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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Exército treina oficiais em Minas

Por Michele Pacheco

Houve um tempo, não muito distante, em que jornalistas e militares eram como água e óleo. Olhares desconfiados, trocas de farpas, falta de disposição para entender o outro lado eram freqüentes.
Mas, felizmente isso está mudando.
As Forças Armadas, de um modo geral, descobriram que podem se aliar aos meios de comunicação para divulgar os trabalhos que fazem.
E a imprensa está aprendendo a respeitar os limites impostos pela rotina militar.

Nessa semana, tivemos o privilégio de acompanhar de perto um treinamento estratégico da EsAO, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, do Rio de Janeiro.
Por ela, passam capitães do Exército e militares da Marinha e da Aeronáutica.
O curso de dois anos tem uma parte teórica e exercícios práticos.
Um deles está sendo realizado entre Lima Duarte e Matias Barbosa.

Uma coisa que nos chamou atenção foi a capacidade de 422 alunos trabalharem em equipe.
Puxa, numa empresa pequena já é difícil conciliar todos os gênios e estilos.
Imagine com tanta gente diferente reunida.
Mas, a disciplina fala mais alto e os militares aprendem que ouvir o companheiro pode fazer diferença entre a vida e a morte num combate.

O tempo todo em que acompanhamos o treinamento, seja sobrevoando Juiz de Fora, seja em campo, tivemos a companhia de oficiais responsáveis pela assessoria de imprensa.
Os capitães Ivan Christie e Adler deveriam fazer palestras nas turmas de jornalismo, explicando aos futuros assessores de imprensa como lidar com simpatia, educação e competência com a imprensa.
Dentro do rigor militar, eles conseguiram esclarecer nossas dúvidas, sem ultrapassar as normas de segurança.

Comentamos com alguns militares que estavam lá o quanto a mudança de comportamento é benéfica para ambas as partes. Antes, eu tinha uma visão antiquada do Exército, baseada em depoimentos de jornalistas e no que enfrentei no início da profissão.
Em 1997, ainda havia um certo ranço entre PM, Forças Armadas e Imprensa.
Nas primeiras reportagens policiais que fiz na TV Alterosa , eu e o Robson enfrentamos dificuldades para conseguir informações, olhares tortos, resmungos. Aos poucos, conseguimos mostrar que nossa intenção não era ser apenas mais uma equipe de reportagem disposta a detonar a polícia ou os militares. E foi assim que conquistamos amigos e fontes.

No treinamento da EsAO, eu, o Robson e a Mazza, que nos ajudou como motorista, fomos tratados por todos com simpatia e boa-vontade. Deixando de lado a visão preconceituosa, enxergamos muita coisa que não se diz com freqüência dos militares.
No grupo, havia 7 mulheres. Todas tinham os mesmos direitos e as mesmas responsabilidades que os homens.
A Capitão Instrutora Cristina Werneck foi muito gentil logo que chegamos e nos acompanhou ao alto da colina onde a tropa estava reunida. Com 10 anos de serviço militar, a pediatra explicou que se sente realizada no Exército, pois pode unir trabalho social, ensino e operacionalidade.

Encontramos também 25 estrangeiros.
Eles vieram de “países amigos” como Chile, Argentina, Paraguai, Equador, etc.
Cada um com seus uniformes do país de origem, eles se misturaram aos brasileiros e quebraram as barreiras da língua e da cultura.
Conversamos muito com três deles.
O argentino Marcos Faedo ria sem parar e dizia que tinha sido proibido pelo comando de falar de futebol.
Ele explicou que está no Brasil pois o exército argentino está se reformulando e valoriza o intercâmbio com os militares brasileiros.

Sempre ao lado do Faedo estava o Rodrigo Luengo.
Ele é do Chile e contou uma história muito interessante.
Num momento em que Chile e Argentina estavam meio estremecidos, os dois chegaram a defender uma mesma ponte em lados opostos.
Eles não chegaram a se conhecer.
Mas, na EsAO os “vizinhos” descobriram muitas afinidades, ficaram amigos e aprenderam a tomar decisões juntos.

Outro estrangeiro que se sente em casa no Exército brasileiro é o major americano, Jason Vulcan.
Ele participa do treinamento como observador e tem como missão mostrar aos alunos um pouco da doutrina do Exército Americano.
Enquanto os grupos avaliavam as questões propostas pelos instrutores, o Major Vulcan ia de grupo em grupo avaliando as conversas e as decisões sendo tomadas.

Acompanhar de perto esse trabalho foi muito bom.
Estamos ansiosos pela próxima oportunidade de aprender mais sobre as Forças Armadas do Brasil. Além de interessantes, os treinamentos nos proporcionam a chance de conhecer pessoas interessantes, de conviver num ambiente totalmente diferente do nosso cotidiano e de nos deliciar com as imagens de ação que, em geral, só vemos nos filmes.
Obrigada a todos pela oportunidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Exposição Cavalgada do Centenário

Por Michele Pacheco

Os cavaleiros se destacam no horizonte pintado com as cores do pôr do sol.
A cena está registrada na foto que abre a exposição sobre a Cavalgada do Centenário, em homenagem aos 100 anos de Oscar Niemeyer.
O repórter fotográfico Luiz Carlos Duarte participou da comitiva que deixou Goiana-MG e seguiu até Barretos-SP.

O grupo percorreu 813 km em 18 dias.
As fotos mostram a convivência dos cavaleiros com os moradores da zona rural dos dois estados.
Festa pelo caminho.
Cuidados com os cavalos.
União dos cavaleiros.
Cada detalhe foi registrado com a sensibilidade e a maestria do Luiz Carlos.

Entre a terra e imensidão azul do céu, ele captou o lado humano da cavalgada.
Além da homenagem a Oscar Niemeyer, os cavaleiros liderados pelo neto dele, Carlos Oscar, distribuíram 12 mil livros a Bibliotecas Públicas do trajeto.
Vinte e uma cidades foram visitadas.

O grupo terminou a cavalgada com uma grande festa em Barretos, onde foi inaugurado um memorial em homenagem ao arquiteto que fez o projeto do Parque do Peão de Boiadeiro de Barretos.
Enquanto registrávamos a exposição, o Luiz Carlos nos contou que a homenagem tinha rendido frutos.

O que começou com uma cavalgada, virou um projeto social.
Os cavaleiros criaram uma associação em Rio Novo para desenvolver ações sócio-culturais.
O trabalho do Prainha, como o Luiz Carlos é mais conhecido no meio jornalístico, foi prestigiado por muitos amigos.

Na inauguração da exposição, o Espaço Mascarenhas ficou lotado.
Além de parentes e amigos da cavalgada, o Prainha recebeu muitos colegas da imprensa.
Eu e Robson nos divertimos muito conversando com o pessoal.
O Antônio Olavo Cerezo, repórter fotográfico do Jornal Tribuna de Minas, estava inspirado. Saímos de lá com as bochechas doloridas de tanto rir.

Muita gente do Jornal Panorama foi prestigiar o colega de redação.
Também encontramos por lá autoridades e figuras de destaque na sociedade de Juiz de Fora.
O Luiz Carlos estava muito feliz e não cansava de agradecer a todos pela presença.

Os convidados se deliciaram com salgadinhos saborosos, bebida à vontade e um ambiente aconchegante e agradável.

A exposição vai até o próximo domingo, dia 05 de outubro e a entrada é de graça.

Seguem abaixo mais fotos da inauguração.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Treinamento do Exército em Lima Duarte

Por Michele Pacheco

Hoje, passamos o dia com o pessoal do exército.
Eles estão em treinamento entre Lima Duarte e Juiz de Fora.
Ao todo são cerca de 600 militares.
Entre eles, estão 422 alunos da EsAO, Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, do Rio de Janeiro. Nossa primeira parada foi no 4º GAC, Grupo de Artilharia de Campanha.
Lá, os capitães Ivan Cristie e Adler nos levaram até os helicópteros.

O sobrevôo foi muito tranqüilo e revelou toda a perícia dos pilotos do Exército Brasileiro.
Além de nossa equipe, também estavam lá a Joana e o Cerezo, do jornal Tribuna de Minas. Depois de nos orientar sobre os procedimentos de segurança, os militares nos posicionaram dentro da aeronave de forma a garantir boas imagens, sem prejudicar as normas de segurança.

O Robson foi perto da porta, que estava aberta, e o Cerezo logo ao lado dele.
Com o vento forte e o instinto de registrar tudo o que viam, os dois se espremiam dividindo o espaço.
O repórter fotográfico da Tribuna de Minas foi uma atração à parte.
Impossível não rir das caras e bocas e do contorcionismo do Cerezo.

Eu, a Joana e o Cap. Adler nos divertimos admirando a paisagem.
O sobrevôo durou quase meia hora.
Começamos pela Zona Norte, fomos até o Porto Seco, em Dias Tavares, passamos pela BR 040, voltamos e seguimos para o centro da cidade.
Esse “passeio turístico” é um exemplo das vantagens do jornalismo: estar em lugares inusitados.

Enquanto nós nos distraíamos com tudo o que víamos pela frente, a tripulação se mantinha atenta aos procedimentos padrões.
O tempo todo, os mecânicos de vôo se comunicavam com os pilotos.
Seguros e tranqüilos, eles mostraram a experiência de quem está acostumado com treinamentos e curiosidade da imprensa.

O Cap. Ivan Cristie ainda arriscou posar de repórter cinematográfico.
Durante todo o sobrevôo, ele estava filmando o que via com uma câmera pequena e moderna.
Depois de se dar por satisfeito, registrando a nossa reação, o trabalho do Robson e do Cerezo e a equipe militar em ação, ele teve a chance de posar com um equipamento profissional.

Deixamos o helicóptero e seguimos de carro para Lima Duarte.
Lá, encontramos um acampamento militar montado às margens da BR 267.
Um comboio com 12 ônibus e diversos veículos militares estava deixando o local a caminho do ponto escolhido para o treinamento.

Os inspetores Wallace Wischanski e Lima Corrêa, da Polícia Rodoviária Federal estavam a postos para garantir a segurança na rodovia, que foi fechada para a saída do comboio.
Nós aproveitamos para almoçar.
O risoto de frango estava uma delícia e acabou com aquela impressão errada de que militares só se alimentam de ração especial ou comem as coisas mais loucas.
Parabéns aos cozinheiros.

Acompanhados da Mazza, que trabalhou conosco como motorista, fomos para o local do treinamento.
Os veículos foram deixados na margem da BR 267 e seguimos à pé morro acima por uns vinte minutos.
No topo, os alunos da EsAO estavam divididos em grupos.
Cada um deles simulava um Estado Maior, reunindo militares de vários setores.
Era como se fossem várias cidades trabalhando pelo bem próprio e pelo bem do estado.
As decisões tomadas repercutiam dentro do grupo e entre os outros “Estados Maiores”.

Enquanto esperávamos o pessoal definir as estratégias ideais para cada desafio proposto, aproveitamos para conversar com os instrutores e os comandantes.
Longe daquela imagem antiga de militares sisudos e distantes da imprensa, o que vimos foram profissionais competentes se esforçando para melhorar ainda mais a capacidade de ação.
Todos foram muito gentis e nos ajudaram a passar o tempo até a hora do treinamento aéreo.

Primeiro, chegaram os caças F5 da Aeronáutica.
Enquanto eles faziam as manobras para acertar os alvos demarcados no alto de três morros, um instrutor ia explicando cada movimento.
E achei muito legal poder ouvir a comunicação por rádio entre os pilotos e o comando.
Como foi uma simulação, nenhuma bomba foi usada.
Assim que os pilotos dos caças confirmavam ter acertado o alvo, uma nuvem de fumaça saía dos alvos, promovida por militares posicionados junto a cada alvo.

Depois, foi a vez de 6 helicópteros do Exército fazerem as manobras.
Eles fizeram um vôo baixo, simulando estratégias de combate para escapar do radar inimigo.
A simulação de hoje representava a invasão de uma área neutra entre dois países em conflito.
Uma das nações decidiu partir para o ataque e invadiu o território neutro.

O trabalho dos alunos da EsAO era organizar a defesa.
Os grupos trabalharam em estratégias para retardar o avanço das tropas inimigas até a chegada ao ponto de resistência.
Se o trabalho fosse bem feito, os invasores chegariam já debilitados, o que facilitaria a derrota deles.

Foi uma experiência muito interessante.
Apesar do calor e dos carrapatos, foi um trabalho que vamos lembrar sempre.
Por isso, damos os parabéns a todos os militares pela dedicação.
Agradecemos em especial ao Cap. Ivan Cristie que nos aturou durante um dia inteiro, fazendo perguntas e comentários típicos de quem não entende nada da vida militar.
Fiquei surpresa com as relações humanas que vi no treinamento.
Amizades que surgiram no curso, entre brasileiros e estrangeiros. Mas, isso é outra história...

PM apreende 165 comprimidos de ecstasy em Muriaé

Do Interligado

Após denúncia anônima recebida na tarde de terça-feira (30), e de posse de um mandado, os policiais da Rotam, comandados pelo Sargento Assis foram até a Rua Jesus Varella, na Barra onde encontraram a casa indicada no qual se encontraria certa quantidade de droga.
Após falarem com a proprietária, que franqueou a entrada, foi realizada uma busca e no quarto do filho dos proprietários foram encontrados em baixo de uma gaveta do guarda roupas 165 comprimidos de ecstasy.

Como o rapaz não estava em casa e não se sabe a origem e se era ele o dono da mercadoria, que segundo sua mãe foi trazida por um rapaz do Rio de Janeiro, o material foi encaminho junto com seu pai até a 38ª DRSP.
A Polícia Civil vai ouvir os envolvidos e realizar investigações para apurar de quem era a droga e quem está fornecendo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Apreensão de drogas em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Policiais militares da 135ª Cia. faziam um patrulhamento de rotina pelo bairro Vila Ozanan, em Juiz de Fora, quando notaram um homem em atitude suspeita.
Eles fizeram a abordagem e encontram alguns papelotes de cocaína.
Os PMs perguntaram onde o produto tinha sido comprado e o homem mostrou uma casa no mesmo bairro.

No local, foram encontrados 1244 papelotes de cocaína, 113 pedras de crack, além de material para embalar a droga.
Saquinhos de bicarbonato de sódio e de fermento em pó foram apreendidos junto com as bandejas usadas para “batizar” a cocaína, fazendo com que ela rendesse mais para a venda.

Os policiais apreenderam também sete celulares e um chip.
R$ 2.398,60 em notas estavam na casa, junto com uma moeda de dois Euros.
O Tenente José Augusto Vianna contou que os policiais acharam primeiro uma quantidade pequena de crack e cocaína.

Suspeitando de mais droga escondida, eles pediram reforço ao canil.
Com a ajuda dos cães, o restante dos entorpecentes foram localizados.
Uma mulher de 52 anos seria a dona da droga e foi presa em flagrante.

Ela vai ficar à disposição da justiça na Penitenciária Arioswaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, onde há uma ala feminina.
Segundo os policiais, a suspeita de comandar o tráfico na Vila Ozanan já tinha sido denunciada várias vezes, mas nunca foi presa.
A Polícia Militar considera importante o trabalho de hoje.
“Assim, demos uma resposta à sociedade que nos cobrava providências contra a traficante que a cada dia aumentava o movimento de venda de droga no bairro” explicou o tenente.

Debate político em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Fui convidada pela direção do SIRCOM, Sistema Regional de Comunicação, para participar do Debate entre os candidatos à prefeitura de Juiz de Fora.
Fui representando os Diários Associados, grupo do qual faz parte a TV Alterosa e o jornal Estado de Minas.
É muito bom ver que os herdeiros do Josino Aragão estão dando novo fôlego ao grupo e mostrando uma visão administrativa ousada na TVE Juiz de Fora.

Do ponto de vista jornalístico, acho que quanto mais concorrência melhor. Isso faz com que profissionais e empresas tenham que estar sempre se reciclando, buscando novas idéias e investindo para melhorar a qualidade e o conteúdo. Isso é saudável e traz vantagens para o público. Por isso, pedi autorização ao Diretor Regional da TV Alterosa para participar e ele concordou. O debate foi uma iniciativa que vai agitar esta última semana antes da votação.
Todos os seis candidatos à prefeitura de Juiz de Fora participaram.

No estúdio, o mediador, Ricardo Wagner ficou numa bancada ao centro.
Do lado esquerdo dele,
estavam Omar Peres (PV),
Rafael Pimenta (PCB)
e Victor Pontes (PSTU).
Do lado direito ficaram
Custódio Mattos (PSDB),
Margarida Salomão (PT)
e Tarcísio Delgado (PMDB).
O debate teve sete blocos.

Chegamos cedo e acompanhamos os últimos preparativos.
A equipe técnica e todos os envolvidos no debate estão de parabéns. Eles souberam aproveitar o espaço e os equipamentos e tornar possível o desafio de reunir todos os candidatos. Colocaram no ar um produto importante, para o eleitor acompanhar mais um pouco das propostas de cada um. Só quem trabalha em TV tem a noção exata do trabalho que dá para organizar um programa como o que foi feito.

Eu fui convidada para participar do quinto bloco, em que jornalistas dos principais grupos de comunicação que atuam em Juiz de Fora fariam perguntas aos candidatos. Enquanto esperava a hora de ir para o estúdio, aproveitei para colocar a conversa em dia com a Jaqueline Lopes, do Jornal Hoje em Dia, e o Ricardo Miranda, do Jornal Tribuna de Minas.
Comentamos os últimos acontecimentos da cidade, falamos da eleição e discutimos as últimas pesquisas anunciadas.

Não dá para ficar sério o tempo todo quando jornalistas se encontram.
As histórias são muitas. Trocamos impressões sobre os candidatos, comentamos as entrevistas que foram feitas durante a campanha, a postura de cada um, o jeito de agir dos principais assessores, e por aí vai. O Robson também estava lá, registrando todos os detalhes para colocar aqui no Notícias Fora do Ar.

O Ricardo estava na maior tranqüilidade, achando que só teria que encaminhar a pergunta ao mediador e esperar a resposta, sossegado lá na sala. Quando contamos que teria que fazer a pergunta no ar, ele ficou sério e achamos que diria algo muito importante. Mas, para nossa surpresa, o que saiu foi “Puxa e eu vim com essa roupa?!”.
Depois dizem que as mulheres é que são vaidosas!

No primeiro bloco, todos os seis falaram porque o eleitor deve votar neles e explicaram o que pretendem fazer para solucionar os principais problemas do município.
No segundo e no terceiro blocos, os candidatos fizeram perguntas entre eles.
Houve tensão entre dois deles, foi pedido direito de resposta.
Temi que o clima fosse ficar agressivo.
Mas, tudo correu com tranqüilidade.

No quarto bloco, pessoas foram entrevistadas na rua e fizeram perguntas para os candidatos.
Por sorteio, foi definida a ordem das respostas. No intervalo, fomos chamados ao estúdio. Tínhamos acompanhado todo o debate numa sala junto com assessores dos candidatos. Foi a maior mordomia. Tinha biscoitos, café e refrigerante. No estúdio, fomos avisados da ordem sorteada dos repórteres.
Adivinhe quem ficou por último? Eu, claro. Pensei “estou frita, não vai sobrar nada interessante para eu perguntar!” Mas, as perguntas foram bem variadas, abordando diversos temas.

Lembrei da entrevista exclusiva que a TV Alterosa exibiu nessa semana, de um adolescente de 17 anos que falou todo orgulhoso que tinha comprado um revólver calibre 38 para dar tiros e matar muita gente.
Esse depoimento, que teve repercussão estadual, é um exemplo preocupante do aumento da violência entre pessoas com menos de 18 anos, em Juiz de Fora. Basta passar pelos bairros da cidade para notar que é cada vez maior o número de crianças, adolescentes e jovens à toa, reunidos em galeras nas praças, ruas e escadões.

Minha pergunta acabou sobrando para a candidata Margarida Salomão, a última a ser sorteada. Ela teria que responder à minha pergunta e o candidato Rafael Pimenta teria que comentar.
Esperei que respondessem e deixei o estúdio no intervalo, com os outros repórteres. Voltamos para a sala e acompanhamos os dois últimos blocos.
No sexto, foram sorteados temas específicos e quem iria responder. Para encerrar o debate, os candidatos tiveram três minutos cada um, no sétimo bloco.

Esperamos o debate acabar, agradecemos aos diretores da TVE pela oportunidade de representar os Diários Associados num momento tão importante quanto aquele e demos um abraço no nosso amigo Ricardo Wagner. Mais uma vez ele mostrou porque é um dos jornalistas mais respeitados de Juiz de Fora.
Segurança, competência e jogo de cintura são características marcantes do Ricardo.
Hoje, ele mostrou que além de tudo isso, ainda tem muita coragem para enfrentar os desafios.
Parabéns a todos.

Agora é só esperar pela repercussão do debate.