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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pitbull à solta assusta moradores de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Por volta de três da tarde, a notícia se espalhou pelo bairro Industrial, zona norte de Juiz de Fora.
Um cão da raça pitbull estaria solto pelas ruas, tentando entrar nas casas.
Todo mundo ficou assustado.
A informação estava certa.
Assim que nos passaram o caso, fomos para o local.
Encontramos duas viaturas da Polícia Militar.
O animal era uma cadela pitbull.

Ela estava estressada e ia de um portão a outro.
Os moradores nos contaram que o bichinho tinha sido visto andando assustado no meio dos carros.
Depois, foi acuado na rua sem saída.
Uma viatura ficou ao lado da cadela, para agir em caso de ataque.
A outra ficou na entrada da rua, impedindo a passagem de veículos e orientando os pedestres.

Deu pena ver a coitadinha indo de um lado para o outro sem rumo.
Ela estava visivelmente apavorada.
Parecia ter acabado de fugir de alguma casa.
O problema é que a docilidade aparente não serviu de consolo.
Estamos cansados de ouvir notícias horríveis sobre ataques de pitbulls e ninguém se atreveu a chegar muito perto.

Os moradores reclamaram que estavam havia duas horas esperando pela captura.
A presidente da Sociedade Pró-melhoramentos do bairro Industrial contou que ligou para o Demlurb, Departamento de Limpeza Urbana de Juiz de Fora.
A informação foi de que eles não fariam o recolhimento e que a comunidade deveria acionar os bombeiros.
Isso foi feito, mas eles não apareceram.
Por telefone, nos disseram que não poderiam atender à ocorrência, pois as equipes de plantão estavam destacadas para combater uma queimada.

Depois de três horas de ansiedade, uma moradora teve a idéia de prender a cadela na varanda de uma casa.
A mulher combinou tudo com um vizinho.
Ela abriu o portão e correu para o outro lado da rua, entrando apressada na casa dos amigos, que fecharam a porta rápido.

O animal seguiu direto para a varanda e o portão foi fechado por um policial militar.
A cadela estava com o focinho machucado, de tanto se esfregar nos portões, tentando entrar.

Cerca de meia hora depois, a equipe do canil da Polícia Militar chegou.
Com a eficiência e a tranqüilidade de sempre, os policiais foram até o portão, avaliaram o animal, colocaram uma coleira para evitar que ele fugisse e tiraram o pitbull de lá.
O Cabo Adenilson agiu com tanta calma, que todo mundo ficou olhando surpreso.
Ele carregou a cadelinha com todo cuidado no colo e parecia não querer abandonar o bichinho assustado.
Os boatos no bairro eram de que a cadela foi solta de propósito pelo dono, que queria se livrar dela.
Se for verdade, ele merece uma punição severa pelo desrespeito ao animal e à segurança dos vizinhos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Acidente entre carro e moto deixa dois feridos na BR 040

Por Michele Pacheco

Por volta de cinco da tarde, o motorista de um Corolla com placa de Cataguases seguia pela BR 040, no sentido Juiz de Fora-Belo Horizonte.
No trevo de Lima Duarte, ele fez o retorno para seguir viagem rumo ao Sul de Minas.
Ao terminar a alça do trevo, deveria ter ficado na pista da esquerda por um trecho maior antes de cruzar as outras duas pistas e entrar à direita.

Segundo o próprio motorista, um vendedor, ele olhou pelo retrovisor e não viu nada.
Assim, saiu do trevo e cruzou a rodovia para pegar a BR 267 e seguir até Lima Duarte.
O problema é que ele não estava sozinho na estrada.
A manobra irregular foi rápida e não deu tempo de um motociclista desviar.
O resultado foi a batida da moto na traseira do Corolla.

O motociclista não se machucou pouco, mas o carona ficou todo arranhado.
Com o impacto, os dois ocupantes caíram no asfalto.
Quem estava na garupa teve vários arranhões pelo corpo.
O rapaz foi socorrido por uma equipe da Concer, concessionária responsável pela administração do trecho privatizado da BR 040.

A vítima foi atendida e colocada na ambulância, à espera da chegada da equipe médica.
Foi tudo muito rápido.
Estávamos voltando de viagem e vimos a ambulância e o carro da Polícia Rodoviária Federal.
Descemos rápido.

Enquanto o Robson registrava imagens do acidente, eu apurei com os policiais algumas informações básicas que pudesse colocar numa passagem.
O restante dos dados, eu pegaria depois, quando os policiais já tivessem terminado de registrar a ocorrência.

O problema era que estava escurecendo rápido e, se eu demorasse para gravar, não teríamos mais uma imagem boa.
Além disso, em casos de acidente, se o repórter demora para apurar, ele acaba gravando a passagem sem movimento no fundo.
Acho horrível!
O telespectador acompanha todo o trecho em off com imagens de ambulância, movimento policial, luzes piscando...
Aí, vem o repórter paradinho com o fundo vazio, sem ninguém se movendo.
Depois, retoma o off com toda a movimentação de novo!

Nesse caso, deu tudo certo. Fizemos as imagens, passagem, sonora com o motorista do Corolla e com o inspetor Lima Correa, da Polícia Rodoviária Federal.
Tudo isso em menos de cinco minutos.
Aí, foi só terminar de pegar os dados para colocar em off e esperar a decisão do médico sobre a necessidade de encaminhar ou não a vítima a um hospital de Juiz de Fora.
O rapaz acabou liberado, depois de ter os arranhões limpos e tratados.
Menos mal!

Copa Alterosa de Futebol Regional

Por Michele Pacheco

Nesse domingo foi realizada em Belmiro Braga a segunda rodada da competição.
O Vargem Grande jogou em casa e venceu por 2 a 1 o Villa do Carmo, de Barbacena.
O jogo foi disputado.
A equipe visitante chegou assustando e tentando impor ritmo à partida.
Mas, ficou só na tentativa.

O Vargem Grande (de uniforme preto e branco) se organizou e criou boas jogadas.
Aos poucos, o time de Barbacena foi perdendo espaço de jogo e sentindo o peso do ataque adversário.
Aos 18 minutos do primeiro tempo, Julinho abriu o placar para a equipe da casa.
Cacau ampliou o placar aos 23 minutos da etapa final.
O Villa do Carmo, que perdeu um pênalti, defendido pelo goleiro “Secreto”, diminuiu a diferença aos 41 minutos.
Felipe foi o autor do último gol do jogo, fechando a partida em 2 a 1.

No domingo anterior, o Villa do Carmo empatou em casa com o Unipac/Benfica, de Juiz de Fora. Foi na abertura da Copa Alterosa de Futebol Regional.
Eu e o Robson acompanhamos esse primeiro jogo.
Foi numa manhã gelada em Barbacena.
O público disputou cada pedacinho de sol na arquibancada.
Se, do lado de fora, o frio imperava, dentro do gramado o clima esquentou.

O Robson montou o equipamento na arquibancada, pois o ângulo para a gravação era melhor do que nas cabines.
Ele espantou o frio atento ao jogo e sem poder piscar, pois a partida foi recheada de momentos polêmicos.

Eu tentava driblar a minha miopia e o sono, a fim de não confundir os jogadores e anotar dados errados.
A partida começou morna e eu estava atenta aos melhores lances, para o caso de não sair nenhum gol.
A gente trabalha sempre sintonizado. Quando tem um lance melhor, o Robson me passa, ou eu levanto e confiro, o tempo marcado na fita, o TC (time code). Assim, fica mais fácil para o editor ir direto ao lance citado no texto. Depois, é só anotar na lauda o tempo e onde deve entrar cada imagem.

O jogo morno foi esquentando e as jogadas polêmicas também.
O técnico do Unipac/Benfica foi advertido pelo bandeirinha e pelo árbitro, mas não adiantou.
Ele ficou o tempo todo na beira do gramado, do lado contrário aos bancos de reservas.
Quando o Villa do Carmo abriu o placar, foi um tumulto só!

O Moacyr Toledo invadiu o campo, bateu boca com o juiz, chutou o bandeirinha e foi expulso.
Os jogadores do time visitante seguiram o exemplo do treinador e reclamaram muito.
Eles afirmavam que o gol não tinha valido, pois tinha havido mão na bola. Quando as coisas acalmaram um pouco, houve mais reclamações.

Faltando uns dez minutos para o fim do jogo, eu deixei a arquibancada e dei a volta em todo o campo para entrar no gramado e esperar a hora de entrevistar os técnicos.
Como o Robson não poderia descer com a câmera antes do apito final, eu pedi aos entrevistados para gravar no meio do campo, para diminuir a distância da câmera..
Estava tudo certo.

Gravei com o técnico do Villa do Carmo, Henrique Alvim.
Acabei a entrevista e estava prestes a buscar o Moacyr, quando um berro ecoou pelo estádio, chamando a atenção de todo mundo.
Lá estava o Robson, no meio da arquibancada balançando os braços.
Para mim, pobre míope, parecia um boneco desengonçado fazendo gestos sem sentido.
Respondi com um educado “Quêêêêêê?”.
Ele esfregou o rosto, olhou para o céu e parecia estar rezando, ou pedindo paciência, pois já tinha repetido umas duas vezes e eu não tinha entendido.
Por fim, ele limpou a garganta e fez inveja a muitos tenores!

Dessa vez, eu pude enxergar até as cordas vocais dele se exercitando. O timbre forte e másculo do meu marido ecoou pelo estádio inteiro “REPITA A ENTREVISTA!O SOL SAIU E ESTOUROU A IMAGEM” Aí, sim! Entendi e repeti a entrevista com o Henrique que parecia tentar não rir dos dois malucos enviados pela Alterosa para cobrir o jogo.

Depois, gravei com o Moacyr Toledo e perguntei ao Robson se tinha valido, antes de liberar o entrevistado. Achei melhor fazer isso, do que repetir o mico!
Bem, a Copa Alterosa segue com Vargem Grande na liderança, com três pontos, Unipac/Benfica e Villa do Carmo com um ponto cada um, e Nagoya sem pontos, pois ainda não jogou. A partida entre Unipac/Benfica e Nagoya seria no sábado passado, mas foi adiada. Nesta terça-feira, os organizadores da Copa se reúnem para definir os próximos jogos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Policia Civil de Juiz de Fora apreende 250 máquinas caça niqueis

Por Assessoria de Comunicação 7ªDRPC

Uma operação desencadeada pela 7ª Delegacia Distrital de Juiz de Fora,
no dia 18.06, terminou com a apreensão de 250 máquinas caça-níqueis.
A ação contou com a participação de 32 agentes da Polícia Civil que cumpriram dezenove mandados de busca e apreensão em estabelecimentos distintos no centro da cidade.
Nove pessoas foram conduzidas à Delegacia.
Três caminhões foram utilizados no transporte dos equipamentos para o depósito da Justiça, no bairro Nova Era.

De acordo com titular da Distrital, delegado Rodrigo Rolli,
esta é a 6ª Operação coordenada pela 7ª DD nos últimos oito meses, ao todo já foram apreendidas cerca de 1.600 máquinas caça-níqueis.
Ele informa ainda que as ações visam o combate à prática ilícita de manutenção de jogos de azar.
A pena para este tipo de contravenção penal pode chegar a um ano de prisão, além de multa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Duplo homicídio em São João da Sapucaia MG

Por Silvan Alves

Um casal foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira no segundo andar da casa em que morava na rua José Dias de Oliveira, em São João da Sapucaia, distrito de Laranjal (22 Km de Muriaé).
A hipótese inicial é que tenha ocorrido um duplo homicídio.
Há indícios que Maria Aparecida Raimunda da Silva Clementino, 41 anos, teria envenenado seu companheiro, Paulo da Silva França, 45 anos, pedreiro.
Mas ele, enquanto se agonizava, ainda teve forças para matá-la através de estrangulamento.
O duplo homicídio só foi descoberto porque o casal que teria brigado parte da noite de terça-feira, não saiu de casa pela manhã.
No início da tarde, a Polícia Militar foi chamada e um dos moradores vizinhos entrou na casa com um militar e constataram que o casal estava morto.

Paulo França estava morto no banheiro com a cabeça próximo a porta e sem calças, onde vomitou e tentou usar o vaso possivelmente para se livrar do veneno.
Maria Aparecida estava no quarto de barriga para cima e sem marcas de violência aparente.

A Perícia Técnica de Muriaé através do perito.
Antônio e do auxiliar Ivanildo (Preto) fizeram os trabalhos de praxe e liberaram o corpo para o IML de Muriaé.
A Polícia Militar de Laranjal, através do Cabo Freitas registrou a tragédia que assustou a pequena localidade de Laranjal e comunicou o fato a família das duas vítimas.
Somente o laudo da perícia deverá explicar o que realmente aconteceu nesse trágico acontecimento.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Pai tenta fazer justiça com as próprias mãos em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Hoje estava sendo um dia tranqüilo de trabalho. Pela manhã, gravamos parte de uma matéria, um plano para o Jornal e fomos para a TV ficar por conta do vivo.
O tema de hoje era a falta de vagas nos estacionamentos rotativos da cidade.
Foi exibida uma reportagem do Evandro Medeiros e do marco Fagundes com uma personagem que custava para conseguir vaga no centro.
O Tiago, nosso técnico, montou os equipamentos, fez os testes e depois ficou acompanhando a entrevista.

O chefe do Departamento de Fiscalização de Transporte e Trânsito, Jorge Lima, foi o entrevistado. Ele contou que o número cada vez maior de ruas com estacionamento rotativo pago, a chamada Área Azul, é em função da demanda crescente.
A cidade está crescendo e o número de veículos é bem superior ao de espaço urbano para estacionamento.
O Jorge explicou ainda que para transformar uma rua em Área Azul é preciso um estudo completo e a aprovação do poder público, da comunidade e de autoridades legais.

Do vivo, seguimos para a manifestação dos estudantes, da CUT e de outros trabalhadores contra o aumento do preço das passagens dos ônibus urbanos.
Poucos manifestantes se reuniram em frente a Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Usando uma caixa de som, eles protestaram contra o prefeito Custódio Mattos (PSDB). "Se os servidores públicos tiveram zero por cento de aumento, o transporte publico também teria que ter zero de aumento" reclamavam ao microfone.

Lembraram que na outra administração o aumento era para pagar propina e perguntaram "se a atual administração não recebe propina por que permitiu esse aumento?"
Ainda alegaram que alguns itens não deveriam estar na planilha de custos e que essa seria a primeira de várias manifestações.
Depois seguiram em passeata.

Na esquina da rua Halfeld com a avenida Rio Branco eles ameaçaram parar.
Mas, a parada foi apenas simbólica e durou poucos segundos.
Apenas o tempo necessário para que os fotógrafos e cinegrafistas registrassem.

Os manifestantes caminharam pela rua Halfeld por poucos metros e pararam para novamente discursarem mostrando o motivo da manifestação e distribuíram panfletos para a população.
Que, na grande maioria, não concorda com o aumento.

Quando estávamos voltando para o carro, encontramos com o Tiago e a Damarice, que estavam em horário de almoço.
Eles disseram que havia uma confusão na esquina da rua Halfeld com Batista de Oliveira.
Aí, um homem passou e disse que havia um tumulto entre policiais civis e militares.

Sai correndo pelo calçadão e, quando cheguei ao local, comecei a gravar tudo, mesmo sem saber o que estava acontecendo.
Coloquei a câmera na cabeça para evitar quebrar o equipamento em caso de briga e entrei no meio do bolo.
Nisso, vi um detetive explicando para o delegado Rodolfo Rolli, que tinha visto um homem pisando na cabeça de um rapaz, chegou e prendeu o homem e que policiais militares haviam entrado no meio e tirado o homem e mais um envolvido do local.
O homem disse que era mentira.
Que ele não tinha saído do local e que os policiais teriam retirado o filho dele dali.
Mas, o detetive chamou testemunhas que desmentiram o homem.
O delegado Rodolfo, experiente, chamou o homem para irem para a delegacia para conversar.
Lógico, que naquele tumulto estava difícil de entender o que havia acontecido.

Eu ainda não estava entendendo a história.
Mas, de repente guardas municipais levantaram um adolescente que estava sentado no chão.
Ele estava com o rosto esfolado e sangue saindo do ouvido.
Aí, juntei as peças e entendi que o homem havia agredido esse rapaz.

Mas, eu ainda não sabia por que.
Lembrei da Michele. Na correria, eu a larguei para traz no meio da manifestação. Sem saber onde eu tinha ido, ela demorou uns cinco minutos para me achar.
Sem repórter, o jeito foi gravar tudo e usar o microfone da câmera para pegar os sobe sons que poderiam servir para a reportagem.

Na primeira brecha, perguntei ao Rodrigo o que estava acontecendo.
Ele só disse que o rapaz tinha roubado alguma coisa e sido agredido pelo cara .
Quando colocaram o rapaz na viatura, coloquei a câmera na janela e perguntei se ele havia assaltado alguém, ou o que ele tinha feito.
Ele disse que não tinha feito nada.
Aí eu perguntei se ele tinha apanhado de graça e ele meio atordoado disse que não estava entendendo o que estava acontecendo.

Fui até o homem, que não quis gravar nada.
Mas, disse que o filho dele foi roubado há alguns dias e que os ladrões estariam ameaçando o garoto.
Ele veio atrás dos ladrões e quando os pegou o detetive o prendeu e um dos caras que tinha roubado o filho dele fugiu.

Nisso o delegado já mandou que todo mundo entrasse nas viaturas saíssem do local.
Quando as viaturas estavam saindo, a Michele e o Schubert, do JF Hoje, estavam chegando.
Não foram eles que demoraram.
É que oRodolfo, como já disse, é experiente e não deixou a coisa se estender e esquentar no local.

De quando eu cheguei até eles saírem, passaram no máximo uns quatro minutos.
Passei o que eu tinha escutado e visto pra Michele.
E, fomos voltando, o Schubert, a Michele e eu para nossos carros que estavam lá no Parque Halfeld.
Não bastasse a fome, pois já eram quase duas da tarde e estávamos sem almoço.
Uma mulher veio gritando atrás de nós. Eu não entendi o que era e olhei para trás.

Quando me virei de volta, a Michele e o Schubert deram corda, ou seja, se mandaram na frente e a mulher ficou gritando comigo.
A lista de besteiras que a doninha xingou foi grande. Eu fui ignorando, mas juntando a fome, o cansaço e meu sacro saco (cheio) eu pensei em aloprar. Mas vi que não ia adiantar.
Lógico que meu amigo Schubert perde o amigo mas não perde a piada, digo, a foto e depois me enviou várias.

Na hora, só via os dois bem na minha frente olhando para trás e rindo da minha situação desconcertante.
Mas, como sou filho de Deus, quando passamos pela manifestação ela largou do meu pé e foi gritar com a galera que estava protestando contra o aumento das passagens.
Bem, além disso ainda tive que agüentar o deboche da galera.
Voltamos pra TV e pra dizer a verdade, fiquei tão injuriado que perdi até a fome e nem almocei.

Na delegacia, entendemos melhor o caso do tumulto no centro.
No último dia 10, um estudante de 11 anos saía da escola quando foi rendido por dois adolescentes armados com facas.
Eles roubaram o celular do menino e voltar alguns dias depois para ameaçar a vítima de agressão caso contasse o que tinha acontecido.
Mesmo assustado, o garoto contou à família o que houve.
Hoje, ele tinha acabado de almoçar com o pai e estava andando no centro, quando reconheceu os dois assaltantes numa loja de celulares.

Segundo o Rodrigo Rolli, delegado que ficou responsável pela investigação, o representante comercial, de 45 anos, ligou para a polícia militar e informou o que o filho tinha acabado de contar e pediu que os policiais fossem lá prender os dois sujeitos.
Como os suspeitos saíram da loja, o pai da vítima começou a seguir a dupla.
Um dos adolescentes percebeu algo estranho e correu.
Para evitar que o outro também fugisse, o representante agarrou o loirinho e deu socos nele.
Quando o detetive viu a cena, prendeu o agressor.
Populares tomaram as dores do pai que estava fazendo justiça com as próprias mãos e o clima esquentou.

Por fim, o adolescente vai ser encaminhado à Justiça.
Ele fugiu do Centro Sócioeducativo Santa Lúcia no último dia 6 e teria se envolvido em uma série de roubos desde então.
Já o pai justiceiro, vai responder por lesão corporal.
E, caso os ferimentos se agravem e o adolescente tenha o tímpano rompido, ele vai responder por lesão corporal grave, com penas bem mais rigorosas.