Mas, o dia começou com trabalho.
Gravamos material para o Jornal da Alterosa de semana que vem e depois fomos para o calçadão da rua Halfeld, para fazer entradas ao vivo de lá para o Jornal da Alterosa edição regional. Porém, o sinal não chegava na emissora e o vivo caiu. A Michele ficou por lá perturbando o Edson, nosso técnico, e ajudando o Thiago Reis, repórter do “Bola na Área”, programa de esportes da Alterosa em parceria com a Rádio Itatiaia aos sábados.Deixei a máquina fotográfica com ela e
fomos fazer as entradas ao vivo no “Bola na Área”. Ela bateu tanta foto, que o cartão da máquina ficou até gordinho!A torcida do Tupi apareceu bem pra todo o estado de Minas. Os torcedores fizeram batucada e até aceitaram gritar “galo” junto com a torcida do Atlético.
O Edson ficou na retaguarda, tomando conta de tudo. Quando a coordenação avisava que íamos entrar, ele logo dizia (gentilmente): “Presta atenção, não tá ouvindo?!”
Em certo momento, levei um susto com o Edson enfiando o cabo da câmera no meu bolso e resmungando alguma coisa. Depois fiquei sabendo que era com o Mário César, nosso auxiliar que, cansado da espera, começou a balançar o cabo e aí ouviu um: “Não tá vendo que isso atrapalha ele, não?”Brincadeiras à parte, enquanto esperávamos para a última entrada ao vivo,
uma cena nos chamou atenção. Duas garotinhas tentando roubar um senhor de idade. Não deu pra registrar, mas a Michele seguiu as garotas.Elas entravam nas agências bancárias, observavam os idosos retirando dinheiro, seguiam as vítimas e tentavam roubá-las. A Michele avisou um PM amigo nosso sobre o fato e ainda conseguiu essas fotos. Porém, elas notaram a Michele fotografando e vazaram. Traduzindo: fugiram!
Voltando aos flashes ao vivo, quem é de Juiz de Fora sabe como fica o calçadão da rua Halfeld, sábado, ao meio-dia. Junte a isso uma equipe com cabos, câmera, monitor, mesas, cadeiras, mais as torcidas, fechando a passagem. Ficou uma coisa complicada.
E com o esquema de “câmera nervosa”, o povo não sabia onde passar. Mas, tudo bem!
Com essa confusão toda, um flagrante que não foi ao ar. Essa imagem é
exclusiva e nem o “Gol Contra” do Alterosa Esportes tem. O Leopoldo Siqueira vai ter que negociar para conseguir essa foto! Entre milhares de fotos que a Michele Pacheco bateu (ainda bem que ela é uma excelente jornalista, como fotógrafa ia morrer de fome), esse é o registro da semana.Eis que, sem espaço, o garçom, para se vingar da nossa
invasão na área em que ele colocaria mesas e cadeiras, se aproveita que virei a câmera para o outro lado e agride nosso repórter com três cadeiradas em um único golpe.E o incrível: ninguém viu! Nem mesmo nossa “fotografa”. Quando baixei as fotos no computador e falei com ela sobre a cadeirada, ela pediu pra ver, porque não tinha reparado nada.
Como a cabeça do Thiago não oferece muito atrito, parece que a cadeira
apenas escorregou por sua longa testa(desculpe, mas não resisti).Fim de vivo, desmontamos a parafernalha e fomos almoçar, pois depois tínhamos que gravar o encontro de galos.
Sem esquecer, claro, de bater uma foto da equipe. Sem o Thiago, que saiu correndo logo que acabou o último flash.
Depois de meia-hora para percorrer míseros 7 quilômetros, chegamos ao estádio Mário Helênio. Montamos o equipamento na cabine e aguardamos o início da partida.
O jogo começou e o Tupi mandou no primeiro tempo. A torcida que lotou o estádio municipal, vibrou e apoiou o tempo todo. Não faltou nem bola na trave pra dar mais emoção.O juiz foi muito “elogiado” pela torcida do carijó. Tanto que no final do primeiro tempo, quando a polícia entrou em campo, alguém que estava abaixo da cabine gritou: “Ô puliça, pode levá esse de amarelo cum apitu na boca. Ele roba muitu!”
No segundo tempo, mais uma vez o Tupi cansou e perdeu a chance de fazer o gol salvador. Fim de jogo e a torcida fez bonito mais uma vez. Reconheceu o esforço do time do Tupi e aplaudiu a equipe, mesmo com a derrota.
Depois do jogo, nosso amigo e repórter fotográfico, Carlos Mendonça, nos mandou uma mensagem e a foto abaixo, que mostra mais um jornalista "agredido", dessa vez, moralmente.O juiz tava com tanta implicância com o pessoal de Juiz de Fora, que até o Nicoline* levou cartão amarelo.
Hahahahaha”
*Humberto Nicoline

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num condomínio de luxo às margens da BR 040. Num quiosque de alvenaria na beira da piscina, estavam produtos químicos, material para refino e boa parte dos 90 kg de pasta base, que renderiam em torno de 400kg de cocaína. Foi tudo apreendido. Desta vez, os policiais encontraram a droga num bairro de classe média baixa, na zona leste da cidade.







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