaba, fora de casa no dia 22 de setembro às 20h30.

sábado, 13 de setembro de 2008

Polícia já sabe quem mandou matar o prefeito de São Francisco do Glória

Por Silvan Alves

O delegado de Polícia Civil de Piúma-ES, Dr. Milton Sabino, responsável pelas investigações do assassinato do prefeito de São Francisco do Glória, Gilberto Souza e Silva, 44 anos, informou que as diligências sobre o caso já foram encerradas e o relatório final será entregue à Justiça na quinta-feira dia 18.
Sobre o mando do crime o delegado não quis adiantar nomes, mas afirmou que se trata de mais de uma pessoa e com residências no município de São Francisco do Glória.
Com relação aos motivos do crime, Dr. Milton disse não ter dúvidas de que esses são políticos.

As informações foram passadas ao site Elias Muratori.com.br (www.eliasmuratori.com.br).

BLOG RELEMBRA O CASO OCORRIDO EM JANEIRO:

O prefeito de São Francisco do Glória, Gilberto de Souza Silva, 44 anos foi assassinado com quatro tiros em frente a uma lanchonete na Av. Beira Mar, em Piúma-ES, na noite desse domingo (13).
Segundo informações obtidas pelo BLOG, pela reportagem da TV Atividade e Radio Atividade AM, junto a pessoas ligadas ao prefeito e que estavam em Piúma, o crime aconteceu às 21h.
Um motoqueiro de capacete chegou próximo ao prefeito que estava às margens da avenida em uma mesa ao ar livre, e efetuou quatro disparos que teriam atingidos a cabeça e as costas de Gilberto.

As polícias Militar e Civil de Piúma, assumiram o caso e encaminharam, de helicóptero, o corpo do prefeito para o Instituto Medico Legal de Vitória, capital do Espirito Santo.
- Estive com o prefeito durante todo o dia no quiosque onde trabalho na Praia de Portinhos (Pau Grande). Conversamos e ele me disse ter ficado satisfeito em ver um conterrâneo trabalhando aqui. Mais tarde minha filha me falou de sua morte - disse um garçon, que é da cidade de Vieiras-MG (vizinha da cidade do prefeito) e que trabalha no verão em Piuma-ES.

Até a manhâ desta segunda-feira o corpo do prefeito ainda não havia chegado a São Francisco do Glória.
Gilberto Souza Silva, era engenheiro, casado com Elizabeth Helena Souza Silva, pai de dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 1 ano e meia.
Ele sera velado na Escola Municipal Antônio Franco Laviola e sepultado às 8h da manha desta terça-feira.Gilberto Souza Silva e o segundo prefeito de São Francisco do Gloria a ser assassinado em menos de 7 anos.

O primeiro aconteceu em março de 2001, quando foi morto em casa com vários tiros, o prefeito Fabio Pedrosa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A saga de um veadinho

Por Robson Rocha

Na terça-feira, fomos gravar no bairro Cerâmica, um veadinho que havia saído da mata do Krambeck, atravessado a avenida Brasil e entrado no bairro.
Ele entrou no Sindicato Rural, foi pego por alguns funcionários e colocado no playground de uma creche.
O bicho estava agitado e tentava sair de todas as formas.
Parecia que ele não enxergava a tela que cercava o parquinho.
O animal vinha com toda velocidade, como se nada existisse na frente dele e se estatelava na tela de aço.

Os bombeiros chegaram ao local e começaram a avaliar as possibilidades para resgatar o bichinho, que a essa altura já estava com ferimentos causados pelas batidas violentas na tela de aço.
Eram apenas dois bombeiros e, é claro, não iam se deixar filmar tentando pegar um bicho arisco como aquele veadinho.
Logo chegaram mais bombeiros.

A idéia era estressar o mínimo possível o animal, pois esse tipo de bicho pode morrer facilmente quando o nível de adrenalina é elevado. E não queriam também que o veado se ferisse mais ainda.
Os bombeiros aproveitaram quando o bicho foi para um canto e entraram no parquinho.
Mesmo sendo cinco homens, numa área fechada, o bicho passou igual a uma flecha pelos militares, mas parou na tela.

Aí, os bombeiros pegaram o bichinho e tamparam a cabeça dele para que se acalmasse. Decidiram também não colocar o bicho na gaiola, mas levar o animalzinho no colo para que ele não se ferisse mais ainda tentando fugir.
O veado foi levado para o IBAMA.
De lá, o animal foi encaminhado para uma clínica veterinária que é parceira do IBAMA e sempre atende casos de animais silvestres levados pelo órgão.
Tudo no 0800, ou seja de graça.
Diga-se de passagem, se o Rômulo Barbosa de Castro não atendesse esses casos na clínica dele, muitos animais já teriam morrido.

Na quarta-feira, fomos gravar na clínica.
Lá, entre inúmeros animais atendidos estava o veado.
O Rômulo foi logo alertando a Michele que era um veado fêmea e que tinha em torno de um ano e meio.
Devido ao estresse, a “veadinha” foi colocada em um local isolado.
Ela tinha sido medicada e já estava quase pronta para retornar ao habitat dela.

Hoje, foi o dia da volta. Às oito da manhã, nos encontramos com o pessoal da 4ª Cia. Independente de Meio Ambiente e Trânsito.
Logo depois, chegou o pessoal da Tribuna de Minas e a estrela, que veio acompanhada do José de Souza, nosso velho amigo do IBAMA,
e lógico do anjo da guarda, o veterinário Rômulo.

Daí, fomos para um areal no bairro Industrial, onde é mais fácil colocar o barco na água e o rio é mais estreito.
Afinal de contas, a mata fica do outro lado do rio.
Lá, tivemos que aguardar, pois não havia colete pra todo mundo.
O sol estava pegando, mas o pior estava por vir.

Os coletes chegaram e colocaram o bicho no barco.Como não cabia todo mundo de uma vez, teria que dar duas viagens.
Aproveitei e fui na primeira leva.
Tive que colocar o colete, é claro!
Mas aí, você sente como é triste engordar.
Parecia que minha barriga estava presa em uma camisa de força e comprimia meus pulmões. Afroxei as presilhas, fiz cara de mau e entrei no barco.

Assentei ao lado do Souza e fomos ouvindo a história que o sorridente Rômulo ia contando, sobre um outro cinegrafista, e perguntando se eu não tinha medo de andar de barco.
Pois o colega de profissão tinha ficado muito nervoso dentro do barco.
Disse que não, mas honestamente?
Sentindo o cheiro horroroso que o rio Paraibuna exalava e a sujeira que passava por ele, dava medo do barco virar.

Depois de um tempo, encontramos um local para encostar o barco, uma prainha aberta no mato da margem.
O local parece ser usado pelas capivaras para chegar ao rio.
Descemos e aguardamos o resto do pessoal chegar para o veadinho fêmea ser solto.
O Marcelo, fotógrafo da Tribuna de Minas, aproveitou para tirar uma foto do Zé Carlos, motorista do jornal. Ele ficou para trás, com ar de tristeza por não caber no barco.
Mal sabiam todos que ele era um sortudo em não ir.

Custou e ouvimos o barulho do motor do barco que estava chegando.
Logo depois, eles nos localizaram nas margens do rio.
Aí foi só aguardar que os policiais militares fizessem a manobra e ancorassem na margem do Paraibuna para a galera descer. Aliás, o cara pilota muito bem!
Enquanto isso, na outra margem do rio, no acesso norte o pessoal observava sem saber ao certo o que estava acontecendo.

A próxima etapa era subir a margem, um barranco íngreme, entrar na mata e encontrar uma trilha de animal para soltar a “veadinha”.
E aí, veio outra parte complicada por causa da vegetação.
Ao mesmo tempo que gravava, eu tinha que olhar onde pisava, proteger meu rosto e a câmera dos galhos, mas o pior ainda estava por vir.

Chegamos ao ponto que o pessoal achou ideal para soltar o bichinho, que já estava dentro da caixa havia muito tempo.
Como o calor era grande, o veado poderia morrer.
O Rômulo abriu a caixa e tirou o bicho, que estava meio atordoado, devido ao estresse e ao tempo fechado na caixa.

Demorou um tempo, até que ela se recuperasse.
Aos poucos ela se levantou, foi se movimentando meio grogue.
Ficou de pé algum tempo nos olhando e de repente foi entrando pela mata e sumiu em meio à vegetação.
Um final feliz, certo?
Feliz para a fêmea de veado mateiro!

Lembram quando disse que descemos em um local usado pelas capivaras e depois que o Zé Carlos era um sortudo?
Pois é, o lugar estava infestado de carrapatos.
A quantidade desses aracnídeos subindo pela nossa roupa era absurda.
A Joana e a Michele fizeram pose para a foto.
Mas, foi só pose.

Na realidade, as duas não paravam de se estapear e pular, tirando carrapatos da roupa.
E elas ficaram mais incomodadas quando o Rômulo falou que esses bichinhos podem ser vetores da febre maculosa.
Com a maior calma do mundo, ele olhou para as duas que, de olhos arregalados, se dividiam entre bater na roupa e ouvir o que ele dizia: que deveríamos ir direto para casa tirar aquelas roupas e passar não me lembro o que no corpo para eliminar os carrapatos.

Fomos pra TV, catei uns 30 carrapatos enquanto a Michele escrevia o texto e gravava o off .
Deixamos o material na redação e fomos direto pra casa.
Depois de eliminar os bichinhos e tomar um bom banho, voltamos ao trabalho para cumprir o restante do nosso horário.
Afinal, tivemos que atrasar uma pauta sobre falta de sangue no Hemominas. Já imaginaram a gente chegar no hemocentro espalhando carrapatos por todo lado e depois ainda entrar no Hospital de Pronto Socorro?! Seríamos apedrejados, com certeza!
E, viva a natureza!

Apreensão de arma e pássaros em Barbacena

Por Assessoria de comunicação organizacional da 13ª CIA IND MAT

Policiais Ambientais da 13ª Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário, em cumprimento ao mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Barbacena, compareceram por volta de 8 da manhã no endereço do autor na rua Bahia - Bairro São Sebastião – Barbacena /MG, onde depararam com 41 (quarenta e um) pássaros da fauna silvestre brasileira, mantidos em cativeiro sem autorização do órgão competente.

Entre os pássaros estão, Sabiás, Trinca-ferros, Canários da terra, Cocotas, Xexéus entre outros. Ainda foram apreendidos vários viveiros e gaiolas.
Ao efetuar a busca no interior da Residência , foi localizada no interior do Guarda-roupa, 01 garrucha de dois canos , calibre 22, sem registro e Onze munições intactas.

Diante do exposto, foi dada voz de prisão em flagrante delito ao autor de 55 anos.
Sendo esse encaminhado a 9ª DRPC., sendo lavrado o auto de infração do no valor de R$ 20,500.00.
Quantos aos pássaros foram levados para o IBAMA
em Juiz de Fora-MG.

Claudecir de Melo, Cb PM
Assessor de Imprensa
032 3333 5466

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Acidentes em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Hoje o dia começou tranqüilo, mas a coisa começou a mudar logo no inicio da manhã.
Em torno de oito horas recebemos a informação de um operário ferido em uma obra no bairro Granbery. Fomos rápido para o local pois, segundo as informações iniciais, o trabalhador teria caído do andaime em uma obra de vinte andares e o pessoal do SAMU teria pedido ajuda aos bombeiros para resgatar o homem.
Quando chegamos ao local, já estavam lá além da viatura do Samu, outras duas viaturas dos bombeiros.

A Michele apurou dados com os bombeiros e descobrimos que o camarada estava no vigésimo andar e caiu dentro da caixa d’água em construção.
O pessoal da obra fechou os portões e ficamos do lado de fora aguardando o resgate e saída do operário. Nisso, a Michele recebeu a informação de que um ônibus teria batido no bairro Cerâmica e havia vários feridos no local.
Optamos por esperar a retirada do homem, pois os bombeiros já estavam descendo com ele.
Quando os bombeiros saíram com a vítima, gravamos entrevista com o Tenente Demétrius Goulart, responsável pela operação, e fomos para o bairro Cerâmica.

Chegando lá, havia um ônibus cheio de crianças, que rapidamente foi retirado, e o coletivo que havia batido.
Segundo informações passadas pelos policiais, um senhor que dirigia um Ford KA pela faixa exclusiva de ônibus teria se assustado com o radar e reduzido a velocidade, o motorista do ônibus que vinha logo atrás buzinou, mas não teve jeito, freou e mesmo assim bateu no carro e várias crianças ficaram feridas.

Dali, fomos para o bairro JK, do outro lado da cidade, onde os bombeiros colocavam lonas nas encostas.
Nesse local, no período das chuvas houve um desmoronamento.
O serviço dos caras é complicado.
Gravamos, mas a editora disse que não conseguiria editar a tempo e a matéria não foi ao ar.
Ainda no bairro JK, fomos informados que o trem havia atropelado alguém no mergulhão. Saímos acelerados.

Quando chegamos ao local, o homem estava sendo retirado de debaixo da composição.
Ele perdeu as duas pernas.
A cena é muito forte e não gravei detalhes da retirada para não chocar os telespectadores.
Nisso, fomos avisados que a PM estava fazendo uma grande operação no bairro Vila Olavo Costa, mas não dava tempo e fomos para levar os materiais para a TV.

Quando saíamos da linha férrea, um bombeiro assobiou e nos avisou sobre um atropelamento na Avenida Rio Branco, a principal de Juiz de Fora.
Chegamos próximo ao parque Halfeld e uma multidão ocupava a pista exclusiva para ônibus. Desci com a câmera e me deparei com um senhor caído ao chão. Logo chegaram os bombeiros e conduziram o homem para o HPS.

Levamos os materiais e teríamos uma reunião, mas não pudemos participar, pois um veadinho teria saído de uma mata e invadido um sindicato, na zona norte da cidade.
Os funcionários do Sindicato Rural capturaram e prenderam o bicho no parquinho de uma creche, no bairro Cerâmica.
O animal estava muito assustado e se debatia contra a tela que cerca o parquinho.
Os bombeiros chegaram e pegaram o bicho, que foi no colo de um bombeiro.
Isso evitou que o animal se machucasse ainda mais na gaiola.
O veado foi levado para o IBAMA, que deve em breve devolver o bichinho a natureza.

Dali, fomos rápido para a TV, pois eu tinha que levar a Michele até a UFJF para conversar com os alunos do curso de comunicação.
Ela foi convidada para participar da aula de Jornalismo Policial.
Fiquei aguardando até o fim.
Voltamos pra casa pregados, mas com a consciência do dever cumprido.