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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Fotos de adolescente em motel de Muriaé viram caso de polícia

Do Interligado
www.interligadonline.com

Nem as notícias que fazem parte do dia a dia na cidade, os crimes, as festas, os shows e eventos são tão badalados, como a publicação de fotos íntimas de uma jovem de Muriaé, postadas no Sábado (31), em uma página de um site de relacionamentos, difamando totalmente a vida da jovem e sua família.
A seção de fotos íntimas que seriam apenas a oportunidade de um cliente de moda ver o trabalho e fazer um contrato com a jovem, se espalhou por sites e páginas na internet, gerando transtorno para a todos os envolvidos, que viraram alvo de críticas por parte de milhares de pessoas, que nem conhecem ou sabem como aconteceu.

Segundo a advogada Drª Guida Moreira Rodrigues Pereira que está trabalhando no caso, a jovem que agora já vai completar 19 anos, a procurou e relatou que quando ainda tinha 16 anos fazia normalmente fotos de rosto para publicidades, com o fotógrafo Paulo Sérgio Silva Pereira, 34 anos, casado e hoje morador do Planalto, para um cliente em Belo Horizonte.
Neste mesmo período o fotógrafo disse a jovem que precisava que ela fizesse mais um trabalho, pois o cliente de BH queria ver e possivelmente faria um bom contrato. Ele pediu que ela não comentasse nada com seus pais, pois não teria problema algum, mas para evitar que eles soubessem do tipo de fotos que iriam fazer.

Após combinarem um trabalho de modelo fotográfico, foi escolhido o local, um motel da cidade e com todo o material (roupas e acessórios), foram realizar as fotos. Ela disse que no início teve dificuldades para fazer as poses, momento em que foi sugerido pelo “fotógrafo”, que bebesse para poder relaxar, oferecendo cerveja e vinho. Ela deixou claro que foram realizadas apenas as fotos sem que ambos tivessem qualquer tipo de envolvimento.
Um período após a sessão de fotos, a jovem foi ao encontro de Paulo Sérgio, pedindo as imagens e ouviu dele que havia perdido o material na enchente e que não tinha feito cópia. Sendo assim nem fotos, nem o contrato combinado.

Passados dois anos, após completar 18 anos, começou a surgir na cidade os comentários sobre a pagina com as fotos no site o que levou em uma semana a visita com comentários de 1.200 pessoas e a ter como amigos mais de 950 pessoas, que enviaram mensagens denegrindo a imagem da jovem e outros falando do erro de quem postou o material não só no site de relacionamento, como também em outro contendo material de nudez.

O fotógrafo Paulo Sérgio, que é morador do Planalto, já foi procurado pela Polícia Civil, e uma equipe do Delegado de Mulheres, Dr. Rangel Martino de posse de um mandado de busca e apreensão, esteve na sua residência, mais não o encontraram.
Foi feito contato por telefone, mas ele disse que estava fora da cidade e não tinha como retornar.

Com o mandado e na presença de testemunhas, a polícia apreendeu computadores e material de informática que serão analisados pela perícia técnica, até que Paulo Sérgio retorne e dê a sua versão sobre o caso.
A polícia também busca repreender as lan houses que estão permitindo o acesso às páginas que contem material da jovem, assim como qualquer outro contendo pornografias e pessoas que estão vendendo cds com as fotos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Febre amarela em Muriaé - Minas Gerais

Por Silvan Alves

O registro de um caso de febre amarela na cidade de Muriaé, em Minas Gerais, com vítima fatal no mês passado, trouxe à cidade quatro técnicos da Vigilância Epdemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Na mata do Hospital São Paulo e no bairro da Gávea, pontos estratégicos escolhidos pela equipe, durante sete dias, foram procurados vetores tanto urbano (aeds aegypti – mosquito transmissor da Dengue) e silvestre (hemagogo e sabetis – mosquitos transmissores da Febre Amarela) ambos foram encontrados e capturados para serem levados para a Fundação Ezequiel Dias em Belo Horizonte e posteriormente ao Instituto Evandro Chagas em Belém do Pará.

“Encontramos em quantidade razoável os dois tipos, disse José Otaviano Madureira Almeida, um dos técnicos”.
O Coordenador do Serviço de Epdemiologia de Muriaé, Dionísio Bonfim disse que é importante a presença dos técnicos para reforçar as ações desenvolvidas na cidade e ajuda a nortear os trabalhos de atuação na questão de bloqueio e atenção nos dos casos suspeitos.

Dionísio Bonfim informou que o índice de focos da Dengue em Muriaé é de 2,39%, considerado alto e indesejável, uma vez que o índice aceitável pelas organizações de saúde é de 1% ou menos. “Estamos cumprindo também a meta anual para 2009, que é de seis ciclos”, concluiu.

Crimes na Zona da Mata e nas Vertentes

Por Michele Pacheco

Os policiais militares do 47º Batalhão de Polícia Militar prenderam dois suspeitos de estelionato em Leopoldina.
O estampador Alex Leal Soares, de 22 anos, e a costureira Priscila Ramiro Beriguer, de 24 anos, foram presos em flagrante depois de um rastreamento da PM.
Com a costureira de Muriaé, os policiais encontraram cheques de diversos bancos, alguns em branco e outros preenchidos.
Ela levava também objetos que teriam sido comprados em lojas de Muriaé.
O problema é que o casal fazia as compras e pagava com cheques roubados.
Duas comerciantes do centro de Leopoldina chamaram a polícia e contaram que tinham sido lesadas pelos estelionatários.
O casal usou cheques do Unibanco no nome de Jorge Monção da Silva para fazer compras e pagar contas de outras pessoas.

Quem também anda trabalhando muito desde o início do ano é o pessoal da 13ª Cia. Independente de Meio Ambiente e Trânsito.
Os policiais faziam patrulhamento de rotina em Barroso e flagraram um caminhão transportando lenha nativa.
O veículo estava coberto por lona, mas os policiais desconfiaram e pediram o motorista parar.
A madeira era transportada sem documentação e o caminhão também estava irregular no licenciamento.
Foi feita a apreensão do veículo e da carga e a prisão do motorista.
Foi lavrado um auto de infração do IEF no valor de R$ 660,00.

Os policiais rodoviários da 13ª Cia. ficaram surpresos ao descobrir que uma danceteria às margens da BR 265, em Barbacena realizava uma festa Rave.
No espaço externo, eles notaram grande número de pessoas.
A maioria estava consumindo álcool e dançando até em cima dos carros. Preocupados com a segurança na rodovia e nos arredores, os policiais ficaram atentos aos veículos que deixavam o local. Um motorista foi abordado e mostrava sinais de embriagues. Ele se recusou a fazer o teste do etilômetro e teve a Carteira Nacional de Habilitação recolhida. O veículo foi removido ao pátio de um auto-socorro e foi aplicada multa para a retirada. A ação policial teria inibido os outros freqüentadores da festa, já que a PM foi informada de que parentes estavam sendo acionados para ir à danceteria buscar os veículos e o pessoal.

E quem espera curtir o feriadão de carnaval pescando e aproveitando rios e cachoeiras, deve ter cuidado.
O período de folia neste ano coincidiu com a Piracema, época de reprodução dos peixes, que vai até o dia 28 de fevereiro.
Para evitar abusos e infrações no Campo das Vertentes, os policiais da 13ª Cia. reforçaram os patrulhamentos aquáticos.
Do dia 20 de janeiro até o último domingo, eles apreenderam 41 redes, 1 covo e diversas varas de bambu para pesca na Represa de Camargos.
O descumprimento da legislação pode gerar multa e até a prisão do infrator.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Acidente em Minas - Morte na BR 265

Por Michele Pacheco

É muito estranho! A gente sai de casa para um compromisso ou simplesmente dar uma volta e nem imagina o que espera depois de cada curva.
Foi o que houve com um aposentado de 71 anos que morava em Barbacena.
No início da noite passada, Jucelino Mozart de Rezende dirigia um gol cinza, placa GKS 2412, licenciado em Barbacena.
Ele seguia pela BR 265, entre Barroso e São João del Rei, quando bateu num caminhão e morreu preso às ferragens.
O gol ficou com a frente retorcida.
Graciola da Rocha Caldeira Rezende, de 64 anos, estava com o aposentado e ficou gravemente ferida.

Os policiais da 13a Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito foram acionados e registraram a ocorrência.
O motorista do caminhão Iveco/Stralishd, placa MIB 6640, licenciado no estado de Santa Catarina contou que, depois de uma curva, cruzou com o Gol e sentiu um impacto no eixo traseiro.
Ao olhar pelo retrovisor, o caminhoneiro notou o carro rodando na pista.
A polícia militar acionou a perícia, que foi ao local e liberou o corpo do aposentado. O Gol ficou com a frente retorcida.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

História da TV brasileira - Descaso em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Olhando para o Morro do Cristo, não dá pra imaginar que uma parte importante da história de Juiz de Fora agoniza lá no alto.
Quando chegamos ao cartão postal mais conhecido de Juiz de Fora, tudo parece certo.
Temos um mirante bonito, uma imagem religiosa e uma capela, que é conservada por pessoas que trabalham por ali, com dinheiro próprio.
Ah, mas continuando nossa avaliação, vemos um monte de parábolas escondendo parte de um prédio.
Olhando pela parte da entrada parece um imóvel relativamente bem conservado.

Esse prédio foi construído para abrigar a TV Industrial, inaugurada em 29 de junho de 1964.
O engenheiro responsável pela obra foi Armando Favatto, que idealizou a construção de forma helicoidal.

Ali, Juiz de Fora foi pioneira em diversos aspectos: a primeira emissora de televisão do interior brasileiro, a primeira emissora da América do Sul a transmitir sua programação através de antena helicoidal e a primeira emissora do interior mineiro a produzir e transmitir programação em cores.

80% da programação da TV Industrial era produzida em seus estúdios.
Em seus telejornais e programas de auditório passaram grandes profissionais como Natálio Luz e Ivan Costa, que na foto estão com Sebastião Cosme, um dos primeiros operadores de câmera de Juiz de Fora. Cosme hoje é supervisor na TV Panorama.

As histórias continuam sendo contadas por quem viveu a época de glamour da emissora, como Natálio Luz, que nos relatou vários fatos e como eram produzidas as 10 horas diárias de programação própria. Segundo Natálio, o regionalismo da TV Industrial era seu ponto forte. Isso sem esquecer os jogos do campeonato carioca.

O mascote da TV Industrial era o Zé Marmita, que morreu em 1980 com a venda da TV Industrial para as Organizações Globo.
Consegui assistir um único arquivo em que a Chistina Mendes apresentava um telejornal e nunca vi nenhum equipamento que tenha sido preservado.
A torre, um marco da história da TV brasileira, foi desmontada

Quando a gente entra no prédio, fica dificil imaginar como era a TV Industrial.
Logo na entrada, o corredor virou um depósito de tralhas.
Tem lixo, restos de equipamentos eletronicos, caixas, madeiras e até sacos de coco.
E, apesar do imóvel ficar fechado, as paredes estão pichadas.

A laje está cheia de infiltrações. Em vários pontos existem rachaduras e é possivel ver a ferragem exposta e enferrujada.
Prova de que há muito tempo não é feito nenhum tipo de manuteção.

No estúdio a situação não é diferente.
O cenário é de abandono total de um patrimônio da cidade.
Esse é o respeito que o poder público tem por um local que foi simbolo do pioneirismo de Juiz de Fora.
O prédio que tem 44 anos, que já foi sondado para ser museu, teve no final do ano passado um processo de licitação.
Segue abaixo o texto retirado do http://www.conlicitacao.com.br/rel/venoticia.php?id=428345 .

MINAS GERAIS - Publicação da Prefeitura de Juiz de Fora, 24 de novembro de 2008.

Concessão de uso do mirante do Morro do Imperador tem concorrência marcada para dezembro.
O uso do prédio do Mirante Salles de Oliveira e do anexo lateral do Morro do Imperador, onde funcionou a antiga TV Industrial, terão a concessão definida no dia 9 de dezembro, às 9h.
A licitação na modalidade de concorrência, tipo maior oferta é promovida pela Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio.

A abertura da licitação ocorre na Sala de Reuniões da Comissão Permanente de Licitação, onde os interessados devem apresentar documentos de habilitação e propostas de preço, como exigidos no edital, disponível no endereço eletrônico www.cpl.pjf.mg.gov.br/.

A concessão do uso será liberada para atividades de lazer, cultura, turismo e/ou restaurante, sendo de responsabilidade do concessionário os reparos necessários e limpeza e manutenção de todo o complexo.
A utilização do Mirante e da Capela permanece liberada para a Prefeitura de Juiz de Fora.

O preço público mensal estimado pela Comissão Permanente de Licitação é de R$ 8 mil, sendo a concessão de uso definida por cinco anos, a partir da data de assinatura do termo. Segundo o secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Paulo Cesar Machado, “a concessão do Mirante Salles de Oliveira e do anexo lateral do Morro do Imperador tem como objetivo otimizar o funcionamento dos espaços”.

*Outras informações com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio pelo telefone 3690-7742.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

BR 482 é interditada em Minas Gerais

Do Interligado

A BR-482, que liga Carangola e Fervedouro (BR-116) foi interditada na noite de sexta-feira (30), pela Policia Rodoviária Estadual e a Prefeitura de Carangola.
Um trecho em frente ao antigo motel está desmoronando colocando em risco a vida das pessoas que trafegam na estrada.
A situação é tão caótica que a rodovia está sendo apelidada de estrada dos buracos.
A BR foi interrompida entre o trevo de Carangola e o trevo para Divino, impossibilitando o acesso de Carangola até a BR-116.

Segundo o internauta Ramires Nogueira, veículos menores vão ter que da volta por estradas de terra. Ônibus e caminhões têm que dar a volta por Manhuaçu.
O motorista que está na BR-116 precisa seguir até Realeza, pegar a BR-262 para Manhuaçu e ir até Reduto, onde acessa a MG-111. A partir daí são mais 70 quilômetros até Carangola.
Moradores e comerciantes já cansaram de pedir providências quanto ao estado da rodovia federal.

Em toda a região, a situação da BR-482 é a mais vergonhosa.
São crateras enormes, trechos impedidos por causa de barrancos ou desmoronamentos, como o que agora fecho a rodovia.
“Pedimos providências às autoridades por esta calamidade”, reclamou um internauta por email.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Desrespeito à Lei Seca e a piracema em Minas

Por Michele Pacheco

Policiais militares da 13a Cia Independente de Meio Ambiente e Trânsito faziam patrulhamento
na BR 265 e abordaram, no km 254, um Fiat Siena, com placa de Tiradentes.
O comerciante de 57 anos que dirigia o veículo apresentava sintomas de ter ingerido bebida alcoólica.
Os policiais aplicaram a Lei Seca e fizeram o teste do bafômetro.
O homem apresentava o índicde de 0,40mg/L.
Por si só, isso já seria irregular.

Mas, os policiais ainda deram uma busca no carro.
E encontraram outra irregularidade.
O comerciante estava transpotando vários lambaris, sem comprovante de origem.
Foram encontradas tambem três varas de bambu com anzol.
Em outra época, talvez isso não fosse um problema.
Só que em pleno período de Piracema, a pesca é controlada e proibida em varios casos.

O motorista foi preso e conduzido para São João del Rei.
Na delegacia, foi registrada a prisão e aberto um inquérito policial apra apurar o caso.
Foi lavrado ainda um auto de infração no valor de R$ 933,33.
Algumas pessoas sabem que dirigir embriagado e desrespeitar o período de Piracema são infrações com punição muitas vezes severa.
Mesmo assim, abusam da sorte.

O comandante da 13ª CIA IND MAT, Major Cláudio César Trevisani, alerta que um esquema policial está em prática e que um grande efetivo está empenhado nas Operações Grau Zero e Piracema.
O rigor é para evitar que mesmo com as leis, o desrespeito à legislação ocorra.

Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo – Condições das estradas

Por Michele Pacheco

Saímos cedo de Juiz de Fora para curtir uma semana na praia. Foi melhor assim.
Na BR 040, encontramos pistas vazias e pouco trânsito.
Deu até para aproveitar a bela vista das montanhas de Minas com o dia clareando.
Diga-se de passagem, a paisagem é muito linda no trecho da divisa de MG com o Rio de Janeiro. Na correria do dia-a-dia, nem sempre a gente pára para observar o cenário.

A estrada é duplicada, bem sinalizada e a viagem corre sem problemas.
A concessionária responsável mantém carros de atendimento circulando o tempo todo.
Se algum viajante tem dificuldades, o socorro é rápido. Assim, os motoristas se sentem mais seguros para viajar com a família. Sem falar que a marcação bem-feita nas pistas não cansa tanto quanto o asfalto escuro e sem sinalização definida de outras estradas da região.

Quem for da Zona da Mata Mineira para a Região dos Lagos tem como trajeto mais curto ir pela BR 040 até a Baixada Fluminense e seguir pela Rio-Magé e a Via Lagos.
Mas, pode preparar o bolso com dinheiro trocado.
O pedágio na BR 040 custa R$ 7,20.
Como passamos por três postos, gastamos R$ 21,60 só nessa rodovia.

Demos sorte nos dois primeiros postos, em Simão Pereira e em Areal.
Como era mais cedo, havia pouca fila.
Já na Baixada Fluminense, o movimento de segunda-feira era intenso e pegamos o tráfego comum do pessoal indo para o trabalho.
Além do gasto na BR 040, pagamos mais uns dezesseis reais com pedágios até Cabo Frio.

Saímos de Juiz de Fora com tempo bom, mas notamos nuvens carregadas no estado do Rio.
Em Pedro do Rio, estava chovendo e diminuímos a velocidade.
Afinal, estamos de férias e a pressa é menos importante que a segurança.
Já corremos tanto trabalhando, que no descanso preferimos ter calma.
A previsão é de tempo fechado no estado do Rio pelos próximos dias.

Em Petrópolis, notamos vestígios dos estragos causados pelas chuvas fortes desde o fim do ano passado.
Na altura de Itaipava, distrito petropolitano, tivemos que seguir pela contra-mão.
Uma queda grande de barreira fechou as duas pistas no sentido Petrópolis-Rio.
Um muro de contenção foi construído para evitar que a terra que continuasse caindo invadisse também a pista contrária.

Deixamos a BR 040 e seguimos pela BR 493.
Essa estrada é usada por quem vai da Baixada para Magé, Teresópolis e Além Paraíba.
Por lá, o trânsito estava ainda mais intenso.
Muitos ônibus e vans parando o tempo todo para pegar passageiros nas margens da rodovia tornam o tráfego mais lento.
É preciso ter cuidado com os veículos que saem das cidades e bairros pelo caminho.
Alguns motoristas entram na estrada sem nem olhar para o lado.

Um detalhe que nos chamou a atenção foi o número grande de obras nas estradas fluminenses.
Por todo lado, passamos por caminhões como este, cheio de trabalhadores prontos para melhorar as condições do asfalto e fazer capinas.
Apesar de irregular, o transporte de pessoas em carrocerias de caminhões parece prática comum na região.

O Robson encheu a boca para dizer todo feliz que tínhamos dado sorte, pois em nenhum trecho em obras nós tivemos que parar.
Claro que ele falou cedo demais!
Resultado: na parada seguinte ficamos quase vinte minutos plantados na longa fila de veículos. Era perto de um posto de combustíveis e alguns espertinhos tentavam cortar a fila passando por dentro do posto. Com isso, a espera foi ainda maior.

Nós estávamos dentro de um carro, confortáveis com o ar condicionado espantando o calor e com música agradável tocando. Agora, imagine o que passam os funcionários das empresas que dão manutenção nas estradas. Esse homem, ainda conseguiu uma sombra para se sentar, enquanto liberava ou parava o tráfego. Outros, não tiveram a mesma sorte e estavam de pé balançando aquelas bandeirinhas debaixo de chuva ou sol, suando no clima abafado.

Em Itambi, mais estragos deixados pelas chuvas. Um trecho da BR 493 estava alagado.
Era preciso passar com cuidado.
Placas desviavam o trânsito para fila única, já que a pista no sentido Itambi-Rio estava interditada por conta de uma cratera e asfalto afundado.
Como voltou a chover, a recuperação do local deve demorar.

Além do tráfego em pista única, os motoristas devem passar bem devagar, pois os temporais abriram buracos no asfalto.
Não dá para desviar para o outro lado e não há acostamento nesse ponto.
O jeito é passar com cuidado pelos buracos cheios de água.
Com os carros pesados de bagagem, quem está de férias deve ter ainda mais cautela.

Quando o trânsito é liberado, vem aquela sensação de alívio.
Aí, a gente olha para a pista contrária e vê a longa fila de veículos se formando. Não tem jeito.
E, o pior é que muita gente deixou para voltar hoje para casa.
Como as aulas recomeçam na semana que vem, quem curtiu férias na praia vai aproveitar os próximos dias para compra de material escolar e para colocar em ordem a vida antes de realmente começar o ano.

Mudamos de novo de rodovia, entrando na BR 101, que está em boas condições.
O movimento mais intenso que pegamos foi em Manilha.
Além da agitação tradicional do trecho, o horário era propício para quem ia ao trabalho ou seguia de uma cidade a outra na região.
Com o comércio desenvolvido nas margens da estrada, também é grande o trânsito de pedestres e veículos.

Outro detalhe que notamos foi a ausência de radares em todo o trecho.
Este foi o único que notamos em todo o trajeto.
Ele fica na área de Manilha.
Nos anos anteriores, os radares pequenos, conhecidos como pardais, eram o pesadelo dos motoristas.
Era comum ouvir relatos de viajantes que não conheciam bem as rodovias e depois eram “presenteados” com a multa em casa.

Em Tanguá, a estrada volta a ser duplicada e a viagem flui melhor.
Mesmo sem correr, dá a sensação de que o tempo está sendo bem aproveitado.
Fora que acaba o estresse de ver uma fila longa de carros vindo no sentido contrário nos poucos trechos bons para ultrapassagem.
Pena que todas as estradas do nosso trajeto não eram assim!

Por fim, entramos na RJ 124, a Via Lagos.
Quando a gente vê a placa indicando Araruama, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia, o corpo até relaxa, sabendo que é a etapa final da viagem. Dali, já dá para ver o mar e sentir que o fim do trajeto está próximo.
Viva quem decidiu criar o trecho de contorno na estrada.
Quando eu viajava com meus pais, na minha infância, era preciso passar em cada uma das cidades no caminho até Cabo Frio.

Enfim, chegamos. Passamos o resto da manhã em Búzios e depois viemos para Arraial do Cabo.
Seguimos a tradição familiar. Meus pais adoram uma pousada em Arraial.
Ela é mesmo um lugar propício para descansar.
Com bangalôs lindos, piscina e sauna, oferece opções para quem não gosta de passar o dia inteiro na praia.

Depois de relaxar a tarde toda, demos uma volta e retornamos à pousada, onde acessamos a internet para acompanhar a transmissão do jogo do Tupi.
Prestigiamos nossos amigos Ricardo Wagner e Ivam Costa. Como sempre, eles deram um show de bola e competência.