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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Reconstrução de Ponte Nova

Do Portal PonteNet
http://winser.pontenet.com.br

As obras para reconstrução dos estragos provocados pela enchente na rua João Pinheiro, avenidas Dr. Arthur Bernardes e Custódio Silva terão início em breve.
No último dia 9, o prefeito Joãozinho de Carvalho recebeu o subsecretário de Obras Públicas (Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas), Paulo Antônio Avelar, que confirmou o repasse de recursos, em caráter emergencial, do Governo de Estado e disponibilizou total apoio ao município de Ponte Nova.

De acordo com o Subsecretário, a recuperação das ruas em frente ao Banco do Brasil terá duas etapas.
Enquanto o projeto de engenharia para obra de médio prazo é desenvolvido, será realizada no local, ainda este mês, obra paliativa para liberação do trânsito.
Já a obra no trecho mais grave da avenida Custódio Silva será executada após elaboração do projeto.

“Essas obras serão realizadas mediante projetos que garantam sua durabilidade, evitando-se problemas futuros nos mesmos locais”, afirmou o Subsecretário.
Joãozinho visitou os locais mais críticos, acompanhado do Subsecretário, do diretor de Obras do DEOP-MG (Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais), Fernando Teixeira Santos, do Gerente de Operações do Interior do DEOP-MG, engenheiro Waldir Tobias Júnior, do superintendente de Apoio à Infra-estrutura Municipal, engenheiro Rodolfo Guimarães Filho, do coordenador regional do DER-MG (Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de Minas Gerais), Norberto Cruz de Melo, e do secretário municipal de Governo, Wanderley Ribeiro Ferreira.

Durante percurso realizado pelas autoridades na Cidade, foi identificado dois pontos com esgoto aberto próximos ao restaurante Parrilhada atingido pela enchente.
O Dmaes providenciou a recuperação da rede de esgoto no local na manhã do dia 10.
Para evitar o mau cheiro, os funcionários do Dmaes retiraram também no local, com caminhão pipa, uma poça com acúmulo de esgoto.

Terá início a operação tapa-buracos nas avenidas José Grossi e Francisco Vieira Martins, até a praça de Palmeiras.
O serviço a ser realizado pelo DER- MG (Departamento de Estradas e rodagem do Estado de Minas Gerais) é uma determinação do Governo do Estado de Minas Gerais a pedido do prefeito Joãozinho de Carvalho.
O coordenador regional do DER-MG, Norberto Cruz de Melo, informou que a massa asfáltica está sendo produzida e que a operação começa em pouco tempo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Susto em Ponte Nova

Por Robson Rocha

Por volta das 16h, na Av. Dr. José Grossi, em Ponte Nova, Emiliano Araújo Brito dirigia o caminhão Mercedes-Benz placa GNH-0551-Viçosa, carregado com 12 toneladas de adubo.
O caminhão seguia de Manhuaçu em direção a Viçosa.
Segundo o motorista, ele descia o trecho da rodovia Rio Casca/Ponte Nova, quando o caminhão ficou sem os freios e ele perdeu o controle da direção do veículo.

Primeiro ele atingiu seis carros e um poste da CEMIG, próximo a um posto de combustíveis, e depois o caminhão virou.
A cabine ficou destruída.
Mas, segundo informações do PontNet, não houve feridos graves.
O motorista do caminhão teria saído sozinho do caminhão e conduzido ao hospital Gavazza.

Ainda segundo o PontNet, O Major PM Rodhes, destacou a rápida intervenção da guarnição do Corpo de Bombeiros comandada pelo sargento Jaime Filho que em poucos minutos se apresentou ao local, isolando o perímetro.

No local, o perigo era grande, pois os fios de energia elétrica vieram ao chão e o acidente atingiu diretamente o posto de gasolina. Com isso, as faíscas poderiam provocar um incêndio e até uma explosão em contato com os combustíveis.
A Cemig removeu o poste danificado, restabelecendo a energia.

Apreensão de cocaína em caça-níqueis

Por Michele Pacheco

O Grupo Tático Operacional de Tóxicos e Homicídios da Polícia Civil de Juiz de Fora vinha investigando há 3 meses um comerciante de 62 anos.
Ele já tinha sido preso pela Polícia Federal na década de 90 por tráfico de drogas.
Na noite dessa quinta-feira, a equipe do GTO foi à casa do suspeito e encontrou diversas irregularidades.

A Polícia Civil fazia uma investigação sobre máquinas caça-níqueis e chegou ao Francisco de Souza Ferreira.
Ele é dono de vários equipamentos desses, que são ilegais.
Na casa do comerciante, os policiais encontraram 8 caça-níqueis.
Dentro deles, veio a surpresa: 2 tijolos com 2,250 kg de cocaína pura.
A droga estava escondida e era misturada aos poucos.

Também foram apreendidos na casa 5,379 kg de material para ser misturado à cocaína.
O suspeito usava de tudo.
O delegado encarregado das investigações explicou que a droga pura é meio borrachuda e vem prensada em tijolos.
Para que ela fique pronta para o uso, os traficantes fazem misturas com pós brancos e finos.
As opções são muitas.

Neste caso, o homem usava realçador de sabor, bicarbonato de sódio e base para remédios manipulados.
Quando a gente manda fazer capsulas de algum medicamento, as farmácias usam uma porção das substâncias recomendadas pelo médico e completam a cápsula com um pó que pode ser à base de leite ou de café.

O que os policiais descobriram é que o suspeito usava a base de café para fingir que a cocaína era mais pura, vendendo mais caro do que a outra misturada com base de leite.
Como o produto dá uma sensação de dormência na língua, os compradores provavam e achavam que o efeito era em função da qualidade da droga.

Tanta gente mata e morre por causa dos entorpecentes e os viciados nem percebem o quanto são enganados no vício deles.
Quantos depoimentos tristes já ouvimos sobre famílias destruídas por filhos que roubam e vendem tudo o que havia dentro de casa!
E para quê?! Comprar e cheirar bicarbonato de sódio?! Seria cômico se não fosse trágico!

Na casa do comerciante, o GTO encontrou ainda 2 balanças eletrônicas e uma de dedo, vários materiais para embalar a droga e uma pistola 9mm com munições (uso exclusivo das Forças Armadas).
O suspeito foi preso no fim da tarde, passou boa parte da noite prestando depoimento e foi enviado ao CERESP, Centro de Remanejamento em Segurança Pública, de Juiz de Fora.

Os policiais encontraram no local da prisão diversos documentos.
Havia vários cartões bancários, cheques, carteira de trabalho e uma papelada que levantou a suspeita de envolvimento do Francisco também com estelionato.
As investigações seguem e outros possíveis envolvidos com o esquema de uso de caça-níqueis e venda de drogas estão na mira da Polícia Civil.
O delegado Regional, Eduardo de Azevedo Moura, disse que o comerciante revelou no depoimento que tinha largado o tráfico depois de ser preso.
Mas, com o cerco fechado aos jogo ilegal no Brasil, ele teve prejuízos com as máquinas caça-níqueis e voltou a vender drogas para recuperar as finanças.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Três casas desabam em Muriaé

Do Interligado on line
www.interligadonline.com

Após a queda de um barranco na barra, na manhã desta quinta-feira (8), que deixou a população assustada, no final da tarde ás 17 horas, uma casa com dois andares (entradas independentes), e uma pequena ao lado desabaram na Rua Capitão Felisberto, 283 também na Barra.

Segundo Sebastião José Lombardi, 48 anos, depois das últimas enchentes que deixou a casa com boa parte submersa, na manha de quinta-feira a casa apresentou várias rachaduras, preocupando Sebastião, que mora a 23 anos no local, com a esposa Seleni Albino de Oliveira Lombardi, 43 anos e o filho de apenas 13 anos.

“Agora à tarde eu sai para pegar um caminhão e tirar o restante das coisas de casa e assim que cheguei caiu tudo. Por sorte não havia mais ninguém, nem na minha e as outras duas estavam vazias” disse Sebastião.


A casa estava com muitos móveis ainda, como dois aparelhos de televisão 21 polegadas, 2 botijas de gás, 1 guarda roupas, 1 fogão, 1 geladeira e outros utensílios.
Os moradores ficaram assustados e procuraram rapidamente a Defesa Civil e os bombeiros para ver se as casas vizinhas também correm o mesmo risco.

Mais estragos em Muriaé

Do Interligado on line

A queda de um barranco na manhã desta quinta-feira (8), nos fundos de algumas residências na Rua Marechal Floriano na Barra, provocou correria e medo por parte dos moradores, principalmente das casas 225 e 227, que foram as mais prejudicadas, com trincas nas paredes e invasão de lama na área e dentro das casas.
O deslizamento de terra provocou também a queda de parte de uma casa na Rua Marcos Tarcísio, que está à beira do abismo, com rachaduras e com risco de cair lavando com ela mais uma casa.

A Rua Marechal Floriano está interditada entre os números 181 a 231, onde os moradores tiveram que abandonar suas residências com a roupa do corpo.
Os Bombeiros e membros da Defesa Civil estiveram no local e estão no local para manter as pessoas afastadas e evitar riscos maiores.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Vestibular UFJF – mudanças para 2010

Por Michele Pacheco

Foram anunciadas nessa tarde as novidades para o Vestibular 2010 da Universidade Federal de Juiz de Fora. Participaram da coletiva o reitor Henrique Duque, e o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone.
O reitor começou explicando que há alguns anos têm sido feitas solicitações de mudança no concurso.
As modificações, segundo ele, vão facilitar a vida dos vestibulandos, em especial os que vêm de fora.
As provas vão ser todas no mês de dezembro e com período reduzido.

No vestibular tradicional, o que muda é que a primeira etapa vai ser constituída de uma prova única para todos os candidatos, com 50 questões objetivas (10 de Língua Portuguesa; 10 de Matemática; 5 de Literatura; 5 de Geografia; 5 de História; 5 de Física, 5 de Química e 5 de Biologia). A segunda fase terá dois dias de provas, com 10 questões discursivas em cada um.

As disciplinas aplicadas na segunda fase variam de acordo com a área do curso escolhido. Todos vão responder a 5 questões de Língua Portuguesa no primeiro dia. Para exatas, as provas vão ser também de Matemática no primeiro dia e de Física e Química no segundo. Na área de saúde, Biologia é a segunda prova do primeiro dia. No segundo, Física e Química. Para o setor de Humanas e Sociais Aplicadas, Literatura completa o primeiro dia e Geografia e História fecham o concurso. Quem optar por Economia ou Administração, vai responder a questões de Matemática, junto com as de Língua Portuguesa e fechar o segundo dia com Geografia e História.
A nota da primeira etapa, que antes era descartada, agora passa a valer 30% do resultado final.
Assim, mesmo nos cursos com menos de 4 candidatos por vaga, os vestibulandos vão ser obrigados a fazer as provas da primeira fase. Antes, eles eram dispensados e só participavam da segunda fase.

No PISM, há poucas mudanças. Em vez de quatro dias de provas, vão ser três. Para os módulos I e II, no primeiro dia haverá prova objetiva de 40 questões de 8 disciplinas (5 de Língua Portuguesa, 5 de Matemática, 5 de Química, 5 de Física, 5 de Geografia, 5 de História, 5 de Literatura e 5 de Biologia). No segundo dia, os estudantes vão fazer prova com 8 questões discursivas, sendo 2 de Língua Portuguesa, 2 de Matemática, 2 de Química e 2 de Geografia. No terceiro dia, mais 8 questões discursivas: 2 de Literatura, 2 de Física, 2 de Biologia e 2 de História.

Já o PISM III, muda um pouco mais. No primeiro dia, prova com 40 questões objetivas das 8 disciplinas. No segundo e terceiro dias, os candidatos enfrentam prova discursiva com 10 questões de acordo com a área escolhida. A divisão é a mesma do vestibular tradicional. O cálculo final da nota também mudou. Passam a valer 20% da nota as provas do PISM I, 30% as do PISM II e 50% as do PISM III. O pró-reitor explicou que assim fica mais justo, pois os estudantes muitas vezes são imaturos quando começam as provas do PISM. A novidade garante que a fase mais madura do candidato seja avaliada melhor.
As Provas de Habilidades Específicas estão mantidas para Arquitetura e Música. As questões específicas por área de atuação têm o objetivo de avaliar melhor os candidatos pelas habilidades que precisam ter em cada curso. Isso, segundo os organizadores do concurso, deve reduzir o índice de evasão. Hoje, 6% dos alunos da UFJF desistem do curso antes da conclusão. Outro problema é a retenção de universitários. O curso poderia ser concluído em 4 ou cinco anos, mas o aluno fica muito tempo a mais na faculdade. Em alguns casos, chegam a dobrar o período de permanência.

Encontramos na coletiva colegas da TV Panorama, do Jornal Hoje em dia, da Tribuna de Minas e de diversos outros órgãos de imprensa.
Aproveitamos para flagrar o Roberto Fulgêncio em ação.
Ele é um dos repórteres fotográficos mais competentes e premiados de Juiz de Fora.
Com tanta chuva por aqui, é um alívio encontrar o restante da imprensa bem longe dos atoleiros e dos acidentes.

Chuva em Minas - Estado de emergência em Carangola

Do Portal Mega Minas

Sete mil pessoas desalojadas e mais de 100 desabrigadas.
Este é o resultado da inundação em Carangola.
A cidade completa127 anos nesta quarta-feira (7).
No lugar da festa, muito trabalho para ajudar as vítimas da enchente e contabilizar os prejuízos.
Depois de dois dias, a chuva deu trégua em Carangola.

A água baixou quase um metro, mas pela manhã a altura ainda impedia a passagem de carros.
Só mesmo de carona em tratores era possível atravessar os cerca de 200 metros de área alagada no bairro Santa Maria, na entrada da cidade.
Desde ontem, o veículo se transformou em transporte coletivo para centenas de pessoas, que precisaram se arriscar penduradas na máquina.

À frente, a 600 metros, uma região ainda mais prejudicada, na divisa dos bairros Santo Onofre e Ouro Verde.
Durante toda a terça-feira, botes e barcos eram os únicos meios de chegar ao outro lado.
Na região isolada não tem hotel, restaurante, farmácia, posto de saúde ou abrigo.

O comércio de Carangola parou. A cheia do rio invadiu casas e lojas.
Em muitos lugares, apenas o telhado ficou de fora.
A situação de emergência dificultou a ação dos bombeiros de Muriaé e Juiz de Fora que foram à cidade.
Uma família viveu momentos de pânico enquanto era resgatada.
Uma cobra surgiu no meio da água e foi atirada longe pelo bombeiro.

Durante a noite, o drama continuou. Famílias corriam para salvar o que podiam.
A chuva ficava ainda mais forte.
O rio chegou a mais de cinco metros acima do nível normal.
Segundo a Defesa Civil, mais de seis mil pessoas ficaram desalojadas e outras 100 desabrigadas. Por toda parte era possível encontrar moradores ilhados.

Nesta quarta-feira (7), no dia em que Carangola completa 127 anos, as festas que estavam programadas foram adiadas.
A única coisa a se comemorar é que, até agora, não houve nenhuma vítima.

A Defesa Civil de Carangola informou que, ao todo, 19 mil pessoas foram afetadas pela enchente.
Um posto no prédio da Câmara Municipal da cidade recebe doações para os desabrigados.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Tupi faz pré-temporada em Rio Novo

Por Michele Pacheco

Acompanhamos hoje o embarque do time do Tupi para Rio Novo.
O campeão da Taça Minas faz a pré-temporada num hotel fazenda.
A equipe fica por lá até o dia 15 de janeiro, se preparando para a estréia no Campeonato Mineiro. Depois da conquista da Taça Minas, 13 atletas receberam propostas de outros times e o galo carijó não teve como cobrir.

Assim, os torcedores não vão ver em campo no Campeonato Mineiro o goleiro Marcelo Cruz, os zagueiros Fernando, Ricardo e Sidnei, o lateral-direito Henrique, o lateral-esquerdo Mendes, os volantes Lucas e Caetano, os meias Marquinhos Alagoano e Rafael Toledo, e os atacantes Índio, Allan e Igor. Em compensação, foram contratados o goleiro Henrique, os zagueiros André Luiz, Rodrigão e Itamar, o lateral-direito Jaiminho, o lateral-esquerdo Guilherme, os meias Gil Max, Márcio Carioca e Hugo, e os atacantes Rodrigo Mucardel, Mateus e Carlão.

Mas, as mudanças são típicas do futebol brasileiro.
É raro manter a mesma equipe em mais de uma competição seguida.
E o grupo está otimista para o novo desafio.
Enquanto esperávamos o ônibus sair, nos divertimos com o pessoal vendo a quantidade de coisas que eles tinham que levar.
E que quantidade! Alimentos, roupas, água, equipamentos de fisioterapia, de treinamento e outros apetrechos a mais.
O bagageiro foi lotado.

Encontramos o Wallace Mattos e o Fernando Priamo, da Tribuna de Minas, acompanhando o embarque.
Falamos dos nossos plantões, comentamos as mudanças no Tupi e trocamos idéias sobre um monte de coisa.
Deu para rir um bocado.
Depois de tanta tragédia no fim de ano, foi ótimo passar um dia leve e calmo em Juiz de Fora.

O Robson e o Priamo se revezavam nos melhores locais para registrar imagens dos preparativos. Quando eles paravam um pouco, eu e o Wallace respirávamos aliviados.
É que nós dois ficamos nos escondendo de um lado para o outro da calçada para não aparecer nem nas fotos do Fernando, nem nas imagens do Robson.
Num espaço tão pequeno, isso foi complicado.

Entre um bate-papo e outro, os jogadores foram chegando e se ajeitando no ônibus branco com o escudo do Tupi.
O pior é que depois de tanta chuva, o cheiro de umidade era grande lá dentro.
O Priamo entrou no ônibus para tirar fotos e saiu rapidinho.
Mas, fazer o quê?!
Esse é o cotidiano dos clubes que têm pouco apoio.
É preciso se virar com o que se tem.
Triste pensar que o Campeão da Taça Minas não tenha conseguido atrair a atenção de empresários que queiram investir no esporte.

Bem que Juiz de Fora merece um time estável e forte entre os maiores do estado.
Se dependesse só de dedicação da comissão técnica e dos funcionários, o Tupi seria Campeão Brasileiro.
Mas, há muito mais em jogo.
Falta recurso para manter os jogadores que se destacam.
Falta verba também para reconstruir o estádio Salles Oliveira, em Santa Terezinha, o que permitiria que o torcedor acompanhasse mais de perto o dia-a-dia do time.

Enquanto pensam no Campeonato Mineiro, os jogadores e a comissão técnica esquecem os problemas e se dedicam ao trabalho com a disposição de quem quer surpreender os grandes e escrever de vez o nome na nata do futebol brasileiro.
Boa pré-temporada e boa sorte nesse desafio tão difícil.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Rodovias interditadas em Minas Gerais

Por Michele Pacheco

Voltamos às estradas hoje. Nossa pauta era a BR 267, interditada em Argirita.
Em geral, levamos uns 40 minutos até lá.
Mas, desta vez tivemos que usar o desvio sugerido pela Polícia Rodoviária Federal.
Foram 75 km a mais.
Entramos por Coronel Pacheco, seguimos por Goianá, Rio Novo, Guarani, Piraúba, Astolfo Dutra, Dona Euzébia e Cataguases.

Eu não sei o que é pior na estrada. Aqueles loucos que parecem pilotos de Fórmula 1 e passam voando, ou aqueles motoristas que raramente viajam.
Eles ficam com medo de acelerar e cometem outro erro grave: andam muito abaixo do limite de velocidade. Você sai de uma curva e dá de cara com um carro como este, a 40km/h, num trecho onde o limite é de 80km/h. O perigo de acidente é grande.

E ainda tem aquele povo que vê que a estrada está molhada, escorregadia e perigosa e não desiste. Ultrapassa com pouca visibilidade, fecha os outros motoristas, demora para ultrapassar e quase bate de frente no veículo que vem no sentido contrário.
Um festival de imprudência numa época de índices absurdos de acidentes e mortes nas rodovias mineiras. O balanço da Polícia Rodoviária Federal foi de 141 acidentes, com 89 mortos e 1103 feridos. Isso, nos feriados de Natal e Réveillon.

As rodovias no trecho que usamos estão com marcas claras dos estragos das chuvas das últimas semanas. São buracos por toda parte. Em Guarani, um trecho da MGT 120 desmoronou no mês passado e nada foi feito para recuperar a estrada. Os motoristas têm que se espremer em meia pista. Com chuva constante e pista molhada, o trecho desabado fica ainda pior.

Em Leopoldina, paramos primeiro no posto da Polícia Rodoviária Federal.
O Inspetor João Marcus nos atendeu. Ele tinha que parar toda hora para atender os telefonemas de pessoas querendo saber das condições das estradas. Quando o telefone parava de tocar, algum motorista estacionava perto do posto para saber as rotas alternativas. Os veículos pequenos estão passando pelo trajeto que fizemos. Os grandes seguem até Além Paraíba, entram no estado do Rio, seguem por Três Rios até a BR 040 e retornam a Juiz de Fora.

Fomos ao local do problema.
No trevo da BR 116, em Leopoldina, uma cartaz foi pregado numa placa.
Mal dá para entender o que está escrito. Só quando o motorista já entrou no trevo é que ele consegue ler que a pista está interditada.
A BR 267 foi fechada na manhã desse domingo pelo DNIT.

Mais à frente, uma placa informa ao viajante que a rodovia está interrompida no km 283. Com há muitas fazendas no caminho, o distrito de Tebas e o município de Argirita, o tráfego é liberado no trevo. Vimos muitos carros e caminhões entrando na BR 267, apesar dos alertas. Difícil de acreditar que iam todos para a cidade. Ainda mais que as placas eram de outros estados.

A confirmação veio depois do trevo de Argirita.
Os policiais rodoviários federais notaram que a barreira feita com galhos e troncos de árvore estava mexida, indicando a passagem de veículos.
Eles refizeram o cerco e seguiram em frente no patrulhamento.
Ao longe, vimos sinal de um carro que deveria estar a uns 2km a nossa frente e já tinha passado pela área interditada.

Menos de um quilômetro depois do trecho com problemas, o flagrante. O DNIT abriu uma canaleta no asfalto, de um lado ao outro da rodovia para impedir a passagem. Adivinhe o que os espertinhos fizeram? Encheram o buraco com pedras e pedaços de madeira, formando uma espécie de ponte, e estavam passando pela rodovia interditada. Com o perigo de um desabamento total a qualquer momento, ou essa gente é suicida ou muito irresponsável.

Um caminhão e dois carros pequenos estavam parados na beira da canaleta.
Os motoristas disfarçaram ao ver os policiais.
Uns alegaram que só estavam vendo o local, outros diziam que não tinham sido informados da interdição. As desculpas eram todas injustificadas. Primeiro, qualquer um vê que a estrada está fechada. Segundo, há placas sinalizando.
O desejo de ganhar tempo pode acabar em morte.

A BR 267 está cedendo desde a semana passada.
A cada dia, o degrau é maior na estrada.
A pista no sentido Argirita-Juiz de fora já estava interditada.
No sentido contrário ainda dava para passar.
Agora, as rachaduras aumentaram e há degraus no asfalto também no sentido Juiz de Fora-Argirita.

O Robson fez as imagens com cuidado para não pisar muito perto do local onde a pista parece que vai desmoronar.
Esse trecho sempre foi perigoso.
De um lado, há uma ribanceira.
Do outro, uma montanha de pedra com pouca terra e vegetação por cima.
Quando chove, a água infiltra e torna o terreno ainda mais instável que o normal.

Em cada ponto que parávamos para fazer imagens, eu conversava com os policiais sobre o trabalho difícil e contínuo que vão ter até que o problema seja solucionado.
Enquanto estiver chovendo, nem adianta pensar em obras.
E não dá para acreditar que a chuva vá dar trégua. Seria bom demais!

Não há previsão do DNIT para recuperar a estrada.
Qualquer tipo de trabalho lá vai ser complicado.
A terra está escorregando para a ribanceira e pode levar o resto da rodovia.
Até para usar máquinas no trecho é perigoso, já que o asfalto rachou por vários metros antes e depois da área que está desmoronando.

Os policiais tiveram que parar debaixo de chuva para reforçar o bloqueio em cima da ponte que fica a poucos metros do trecho perigoso.
Restos do guard-rail e galhos foram improvisados como barreira na cabeceira da ponte em curva.
Os dois policiais fizeram força para juntar todo o material pesado e dificultar a passagem dos espertinhos de plantão.

E com tudo isso, ainda tem gente que se acha no direito de infringir a lei, invadindo a área interditada para não ter que usar os desvios mais longos que o trajeto normal.
Um motorista de Juiz de Fora achou que conseguiria driblar as autoridades.
Mas, depois de uma curva, a surpresa. Ele ficou frente a frente com o carro da PRF. Dá para imaginar o susto, não dá?

E como explicar aos policiais o motivo de ter desrespeitado duas placas de interdição e uma barreira de galhos e troncos?
O motorista bem que tentou. Primeiro, disse que não conhece a estrada e não sabia onde era o trecho interditado. Não colou, já que o carro é de Juiz de Fora. Depois, disse que passou porque a estrada estava liberada, com a barreira aberta. Também não colou, já que apesar dos galhos terem sido tirados, a placa de proibido passar continua no lugar.

Por último, veio a justificativa de que ele estava com pressa para ir a um enterro.
Pena que o código de Trânsito não prevê alívio para nenhum dos casos citados. Resultado: o motorista foi convidado a deixar o trecho interrompido.
Ele seguiu os policiais até o trevo de Argirita. Debaixo do temporal, ouviu os policiais explicarem pacientemente as leis de trânsito e teve que seguir pelo desvio com uma multa na mão.

O Inspetor João Marcus comentou que o trabalho deles é enorme nessa época.
Além de patrulhar as rodovias da área da equipe de Leopoldina, eles têm que se preocupar com a sinalização nas áreas perigosas.
Se ela não existe, têm que cobrar do DNIT.
Se existe, têm que cobrar dos motoristas o respeito às leis.

Depois de registrar o problema, voltamos pelo nosso caminho.
Em nenhum momento, desde que fomos para a estrada, ficamos sem chuva. Eu estava brincando com o Robson que se não melhorar o tempo, nós vamos mofar ou criar escamas. Oh, época chata para trabalhar. Todo mundo espera ver o repórter arrumadinho no vídeo. Mas, com a roupa e o cabelo molhados, a gente parece mais um espantalho. E a capa de chuva é de uma elegância!!!

Na volta, a chuva apertou e tivemos que seguir com cautela pelos trechos cheios de buracos.
Como a orientação é para desviar por aquele caminho, as estradas normalmente tranqüilas estavam cheias.
Pelo menos, conseguimos passar os piores pontos com o restinho de luz do fim da tarde.
Menos mal, já que buracos e escuridão não combinam nada.
Depois de Coronel Pacheco, respiramos aliviados. Mas, foi cedo demais. A serra do bairro Grama estava congestionada. No escuro e com chuva, a visibilidade ficou comprometida. E, como incomodam os faróis no meio da névoa e da chuva! Mas, temos que comemorar outra missão cumprida em segurança. Posso afirmar com certeza que nossos anjos da guarda estão trabalhando em regime de escravidão nesse verão! Com tantas viagens, ele não cochilou nem uma vez sequer e conseguimos ir a vários locais perigosos em segurança. Que dure!