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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Bandido mantém reféns em Muriaé III

Da TV Atividade
www.redeatividade.com

Desde às 11h30 da manhã de hoje, um homem armado com uma sub-metralhadora invadiu uma fábrica no Bairro Santana em Muriaé, fazendo alguns funcionários como reféns.
Segundo a Polícia Militar, trata-se de Luciano de Paula Carneiro, conhecido como “Fiziquinha”, ex-presidiário da penitenciária de Muriaé.
Ele estava sendo investigado pela polícia por outros crimes que estaria cometendo quando saiu da prisão.
Ele pertencia a quadrilha de “Naim”, que assaltava bancos e carros pelo país.

Hoje de manhã, policiais viram Fiziquinha de carro com uma mulher e deu início a uma perseguição.
Ele perdeu o controle do veículo e bateu em um paiol, no bairro Santana.
Ele desceu do carro com uma sub-metralhadora, deixando para trás a mulher que o acompanhava e também várias munições e entrou em uma fábrica de empacotamento de feijão.

Alguns funcionários fugiram, outros se esconderam nas proximidades do local, mas duas pessoas foram feitas como reféns.
Fiziquinha disparou vários tiros contra os policiais. Policiais do GATE de Juiz de Fora vieram para Muriaé ajudar nas negociações. Várias pessoas afirmam que Fiziquinha não está sozinho, mas a polícia não confirma esta informação.
Um dos reféns foi libertado e outro ainda continua em poder do assaltante.

Bandido mantém reféns em Muriaé II

Do blog Elias Muratori
www.eliasmuratori.com.br

O Ex-presidiário Luciano de Paula Carneiro, 28, natural de Dores da Vitória-MG, conhecido como Luciano do Fisiquinha mantém, desde às 10 e meia da manhã, desta quarta-22, dois reféns sobre a mira de uma sub-metralhadora, em um depósito de cereais, na Av. Nilo Pacheco, no bairro Santana, em Muriaé MG.

O bandido se encontra neste momento, na cabine de um caminhão com um dos reféns, identificado como Felipe, 21, uma vez que por volta das 16:15 horas ele libertou Elton Dion de Souza Martins, 25 que havia sofrido ferimentos leves, causados por estilhaços do vidro do caminhado, quebrado por disparos feito por ele.
Os disparos foram em direção a policiais que o perseguiam, no momento em que adentrou no referido comércio.

De acordo com o Tenente Sandro Josefino da Polícia Militar “Luciano é ex-presidiário e deixou a prisão a cerca de dois meses e foi quando alguns roubos de cargas na região começaram a ser registradas, com indícios de serem praticadas por ele”.
Tenente Sandro disse ainda que hoje pela manhã a PM obteve informações de que “Luciano estava se deslocando de Macuco (distrito de Muriaé), e saiu em seu encalço e, quando o bandido percebeu a presença dos policiais empreendeu fuga batendo seu veículo em um paiol , próximo ao local, onde se encontra e fugiu a pé adentrando o comércio onde fez os reféns”.

Tenente Sandro confirmou ainda que Luciano está de posse, ainda de duas pistolas.
No momento da fuga Irene, mulher dele, que se encontrava em sua companhia foi presa.
Segundo as últimas informações Luciano vai libertar o último refém, tão logo chegue seu advogado Luciano Couri, que se encontra a caminho de Muriaé, vindo do Rio de Janeiro.

Bandido mantém reféns em Muriaé

Do blog Vejo; logo penso!
www.adfmg.blogspot.com

Até aqui confira!

DESDE AS 10:30 DA MANHÃ BANDIDO MANTEM REFÉNS:

Cerco que polícia fez para pegar bandido acaba dando errado e bandido faz refém em armazem.

>> Um sequestrador faz 3 pessoas reféns no Bairro Santana em Muriaé. 12:44
>> Sequestrador tinha intenção de assaltar bancos nesta semana. 12:45
>> GATE está vindo para Muriaé.13:00
>> Sequestrador está dentro de uma cabine de caminhão com os 3 reféns. 13:15
>> Ônibus foi atravessado na frente do caminhão e pneus do caminhão foram furados. 13:50
>> Polícia Militar acaba de chegar de Juiz de Fora e pousa perto do local do sequestro.14:30
>> Mais de 5 horas de sequestro GATE está vindo de Belo Horizonte Muriaé. 14:45
>> Sequestrador está dentro de uma cabine de caminhão apenas com os 1 refém demais foram liberados. 15:01
>> Bandido chama-se Luciano e tem 28 anos. O refém, um trabalhador da fábrica, tem 21 anos. 15:03
>> Sequestrador pede água a Policia. 15:05
>> GATE chega com 4 homens. 15:30
>> Polícia confirma troca de tiros. Bandido está com uma Sub-metralhadora. 15:35
>> Polícia considera o bandido de alta periculosidade. 15:44
>> Advogado do sequestrador, e policiais estão negociando com o sequestrador.15:56
>> Comércio da rua assim como escola próxima permanecem fechados. 16:05
>> Quando o sequestrador atirou na polícia de dentro da cabine, estilhaços acertaram nas costa de um refém. 16:10
>> Polícia confirma a libertação de refém machucado e diz que tem mais um refém com Luciano 16:19
>>Polícia diz que acontecimento não é sequestro é carcere privado.16:55
>> Polícia aguarda a presença do advogado que está pra chegar às 19:00. 17:25

Fonte: Rádio Muriaé AM

PM morre baleado em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O corpo do Cabo Gilmar Fonseca Rodrigues, de 38 anos, foi enterrado no início da tarde de hoje, no Cemitério Municipal de Juiz de Fora.
Ele estava na polícia militar há 15 anos.
O militar foi baleado quando se preparava para deixar a 31ª Cia., no bairro Bandeirantes, zona nordeste da cidade.
Ele foi levado para o Hospital Monte Sinai, mas morreu uma hora depois de ser baleado.

O fato aconteceu ontem, às 19h30, na 31a Cia., no bairro Bandeirantes, zona nordeste de Juiz de Fora. A rua foi interditada na noite passada.
Segundo a PM, o sargento José Gregório, de 47 anos, deixava a companhia com dois companheiros para fazer uma operação policial.
Na recepção, quando o sargento conferia a submetralhadora 9 milímetros, a arma disparou.
O cabo Gilmar foi baleado no peito.

O outro policial, cabo Adalberto Saraiva de Melo, de 41 anos, levou um tiro na cabeça.
Ele teve perda de massa encefálica e está internado em estado gravíssimo no Hospital Albert Sabin.
Saraiva, como é conhecido, também estava na PM há 15 anos.

O sargento está no mesmo hospital, sedado e em estado de choque.
Ele chegou a ajudar no socorro aos amigos, mas passou mal logo depois.
Os familiares dos dois feridos e do sargento estão recebendo apoio da PM.
A PM acredita que os disparos foram um acidente.
O caso está sendo investigado.

Na companhia, há marcas de tiros na parede, na porta e numa janela quebrada.
Vários policiais estavam no local na hora dos disparos e ninguém consegue entender o que houve.
Os vizinhos contam que ouviram um barulho alto, como foguetes, e só mais tarde descobriram o que tinha acontecido.

Reféns em Muriaé

Segundo o blog do jornalista Silvan Alves, de Muriaé, um ou mais bandidos mantém reféns em uma fábrica no bairro Santana.
Vários tiros teriam sido ouvidos, policiais tentam uma negociação e segundo o blog, um dos bandidos estaria com uma metralhadora.
O GATE de Juiz de Fora assumiria as negociações.
Ainda segundo o jornalista, vítimas e sequestradores estariam dentro de um caminhão.
Silvan escreveu que houve uma tentativa de fuga com quebra de uma parede e amassamento de um automóvel.
A namorada e advogado do sequestrador tentam negociar junto com a polícia.
Área toda cercada desde as 11h30.
Bandido chama-se Luciano e tem 28 anos.
Um refém trabalhador da fábrica tem 21 anos.
Nesse momento o caminhão está bloqueado e a polícia continua negociando.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Polícia Federal incinera drogas em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Quando você vê uma reportagem sobre apreensão de drogas, costuma se perguntar o que é feito com o material apreendido?
Pois muita gente se pergunta.
Por isso, acho importante a preocupação das polícias em mostrar à sociedade o destino dado aos entorpecentes que são tirados de circulação.
Hoje, fizemos uma matéria desse tipo.
A Polícia Federal ligou avisando da destruição do material e fomos deslocados para a Delegacia da PF.
No local, encontramos as drogas colocadas num caminhão da Polícia Rodoviária Federal, sob a responsabilidade do nosso amigo Inspetor Lima Corrêa.
Ele e a equipe da PRF de Juiz de Fora estão sempre ligados no combate à criminalidade e procurando colaborar com as outras polícias.

Os policiais federais posicionaram os carros deles protegendo o caminhão com as drogas.
A medida é para garantir a segurança dos profissionais envolvidos e facilitar a ação caso haja uma tentativa de recuperar a carga ilegal.
Para os policiais federais, sempre envolvidos em campanhas e operações anti-drogas, ver todo aquele material ilícito ser destruído é sinônimo de dever cumprido.

O Robson Rocha, meu querido marido e repórter cinematográfico da TV Alterosa, e o Olavo Prazeres, repórter fotográfico do Jornal Tribuna de Minas, se posicionaram no portão da delegacia da Polícia Federal.
Nossa situação é complicada nesse tipo de matéria.
Precisamos registrar cada detalhe.
Mas, se demorarmos muito para ir atrás dos carros oficiais, já era.

Os policiais estão numa missão arriscada, com olhos voltados a qualquer movimento suspeito.
Para isso, não perdem tempo.
Com sirenes ligadas, vão o mais rápido que podem. E a imprensa não tem sirene! Como a Lei de Murphy funciona que é uma maravilha, a gente encontra pela frente um monte de sinais vermelhos.
A cada parada, mais longe fica o comboio policial.

Mas, no fim dá tudo certo.
O Robson pegou um atalho e conseguimos chegar antes do comboio, para fazer imagens dos carros entrando na siderúrgica.
A empresa autorizou a entrada de jornalistas, desde que não fosse citado o nome dela.
É uma medida de segurança.
Os policiais se posicionaram e o caminhão com a droga foi descarregado.

Uma garra de ferro enorme foi usada para levar o material até um cesto de ferro que, por fim, levou a droga para ser destruída num forno elétrico da siderúrgica.
Foram incinerados 871kg de entorpecentes: 670kg de maconha, 118,5 kg de cocaína, 85,5 kg de ácido bórico (usado no refino da pasta base de cocaína) e 6,5 kg de haxixe.
Todo o material foi apreendido em operações policias neste ano.
Segundo a Polícia Federal, esta foi a primeira incineração de drogas feita em Juiz de Fora em 2008.

Antes de ir embora, aproveitamos para tirar fotos do pessoal da imprensa.
É uma questão de segurança usar capacetes na siderúrgica e todos nós recebemos um conjunto de capacete, óculos e protetor auricular.
O cuidado para evitar acidentes fala mais alto e ninguém desrespeita as normas da empresa.

Mesmo que as repórteres tenham dificuldades para manter os capacetes no lugar e tenham que tirar em alguns momentos para gravar.
Em alguns casos, a gente grava de capacete mesmo.
Só que a imagem fica engraçada e o risco de distrair o telespectador da informação é grande.

Claro que ao tirar o capacete, nos orientamos sobre a segurança no local e a autorização para isso. Numa siderúrgica, por exemplo, o repórter tem que estar atento a tudo.
Não pode ficar para trás, pois precisa acompanhar o que está acontecendo. Mas, também não pode ficar colado em quem está operando as máquinas, nem nos repórteres fotográficos e cinematográficos, que precisam de espaço para trabalhar.
Aliás, o pessoal não ficou lindo nesta foto?

domingo, 19 de outubro de 2008

Tempestade de granizo em Eugenópolis

Por Silvan Alves
www.silvanalves.com.br

Uma chuva de granizo atingiu violentamente a cidade de Eugenópolis-MG (25 Km de Muriaé).
A tempestade chegou por volta das 16h de ontem e provocou o destelhamento de 121 casas deixando 207 pessoas desalojadas.
Os bairros mais atingidos foram Fátima e Lourdes.

Em entrevista exclusiva agora a pouco ao site (www.silvanalves.com.br), o prefeito de Eugenópolis, Vasco Rodrigues Caldas Filho, disse que ainda há muita gente em frente da Prefeitura com a finalidade de registrar o Boletim de Ocorrência. “Vou ver se tem como decretar Estado de Emergência. Estamos registrando tudo, porque muita gente perdeu os telhados das casas, bem como colchões. Todo um processo está sendo montado e contamos aqui com a ajuda da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros e aguardo a chegada da Defesa Civil de Belo Horizonte”, disse o prefeito. A maioria dos desalojados está em casas de parentes, mas alguns vão utilizar a dependências da creche e de uma escola infantil.

A Polícia Militar registrou 356 Boletins de Ocorrência, o que pode aumentar ainda mais.
A calamidade não deixou feridos ou desabrigados. As autoridades estão em alerta.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Tráfico usava olheiro de 12 anos

Por Robson Rocha

Estávamos gravando a matéria no bairro Santa Rita, quando outra fonte ligou, nos informando de uma operação de busca e apreensão que policiais da 32ª Cia estavam realizando no bairro Ipiranga, zona sul da cidade.
Chegando, fomos rapidamente mostrar onde os policias procuravam as drogas e encontraram algumas pedras de crack debaixo de um tanque e de colchões velhos.

No local, quatro pessoas foram presas e três adolescentes e uma criança foram apreendidos.
O que mais nos chamou a atenção foi o fato de um garoto de 12 anos estar sendo usado como olheiro e avião pelos traficantes, segundo os militares.
A PM já monitorava o movimento de drogas no local há dois meses e a proximidade de escolas preocupava as autoridades.

Isso, sem se esquecer que muitas vezes os traficantes pagam pelo trabalho com droga.
Quando entrei gravando, o garoto estava ao lado de uma adolescente de 15 anos, que usava a parte de cima de um biquíni e um shortinho curto.
Segundo os policiais, ela se prostituía no local em troca de drogas.

Nessa hora é até difícil avaliar, pois bem próximo ao local existem duas escolas que é o local onde deveriam estar a criança e os adolescentes.
O delegado de plantão ouviu os 4 e entregou todos eles aos pais de cada um.
O triste é saber que eles provavelmente voltarão para o mesmo lugar.
Alguns estão viciados e dependem da droga.

O que a gente vê é que, infelizmente, os programas que existem hoje pouco podem fazer por estes adolescentes.
Eles querem dinheiro rápido para conseguirem o que querem.
Nos dois casos de hoje, as casas são extremamente simples, mas com eletrodomésticos de primeira, aparelhos de som da melhor qualidade e celulares de última linha.
O que o trabalhador honesto dificilmente vai conseguir com tanta rapidez.

Mas, deixando essa discussão de lado e voltando ao fato, todos foram levados para a 7ª delegacia regional.
Lá, a polícia apresentou todo o material.
Além de eletrodomésticos sem nota foram apreendidos:

Sessenta e cinco buchas de maconha e mais um quilo em tijolos.
Cento e cinqüenta e três pedras de crack.
Uma balança de precisão.
Um revólver calibre 22
Material para embalar a droga
E, um frasco de anabolizante para cavalo.
Aquele que muitos jovens aplicam para parecerem mais forte e muitas vezes têm os músculos necrosados.
Além disso, foram apreendidos uma moto, oito celulares e 247 reais.

Assassinato no bairro Santa Rita em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Hoje no meio da tarde recebemos uma informação de uma fonte que havia no alto do bairro Santa Rita, zona leste de Juiz de Fora, um homem de camisa vermelha armado, tentando matar um homem de camisa laranja.
Mas, tínhamos que ir à delegacia fazer uma outra gravação.
Quando estávamos gravando, nos informaram sobre um homicídio no bairro Santa Rita.

Acabamos a gravação e fomos direto, não tínhamos o endereço, apenas a referência, perto do ponto final da linha 401.
No bairro, rapidamente alguns moradores nos indicaram o local.
Havia muita gente na rua e as viaturas estavam saindo para um rastreamento, uma vez que a polícia já sabia quem seriam os autores do crime.

Segundo a irmã da vitima, eles estavam no portão quando quatro homens chegaram e já foram atirando em direção a Leonardo Silvestre, conhecido como Banana. O servente de pedreiro, de 21 anos, tentou fugir dos tiros e pulou para o quintal do vizinho.
Ainda segundo a irmã de Leonardo, como o grupo foi atrás, ele tentou voltar e se esconder dentro de casa, mas levou tiros na cabeça e no pescoço e morreu na porta da cozinha.

Janaína, irmã do rapaz morto, gravou entrevista e explicou como tudo aconteceu.
Mas, foi a polícia que explicou o porquê do crime. Em off, alguns policiais relataram que o motivo do assassinato foi que Banana e o grupo teriam cometido assaltos, mas a vitima não teria repassado a parte dos comparsas.
Além de pequenos furtos, a turma costumava se envolver com drogas.

A polícia recebeu informações de que os assassinos fugiram em um carro cinza.
Eles deram buscas em vários pontos da região leste de Juiz de Fora, mas não tiveram êxito.
Segundo o tenente Paulo Souza, da 70ª Cia., policiais da Rotam, Rocca, e da 70ª Cia continuam rastreando a área em busca dos suspeitos.

Segundo a irmã do Leonardo, o crime aconteceu devido a uma briga de turmas.
Se isso é verdade, a justiça vai mostrar, mas uma coisa é real, as brigas entre gangues estão fugindo ao controle das autoridades.Os enfrentamentos entre gangues do Milho Branco e Jardim Natal já fizeram algumas vitimas. Em quase todos os bairros da cidade as gangues estão se enfrentando e na maioria das vezes isso não entra para as estatísticas. Outro dia, turmas do Bom Jardim e do Linhares se enfrentaram na “mão’ e com pedradas. Mas, quando a PM chegou, não havia mais nada. Aí, eles registraram um W2, na linguagem policial “veve 2”, nada constatado.
Com isso, oficialmente, não existem as brigas entre gangues, até que haja uma vítima.

Adolescente furta moto e causa acidente

Por Michele Pacheco

Nossa primeira pauta de hoje foi um acidente entre uma moto e um caminhão, na BR 040.
Fomos ao local já imaginando que o motoqueiro tivesse se ferido bastante.
Nesse tipo de batida, é raro o condutor da moto sair ileso.
E foi o que aconteceu mais uma vez.

Chegamos ao local, no bairro Santa Cruz, zona norte de Juiz de Fora e encontramos o pessoal do jornal Tribuna de Minas por lá. Enquanto a Joana apurava o que tinha acontecido, o Antônio Olavo Cerezo virava de um lado para o outro em busca de um ângulo melhor.
De longe, só dava para ver o caminhão parado e a moto estacionada atrás dele.

O acidente foi num trecho da BR 040 que está sendo duplicado, onde há muitas máquinas e caminhões trabalhando.
Segundo o motorista do caminhão, ele tinha acabado de encher a caçamba com terra e deixava a lateral da pista para entrar na rodovia e seguir até o local de descarga. Foi quando viu uma moto, seguindo em alta velocidade e aparentemente sem controle.

A motocicleta bateu na lateral do caminhão.
Quando chegamos, ainda havia marcas de sangue nos pneus.
O policial rodoviário federal encarregado da ocorrência contou que o adolescente de 16 anos, que pilotava a moto, teve fratura exposta na perna e muitos ferimentos pelo corpo. Ele foi socorrido por uma ambulância da Concer, empresa que administra a BR 040 entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro, e levado para o Hospital de Pronto Socorro.

Tínhamos acabado de registrar o fato, quando o dono da moto apareceu muito nervoso.
Ele conversou com o policial e foi em casa buscar documentos dele e do veículo. A informação inicial era de que ele era irmão do adolescente acidentado. Mais tarde, o ajudante de mecânico esclareceu que só é amigo da vítima. Muito nervoso com a situação, o dono da moto negou ter emprestado o veículo a alguém inabilitado. “Eu pedi que ele lavasse a moto para mim. Em vez disso, ele foi à minha casa e pediu à minha mãe a chave, dizendo que eu tinha autorizado. Eu não sabia de nada. Ele pegou a moto para ir com o pessoal para uma cachoeira” contou o rapaz à polícia.

Pela conversa dos amigos da vítima que acompanhavam o caso, não é a primeira vez que o adolescente apronta algo desse tipo. Ele tem colocado a própria vida em risco e a de outras pessoas também.
E, muitas vezes, a família fica em casa sem saber de nada, até receber uma ligação da polícia e quase morrer de susto.
Se a versão do dono da moto for verdadeiro, o adolescente cometeu um ato infracional, já que furtou o veículo.
Dessa vez, ele sobreviveu. Tomara que sirva de lição e tenha mais prudência no futuro.