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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Homem cai em galeria subterrânea no centro de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Temos muito o que agradecer aos oficiais do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora que lidam diretamente com os jornalistas.
Os profissionais do B5, como é conhecido o setor de imprensa, trabalham bastante e sempre encontram tempo para nos munir de informações.
Em alguns casos, eles vão mais longe e enviam fotos que ajudam demais nosso trabalho.
Obrigada ao Tenente Júlio e a toda a equipe eficiente que trabalha com ele.

Hoje pela manhã, estávamos na delegacia quando nossa produtora Flávia Crisanto ligou para passar a informação do acidente.
Como a coletiva estava começando, não pudemos deslocar.
A pedido da nossa editora, Elisângela Baptista, a Flávia se muniu de celular e foi ao local registrar algumas imagens.
Esse é o retrato do profissional que as emissoras querem: ágil, versátil e com iniciativa.

Para complementar essas imagens, recebemos o e-mail dos bombeiros, com release e fotos muito boas do resgate do ferido.
Segundo os bombeiros, o Centro de Operações do Batalhão de Bombeiros Militar recebeu uma chamada pelo 193, telefone de emergência, dizendo que um funcionário de uma Companhia de energia elétrica, Hamilton Teodoro de Oliveira, 28 anos, sofreu uma queda de aproximadamente 4 metros de altura.
Ele tentava entrar em uma galeria subterrânea na Rua Santo Antônio para realizar manutenção nos cabos de energia.

Os bombeiros foram rápido ao local, fizeram os primeiros atendimentos e retiraram a vítima do buraco.
A dificuldade de acesso exigiu o uso de cordas, escada e prancha longa para imobilizar e puxar o homem.
Com a agilidade e competência de sempre, os bombeiros foram eficientes.
A vítima foi levada pelo Resgate ao Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora, o maior da Zona da Mata Mineira e referência no atendimento a acidentados.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Golpe "Boa noite, Cinderela"

Por Michele Pacheco

O delegado Rodolfo Rolli, da 7a Delegacia Distrital de Polícia Civil, esteve no Rio de Janeiro durante todo o dia.
Ele foi até a casa onde mora o homem preso ontem por aplicar o golpe do "Boa noite, Cinderela" em Juiz de Fora.
Desde janeiro, a polícia investigava denúncias de vítimas que marcaram encontro com o suspeito e foram dopadas.

O homem, de 40 anos, é do Paraná e estava morando no Rio.
Ele tem um mandado de prisão em aberto em Brasília e responde a inquéritos em Santa Catarina.
Bem vestido, o sujeito foi preso com vários objetos roubados das vítimas, cartões de crédito e de débito.
O material era recolhido enquanto as pessoas dopadas estavam perdendo a consciência, depois de ingerir sem saber remédios para dormir.

Ele estava comprando um secador de cabelos numa loja de departamentos no centro de Juiz de Fora, quando foi reconhecido por um vendedor.
Isso foi possível, graças às fotos distribuídas pelo delegado no comércio local.
Elas foram feitas a partir de imagens de circuitos internos de agências bancárias, onde o suspeito sacou dinheiro usando cartões bancários das vítimas.
A Polícia Civil foi avisada pelo vendedor e prendeu o suspeito em flagrante.

Ele falou pouco na delegacia e negou os crimes.
No hotel em que estava hospedado, os policiais prenderam a mulher dele.
Ela tem 25 anos e estava muito assustada, negando ter conhecimento das ações do marido.
A jovem nos contou que está casada há 2 meses e que o marido dizia que viajava a trabalho e era funcionário de uma empresa estrangeira de comércio.
Na bolsa dela, os policiais encontraram relógios roubados e vários remédios usados para dopar as vítimas.

"Eu viajava com ele e guardava as coisas que ele pedia na minha bolsa.
Até a carteira dele eu levava.
Os relógios, ele disse que tinha comprado barato.
Os remédios, alegava que tinha dificuldades para dormir e vivia nervoso" explicou a mulher chorando.
Ela foi ouvida e liberada.
Hoje, foi ao Rio de Janeiro com o delegado e abriu a casa para a polícia.
Os policiais civis apreenderam documentos e vários objetos que teriam sido comprados com cartões das vítimas.

Rodolfo Rolli calcula que o suspeito tenha dado um prejuízo em torno de 250 mil reais.
Só de uma vítima, foram gastos 14 mil reais.
Há vários relatos de dívidas e cobranças em nome de quem caiu no golpe.
Até agora, apenas seis pessoas prestaram queixa.
"Muitos ficam envergonhados e não tem coragem de admitir que foram vítimas do golpe.
Esperamos que a prisão dele faça com que outras vítimas denunciem" explicou o delegado.

Um funcionário público de Juiz de Fora, de 34 anos, foi a última vítima do suspeito.
O juizforano organiza festas e tem uma comunidade no orkut, usada para divulgar e combinar os eventos.
O suspeito entrou nessa comunidade, ficou sabendo de uma festa no dia das Mães e inventou uma história sobre ser aniversário dele e ter que passar a data sozinho.
A vítima convidou o suposto amigo virtual para a festa e uma bebida na casa dele antes de irem ao local do evento.O homem chegou, conversou bastante e pediu uma bebida.
A vítima se distraiu colocando uma música e, quando voltou, notou que a cerveja estava com um gosto estranho.
Tarde demais!

O "boa noite, Cinderela" é um golpe antigo.
Os relatos são muitos: gente que comeu algo com sedativo, aceitou bebida de estranhos e até chupou bala com calmante.
O suspeito incrementou o golpe, ao usar uma dose de remédio que deixava a vítima desorientada o bastante para ele descobrir dados importantes.
Agora, o golpista está na cadeia e pode pegar de 4 a 10 anos de prisão por roubo e de 1 a 5 anos por estelionato.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Coragem na luta contra o crack

Por Michele Pacheco

No último ano, fizemos uma grande quantidade de matérias sobre o consumo sem controle do crack e o quanto essa droga desestrutura as relações familiares.
Em geral, somos procurados por pais e amigos de dependentes que já não sabem o que fazer para afastar as pessoas queridas do vício.
Os depoimentos são chocantes e emocionantes.
Tem gente que apela e passa a amarrar, acorrentar e trancafiar o dependente em casa, para evitar que ele pratique crimes para conseguir dinheiro e comprar mais droga.
(Texto 626 - Crack a droga da morte)

Numa série de reportagens que fizemos em 2009, aprendemos muito sobre o efeito nocivo do crack no organismo.
Basta usar duas vezes para que a pessoa se vicie.
O efeito dura em média cinco minutos.
Isso, porque o crack tem substâncias que agem diretamente nas células nervosas, ocupando parte da estrutura celular e agindo no cérebro.

Sabendo de tudo isso, fica mais fácil entender porque os dependentes são tão resistentes em abandonar o vício.
Por ser uma dependência química, ela é mais difícil de ser abandonada e exige um tratamento rigoroso e muita força de vontade.
Como a que teve um jovem de 19 anos que procurou a mim e ao Robson na TV Alterosa na semana passada.
Eu estava gravando uma entrevista e pediram que ele me aguardasse uns minutos.

Quando comecei a conversar com ele, notei que o jovem estava com as mãos muito frias, suava muito e parecia nervoso.
Ele me contou indignado que estava tentando ajuda para se internar numa clínica, mas não estava conseguindo.
Foi duas vezes a médicos do SUS e eles o encaminharam ao CAPS Álcool e Drogas.
Esse é o procedimento correto, mas não servia para ele.
"Eu sei que não vou me recuperar se ficar na rua, eu já tentei e não resisto ao crack" repetia o rapaz o tempo todo.

Não era neurose ou histeria, não.
Ele tinha motivos de sobra para ter essa certeza.
Desde que a mãe morreu, há 5 anos, ele passou a viver na rua, sem qualquer condição de se sentir um cidadão, e conheceu o crack.
A droga se tornou uma companheira inseparável.
Nos últimos meses, ele dormia nos fundos da Catedral Metropolitana, passando despercebido a fiéis e pedestres que andavam pela rua Santo Antônio.

O desespero do vício o levou a praticar pequenos furtos em lojas e mercados.
Ele roubava qualquer coisa para trocar por droga.
Para ajudar o rapaz, acabei de conversar com ele e liguei para o vereador Noraldino Júnior, presidente da Comissão Parlamentar de Combate e Prevenção às Drogas, da Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Ele explicou que estava numa audiência complicada e pediu que fossemos com o rapaz até a Câmara na manhã seguinte.

Assim que ouviu a história, o vereador acionou uma rede de voluntários que se prontificou a ajudar.
Em poucos minutos, o Danilo, ex-jogador de futebol que faz um trabalho social com jovens, conseguiu uma vaga numa clínica longe de Juiz de Fora.
O problema era que o jovem não tinha dinheiro para pagar o tratamento e a internação, com custo de um salário mínimo por mês.
O obstáculo foi removido pelo presidente da Comissão, que assumiu os gastos.

Quando tudo parecia resolvido, veio mais uma surpresa.
O jovem precisava de documentos para viajar e só tinha uma certidão de nascimento velha e toda rasgada.
A equipe que decidiu ajudá-lo providenciou a papelada para retirar a carteira de identidade.
Ao ter que preencher os documentos, o rapaz revelou envergonhado que não sabia ler nem escrever.
Com ajuda do irmão, ele preencheu os papéis e foi embora, ansioso pelo dia seguinte, quando daria um passo importante rumo a um futuro melhor.

Falando no irmão, é importante contar que o rapaz tem um irmão mais velho do que ele e uma irmã de 17 anos.
Ele mantinha pouco contato com os dois, porque evitava ir às casas deles.
O motivo era a fissura que tinha quando não estava drogado e que o levava a roubar qualquer coisa que estivesse à mão para vender.
Achei incrível que, mesmo sob o domínio da droga, ele tenha conseguido manter uma dose de lucidez e o desejo de preservar quem ele ama.
Ao saber que o jovem estava disposto a largar a droga, o irmão dele deu apoio e levou o rapaz para dormir na casa dele até a hora do embarque.

No dia da partida, encontramos o rapaz com um sorriso enorme e os olhos brilhando.
Ele estava havia quase 48 horas sem crack, um recorde nesses cinco anos de vício.
Os efeitos eram evidentes nas mãos geladas e na ansiedade.
Mesmo assim, ele deu um exemplo de coragem contra o crack e seguiu em frente na determinação de mudar de vida.
Hoje, recebemos notícias de que o jovem está bem, passou por uma série de exames médicos e já começou o tratamento de desintoxicação.
Agora, é esperar os seis meses de internação acabarem para lutar por um curso profissionalizante e um emprego para ele.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Acidente grave na BR 267 em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Vendo a situação do carro, foi difícil acreditar que alguém saiu vivo dele.
Era por volta de nove da noite dessa quarta-feira, quando João de Oliveira, de 63 anos, voltava para casa, na zona norte de Juiz de Fora com a mulher.
Ele perdeu o controle da direção da Caravan numa curva perigosa e o veículo subiu no barranco que fica na margem da rodovia, sentido Lima Duarte-Juiz de Fora.

A violência da batida foi tão grande que o guard rail, proteção metálica na beira da pista, foi arrancado do suporte.
O metal virou uma espécie de lança, invadiu o carro pela frente, deslocou o motor do lugar, empurrou a barra de direção para o colo do motorista e saiu destruindo tudo na traseira do carro.
A barra passou bem no meio dos bancos.

No caminho, o ferro decepou a perna do motorista.
Segundo os policiais rodoviários federais, quando eles chegaram ao local o sangue esguichava da perna do comerciante, dono de um açougue no bairro Santa Cruz.
Os bombeiros prestaram socorro, pararam o sangramento e levaram a vítima para o hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora.

A informação passada pelo hospital no início da tarde foi de que o comerciante passou por cirurgia e estava na sala de urgência, respirando com ajuda de aparelhos.
O estado dele exige atenção.
Parece um milagre, mas a mulher do João, a Maria Aparecida de Sá, de 44 anos, estava no banco do carona e saiu ilesa.
Ela teve apenas arranhões, foi atendida no HPS e liberada.
O banco do passageiro era a única coisa inteira no carro.

Um vizinho do casal foi até o local para ver o estrago e comentou que o comerciante costuma dirigir depois de beber.
E esse não foi o primeiro acidente dele com a Caravan.
"Há pouco tempo, ele atropelou sete vacas de uma vez só.
Fez acordo com o dono e levou o carro para arrumar.
Tinha uma vaca morta em cima do teto do carro.
Ele bebe muito e não liga de sair dirigindo.
Todo mundo já falou para ele ter mais cuidado" contou o homem, lamentando o acidente.

A Polícia Rodoviária Federal encontrou indícios de que o motorista estava acima do limite de velocidade.
Na maioria dos trechos da BR 267, o limite é de 80 km/h.
O velocímetro do carro parou marcando 100 km/h.
O Inspetor Lima Correa observou que, por ser uma curva, o simples fato do acidente ter ocorrido já é um indicativo de velocidade incompatível.
Ele disse que só a perícia pode afirmar as causas exatas do acidente.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Diversão solidária

Por Michele Pacheco

Hoje, nossa tarde começou de forma bem agradável.
A primeira pauta era sobre uma visita de alunos de escolas públicas a um parque de diversões montado em Juiz de Fora.
A idéia era mostrar a reação de crianças e adolescentes nesse passeio gratuito.
Claro que encontramos estudantes com sorriso amplo no rosto, correndo de um lado para o outro, enfrentando filas e aproveitando os brinquedos.

As crianças se encantavam com as cores e formas do carrossel e dos trenzinhos e carrinhos.
Brinquedos mais tranquilos, que não oferecem muitas emoções, mas levam a um mundo de imaginação.
Quem ouvia a música tocando e acompanhava o movimento circular dos brinquedos notava que as crianças estavam num mundo diferente, só delas, em que cada uma criava suas próprias aventuras.
Olhos brilhando e expressões encantadas estavam presentes, para não deixar dúvidas de que estavam adorando tudo aquilo.

Os adolescentes sempre têm aquele ar de coragem e desafio no rosto.
Não querem saber de brinquedos lentos e enfrentam as filas impacientes por um pouco de adrenalina.
E encontram uma boa dose na Barca, no Dancing, no Twister...
Vendo o pessoal girar e gritar sem parar, deu para ter uma noção do quanto o passeio gratuito foi especial.

A idéia de promover entrada de graça de crianças carentes e de alunos de escolas públicas vem desde a criação do Parque Trombini, em 1957.
O Antônio Luiz foi muito gentil em receber a nossa equipe e mostrou a mesma emoção de sempre ao falar sobre o projeto.
Ele é a terceira geração da família a manter o parque e o trabalho voluntário por todas as cidades onde montam os brinquedos.

A gente trabalha tanto em cima de factuais, de tragédias, de sofrimento e violência, que cobrir uma matéria dessas é um presente sempre bem recebido.
Tem gente que acha que jornalista só se sente bem se houver notícias ruins para passar.
É o contrário!
Nós queremos mostrar o lado bom das pessoas, o que elas fazem para ajudar o próximo, cada ação despretensiosa que acaba mudando a vida do outro.
Com certeza, os problemas ocupam um bom espaço nos noticiários.
Mas, boas ações também merecem destaque.
É o que ocorre no Jornal da Alterosa.

No momento em que nossas produtoras Ludmila e Flávia ficaram sabendo da visita ao parque, conversaram com nossa Editora Responsável, Elisângela, que na mesma hora pediu matéria.
Nós fomos animados para a cobertura e tentamos registrar ao máximo a emoção daquelas pessoas.
A Kelly editou com capricho e se envolveu no sentimento coletivo de que aquele assunto merecia destaque.
A matéria ficou legal e encerrou o jornal de forma positiva.

O curioso é que, enquanto buscávamos as melhores imagens, as expressões sorridentes e encantadas das crianças, encontramos um detalhe inesperado.
No meio da fila enorme para o carrinho de batida, estava a Elza.
Com os olhos brilhando de ansiedade, a auxiliar de serviços gerais, de 44 anos, se sobressaía entre as crianças pequenas.
Ela parecia mais animada do que todo o grupo de 1500 alunos de escolas públicas.

Brincamos com a Elza sobre ela voltar a ser criança e parecer mais feliz do que a garotada e tivemos uma surpresa.
Ela estava daquele jeito porque nunca tinha ido a um parque de diversões na vida.
Nascida e criada na zona rural de Divino, interior da Zona da Mata Mineira, não teve oportunidade de se divertir quando era pequena.
Quando a família mudou para Juiz de Fora, ela era adolescente e teve que trabalhar.

O convite para ir ao parque partiu da diretora da escola onde a Elza trabalha.
Foi a realização de um sonho.
A matéria, que era para falar das crianças, ganhou vida nova.
A Elza roubou a cena e foi nosso personagem de maior destaque.
Um simples bate-papo pode render ótimas histórias durante as reportagens.
Essa é uma que não vamos esquecer.
Ela dirigindo o carrinho de batida, os olhos úmidos de emoção ao sair do brinquedo e o depoimento singelo de que esse foi um dia para lembrar eternamente...
São essas as melhores imagens dessa matéria que vamos guardar na memória.

Protesto contra a dengue na zona leste de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Os moradores do Vitorino Braga, zona leste de Juiz de Fora, fecharam uma das principais ruas do bairro para protestar contra a dengue.
Revoltados, eles colocaram fogo em pneus.
Alguns gritavam palavras exaltadas pedindo providências das autoridades.
Outros, conversavam com nossa equipe e explicavam que a preocupação é grande e que eles estão pedindo há um bom tempo que alguma ação seja feita numa casa da rua do Monte, onde há indícios de focos do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Os policiais militares foram para o local organizar o trânsito que ficou todo confuso bem no horário de saída de escolas e do trabalho.
Os manifestantes disseram que o protesto começou às quatro da tarde, mas os policiais afirmaram que a rua ficou com o tráfego impedido de cinco e meia até seis horas.
Os bombeiros foram chamados, apagaram o fogo e removeram o resto dos pneus queimados para liberar a rua.

Os manifestantes disseram que vão esperar providências nesta quinta-feira.
Se nada for feito, eles vão juntar ainda mais pneus e fazer um protesto maior, fechando ruas estratégicas que levam a vários bairros da zona leste.
É bom lembrar que, em três dias, esse foi o segundo protesto com queima de pneus contra a dengue em bairros de Juiz de Fora.
Na segunda-feira, foi no Jardim Esperança, zona sudeste, que houve protestos com uma enorme coluna de fumaça preta se espalhando pelo bairro e pela BR 267.
Lá, a situação está melhor.
Hoje mesmo, fomos registrar a passagem dos agentes com fumacê pelas ruas e casas.