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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Polêmica na Câmara Municipal de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Nossa pauta da tarde era uma audiência pública na Câmara Municipal.
Já imaginávamos que seria demorado.
O assunto é a cobrança do Ministério Público de Minas Gerais e do Ministério Público do Trabalho para que a prefeitura de Juiz de Fora rompa o vínculo empregatício com os funcionários da AMAC (Associação Municipal de Apoio Comunitário) e abra concurso público para preencher as vagas.

A Comissão de Participação Popular da Câmara pediu a audiência.
Foram convidadas várias autoridades e representantes dos trabalhadores e da sociedade organizada.
Direta ou indiretamente, todos os setores da economia vão ser afetados pelo fechamento da AMAC.
Quem trabalha no comércio, por exemplo, passa o dia todo fora de casa e precisa deixar os filhos em local seguro. Muitas mães dependem das creches municipais.

Algumas delas foram ao plenário acompanhar a audiência pública.
A Marcela fez questão de expor as preocupações dela.
Ao microfone, ela se emocionou, colocou o filho mais velho para falar do quanto é bom o atendimento nas creches e nos trabalhos sociais, e ainda cobrou com rigo de alguns vereadores mais seriedade quanto ao problema da AMAC.

Entre as inúmeras pessoas que se inscreveram para falar durante a audiência estava a Regina Caelli de Souza.
Ela trabalha há 24 anos na AMAC e foi a primeira funcionária registrada da associação. Emocionada, Regina escreveu o que gostaria de falar, com medo da emoção afastar as palavras necessárias.
Ela leu e comoveu a todos ao citar o empenho e a dedicação de todos os profissionais que agora estão com os empregos em risco.

A esperança dos cerca de 2300 funcionários da AMAC é de que a proposta do Sinserpu, Sindicato dos Servidores Públicos seja aceita.
A idéia é transformar a associação em Fundação de Direito Público. Seria feito concurso para ocupar os cargos, mas também seria criado um artifício para garantir os empregos atuais.
Seriam criados cargos temporários.
Isso significa que os trabalhadores atuais continuariam nas funções e, quando se aposentassem, os cargos seriam ocupados por meio de concurso público.

O secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, explicou que o prefeito não pode se eximir da responsabilidade junto aos Ministérios Públicos, pois ele teria que responder criminalmente.
Ele afirmou na bancada que o prefeito só assinaria o TAC caso não houvesse exigência de demissões.
O problema é que essa exigência é a base da cobrança do MP.

O secretário disse ainda que a prefeitura está aberta a discutir qualquer proposta, desde que a solução apresentada ajude a manter os empregos.
Ele lembrou que em 2001 a discussão já existia e que o governo municipal da época não concordou com a transformação em fundação,,pois isso poderia levar a uma demissão em massa.
Numa fundação, poderia ser exigido o concurso para ocupar os cargos.
Agora, a mesma possibilidade volta à tona como melhor opção apresentada pelos trabalhadores.
A discussão promete ser longa.

O professor de Filosofia do Direito, da Universidade Federal de Juiz de Fora, Abdalla Daniel Curi, apresentou uma sugestão que deu o que falar e reforçou as esperanças dos funcionários da AMAC.
Ele disse que pela lei é a finalidade que define a natureza do órgão e não o nome apenas.
O professor afirmou que, pelo papel que desempenha, beneficiando diversas pessoas em diversas classes, a AMAC já funciona como uma fundação.
E ela é registrada no cartório, o que facilitaria a criação de uma emenda para oficializar a fundação.

A sugestão foi aplaudida e o professor foi convidado para prestar consultoria à Comissão de Participação Popular da Câmara, que acompanha a polêmica em torno da AMAC.
Mas, entre os vereadores as opiniões se dividiram.
Alguns mostraram desconfiança e outros pediram uma avaliação mais técnica do problema.
Resultado, o impasse continua e o tempo é cada vez mais escasso.
O prefeito tem até o próximo dia 30 para assinar o TAC.
Ele deve ir a Belo Horizonte para isso e uma comitiva da Câmara está sendo montada para acompanhar Custódio Mattos.

Exame confirma gripe suína em Muriaé

Do Interligado on line
www.interligadonline.com

No final da tarde desta quarta-feira, chegaram os exames realizados nas pessoas que estavam com suspeita da gripe A e o resultado deu positivo no exame da criança, 2 anos que já havia sido notificada pela Secretaria de Saúde.
As pessoas já passaram pelo período de reclusão e tratamento e hoje não há nenhum risco de contágio, segundo informou Dr. Marcos Guarino.
A partir de agora, o governo não vai mais fazer exames, apenas em casos graves, e a gripe suína, esta sendo tratada como gripe A.

A recomendação é que as pessoas evitem viajar para os lugares de maiores incidências da doença, com Argentina, Chile, México, entre outros.
A Organização Mundial da Saúde recomendou que os países deixem de testar todos os pacientes suspeitos de ter gripe suína e apenas analisem amostras de casos para realizar estimativas da disseminação da doença.
A medida, que em parte já era adotada no país desde sexta-feira (3), significa o fim das estratégias de contenção do vírus e o reconhecimento de que haverá circulação livre do A (H1N1) por vários países, analisam especialistas.

A OMS também informou que, pela segunda vez, modificou o nome oficial da doença: em vez de gripe A (H1N1), agora a doença chama-se gripe “H1N1 pandêmico 2009″.
Segundo a OMS foram registrados até ontem mais de 98 mil casos de gripe suína e o número de mortos chega a 440 pessoas, em 137 países. O Brasil possui 906 casos confirmados e uma morte
Em Minas. São 275 casos suspeitos, 124 confirmados e 193 descartados.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Projeto de lei contra fumo é aprovado em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Foi aprovado por 17 votos a um o projeto de lei do vereador José Laerte (PSDB) para normatizar a criação de ambientes coletivos totalmente livres de tabaco.
A proposta foi discutida pela segunda vez no plenário.
Da primeira, a votação foi adiada porque alguns vereadores sugeriram emendas e foi pedido vista.

Hoje, com todos os vereadores no plenário, o debate foi grande e foram feitas várias observações.
O vereador Chico Evangelista foi o único declaradamente contrário ao projeto e defendeu os donos de estabelecimentos.
Ele alegou que a proibição do fumo em locais coletivos fechados, tanto públicos quanto privados, vai gerar prejuízo aos empresários e comerciantes.

Os defensores do projeto de lei lembraram que a saúde pública deve vir em primeiro lugar e é mais importante do que os interesses dos empresários.
A votação começou pelas emendas.
Das quatro emendas substitutivas, três foram aprovadas. Das duas emendas supressivas, uma foi aprovada. Das quatro emendas aditivas, duas foram aceitas.

Entre as dúvidas apresentadas quanto à aplicação do projeto, o vereador José Emanuel lembrou que o Conselho Municipal de Saúde não deu parecer sobre a proposta e que poderia impedir a colocação da lei em prática.
Para o vereador, a aprovação pode esbarrar nas determinações do conselho.

O presidente da Câmara, Bruno Siqueira, pediu uma cópia da Lei Orgânica e leu os parágrafos que falavam sobre o conselho.
Ele esclareceu que para esse tipo de projeto, o consentimento do Conselho Municipal de Saúde não é necessário para que o legislativo aprove a proposta.

O projeto de lei número 068/2009 define que “é proibido acender, exalar, conduzir aceso ou portar aceso de alguma forma qualquer produto de tabaco produtor de fumaça, incluindo cigarros, cigarrilhas, cigarros de palha, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto derivado do tabaco que produza fumaça, em recinto coletivo, público e privado, bem como nas áreas fechadas de locais de trabalho, onde ocorrer o trânsito, a circulação, a convivência e/ou permanência de pessoas”.

A nova lei não se aplica a “locais de culto religioso em que o uso de produtos fulmígenos faça parte do ritual; às residências; às vias públicas; às mesas de bares colocadas nas calçadas das vias públicas; aos ambientes ao ar livre e aos estabelecimentos prisionais”.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Juiz de Fora de olho na Copa do Mundo de 2014

Por Michele Pacheco

Hoje, acordamos cedo para uma cobertura diferente.
Acompanhamos a comitiva da Universidade Federal de Juiz de Fora que foi ao Rio de Janeiro.
A saída estava marcada para as seis da manhã.
Ao todo, fomos 8 representantes da imprensa e 10 da UFJF no microônibus.

A viagem foi tranqüila e o clima estava bem ameno.
O Evandro Carvalho e o Ignácio Novaes, da TV Panorama, aproveitaram a viagem para se informar das novidades e passaram um bom tempo lendo.
Eles foram sentados nos fundos do ônibus, cercados por equipamentos de TV.

O Ricardo Wagner era um dos mais animados e não perdia a oportunidade de azucrinar o coitado do Paulo Roberto.
Ambos são da TVE Juiz de Fora, empresa do SIRCOM - Sistema Regional de Comunicação.
O bate-papo começou empolgado, mas aos poucos o sono foi contagiando todo mundo.

No caminho, fizemos uma parada para o lanche.
A maioria aproveitou a deixa para esticar as pernas e tomar café.
É incrível como a culinária mineira virou referência nacional.
No restaurante à beira da estrada, o destaque era para o pão de queijo quentinho, recém tirado do forno.

Enquanto a gente acumulava energia, o reitor, Henrique Duque, a jornalista da UFJF, Vera Hotz, e o cinegrafista da TVE, João Victal, ficaram no ônibus, batendo o maior papo sobre a monografia de conclusão de curso do Victal.
Aliás, ele não perdia uma chance de ler e reler página por página.

Voltamos à estrada.
Já na Linha Vermelha, notamos que o horário era complicado e o engarrafamento era longo.
Imaginamos que o atraso seria grande e todo mundo ficou ansioso.
Mas, deu tudo certo e chegamos na hora prevista.

No auditório da Firjan, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, foi feita a solenidade de anúncio da parceria da UFJF com o Instituto João Havelange e o Instituto de educação e Desenvolvimento Social (IEDS-Digital).
Os três vão colocar em prática um projeto pioneiro de capacitação de profissionais para trabalhar na Copa do Mundo de 2014, que vai ser no Brasil.

Ao todo, 250 mil pessoas vão ser treinadas.
O ensino à distância vai contar com aulas via satélite, com sinal transmitido para o país inteiro.
A UFJF vai ser a única universidade autorizada a capacitar e certificar quem vai trabalhar na competição.
O presidente do IEDS disse que o objetivo é preparar os interessados para que eles possam atender com hospitalidade e profissionalismo meio milhão de turistas que são esperados para os jogos.

A previsão dos organizadores da Copa é de que cada turista gaste em média U$ 112,00 por dia.
A competição deve gerar um investimento de R$ 10 bilhões e a elevação do PIB em 3%.
O presidente de Honra da FIFA, João Havelange defendeu com fervor os benefícios para o país e a importância da Copa de 2014 para a economia nacional e também para o engrandecimento do esporte.
Ele acredita que a mobilização deve levar os clubes brasileiros a mudar a forma de agir e a se preocupar mais com a administração dos times.


O reitor explicou que a Universidade Federal de Juiz de Fora vai participar da capacitação tanto com mão-de-obra especializada, quanto com a estrutura.
"A UFJF é a 3a melhor universidade do Brasil. Temos experiência e profissionais capacitados para fazer um excelente trabalho. Espero que não apenas os nossos atletas se sintam vitoriosos, mas também todos os jovens que participarem dessa Copa" comentou Henrique Duque.

O Ministro dos Esportes em exercício, Wadson Ribeiro, estava otimista quanto ao sucesso da Copa do Mundo no Brasil.
Ele disse que a juventude vai ser muito beneficiada e que a maioria dos interessados na capacitação deve ser de pessoas jovens, em busca de uma chance melhor no mercado de trabalho.
O treinamento deve aumentar o nível intelectual dos aprovados e garantir empregos com melhores salários.

Depois da solenidade, fizemos entrevistas com as autoridades e corri para fazer um áudio-tape para o Jornal da Alterosa Edição Regional.
Falei do que foi anunciado, expliquei o objetivo da parceria e chamei mais detalhes para a reportagem completa que vai ao ar amanhã, às 11h50. E, depois é disponibilizada no site da TV.
O endereço é www.alterosa.com.br/juizdefora

Difícil foi me concentrar no que estava falando, com uma vista tão bonita.
Do 13º andar da Firjan, dá para ver o mar de um lado, além de alguns prédios antigos e históricos.
Muito bonito.
Acredito que ninguém deva ficar estressado por lá.
A situação complicou?
Basta ir respirar um pouco na varanda e admirar a paisagem.

Apesar da vista linda, nenhum ângulo garantia uma boa passagem (momento em que o repórter aparece).
Avisamos ao pessoal, que estava terminando de gravar, que iríamos descer e gravar na rua.
Aí, foi um suplício!
A gente ia até uma esquina, avaliava o visual, ia para outra, olhava algum prédio que identificasse o Rio...
Tudo isso, de olho na entrada do prédio para não atrapalhar o grupo quando chegasse a hora de partir.

Perto da Firjan encontramos uma passarela que levava à Marina da Glória e a alguns museus.
Mas, o risco de ter que andar muito e preocupar a galera nos fez gravar por lá mesmo.
O Robson encontrou uma fresta entre árvores e construções e achou o bondinho do Pão de Açúcar.
Apesar do céu encoberto, deixando a paisagem meio esbranquiçada, fizemos o registro.

Voltamos para o prédio da Firjan e encontramos algumas pessoas do grupo saindo.
Tiramos foto e batemos papo com o Ricardo e o Victal.
Eles também buscavam um bom ângulo para gravar passagem na frente do prédio.
Fizemos algumas sugestões e depois fomos tirar uma foto de todo o grupo.

Na volta para casa, não dava para não reparar nas favelas e nos aglomerados cariocas.
Eu fico imaginando o trabalho que vai ter que ser feito junto à comunidade para mobilizar a todos e evitar incidentes graves com os turistas que vierem curtir os jogos.
Nossa fama lá fora já não é boa!
O medo de assaltos e violência no Rio de Janeiro tem afastado muitos visitantes em potencial.

Mas, o Brasil já provou que é capaz de realizar grandes eventos.
Vendo os policiais espalhados por todo lado, lembrei de como foi durante os Jogos Panamericanos.
Havia tantos policiais pela cidade que parecia um eterno treinamento.
Mas, deu certo e os turistas e atletas foram embora com a melhor impressão possível da Cidade Maravilhosa.
É bom lembrar que o Rio é uma das 12 cidades que vão sediar jogos.
As outras também devem estar preparando os esquemas de segurança para evitar transtornos.

O anúncio da parceria da UFJF com os dois institutos é um passo importante para que a cidade consiga ser uma subsede durante a Copa do Mundo.
Outros municípios do entorno das sedes também estão na disputa.
Todo mundo quer aproveitar a promessa de investimentos e crescimento econômico e social.
Segundo o Ministro dos Esportes, Juiz de Fora tem boas chances, já que conta com infraestrutura e pessoas qualificadas.

Voltando cansados para casa, aproveitamos para cochilar um pouco.
Só que nosso sono foi interrompido por uma parada na serra.
O motorista de um caminhão perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo ficou com a cabine pendurada no precipício e o baú atravessado numa das pistas.
O tempo estava fechado e chovia.
Não deu para descer e apurar o que houve, mas conseguimos o registro.
O restante da viagem foi tranqüilo.
Agora, estamos ansiosos para trocar as fotos com o pessoal.
Essas recordações não têm preço!

Jogo beneficente - Seleção Brasileira de Futebol feminino

Por Assessoria de Comunicação do 4ºBBM

Para as comemorações que envolvem a Semana de Prevenção (período em que ocorrem as festividades referentes a esta data), o Quarto Batalhão de Bombeiros Militar vislumbrou um jogo entre a Seleção Brasileira Feminina de Futebol e o time feminino do Esporte Clube Benfica de Juiz de Fora, representando o Corpo de Bombeiros Militar. Esse evento é de cunho exclusivamente social, onde cada ingresso será trocado por dois quilos de alimentos não perecíveis que serão doados a instituições filantrópicas da região.

O referido evento ocorrerá às 11 horas, do dia 11 de julho do corrente ano, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, com o limite de público de 13.000 torcedores.

Para facilitar o acesso ao evento, alguns ônibus farão um trajeto especial, saindo da Av. Independência (em frente ao Colégio Stella Matutina), indo direto para o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. O valor da passagem é o mesmo do transporte coletivo R$1,70 (um real e setenta sentavos).

Salientamos que ao promover e apoiar ações culturais, educativas, de lazer que contribuem para o crescimento e o resgate da cidadania dos menos favorecidos, nos tornamos co-responsável pelo desenvolvimento de uma sociedade mais justa, segura e solidária.

Postos de troca:
- Quartel do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, situado na Av. Brasil 3405, Centro, Juiz de Fora.
- Parque Halfeld - Centro

- Informações: (32) 3228-9625 / (32) 3228-9619

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Acidente grave mata estudante em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Imagem impressionante!
Estávamos a caminho da zona norte para fazer uma entrevista, quando notamos o trânsito lento na avenida Brasil, na altura do bairro São Dimas.
Primeiro, pensei que eram obras na pista, depois vimos os policiais e o Robson encostou rápido o carro num local seguro.
Ouvimos sirenes e vimos os bombeiros chegando com várias equipes de Resgate e de salvamento.

Ele foi para um lado fazer imagens da vítima e do carro destruído e eu fui atrás dos policiais, buscando informações.
Consegui os dados e corri para o local onde a vítima estava caída.
Os bombeiros imobilizaram o motorista e o colocaram numa maca.
Outra sirene anunciou a chegada de uma ambulância do SAMU.
A equipe se juntou aos bombeiros e assumiu o atendimento.
O ferido foi avaliado rápido e levado para a ambulância.
Esperávamos que o veículo saísse apressado, mas não foi o que houve.

O tempo foi passando e ficou claro que o estado do paciente era delicado.
O rapaz estava muito sujo de sangue e aparentava várias fraturas.
Quando chegamos, tive a impressão de que ele ainda estava se mexendo, enquanto era atendido pelos bombeiros.
Já no SAMU, ele ficou inconsciente e precisou ser estabilizado antes do transporte.
Bruno Moreira Coelho estava sozinho no carro.

Um policial que estava no local na hora do acidente disse ter visto o Opala dirigido pelo estudante de 21 anos entrando em alta velocidade na curva.
O motorista perdeu o controle da direção, bateu num poste e o carro se partiu.
O eixo traseiro e uma porta ficaram perto do poste.
O restante do veículo foi parar a uns trinta metros de distância.

Ficou até difícil entender as ferragens retorcidas.
A violência do impacto foi tanta, que o motorista foi arremessado para fora e ficou estendido no chão à espera de socorro.
Além de pedaços do carro, havia sangue espalhado pelo pátio de um prédio que já funcionou como concessionária de automóveis.
O trecho da avenida Brasil, no bairro São Dimas, é considerado perigoso.

Em agosto de 2007, a Polícia Militar registrou uma ocorrência muito parecida.
O motorista de um Opala perdeu o controle da direção na mesma curva, bateu num poste e o carro se partiu ao meio.
Na época, os policiais levantaram a suspeita de que o estrago foi tão grande porque a lataria estava toda enferrujada.

Em setembro de 2008, foi a vez de uma Parati ficar destruída.
O motorista também perdeu o controle da direção no mesmo trecho e bateu num poste, que foi arrancado.
Nesses dois registros mais antigos, os ocupantes dos veículos foram retirados com poucos ferimentos e sobreviveram. Dessa vez, o motorista morreu. Bruno Moreira Coelho foi levado direto para o CTI da Santa Casa de Misericórdia, mas morreu no início da noite.
Quem mora ou trabalha no bairro São Dimas cobra providências para dar mais segurança a motoristas e pedestres.

O pastor de uma igreja Batista reclamou que acabou de inaugurar um novo templo e que deve receber em torno de cinco mil pessoas nos cultos.
O medo dele é que o movimento maior acabe em tragédia num ponto tão perigoso.
Já foram pedidos quebra-molas e radares no local.