Quem somos
- Michele Pacheco e Robson Rocha
- JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
- Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Escutas telefônicas apontam cartel da droga em Juiz de Fora
As escutas telefônicas auto
rizadas pela justiça e feitas pela Polícia Civil de Juiz de Fora revelaram que traficantes adotaram estratégias de mercado para lidar com o crime.Depois da prisão de três homens na semana passada, ligados a duas quadrilhas distintas, os policiais atrapalharam a jogada criminosa.
Dois dos suspeitos foram apontados como coordenadores do novo esquema de tráfico.
Um deles foi preso pelas
policiais federal e civil no pedágio da BR 040, em Simão Pereira, com quase 10kg de pasta base no tanque do carro.Era a comprovação do que os levantamentos do Grupo Tático Operacional de Tóxicos apontava: mudança no jeito de traficar.
Tradicionalmente, os chefes de tráfico assumiam uma área da cidade, providenciavam a droga e forneciam para os outros integrantes da quadrilha que cuidavam da rede ramificada de pontos de venda.
Com as operações das Polícias Civil e
Federal nos últimos anos, a maioria dos líderes foi para trás das grades.Os criminosos que restaram decidiram inovar.
Um deles montou um esquema de cartel.
Como líder do grupo, ia pessoalmente ao Paraguai buscar a pasta base com um contato que só ele conhecia.
Assim, eliminava intermediários, mulas
e fretes, conseguindo preços bem melhores pelo material.Pagando menos, ele revendia por valores mais baixos do que os cobrados em outros esquemas e garantia aos aliados a chance de mais lucro e preços melhores do que os concorrentes.
Claro que a propaganda é a alma do negócio
e a cada vez que a transação dava certo, mais quadrilhas queriam participar.Ele chegou a fazer duas viagens no mês passado.
Um gerente ficava encarregado de aliciar traficantes para o cartel.
Eles tinham a opção de pagar a droga antes da entrega, à vista com desconto, ou quando recebessem o material, pagando mais caro depois da entrega.
Nas escutas telefônicas, o líder e
o gerente aparecem negociando encomendas e falando de depósitos bancários para compra da droga. Os dois deixam claro que quem não fazia parte do esquema ficava na mira do cartel.O gerente chega a dizer que ficou na porta da casa de um desafeto até 4h da manhã, armado, e que se o cara tivesse chegado em casa, teria sido morto.
Nem sempre as negociações eram tranquilas.
O gerente se exalta em vários momentos em que conversa com traficantes da cidade, combinando pagamentos e entrega.A presença de quadrilhas de fora também não era bem vista.
Num trecho da gravação, o líder pergunta ao gerente se ele fechou negócio com o pessoal de Volta Redonda-RJ.
O rapaz responde que não, que só estava dando corda para ver quais eram as intenções do grupo que tentava entrar em Juiz de Fora.
Os dois responsáveis pelo cartel estão presos.
A ação deles repetia uma prática condenada no mercado financeiro, o cartel.Um grupo de pessoas ou empresas se une para baixar preçoas, tabelar valores e criar vantagens entre eles que prejudiquem os concorrentes.
Era o que vinha ocorrendo em Juiz de Fora.
Quem fazia parte do esquema tinha
mais lucro e podia cobrar mais barato, deixando em maus lençóis os demais traficantes que tinham esquemas próprios para conseguir droga.Outro detalhe revelado pelas investigações é que Juiz de Fora deixou de ser rota do tráfico, recebendo maconha, cocaína e crack de outros pontos do país, e passou a ser um centro de refino e distribuição.
Mas, isso não significa que a cidade
esteja produzindo em larga escala para vender a outros municípios do país.A produção daqui era mantida na região.
A droga refinada em laboratórios clandestinos e improvisados é distribuída na cidade e em alguns municípios vizinhos.
Mal a pasta base chega, já é entregue aos traficantes que fizeram a encomenda, misturada e vendida.
A Polícia Rodoviária Federal
também tem notado mudanças no tráfico. O Inspetor Wallace Wischansky contou que antes era comum apreender nas rodovias da região maconha e drogas refinadas.Agora, quando surge uma denúncia, eles encontram quase sempre a pasta base, que depois de misturada dá origem ao crack e à cocaína.
Como o consumo de crack aumenta sem controle,
muitos traficantes abrem mão da cocaína e refinam apenas as pedras.Na operação da semana passada, a Polícia Civil apreendeu em torno de 20 kg de pasta base.
Além da droga do cartel, havia cerca de 10kg enterrados num sítio na cidade vizinha de Chácara.
O material era aguardado por um pedreiro que foi preso.
Ele admitiu que recebia uns mil e poucos reais para vigiar a droga, desenterrá-la e entregar a algum contato que o dono do entorpecente determinasse.
Mas, o esquema também foi interrompido.
O interessante é que o dono da droga está preso na Penitenciária Nelso Hungria, em Contagem.Segundo os policiais do GTO de Tóxicos, ele comandava o tráfico de dentro da cela, usando um celular.
Assim, contactava o pedreiro e também os subordinados que eram responsáveis por entregar a droga em Chácara e por levá-la até os compradores.
O traficante foi preso em 2008 pela Polícia Federal num condomínio de luxo de Juiz de Fora, onde mantinha um laboratório de refino.
O delegado regional da Polícia Civil,
Eduardo de Azevedo, explicou que a mudança de comportamento dos traficantes com relação ao tipo de droga comprado é um reflexo das ações policiais.Eles vinham tendo muito prejuízo com as apreensões e decidiram aumentar as chances de lucro comprando a pasta base e fazendo a mistura.
Dependendo do tipo de droga esperado, um quilo chega a render até quatro quilos de cocaína mais "batizada".Se os compradores forem mais exigentes, a mistura é em menor escala.
As investigações do Grupo Tático
Operacional vão continuar.Eles querem monitorar o comportamento das quadrilhas que tiveram os chefes presos e também descobrir quem eram os traficantes que compunham o cartel.
Mais uma vez, parabéns à Polícia Civil pelo trabalho ágil e competente.
Saudades do tempo em que além das polícias civil e federal, a PM também tinha um serviço de inteligência eficiente e nos garantia excelentes matérias de ação.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Morangos movimentam economia em Alfredo Vasconcelos
a Festa do Morango, das Rosas e Flores de Alfredo Vasconcelos.
Elas colocaram à venda 500 litros de licor de morango, 500 vidros de geleia, 12 mil bombons, inúmeras tortas e deliciosos pavês.
por ano em Alfredo Vasconcelos.Ele está engajado no projeto de melhoria de qualidade de vida dos produtores e também no incremento da produção e comercialização.
Alfredo Vasconcelos é a única cidade brasileira a cultivar duas variedades chilenas de morangos.
Só porque estou grávida, todo mundo acha que vou sair atacando tudo de saboroso que colocam na minha frente.
Tudo bem que é verdade, mas a força de vontade foi maior e consegui controlar o ímpeto de mergulhar na plantação.
Ele abriu mão do cultivo tradicional e produz morangos semi-orgânicos.
Hoje, Alfredo Vasconcelos tem uma produção anual de 1800 toneladas e espera já para o ano que vem aumentar a quantidade produzida e comercializada.
Se as propostas do Marco derem certo, em breve o nome de Alfredo Vasconcelos vai ser ouvido com frequência nos meios acadêmicos e de negócios.terça-feira, 7 de setembro de 2010
Parada de 7 de setembro em Juiz de Fora
Acho incrível a determinação deles.
São os militares brasileiros que integram as Forças de Paz da ONU.
Eles desfilaram com trajes de um dos mais antigos pelotões do Brasil.
Camuflados, os soldados do 11o Batalhão de Infantaria de Montanha, sediado em São João del Rei fez um desfile diferente.
de Barbacena vieram para o desfile.É interessante ver nossos amigos sempre divertidos mostrando expressões sérias e compenetradas no desfile.
Incrível pensar que eles trabalharam como loucos para dar conta de tantos incêndios nas últimas semanas e ainda encontraram fôlego para marchar por um longo trecho.
Depois, foi a vez dos veículos.
Esses últimos levaram veículos de resgate, de salvamento, barcos e caminhões-tanque para a avenida e encantaram a criançada.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Trégua nas queimadas
chuva prometida não chegou por aqui, mas o vento já está ajudando e o ar está menos seco.
De olho no céu e na fumaça por onde passamos, descobrimos vários focos.O horizonte todo embaçado impedia a bela visão da área militar vista do alto da zona nordeste.
Voltando do Parque Independência, por volta de cinco da tarde, vimos uma coluna de fumaça.
O barulho e os estalos da vegetação destruída pelas chamas era ouvido de longe.
os moradores juntavam as coisas para sair apressados, se fosse preciso.Alguns moradores ajudaram.
Uma construção que estava vazia foi engolida pelas chamas.quarta-feira, 1 de setembro de 2010
“Pastor do Pó” preso em Tombos
Hoje pela manhã, Policiais Civis de Tombos, como apoio de
uma equipe de policiais de Muriaé e da Polícia Militar de Tombos, apreenderam cerca de 100g de pasta base de cocaína. A droga estava escondida na sede da Igreja Metodista de Tombos. O pastor André Alves Costa de Oliveira, conhecido como "Pastor do Pó", de 39 anos, era o responsável pela igreja. Ele cumpria pena por homicídio na Cadeia Pública de Tombos, estando em regime aberto, ou seja, somente dormia na Cadeia./
A Polícia Civil recebeu denúncias de que o pastor entrava
com cocaína na Cadeia quando ia dormir lá. As denúncias foram confirmadas por detentos. A cocaína estava escondida em meio a instrumentos musicais, guardados num cômodo trancado. Só o pastor tinha a chave. Ele foi levado de volta para a Cadeia.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Operação Sevilha - Polícia Federal prende quadrilha de falsificação e roubo de carga
Depois de 10 meses de investigação, a Polícia Federal desencadeou a
Operação Sevilha emMinas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Policiais de todo o país vieram a Juiz de Fora participar do trabalho.
Ainda era madrugada, quando eles deslocaram para os alvos previstos.
A 3ª Vara Criminal de Juiz de Fora expediu 22 mandados de prisão, 29 de busca e apreensão,
43 de apreensão de veículos e 8 ordens de bloqueio de contas bancárias.
Em Minas, os mandados foram cumpridos em Juiz de Fora, Ubá, Visconde do Rio Branco, Leopoldina e São João Nepomuceno.
No Rio, os suspeitos foram procurados em Três Rios, Areal, Petrópolis e Magé.Já em São Paulo, a operação foi só na capital.
Os presos vão ser indiciados por estelionato, receptação, formação de quadrilha,
falsificação de documento público, falsificação de documento particular, falsidade
ideológica e uso de documento falso.
O esquema montado era dividido em etapas e os integrantes da quadrilha
se responsabilizavam por cada uma das tarefas.A quadrilha comprava uma empresa que já existia no mercado e tinha fixa limpa.
Para isso, usava documentos falsificados pelo próprio grupo.
Com a empresa-laranja montada, eles contactavam empresas fornecedoras e faziam uma encomenda significativa.
A entrega era feita e os produtos pagos em cheque que era descontado sem problemas.
A próxima encomenda era bem maior e paga com cheque pré-datado.
Esse era sem fundos.
Quando as vítimas tentavam recuperar o dinheiro, descobriam que a empresa não existia mais.
Cada laranja funcionava por no máximo dois meses e era desativada.A estimativa de lucro por golpe era de um milhão de reais.
Até agora, a Polícia Federal identificou 6 empresas-laranja, criadas e fechadas no prazo de dois anos e meio: Renanda Central de Abastecimento de Produtos em Geral Ltda. (Levy Gasparian), Zaeler Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., Gazzy Comércio Atacadista de Alimentos Ltda. (Petrópolis), Exata Comercial Zona da Mata Ltda. (Cataguases), Caurb Comercial Ltda. (Paraíba do Sul) e Hora Marcada Comércio de Peças e Serviços Ltda. (Petrópolis).
Além da sonegação de impostos, a ação da quadrilha levou à falência pessoas físicas
e jurídicas que forneceram produtos e nunca receberam por eles.Além do golpe das empresas-laranja, o grupo também roubava cargas em estradas, em especial as vindas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
As mercadorias roubadas eram "legalizadas" por meio de notas frias providenciadas por dois integrantes da quadrilha que ficavam por conta da falsificação de todos os documentos usados.
Os produtos eram vendidos nos comércios de RJ, SP e MG por metade do preço normal de mercado.
Todo o material apreendido nos três estados foi encaminhado para Juiz de Fora.
Dos 22 presos, 21 vieram para a cidade.O mandado cumprido em Magé, no Rio de Janeiro, era para um policial civil do Rio apontado pela Policia Federal como responsável por dar cobertura à quadrilha e ajudar na montagem de empresas-laranja.
Ele foi encaminhado para a sede da Polícia Civil do Rio, na capital fluminense.
A investigação é tão extensa que as apurações estão reunidas em
seis volumes fartos de documentos e relatórios de escutas telefônicas.A quadrilha começou a chamar a atenção da Polícia Federal depois da prisão de José Agostinho Pires, preso pela primeira vez em 2004 e detido pelo menos mais umas dez vezes desde então.
Ele está no Ceresp da Gameleira, em Belo Horizonte, desde que foi preso pela última vez por roubo de carga.
O comerciante seria o mentor da quadrilha.












