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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

sábado, 1 de novembro de 2008

Show de talentos 2008 - finalistas

Por Michele Pacheco

Cobrimos nesse sábado a semifinal do Show de Talentos 2008, da TV Alterosa.
Esta é a 5a edição do concurso que busca descobrir novos talentos. Cantores de todo o estado vêm a Juiz de Fora se inscrever.
Os jurados sempre têm muito trabalho para selecionar os semifinalistas.
São muitos concorrentes com capacidade para encantar qualquer tipo de público.

A semifinal estava marcada para as cinco da tarde.
A Praça de Alimentação do Santa Cruz Shopping, no centro de Juiz de fora, ficou lotada.
O movimento tradicional de fim de semana aumentou com a presença de parentes, amigos e pessoas interessadas em cultura e arte.
Era até difícil trabalhar entre tantas mesas cheias. Afinal, não podemos prejudicar a visão do público.

O evento nesta edição teve duas categorias: humor e música.
Primeiro, o público conferiu os humoristas inscritos.
Cada um tinha cinco minutos para se apresentar.
Nos bastidores, figuras curiosas, com roupas esquisitas chamavam atenção.
Eram os candidatos prontos para subir ao palco.
Foram sete concorrentes.

Os cinco finalistas foram conhecidos logo após a apresentação.
José Antônio Aparecido dos Santos, o Zé Miraí, apostou num personagem caipira para conquistar o público e os jurados. Com direito a chapéu de palha, jeitinho de mineiro do interior e sotaque arrastado.

Valdir Alves, mostrou o personagem Tuniquinho.
O menino travesso com chupeta, calças curtas, boné virado de lado
e piadas com toque picante agradou.
Nem para gravar entrevista ele abandonou o personagem.
Valdir mostrou satisfação por fazer parte da final e agradeceu de forma bem-humorada a chance dada pelo Show de Talentos.

Rafael Titonelly, o Rafael Mágico, é conhecido em Juiz de Fora pelos shows de mágica que faz.
Mas, no Show de Talentos ele escolheu um humor mais refinado.
Sério, fez todo mundo rir com comentários irônicos e sátiras a músicas infantis.

Luciene dos Reis apresentou a personagem Lindalva Roxana.
Toda de roxo e lilás, num figurino estravagante, ela subiu ao palco com a teoria desenvolvida para transformar mulheres feias em bonitas.
Uma apresentação interativa, com descontração e leve fez o público participar ativamente do quadro criado pela humorista e aplaudir o show de bom-humor.

Encerrando a lista de finalistas na categoria humor, a Tânia de Paula mostrou ao público os dramas cômicos da Lupicínia Borges Silva e Silva.
Vaidosa, a personagem contou tudo o que fez para melhorar a aparência.
Pareceu uma coletânea de casos reais de erros médicos contada de forma engraçada.

Desta vez, o público acompanhou todas as apresentações, torceu,
vibrou, participou e viu os jurados decidirem quem disputaria a final.
Agora, o próximo passo é a participação efetiva do público.
A partir das nove horas da noite desta segunda-feira, os telespectadores vão acompanhar nos intervalos comerciais da TV Alterosa um pouquinho da apresentação de cada candidato.
Depois de escolher o melhor, é só ligar e votar. O resultado vai ser divulgado no próximo sábado.

Nesse sábado, os jurados escolheram também os finalistas da categoria música.
Tarefa difícil a deles!
O nível dos 10 candidatos estava muito bom e só cinco poderiam seguir na competição.
Na foto, da esquerda para a direita, estão os três integrantes do juri: Tarcízio Dalpra Jr., Ícaro Rodrigues e Hugo Mark.
Todos convivem no meio artístico e têm gabarito para fazer uma boa escolha.

Este candidato é o Londirlley Souza Sergeiro.
Ele fez uma apresentação muito boa, mostrou bom senso na escolha da música e recebeu elogios dos jurados.
A afinação e a interpretação mostradas no palco não deixaram dúvidas da classificação dele.

Elieze Rosa foi o outro homem aprovado para disputar a final.
Com voz forte e muita ginga no palco, ele arrancou aplausos do público e elogios dos jurados.

Ligia Viviane Soares é de São João del Rei,
mas mora em Juiz de Fora.
Ela escolheu bem o figurino e caprichou na apresentação.
A voz agradável fez o público relaxar e torcer por ela.
A família acompanhou toda a apresentação e esperou até o final para dar apoio.

Geisiane foi a primeira a se apresentar
e arrancou suspiros surpresos do público.
Simpática, ela mostrou que tem voz, afinação e carisma para encarar qualquer show.
A classificação deixou empolgada a candidata que agora espera o apoio do público de casa na votação.

Encerrando a lista, vem a Fabrícia Lees.
Esta cantora é um exemplo de determinação. Ela está participando pela terceira vez de uma edição do Show de Talentos da TV Alterosa.
No ano passado, quase conseguiu o título. Neste ano, as esperanças estão renovadas. Competência para isso, ela mostrou que tem de sobra.

Cada detalhe da semifinal do Show de Talentos 2008 da TV
Alterosa foi registrado pelo Robson e pelo Thiago Freire, nosso técnico e dublê de cinegrafista.
Ele se empenhou em aprender a filmar e está melhorando a cada dia.
Dá muito orgulho ver os novos colegas chegando na TV Alterosa cheios de sonhos e acompanhar a realização deles.

Torço pelo Thiago e confio na capacidade dele para ir longe.
Além de operar a câmera que foi colocada no meio da Praça de Alimentação, o Thiago ainda deu uma ajuda ao Robson com a luz nos intervalos.
É que para gravar as entrevistas, eles viravam os spots para o lado oposto ao do palco.
Depois, tinham que recolocar no lugar e rápido, para não atrapalhar a apresentação.
E fez tudo isso sem perder o bom-humor.

Outra "novata" na TV que merece respeito é a Carla Detoni.
Ela chegou como estagiária e trabalhou mais e melhor do que muito profissional formado que conheço.
Ela e a Flávia Souza têm se empenhado em criar novos projetos no departamento de Comunicação. A área delas é complicada.
Atendem ao jornalismo, ao comercial e ao administrativo com a mesma garra e empenho.

Parabéns pelo Show de Talentos que estão organizando.

Fazendeiro é executado no interior de Minas

Por Silvan Alves
www.silvanalves.com.br

Antônio Luiz Massi, 40 anos, morador do município de São Sebastião da Vargem Alegre (50 Km de Muriaé) foi brutalmente assassinado na madrugada desse sábado. A Polícia Militar de Muriaé foi acionada às 7h da manhá de hoje por um fazendeiro que dava conta que na estrada de chão do Divisório (5 Km de Muriaé) havia um carro parado, com um corpo dentro.
Militares e a Perícia Técnica da Polícia Civil, foram para o local e identificaram o corpo como sendo, Antônio Luiz Massi, que estava com as mãos e os pés amarrados no banco carona e havia sido executado com um tiro na cabeça.

A Polícia Militar de São Sebastião da Vargem Alegre informou que na noite de ontem, 23h, a Fazenda Martins (14 Km daquela cidade) foi invadida por assaltantes que fizeram uma família de cinco pessoas reféns, todos amarrados, inclusive Antônio. Às 3h da madrugada desse sábado, os homens saíram com a vítima em sua caminhonete, placa JQC 7443 da Bahia, e quando chegaram próximo a Muriaé, fizeram a execução. Segundo a PM, na fazenda levaram R$ 1 mil, um aparelho de DVD, alimentos e roupas. O trabalho de rastreamento continua em toda a região. Acompanhamos com exclusividade da ação policial.

O corpo do fazendeiro Antônio Luiz Massi, 40 anos, será liberado agora a tarde no IML de Muriaé. Parentes e amigos vieram a Muriaé e seguirão juntos para a fazenda Martins, 14 Km de São Sebastião da Vargem Alegre (50 Km de Muriaé).
Antônio será velado na mesma fazenda onde ele e a família passaram horas de terror, reféns de dois bandidos.
O pedido para ser velado na fazenda é de seu pai, que quis ainda que o sepultamento, que acontece manhã cedo, fosse em Santo Antônio do Rio Preto, onde a família é muito conhecida.

Segundo informações colhidas juntos aos amigos e parentes, os assaltantes chegaram na fazenda encapuzados por volta das 20h de ontem e renderam o pai e a mãe da vítima (70 anos) uma irmã e um irmão que utiliza de cadeira de rodas, e todos foram amarrados. Após roubar muitos objetos da fazenda Martins, Antônio Massi, considerado uma pessoa tranquila, bondosa, evangélico e sem inimizades, foi levado como refém em sua própria caminhonete Fiat Strada, e executado durante a madrugada. O veículo com o corpo foram deixados na região do Divisório, a 5 Km de Muriaé, e só localizados por populares às 7h da manhã desse sábado. As investigações e perseguição aos assaltantes continuam

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Apreensão de droga em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Hoje pela manhã, a equipe do Tático Móvel, da 70a Cia. de Polícia Militar, em Juiz de Fora, recebeu uma denúncia de que uma casa no bairro Santa Cândida funcionaria como ponto de venda de droga.

A região era problemática com relação à criminalidade e a PM está trabalhando muito para reduzir os índices. Os policiais foram ao local e abordaram o morador.
Ele admitiu que tinha droga no local.
Os pms deram uma busca e encontraram o material.

Foram apreendidos 2kg de maconha e várias facas.
Todo o material foi levado para a 7a Delegacia de Polícia Civil.
As armas brancas estavam sendo usadas para cortar a droga em porções pequenas para a venda.
Segundo os policiais, a primeira denúncia era de que havia algumas pessoas armadas com revólveres na casa.

Depois, eles foram alertados sobre a venda de drogas.
Durante o trabalho, eles procuraram as armas, mas só localizaram as facas.
O suspeito preso foi ouvido na delegacia, teve a prisão confirmada e foi encaminhado ao Ceresp.

A polícia militar lembra que a participação da comunidade no combate ao crime é essencial. Quem notar movimentação suspeita perto de casa deve denunciar à polícia pelo telefone 190.
Quanto mais informações forem passadas, mais rápido a irregularidade vai ser apurada e combatida.
Não é preciso se identificar.

Estádio Municipal de Juiz de Fora - 20 anos

Por Michele Pacheco

Hoje, o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio completa 20 anos. Ele começou a ser construído em 1986, no governo do prefeito Tarcísio Delgado.
Muitas reclamações eram feitas no meio esportivo por falta de um estádio de qualidade e com capacidade para muitos torcedores em Juiz de Fora.
Depois de muita discussão, um grupo de pessoas ligadas ao esporte começou a procurar o local ideal para a obra.

Primeiro, a proposta era construir na área da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Mas, os integrantes da comissão contam que o reitor da época não concordou. Então, foi escolhido um terreno próximo, num anfiteatro natural formado numa encosta.
A foto ao lado é do acervo da Tribuna de Minas e mostra a placa com informações da obra, inclusive o custo, ainda em cruzados.

A inauguração do tão sonhado estádio foi no dia 30 de outubro de 1988. As arquibancadas estavam lotadas por 60 mil torcedores ansiosos para ver as duas partidas.
O clássico juizforano Tupi x Sport foi o primeiro jogo. O Sport foi a campo com a equipe que tinha disputado, no primeiro semestre, a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.
O Tupi jogou com a equipe reserva, já que o time titular enfrentava a Cabofriense, em Cabo Frio-RJ, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

Apesar de favorito, o Tupi perdeu de 2 a 0 para o Sport, com gols de Ronaldo e Mamão.
A segunda partida foi o amistoso entre Flamengo e Argentino Jrs. A multidão esperava ansiosa para ver o ídolo rubro-negro, Zico, mas ele não jogou.
Quem surpreendeu foi o jovem Bebeto, no início da carreira, ao marcar os dois gols da vitória flamenguista sobre os argentinos. Era só o início de uma longa história de amor entre o clube carioca e o Estádio Municipal, que na época ainda era chamado de Regional.

As recordações dessa época são guardadas com carinho por profissionais ligados ao esporte de Juiz de Fora.
Esta foto foi ampliada e virou quadro a pedido do prefeito José Eduardo Araújo.
Ela faz parte de uma coleção que vai ser colocada numa galeria de fotos dentro do Estádio Municipal.
A idéia é imortalizar os momentos da história do esporte no município.

Para registrar o aniversário de 20 anos do estádio, nossa pauta era ouvir personalidades ligadas ao esporte e relatar as recordações mais marcantes de cada uma. Foi uma lição de história inesquecível. Afinal, não é todo dia que a gente tem chance de reunir o prefeito José Eduardo Araújo, radialista respeitado na cidade, Geraldo Magela Tavares, um ícone do esporte no município, e os jornalistas Fernando Luiz, Ricardo Wagner e Ivan Elias. Nosso encontro foi no gramado do estádio e as histórias foram surgindo naturalmente, como numa viagem ao passado.

O Magela lembrou momentos difíceis para o futebol local com a falta de um estádio grande o bastante para o público que queria acompanhar os jogos.
Ele contou que partidas decisivas eram disputadas nos campos dos times da cidade, mas metade do público tinha que ficar de fora, por falta de espaço.
Isso gerou inúmeras cobranças. Até que o projeto do estádio foi desenvolvido e o sonho se realizou. Magela foi o primeiro técnico vencedor do Municipal. Ele era treinador do Sport no jogo de inauguração.

Ele e o José Eduardo lembraram detalhes interessantes dessa época. Dos bastidores das negociações, dos imprevistos, da escolha do terreno e da construção.
Amigos de longa data, eles já trabalharam juntos como comentaristas e contam que sempre tiveram idéias parecidas.
Eles ressaltam que o estádio foi um marco para o esporte não só de Juiz de Fora, mas de toda a região.
Prova disso é que grandes clubes do Brasil já jogaram em Juiz de Fora.

Nossos convidados comentaram que muitos craques do futebol brasileiro passaram pelo gramado do Estádio Municipal. Em dezembro de 1989, o Zico escolheu o Fla x Flu em Juiz de Fora para se despedir da camisa rubro-negra e do futebol brasileiro.
Este jogo foi considerado o maior momento do estádio.
O craque fez bonito em campo, marcando o primeiro gol da vitória de 5 a 0 do Flamengo. Os outros gols foram de Renato Gaúcho, Zinho, Uidemar e Bujica.

Em 1996, o estádio ganhou o nome do radialista Mário Helênio. Homenagem merecida a quem sempre se dedicou a divulgar e enaltecer o esporte na cidade e na região.
A foto do radialista vai ter lugar de destaque na galeria do Municipal. Mário Helênio começou a carreira de jornalista aos 14 anos, escrevendo para o Diário da Tarde e participando das transmissões esportivos da PRB3 - Rádio Sociedade de Juiz de Fora, que pertencia aos Diários Associados, grupo do qual faz parte a TV Alterosa.
Torcedor do Flamengo e Tupinambás, ele comandou o programa Giro da Bola, na Rádio Solar até 26 de novembro de 1995, morrendo um mês depois.

Entrevistamos também o Moacir Toledo. Hoje, ele ajuda na administração do Estádio Municipal.
No passado, foi jogador e treinador do Tupi. Guarda na memória momentos inesquecíveis, jogos disputados, rivalidades transformadas em gols. Sempre foi considerado um jogador habilidoso, apesar do gênio exaltado que rendeu muitas expulsões. O Fernando Luiz não perde uma chance de provocar o amigo, lembrando as situções em que perdeu a cabeça e deixou o torcedor desesperado.
Agora, o Toledo acompanha a terceira geração da família dele jogar no Municipal. Depois do filho, agora ele torce pelo neto Rafael Toledo, autor dos dois gols do último jogo do Tupi pela Taça Minas Gerais.

Outro personagem que usamos na nossa reportagem foi o
Pedrinho.
Pedro Paulo Barra é o funcionário mais antigo do Estádio Municipal. Ele foi contratado logo depois da inauguração.
Chegar ao estádio e não encontrar o Pedrinho cuidando dos portões, andando de um lado para o outro e resolvendo problemas é motivo de preocupação para esportistas e jornalistas. Para nós, ele é parte essencial de tudo aquilo. O funcionário público conta que o estádio é como a casa dele.

Em breve, os torcedores podem ver outro sonho realizado. Este
desenho ao lado faz parte de um dos muitos projetos apresentados à prefeitura para cobertura das arquibancadas. Hoje, em dia de chuva a torcida não tem como se proteger, o que acaba afastando muitos torcedores.
O prefeito José Eduardo Araújo já anunciou algumas melhorias. Ele conseguiu junto ao governo de Minas Gerais um placar eletrônico para substituir o atual. E já estuda propostas de cobertura.

Para nós, jornalistas, que estamos sempre trabalhando no Estádio Municipal, é uma honra acompanhar toda essa história.
A sensação de euforia diante de uma vitória do Tupi em casa.
A adrenalina das grandes partidas pelas competições nacionais.
A emoção de ver o estádio cheio e o público feliz com o desempenho do time.

Tudo isso é que faz o futebol cada vez mais uma paixão dos brasileiros. Está no nosso sangue.
Parabéns ao Municipal e que daqui a 20 anos a imprensa tenha muito mais relatos emocionados para mostrar.

Adeus a um herói

Por Assessoria de Comunicação Social - 4ºBBM


No dia 29 de outubro de 2008, morreu em Juiz de Fora por volta das 23:00 horas, com 102 anos de idade, vítima de uma insuficiência respiratória, o Sub Ten BM Agostinho José de Souza. Segundo pesquisa realizada pela Assessoria de Comunicação Organizacional do Corpo de Bombeiros Militar de Minas, o Sub Ten Agostinho era o Bombeiro mais idoso do Estado de Minas Gerais, até a data de seu falecimento. O sepultamento está marcado para as 16:00 horas no Cemitério Municipal de Juiz de Fora, onde está sendo realizado o velório. O 4º BBM não poderia deixar de prestar todo apoio aos familiares deste exímio militar que por tantos anos prestou excelentes serviços à Corporação.


BREVE Histórico: No dia 11 de agosto de 1930, foi instalado um Pelotão de Bombeiros na cidade de Juiz de Fora com o quartel localizado à Rua Espírito Santo, onde funcionava o almoxarifado da Prefeitura Municipal. O efetivo era composto por 33 Bombeiros Militares. Entre esses bombeiros estava o então Anspeçada Agostinho, jovem de 26 anos, natural da cidade de Carira – Sergipe.
Em sua terra natal, desde menino, cuidava da lavoura. Posteriormente foi trabalhar em fazendas, cuidando de gados. Agostinho considerava esta fase de sua vida muito difícil e comparava as dificuldades na lida com o gado e o trabalho de bombeiro: “Apagar fogo era difícil, mas lidar com o gado também não era fácil não!”

Agostinho José de Souza conseguiu entrar para o Corpo de Bombeiros em fevereiro de 1930, através de um tio militar que pediu ao Comandante para incorporar o sobrinho. A incorporação foi em Belo Horizonte, cidade em que iniciou os treinamentos.
Antes de passar a pronto, veio para Juiz de Fora, onde serviu até a reforma.
Em sua carreira obteve bastante sucesso, reformando com o posto de Sub Tenente.
O bombeiro relatou como eram as condições de trabalho naquela época: “Houve uma ocorrência que um amigo e eu levamos a escada nas costas, porque não tinha viatura.” Apesar da precariedade de materiais, Sr. Agostinho viveu muitos momentos bons na corporação.

Ele se emocionava quando relembrava dos amigos, do trabalho e das diversas homenagens que recebeu, como por exemplo a Medalha do Dever Cumprido em 03 de junho de 1993, durante a solenidade de abertura das comemorações da Semana de Prevenção 2004, realizada em conjunto com a solenidade da UMMG – União dos Militares de Minas Gerais, em 28 de junho de 2004, uma homenagem por ser o Bombeiro mais antigo na área de atuação do 4ºBBM, no aniversário de 10 anos do 4ºBBM, em 30 de março de 2005 e nas datas de seu aniversário, em 02 de julho de 2007.
O Sub Ten também recebeu a Medalha da ordem do Mérito Imperador D. Pedro II, a maior comenda da Instituição. Sr. Agostinho constituiu uma família de três filhos, quatro netos e um bisneto. Era viúvo e morava com um de seus filhos. Ele considerava a família o bem mais precioso de sua vida e a saúde o maior presente de Deus.


A data de nascimento do Sub Ten QPR Agostinho José de Souza é 28 de agosto de 1906.

A data de falecimento do Sub Ten QPR Agostinho José de Souza é 29 de outubro de 2008.

Ronda Policial - Muriaé e região

Por Michele Pacheco

A parceria da PM com a imprensa em Muriaé merece elogios. Logo cedo, a equipe da assessoria de comunicação, coordenada pelo Tenente Sandro Josefino, envia por e-mail para todos os meios de comunicação da região o resumo das principais ocorrências registradas no dia e na noite anteriores. Das seis da manhã dessa quarta-feira, 29 de outubro, às seis da manhã de hoje, 30 de outubro, foram registradas 40 ocorrências pelos policiais militares de Muriaé. Segue um resumo dos principais casos:

01. Miradouro – Crime Contra os Direitos Autorais: em 29/10/08 às 12:25, a PM, após receber denúncia informando que o cidadão Robson Mendes de Assis, 22 anos, estava na rua Santo Antônio, Bairro Centro, comercializando CDS E DVDS piratas, deslocaram para o local, onde abordaram o cidadão que estava de posse de 191 CDS E 96 DVDS, sendo o material apreendido e o cidadão preso em flagrante, sendo conduzido juntamente com os materiais apreendidos para a delegacia de polícia para as demais providências.

02. Leopoldina – Pessoa Desaparecida: em 29/10/08 ÀS 19:20, compareceu à sede da 34ª CIA PM a testemunha Fernanda Correa de Paula, relatando que sua sobrinha de nome Aline de Paula, de 21 anos, encontra-se desaparecida desde o mês de setembro, quando partiu para a cidade de Juiz de Fora com intuito de conseguir emprego. Feito um último contato, Aline estaria deixando Juiz de Fora com destino a Vitória-ES, com o mesmo objetivo. Porém, desde aquele dia, não conseguiu mais contactar com ela, pois quando liga para o celular dela, a operadora informa que está fora de área.

03. Divino - Pessoa Desaparecida: em 29/10/08 às 18:50, compareceu à sede do pelotão PM o solicitante Antônio Joaquim da Silva, 61 anos, que veio da cidade de Belo Horizonte para trabalhar na instalação de um posto de combustível, trazendo um companheiro para trabalhar com ele na obra. E o referido cidadão de nome Antônio Francisco da Silva, 41 anos, trabalhou nos dias 22 e 23 de outubro e não mais voltou ao serviço, sendo procurado no hotel em que estava hospedado (Hotel Breder) pelo solicitante, o qual disse que Antônio deixou todos os seus pertences no hotel e também não retornou por lá. O referido cidadão é de cor morena, aproximadamente 1,65m de altura, barbudo, e tem falhas nos dentes da frente. Na ocasião, trajava calça jeas e camisa branca. O solicitante foi orientado quanto às demais providências..

04. Leopoldina - Homicídio Tentado Contra Policial Militar: em 29/10/08 às 18:00, dinte da denúncia de um indivíduo armado com uma faca na rua Rolando Ladeira, Bairro Bela Vista, a Polícia Militar deslocou até o local onde depararam com o autor Franck Rodrigues da Silva, envolvido numa briga com outros indivíduos e de posse de uma faca. Ao abordar Franck, que segurava a faca, o policial militar Cabo Amarildo da Silva Corrêa determinou que o autor largasse a faca no chão, vindo estea dizer que não largaria e para não se aproximar dele. Quando em dado momento investiu contra o policial, com intuito de desferir-lhe um golpe de faca, sendo necessário que o policial empregasse uso de força não letal e consequentemente veio a dominá-lo com o apoio dos companheiros de serviço. O autor foi preso em flagrante e conduzido à delegacia de polícia, juntamente com a faca que foi apreendida, onde foi autuado em flagrante e recolhido à cadeia pública. Ele estava em liberdade provisória.

05. Laranjal - Homicídio Tentado: em 29/10/08, na fazenda Boa Vista, zona rural daquele município, a solicitante Marli (que possui uma propriedade na sitada fazenda), narrou à Polícia Militar que observou que a casa de seu caseiro, Josias Augusto Ribeiro Pereira, natural de Leopoldina, estava fechada com várias gotas de sangue ao redor da casa. No local, os policiais depararam com a vítima deitada em sua cama, com um corte profundo no pescoço e várias marcas de lesões pelo corpo, sendo imediatamente socorrido e encaminhado ao Hospital local, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica, permanecendo em estado grave. Não foi identificada a autoria do crime por parte da vítima, sendo o fato registrado e passado para a Polícia Civil para as demais providências.

06. Muriaé – Roubo Tentado: em 29/10/08, por volta das 12:45, militres compareceram à BR 356, onde o Sr. João Simão Filho, motorista da empresa de ônibus Eromave, linha Muriaé-Eugenópolis, disse que um indivíduo de cor clara, trajando bermuda vermelha e camisa verde e boné, de posse de uma faca, estava no ponto de ônibus, próximo ao bairro do Porto. Ao abrira a porta doõnibus, tal indivíduo encostou a faca na barriga do auxiliar de viagem e anunciou o assalto, tendo o auxiliar de viagem se atrcado com o autor do lado de fora do ônibus, tendo sido então o auxiliado. Ocasião em que o indivíduo fugiu em direção à boate Guarujá, sem nada levar. Foi feito rastreamento, contudo tal indivíduo não foi localizado.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Agricultura familiar - Café de qualidade na região de Viçosa

Por Robson Rocha

Ontem, fomos a Viçosa, a 180Km de Juiz de Fora, para gravar uma matéria sobre um concurso de qualidade do café.
Já saímos de Juiz de Fora atrasadaço e chegamos em Viçosa bem depois do horário marcado.
Seguindo a pauta, fomos direto à sede da Emater, que fica no Campus da Universidade Federal de Viçosa.
Ali encontramos com o Agnaldo Montesso, assessor de imprensa, que foi nosso anjo da guarda.

Agnaldo nos levou até onde estavam sendo feitas as provas do café.
O processo é interessante. 183 produtos se inscreveram no V Concurso de Qualidade do Café da Agricultura Familiar da Regional da Emater em Viçosa.
Desse total, foram selecionadas 34 amostras finalistas. Os grãos de café são torrados, moídos e misturados com água fervendo.
Cada amostra é dividida em três xícaras.

Daí, um grupo de degustadores de café vai experimentando com uma colherzinha os vários tipos. Os recipientes ficam em uma mesa redonda, eles vão girando a mesa e experimentando o café, sem engolir.
Eles colocam na boca, avaliam alguns quesitos e depois cospem. São pessoas com o paladar extremamente apurado, que dão notas classificando o café.

O concurso é dividido em duas partes: 80% da nota são dados pela análise dos degustadores e 20% pela visita feita às propriedades participantes para avaliar a forma de cultivo. O trabalho é sério, mas pra gente que chega pra gravar e tem que observar os detalhes, a coisa fica engraçada. Isso, porque eles não colocam a colher na boca. Eles encostam a colher nos lábios e sugam o café. O som é aquele que todo mundo adorava fazer quando era criança e ia tomar uma sopa chupando o caldo da colher e geralmente levava uma bronca da mãe.

O pessoal da Emater explicou para a Michele como funciona o concurso e como ele ajuda o produtor rural na hora da venda da produção, já que o valor do produto é maior no mercado. Para exportar, os agricultores têm que seguir uma série de recomendações. Não basta colher grãos de qualidade e em boa quantidade. Os estrangeiros levam em conta o impacto causado ao meio-ambiente e aos trabalhadores da lavoura cafeeira. Para conseguir se impor no exterior, os cafeicultores já começam a mudar a forma de cultivo.

O coordenador do Centreinar, Centro Nacional de Treinamento em Armazenagem, da Universidade Federal de Viçosa, explicou que o concurso é muito importante, pois motiva os agricultores familiares a apostar na agro-ecologia. O Técnico da Emater, Gabriel Singulano Filho é membro da Comissão Organizadora e lembrou que o concurso de Viçosa foi pioneiro em Minas, ao levar em conta as condições sociais, ambientais e econômicas dos produtores na hora de escolher os vencedores.

Já o Gerente Regional da Emater em Viçosa, Bernardino Cangussu Guimarães, explicou que as exigências do concurso antecipam uma tendência nacional, inspirada no mercado externo. Assim, os produtores da região já vão se adequando às mudanças que são invitáveis na cafeicultura de exportação. Ele lembra que o café produzido de forma agro-ecológica, levando em conta a qualidade de vida do homem do campo e os cuidados com o meio-ambiente têm mais valor na hora da compra, compensando os esforços dos agricultores em se adaptar.

Gravamos com o pessoal e fomos almoçar.
Depois do rango nosso destino era a cidade de Ervália.
Fomos direto ao escritório da Emater na cidade, de onde o técnico Geraldo Silva nos levaria até uma fazenda produtora de café premiado.
Aguardamos um pouco e pegamos a estrada com a afirmação de que a fazenda era perto.
Acreditou? Eu acreditei, mas era “ali” de mineiro.
O Fiat Uno da Emater ia na frente e nós comendo poeira atrás.

O carro em que a Michele e eu estávamos era alugado e parece que nunca tinha enfrentado uma estrada de chão.
Mas, até que o Prisma agüentou bem o rally.
A estrada estava bem conservada, o que ajudou bastante.
O cuidado era com as carroças e charretes que encontramos pelo caminho.

Chegamos na fazenda e, logo de cara, a boa notícia. O cafezal era no alto do morro e o carro não chegava lá.
Fazer o quê? Fomos subir o morro. Além da subida, o sol era um grande aliado do cansaço. A sensação era de que a temperatura estava em uns 40 graus.
A subida foi cansativa e eu já estava chegando à conclusão de que a câmera tinha almoçado, pois ela parecia ter mais uns 4 quilos de peso.

Eu ainda estava preocupado com a Michele, pois ela estava sem lente e sem óculos, ou seja, subindo sem enxergar quase nada.
Mas, enfim chegamos ao alto do morro.
Tentei fazer imagens, mas a câmera parecia estar viva no meu ombro e não parava de balançar.
Isso, porque eu bufafa igual a um burro velho.
Meu coração já estava batendo na garganta.

Parei um pouco, esperei a respiração voltar ao normal e comecei a gravar.
Seu João Batista, dono da fazenda, trabalha há 27 anos com o cultivo do café e aprendeu com o pai.
Segundo ele, antigamente eles se preocupavam em produzir grandes quantidades de café e hoje se preocupam é com a qualidade do produto.

O Jean Carlos Batista tem 24 anos e é filho do Seu João. Jean diz que segue as orientações da Emater e tem uma produção sócio-ecológica.
E, também garante que tem um retorno financeiro melhor que os vizinhos que insistem no cultivo tradicional de café.

O Geraldo, técnico da Emater que nos guiou até a fazenda, aproveitou para dar uma olhada no cafezal e passar algumas orientações para o Seu João e o Jean.
E, ainda me dirigiu nas imagens, me mostrando o que eu deveria gravar.
Ele também nos mostrou que a família do Seu João está plantando árvores que no futuro vão proteger os pés de café do sol e melhorar mais ainda a qualidade do café produzido ali.

Começamos a descer e aí veio o desanimo, a única coisa que dava um ânimo era que a vista era muito bonita.
Depois de andar metade do caminho tirei essa foto.
Dá pra ver a plantação de café e do outro lado a casa e a tuia.
Aliás, é lá que a família guarda a produção até que o comprador leve.

O Seu João nos levou até a tuia e não conseguia esconder a felicidade, isso porque seu café já foi premiado e todo vendido.
Mas, ele guardou um pouquinho e fez questão de nos mostrar esse café premiado no fundo de uma saca.
E, tem que mostrar mesmo, afinal, é fruto do trabalho da família, que é árduo e de sol a sol.

Hora de voltar. Mas antes, tivemos que tomar uma água e um bom suco de beterraba que a Maria, esposa do Seu João, nos ofereceu.
Aproveitamos e tiramos uma foto dela com os dois filhos mais novos e a netinha.
A vontade era de ficar mais e conversar um pouco, porém tínhamos que gravar algumas coisas em Ervália antes de voltar a Juiz de Fora.

Pegamos a estrada e dá-lhe poeira. Mas, as paisagens pelo caminho eram lindas.
Apesar da pressa, não resisti em dar uma parada neste local.
Achei diferente, uma capela perdida pelo caminho.
Em volta, havia apenas pasto e gado.
Esqueci de perguntar o nome do local e da capela, mas fiz questão de tirar uma foto pra guardar de recordação.