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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Juiz de Fora de olho na Copa do Mundo de 2014

Por Michele Pacheco

Hoje, acordamos cedo para uma cobertura diferente.
Acompanhamos a comitiva da Universidade Federal de Juiz de Fora que foi ao Rio de Janeiro.
A saída estava marcada para as seis da manhã.
Ao todo, fomos 8 representantes da imprensa e 10 da UFJF no microônibus.

A viagem foi tranqüila e o clima estava bem ameno.
O Evandro Carvalho e o Ignácio Novaes, da TV Panorama, aproveitaram a viagem para se informar das novidades e passaram um bom tempo lendo.
Eles foram sentados nos fundos do ônibus, cercados por equipamentos de TV.

O Ricardo Wagner era um dos mais animados e não perdia a oportunidade de azucrinar o coitado do Paulo Roberto.
Ambos são da TVE Juiz de Fora, empresa do SIRCOM - Sistema Regional de Comunicação.
O bate-papo começou empolgado, mas aos poucos o sono foi contagiando todo mundo.

No caminho, fizemos uma parada para o lanche.
A maioria aproveitou a deixa para esticar as pernas e tomar café.
É incrível como a culinária mineira virou referência nacional.
No restaurante à beira da estrada, o destaque era para o pão de queijo quentinho, recém tirado do forno.

Enquanto a gente acumulava energia, o reitor, Henrique Duque, a jornalista da UFJF, Vera Hotz, e o cinegrafista da TVE, João Victal, ficaram no ônibus, batendo o maior papo sobre a monografia de conclusão de curso do Victal.
Aliás, ele não perdia uma chance de ler e reler página por página.

Voltamos à estrada.
Já na Linha Vermelha, notamos que o horário era complicado e o engarrafamento era longo.
Imaginamos que o atraso seria grande e todo mundo ficou ansioso.
Mas, deu tudo certo e chegamos na hora prevista.

No auditório da Firjan, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, foi feita a solenidade de anúncio da parceria da UFJF com o Instituto João Havelange e o Instituto de educação e Desenvolvimento Social (IEDS-Digital).
Os três vão colocar em prática um projeto pioneiro de capacitação de profissionais para trabalhar na Copa do Mundo de 2014, que vai ser no Brasil.

Ao todo, 250 mil pessoas vão ser treinadas.
O ensino à distância vai contar com aulas via satélite, com sinal transmitido para o país inteiro.
A UFJF vai ser a única universidade autorizada a capacitar e certificar quem vai trabalhar na competição.
O presidente do IEDS disse que o objetivo é preparar os interessados para que eles possam atender com hospitalidade e profissionalismo meio milhão de turistas que são esperados para os jogos.

A previsão dos organizadores da Copa é de que cada turista gaste em média U$ 112,00 por dia.
A competição deve gerar um investimento de R$ 10 bilhões e a elevação do PIB em 3%.
O presidente de Honra da FIFA, João Havelange defendeu com fervor os benefícios para o país e a importância da Copa de 2014 para a economia nacional e também para o engrandecimento do esporte.
Ele acredita que a mobilização deve levar os clubes brasileiros a mudar a forma de agir e a se preocupar mais com a administração dos times.


O reitor explicou que a Universidade Federal de Juiz de Fora vai participar da capacitação tanto com mão-de-obra especializada, quanto com a estrutura.
"A UFJF é a 3a melhor universidade do Brasil. Temos experiência e profissionais capacitados para fazer um excelente trabalho. Espero que não apenas os nossos atletas se sintam vitoriosos, mas também todos os jovens que participarem dessa Copa" comentou Henrique Duque.

O Ministro dos Esportes em exercício, Wadson Ribeiro, estava otimista quanto ao sucesso da Copa do Mundo no Brasil.
Ele disse que a juventude vai ser muito beneficiada e que a maioria dos interessados na capacitação deve ser de pessoas jovens, em busca de uma chance melhor no mercado de trabalho.
O treinamento deve aumentar o nível intelectual dos aprovados e garantir empregos com melhores salários.

Depois da solenidade, fizemos entrevistas com as autoridades e corri para fazer um áudio-tape para o Jornal da Alterosa Edição Regional.
Falei do que foi anunciado, expliquei o objetivo da parceria e chamei mais detalhes para a reportagem completa que vai ao ar amanhã, às 11h50. E, depois é disponibilizada no site da TV.
O endereço é www.alterosa.com.br/juizdefora

Difícil foi me concentrar no que estava falando, com uma vista tão bonita.
Do 13º andar da Firjan, dá para ver o mar de um lado, além de alguns prédios antigos e históricos.
Muito bonito.
Acredito que ninguém deva ficar estressado por lá.
A situação complicou?
Basta ir respirar um pouco na varanda e admirar a paisagem.

Apesar da vista linda, nenhum ângulo garantia uma boa passagem (momento em que o repórter aparece).
Avisamos ao pessoal, que estava terminando de gravar, que iríamos descer e gravar na rua.
Aí, foi um suplício!
A gente ia até uma esquina, avaliava o visual, ia para outra, olhava algum prédio que identificasse o Rio...
Tudo isso, de olho na entrada do prédio para não atrapalhar o grupo quando chegasse a hora de partir.

Perto da Firjan encontramos uma passarela que levava à Marina da Glória e a alguns museus.
Mas, o risco de ter que andar muito e preocupar a galera nos fez gravar por lá mesmo.
O Robson encontrou uma fresta entre árvores e construções e achou o bondinho do Pão de Açúcar.
Apesar do céu encoberto, deixando a paisagem meio esbranquiçada, fizemos o registro.

Voltamos para o prédio da Firjan e encontramos algumas pessoas do grupo saindo.
Tiramos foto e batemos papo com o Ricardo e o Victal.
Eles também buscavam um bom ângulo para gravar passagem na frente do prédio.
Fizemos algumas sugestões e depois fomos tirar uma foto de todo o grupo.

Na volta para casa, não dava para não reparar nas favelas e nos aglomerados cariocas.
Eu fico imaginando o trabalho que vai ter que ser feito junto à comunidade para mobilizar a todos e evitar incidentes graves com os turistas que vierem curtir os jogos.
Nossa fama lá fora já não é boa!
O medo de assaltos e violência no Rio de Janeiro tem afastado muitos visitantes em potencial.

Mas, o Brasil já provou que é capaz de realizar grandes eventos.
Vendo os policiais espalhados por todo lado, lembrei de como foi durante os Jogos Panamericanos.
Havia tantos policiais pela cidade que parecia um eterno treinamento.
Mas, deu certo e os turistas e atletas foram embora com a melhor impressão possível da Cidade Maravilhosa.
É bom lembrar que o Rio é uma das 12 cidades que vão sediar jogos.
As outras também devem estar preparando os esquemas de segurança para evitar transtornos.

O anúncio da parceria da UFJF com os dois institutos é um passo importante para que a cidade consiga ser uma subsede durante a Copa do Mundo.
Outros municípios do entorno das sedes também estão na disputa.
Todo mundo quer aproveitar a promessa de investimentos e crescimento econômico e social.
Segundo o Ministro dos Esportes, Juiz de Fora tem boas chances, já que conta com infraestrutura e pessoas qualificadas.

Voltando cansados para casa, aproveitamos para cochilar um pouco.
Só que nosso sono foi interrompido por uma parada na serra.
O motorista de um caminhão perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo ficou com a cabine pendurada no precipício e o baú atravessado numa das pistas.
O tempo estava fechado e chovia.
Não deu para descer e apurar o que houve, mas conseguimos o registro.
O restante da viagem foi tranqüilo.
Agora, estamos ansiosos para trocar as fotos com o pessoal.
Essas recordações não têm preço!

Jogo beneficente - Seleção Brasileira de Futebol feminino

Por Assessoria de Comunicação do 4ºBBM

Para as comemorações que envolvem a Semana de Prevenção (período em que ocorrem as festividades referentes a esta data), o Quarto Batalhão de Bombeiros Militar vislumbrou um jogo entre a Seleção Brasileira Feminina de Futebol e o time feminino do Esporte Clube Benfica de Juiz de Fora, representando o Corpo de Bombeiros Militar. Esse evento é de cunho exclusivamente social, onde cada ingresso será trocado por dois quilos de alimentos não perecíveis que serão doados a instituições filantrópicas da região.

O referido evento ocorrerá às 11 horas, do dia 11 de julho do corrente ano, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, com o limite de público de 13.000 torcedores.

Para facilitar o acesso ao evento, alguns ônibus farão um trajeto especial, saindo da Av. Independência (em frente ao Colégio Stella Matutina), indo direto para o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. O valor da passagem é o mesmo do transporte coletivo R$1,70 (um real e setenta sentavos).

Salientamos que ao promover e apoiar ações culturais, educativas, de lazer que contribuem para o crescimento e o resgate da cidadania dos menos favorecidos, nos tornamos co-responsável pelo desenvolvimento de uma sociedade mais justa, segura e solidária.

Postos de troca:
- Quartel do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, situado na Av. Brasil 3405, Centro, Juiz de Fora.
- Parque Halfeld - Centro

- Informações: (32) 3228-9625 / (32) 3228-9619

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Acidente grave mata estudante em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Imagem impressionante!
Estávamos a caminho da zona norte para fazer uma entrevista, quando notamos o trânsito lento na avenida Brasil, na altura do bairro São Dimas.
Primeiro, pensei que eram obras na pista, depois vimos os policiais e o Robson encostou rápido o carro num local seguro.
Ouvimos sirenes e vimos os bombeiros chegando com várias equipes de Resgate e de salvamento.

Ele foi para um lado fazer imagens da vítima e do carro destruído e eu fui atrás dos policiais, buscando informações.
Consegui os dados e corri para o local onde a vítima estava caída.
Os bombeiros imobilizaram o motorista e o colocaram numa maca.
Outra sirene anunciou a chegada de uma ambulância do SAMU.
A equipe se juntou aos bombeiros e assumiu o atendimento.
O ferido foi avaliado rápido e levado para a ambulância.
Esperávamos que o veículo saísse apressado, mas não foi o que houve.

O tempo foi passando e ficou claro que o estado do paciente era delicado.
O rapaz estava muito sujo de sangue e aparentava várias fraturas.
Quando chegamos, tive a impressão de que ele ainda estava se mexendo, enquanto era atendido pelos bombeiros.
Já no SAMU, ele ficou inconsciente e precisou ser estabilizado antes do transporte.
Bruno Moreira Coelho estava sozinho no carro.

Um policial que estava no local na hora do acidente disse ter visto o Opala dirigido pelo estudante de 21 anos entrando em alta velocidade na curva.
O motorista perdeu o controle da direção, bateu num poste e o carro se partiu.
O eixo traseiro e uma porta ficaram perto do poste.
O restante do veículo foi parar a uns trinta metros de distância.

Ficou até difícil entender as ferragens retorcidas.
A violência do impacto foi tanta, que o motorista foi arremessado para fora e ficou estendido no chão à espera de socorro.
Além de pedaços do carro, havia sangue espalhado pelo pátio de um prédio que já funcionou como concessionária de automóveis.
O trecho da avenida Brasil, no bairro São Dimas, é considerado perigoso.

Em agosto de 2007, a Polícia Militar registrou uma ocorrência muito parecida.
O motorista de um Opala perdeu o controle da direção na mesma curva, bateu num poste e o carro se partiu ao meio.
Na época, os policiais levantaram a suspeita de que o estrago foi tão grande porque a lataria estava toda enferrujada.

Em setembro de 2008, foi a vez de uma Parati ficar destruída.
O motorista também perdeu o controle da direção no mesmo trecho e bateu num poste, que foi arrancado.
Nesses dois registros mais antigos, os ocupantes dos veículos foram retirados com poucos ferimentos e sobreviveram. Dessa vez, o motorista morreu. Bruno Moreira Coelho foi levado direto para o CTI da Santa Casa de Misericórdia, mas morreu no início da noite.
Quem mora ou trabalha no bairro São Dimas cobra providências para dar mais segurança a motoristas e pedestres.

O pastor de uma igreja Batista reclamou que acabou de inaugurar um novo templo e que deve receber em torno de cinco mil pessoas nos cultos.
O medo dele é que o movimento maior acabe em tragédia num ponto tão perigoso.
Já foram pedidos quebra-molas e radares no local.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Protocolada a PEC que restitui a exigência do diploma de jornalismo

Da Agência Estado

Com 50 assinaturas de senadores, 23 a mais que o necessário, começou a tramitar no Senado a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que restitui a exigência de diploma superior para a profissão de jornalista. Em vigor desde 1979, a obrigatoriedade do curso de Comunicação Social para o exercício do jornalismo foi derrubada em 17 de junho pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou a norma incompatível com a liberdade de expressão prevista na Constituição.

A PEC, protocolada nesta quarta-feira na Mesa do Senado pelo líder do PSB, senador Antônio Carlos Valadares (SE), abre espaço para a atuação de não jornalistas nos meios de comunicação e toma alguns cuidados para não afrontar a decisão do STF. Valadares informou que o próximo passo será acionar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que realize uma audiência pública com todas as partes interessadas no tema, desde entidades empresariais, contrárias ao diploma, a representantes de jornalistas, estudantes e professores, defensores do canudo.

O texto Valadares acrescenta à Constituição artigo para tornar o exercício da profissão "privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei". Mas o parágrafo único do artigo a ser acrescentado abre duas exceções.

Uma permite a presença nas redações da figura do colaborador, não diplomado em jornalismo, "assim entendido aquele que, sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionado com sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor". A outra exceção é para jornalistas provisionados, que obtiveram esse tipo de registro especial perante o Ministério do Trabalho.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Notícias dessa terça

Por Robson Rocha

Hoje, terça-feira, a cidade amanheceu sob um forte nevoeiro, que aqui a gente chama de serração.
A vontade de sair da cama para trabalhar era nenhuma, mas como não tem jeito...
Fomos ao trabalho.
Nossa primeira pauta era sobre a greve dos médicos do sistema municipal de saúde de Juiz de Fora.

Fomos direto à Unidade Básica de Saúde, UBS, do bairro Linhares.
Ali é minha área. Bairro onde nasci e cresci.
Desci do carro e comecei a gravar, enquanto a Michele se maquiava.
Repórter gravar às 7 da manhã sem maquiagem, não dá.
O posto de saúde não estava cheio, havia umas vinte e poucas pessoas aguardando atendimento.

Logo que comecei a gravar, encontrei o Joel Liodoro, velho amigo de meu pai, uma figura muito divertida.
Porém, hoje ele falou sério. Gravou entrevista não criticando os médicos, mas a dificuldade de se marcar uma consulta pelo SUS.
E culpando a administração municipal, que antes de assumir fez promessas e até agora não cumpriu.
Segundo o Joel, os médicos não querem só aumento de salário, eles querem também melhores condições de atendimento.
Ele aproveitou para contar algumas histórias para a Michele.
Ele lembrou que a primeira vez em que quebrei meu dedo, foi na casa dele.

Mas, voltando ao trabalho, gravamos com a Maria de Lourdes Costa, a Lourdinha, assistente social.
Ela disse que apenas dois dos cinco médicos do posto aderiram à greve e que, apesar da sobrecarga, os atendimentos seriam feitos e os casos mais graves encaminhados para as regionais de saúde e o Hospital de Pronto Socorro.
Mas, ela acredita que vai haver dificuldades no atendimento caso a greve seja longa.

O sindicato dos médicos garantiu que as unidades de Urgência e Emergência, como o HPS, Policlínica de Benfica, Regional Leste e o PAI, não teriam suas atividades prejudicadas. Mas, avisou que as 57 unidades básicas de saúde parariam. Apesar da reinvidicação parecer justa, quem sofre é a população mais carente.
Os médicos se reúnem em assembleia nesta quarta-feira, dia 1º, na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora para decidir os rumos da greve.

Do Linhares, fomos direto para o bairro Grama para gravar outra matéria na área de saúde. Mas, dessa vez sobre a gripe influenza A(H1N1), que a gente conhece como gripe suína.
O local da gravação foi o Hospital João Penido, que é um dos 17 hospitais selecionados pela Secretaria Estadual de Saúde para tratamento de pacientes com suspeita da nova gripe.

Uma enfermaria está sendo adaptada para receber pacientes com suspeita de gripe suína.
O isolamento vai seguir padrões da Organização Mundial de Saúde. E, se tudo correr dentro do cronograma, as obras devem ficar prontas dentro de quinze dias.

Mas, para o diretor do hospital, Márcio Itaboraí, mesmo que algum caso suspeito seja descoberto antes do final das obras, o hospital tem condições de receber pacientes com suspeita de gripe A.
Isso porque, pelo o hospital ser referencia no tratamento de AIDS e tuberculose, já possui várias áreas de isolamento.
Por isso, ele afirma que casos suspeitos ou confirmados podem ter a internação imediata no João Penido.

Ontem, já tínhamos feito uma entrevista, ao vivo, no jornal da Alterosa com a secretária de Saúde de Juiz de Fora, Eunice Dantas, sobre esse assunto. Ela deu orientações e disse que o município está preparado para tratar casos de gripe suína.

Mas, voltando ao hospital João Penido, deixamos para gravar a passagem, aquela parte que o repórter aparece, na hora de ir embora.
Aí, gastamos uns vinte minutos esperando que alguma das inúmeras nuvens tampasse o sol.
Pois, no melhor lugar para gravar o sol estava pegando de lado no rosto da Michele e fica horrível.
Como as nuvens não colaboravam o jeito foi colocar a Michele na sobra e desfocar o segundo plano.

Dali, voltamos para a TV, para as entradas ao vivo no Jornal da Alterosa.
O tema de hoje foi a situação dos abrigos de Juiz de Fora, que atendem crianças e adultos carentes ou em situação de risco.
A Cris do Valle, coordenadora executiva dos programas de proteção especial da AMAC, foi a entrevistada.

Na semana passada, a Michele e eu tínhamos gravado em alguns abrigos.
Primeiro, gravamos com a responsável por um abrigo em Juiz de Fora e que está sendo indiciada por maus tratos.
Ela negou as acusações.

Tudo começou há quatro anos, quando a delegacia de Mulheres de Juiz de Fora foi acionada pelo Ministério Público para apurar maus tratos, exploração sexual de adolescentes, venda de material de doação e fornecimento de bebida alcoólica a crianças e adolescentes.
Depois de quatro anos de investigação, o inquérito sobre denúncias contra a responsável pela administração do abrigo foi concluído

A delegada Sônia Parma disse que as investigações confirmaram as denúncias.
Foram ouvidos 14 crianças e adolescentes que vivem no abrigo.
Uma interna contou ter perdido a virgindade no local aos 12 anos e ter continuado a manter relações sexuais com funcionários e outros abrigados.
Em outros depoimentos, foi dito que o consumo de álcool era liberado no local.
Hoje, 25 crianças e adolescentes com idades entre 3 e 17 anos estão no abrigo.
De posse do processo, a justiça proibiu que qualquer criança ou adolescente seja encaminhado para esse abrigo e determinou o afastamento da responsável pelo local. Um interventor foi definido, seguindo sugestões da AMAC.

Também gravamos na Casa da Cidadania, onde é feito atendimento a pessoas adultas em situação vulnerável.
São cerca de 80 atendidos que na sua maioria são idosos.
Outro lugar que gravamos foi na Casa Aberta, onde são atendidos 20 adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos, vitimas de abandono ou violência doméstica.

Na Casa Aberta, nos chamou a atenção a garota que teria sofrido maus tratos em uma casa no bairro São Judas Tadeu.
Ela não fala e tem um ar assustado. Mesmo quando recebe um carinho, parece ter medo.
Também não é pra menos. O Evandro e o Fagundes gravaram matéria com uma conselheira tutelar que confirmou os maus tratos e afirmou que as crianças eram obrigadas até a comer vômito.
Mas, o interessante é que estivemos com a polícia e o conselho tutelar nessa mesma casa há 5 anos e confirmaram a situação de maus tratos das crianças no local. E, agora tudo se repete. Quem errou? Por que essas crianças continuavam na casa?

Acabou a entrevista ao vivo e, enquanto guardava a câmera, fui pensando nos casos que acompanhamos e conclui que, pelo menos por enquanto, essas crianças terão uma qualidade de vida um pouco melhor.
Legal o Jornal da Alterosa não abandonar o caso. Acho que a gente tinha que entrar em outras instituições da cidade para mostrar o real tratamento que crianças, adolescentes e idosos estão recebendo em nossos abrigos.
Como nos disse uma pessoa da área, se mexer sai muita coisa que está escondida.