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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Aracnofobia

Por Robson Rocha

Semana passada fomos gravar uma matéria simples, uma reclamação de moradores sobre o estado de uma rua, no bairro Graminha.
Chegamos no bairro e comecei a desconfiar, quando a rua acabou e entramos no que parecia uma trilha.
Não precisamos andar muito quando notamos que seria um rally. Mas tudo bem, a Parati da TV tem mania de grandeza, de tanto entrar em locais críticos, ela já se sente uma Land Rover e não tem medo de mais nada.

Depois de subir e descer patinando pela estradinha, demos de cara com um atoleiro e como o caminho só ia piorando.
Começava a imaginar meu pobre reef todo atolado no barro.
Mas, a Parati resistiu bravamente e ultrapassou mais esse obstáculo.
Só o que estava dando de braçada pra levar a Parati...
A história de materinha simples já tinha ido por água abaixo!
Isso era só o começo.

Após um intensivo de direção defensiva, defendendo meu lado, subimos mais uma ladeira e umas quatro pessoas nos esperavam. Pra ajudar, a rua não tinha saída e nem viradouro. As poucas garagens estavam fechadas. Moral da história: dá-lhe braçada pra virar o carro.
Desci do carro cumprimentei o pessoal e, enquanto a Michele pegava as informações, fui montar o equipamento.
Peguei a câmera e pensei: “esse pessoal tem razão de reclamar, isso aqui tá f...”
Mas, não sabia o que me esperava. Fui andando pela ruazinha e parei em uma curva para fazer algumas imagens.

Sei lá porque, eu olhei para cima. E aí, simplesmente travei.
Era uma laje de teias! E muitas, mas muuuuitas aranhas dependuradas bem em cima da minha cabeça.
Entrei em pânico, mas silencioso. Não pega bem um camarada de um metro e noventa gritando no meio da rua.
Mas, eu só conseguia pensar: “Essa p... vai cair na minha cabeça!”
Olhei para o lado e o que tinha? Isso! Mais aranhas.
Me senti no filme Aracnofobia.
Me curvei um pouco, deitei a câmera em cima da cabeça e sai bem devagarzinho. Quando sai debaixo daqueles monstros, respirei aliviado. Eh, não eram aranhinhas!
Elas eram grandes pra caramba.

Quando notei que dava pra ver o pessoal novamente, fiz cara de mal e comecei a fotografar as bichinhas, de longe, é claro.
Comentei com os moradores sobre a quantidade de aracnídeos e a Michele dizendo que se deixasse eu ia lá no meio fotografar os “bichinhos”. É ruim, hein!
Gravamos a entrevista, entramos no carro, disse a ela para não abrir os vidros e contei a Michele meu desepero.

Minha vontade de sair de lá era tão grande, que nem notei as dificuldades da ida.
Nunca na minha vida, tinha visto tantas aranhas e tão próximas de mim.
Tenho que admitir que na noite seguinte tive até um pesadelo com as aranhas!

CPI investiga denúncias contra prefeito de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Foram aprovados hoje em audiência da Câmara Municipal de Juiz de Fora os nomes dos 5 vereadores que vão formar a CPI que vai investigar as denúncias contra o prefeito de Juiz de Fora.
Alberto Bejani foi preso na semana passada pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento num esquema de fraude do (FPM) Fundo de Participação dos Municípios.

A reunião na Câmara foi movimentada. O plenário ficou lotado de manifestantes com adesivos e faixas pedindo o afastamento do prefeito.
Eles fizeram tumulto durante a chamada dos vereadores.
Os representantes da base aliada ao governo foram vaiados e os da oposição aplaudidos. A líder do governo no legislativo, Rose França, pediu mais respeito ao trabalho dos vereadores e recebeu mais vaias. O presidente da Câmara chegou a ameaçar suspender a audiência e continuar o trabalho em sala fechada.

Depois de muita confusão, foram aprovados os nomes dos cinco vereadores. São eles: Bruno Siqueira, do PMDB; Cidão, do DEM; Isauro Calais, do PMN; José Emanuel, do PSC e Rodrigo Mattos, do PSDB. A comissão se reúne nesta quarta-feira, às 14h para definir os nomes do presidente da CPI e do relator. A partir do momento em que foi formada, a comissão tem 45 dias para concluir um relatório sobre a investigação. O primeiro passo, segundo Bruno Siqueira, é providenciar acesso a documentos levantados pela Polícia Federal e aos que estão na prefeitura.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Prefeito de Juiz de Fora é o único que continua preso

Por Michele Pacheco

Ainda não foi dessa vez que o prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, conseguiu voltar para casa. Ele foi preso na última quarta-feira, durante a Operação Pasárgada, da Polícia Federal, por suspeita de fraude no repasse do Fundo de Participação dos Municípios. O advogado dele, Marcelo Leonardo, entrou com um pedido de habeas corpus, que não foi aceito pelo desembargador Sérgio Rezende, da 3a Câmara Criminal do TJMG, Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O pedido foi apresentado hoje pela manhã e negado no fim da tarde. Bejani é o único dos 50 detidos pela Polícia Federal na operação que permanece preso. Apesar da decisão da corte especial do TRF1, Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que revogou a prisão temporária dos suspeitos, o prefeito de Juiz de Fora não pôde deixar a penitenciária Nélson Hungria, em Contagem, por ter sido autuado por porte ilegal de arma. Os policiais encontraram na casa dele 5 armas, entre elas, uma pistola 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas. Segundo o TJMG, o desembargador negou a liminar porque considerou o pedido mal instruído, ou seja, não encontrou na argumentação do advogado motivos para conceder a liberdade provisória.

Enquanto o impasse segue na justiça, em Juiz de Fora aumentam as manifestações contra a volta do prefeito. Hoje, no fim da tarde e debaixo de chuva, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal. Com faixas e adesivos de "Fora Bejani", eles protestaram e cobraram dos vereadores ações para evitar que o prefeito reassuma o cargo depois que for solto. Legalmente, nada impede Bejani de voltar à chefia do Executivo. Mas, o Comitê Vergonha na Cara, criado por cerca de 20 entidades da cidade quer que a Câmara crie mecanismos para evitar esse retorno.

Além dos protestos do último sábado e de hoje, o Comitê já marcou outra manifestação para esta terça-feira, em frente à Câmara, às 16h. O motivo é fazer pressão antes da reunião do Legislativo para votar a CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, que vai apurar as denúncias contra Bejani.

Campeonato Mineiro - Tupi se prepara para novo desafio

Por Michele Pacheco


O time do Tupi se reapresentou hoje no campo de Santa Therezinha depois de perder de 3 a 2 para o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte nesse domingo. A primeira coisa que a equipe fez foi se unir no gramado, debaixo de chuva, dar as mãos e rezar. União e fé fazem parte da trajetória do galo carijó nessa competição. O time de Juiz de Fora acreditou que seria possível chegar à final e está lutando por isso. Sem estrelas, sem salários astronômicos, mas com espírito de equipe. E deu certo! O pequeno está assustando os grandes. Tanto, que em alguns momentos fica difícil não duvidar de certas marcações da arbitragem.


Hoje, os jogadores fizeram um treino físico leve. Até porque, mal tiveram tempo de descansar depois da partida. Segundo a assessoria de imprensa, a equipe deixou Belo Horizonte por volta de 8 da noite e chegou em Juiz de Fora por volta de uma da manhã. Às três e meia da tarde já estava treinando.
O técnico João Carlos lembrou que na reta final o tempo é de trabalho dobrado. O time tem uma semana para se preparar para o segundo duelo de galos, marcado para o próximo sábado às 16h, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora.


O Tupi enfrentou o Atlético com cinco desfalques. Alguns titulares voltam ao grupo. É o caso do zagueiro Sílvio e do volante Caetano. Luciano Mandi e Reginaldo ainda estão sendo atentidos pelo departamento médico. Mandi deve voltar ao time, mas Reginaldo ainda vai ficar em tratamento por mais algum tempo. Lucas, expulso contra o Cruzeiro, aguarda julgamento. Ele tomou cartão amarelo no primeiro tempo, num lance duvidoso, em que todas as câmeras flagraram o jogador do Cruzeiro caindo sozinho. No segundo tempo, depois de uma falta, Lucas recebeu o segundo amarelo e, conseqüentemente, o vermelho. O zagueiro Fernando também cumpre suspensão no próximo jogo, mas pelo terceiro cartão amarelo.


João Carlos tem uma semana pela frente para montar o time e está otimista com a volta de alguns titulares. Mas, faz questão de destacar o empenho dos reservas escalados. Ele destaca que num time como o Tupi, disposto a chegar à final e ao título mineiro, todos têm a mesma garra e o mesmo potencial. Agora, é acompanhar e torcer para que a partida seja um belo espetáculo e que a arbitragem faça o papel dela, isenta e séria.

Chuva forte pega moradores de surpresa em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O céu começou a escurecer por volta de duas da tarde.
Estávamos saindo do bairro Santa Luzia, na zona sul de Juiz de Fora, onde fizemos uma matéria de reclamação de moradores sobre um terreno cheio de mato e lixo.
O Robson achou um local seguro, parou, fez imagens do tempo fechado e colocou a câmara na frente conosco, quando o temporal começou.

Mal dava para enxergar o trânsito.
No bairro São Mateus, a rua que tem o mesmo nome ficou com água acumulada em vários pontos.
O tráfego ficou lento.
Alguns motoristas se arriscaram na enxurrada.

Na rua Moraes e Castro, mais alagamentos.
No início, algumas pessoas ficaram desconfiadas.
Mas, quando o primeiro carro conseguiu passar, todo mundo foi atrás.
Quem estava na calçada, como o Robson, acabou enxarcado, já que os veículos passavam à toda para não deixar o motor parar.
Nem preciso dizer que meu querido marido desfiou uma lista bem nutrida de palavrões.
Ele voltou para o carro molhado e sujo de lama.
E com uma cara...

Ainda no bairro São Mateus, perto do Hospital e Maternidade Terezinha de Jesus, uma enxurrada descia com vontade dos bairros mais altos, como o Dom Bosco. No trecho da obra do Independência Shopping, a força da água arrastou lama e pedras, deixando o trânsito perigoso.

No bairro Poço Rico, a área mais baixa também teve alagamento. Os motoristas esperaram um pouco o volume de água baixar e trataram de passar. A informação passada para a TV era de que os veículos estavam com água chegando no vidro. Felizmente, desta vez não foi tão grave. Mas, o local já tem tradição com enchentes. Basta chover um pouco mais forte para que as bocas de lobo não consigam dar conta do aguaceiro e a inundação aconteça. Os moradores vivem procurando estratégias para driblar a força da água. Alguns construíram barreiras na entrada de casa, outros subiram a altura da calçada... O poder público alega que a única solução é refazer toda a rede de captação de água da chuva, porque a que existe é muito antiga, do tempo em que não havia tantas moradias no bairro.

Operação Pasárgada - Prefeito de Ervália é recebido com festa

Por Silvan Alves
Jornalista da TV Atividade

O prefeito de Ervália-MG, 52 Km de Muriaé, Edson Rezende preso na última semana na "Operação Pasárgada" da Polícia Federal, juntamente com mais 13 prefeitos e levados para a Penitenciária Nelson Hungria de Contagem-MG, voltou á sua cidade na tarde deste domingo. Por telefone conversamos com uma atendente da Prefeitura que confirmou a volta do prefeito Edson Rezende, mas disse que ele ainda não reassumiu sua cadeira na Prefeitura o que pode ocorrer ainda hoje, já que não houve ainda oficalmente quaisquer impedimento pela Câmara Municipal de Ervália. O funcionamento da Prefeitura não foi prejudicado durante o afastamento do prefeito, uma vez que o chefe administrativo, Celso Oliveira Godinho, tratou de dar continuidade aos trabalhos da Prefeitura. Outras informações dão conta que o prefeito foi recebido com festa.

Treinamento para acidentes graves

Por Robson Rocha

Semana passada fizemos uma matéria muito interessante. O tema era um treinamento de funcionários de uma empresa transportadora de combustíveis.
Para isso, tivemos que ultrapassar a divisa de Minas com o estado do Rio de Janeiro. Depois de quase uma hora de viagem, chegamos a um posto de combustíveis na Br040 na cidade de Areal.

A cena para o treinamento estava pronta.
Um caminhão e um carro simulando um acidente com vítima e vazamento de combustível do caminhão tanque.
Tudo, claro, feito dentro das normas de segurança, para que o risco fosse mínimo. Fora que não precisa nem dizer que profissionais que lidam com esse tipo de situação precisam estar sempre muito bem treinados.

O Marcos Simões, assessor de segurança, falou pra Michele como tudo ia acontecer e explicou que uma simulação como essa, serve de treinamento para vários órgãos, pois além das vitimas do acidente se um vazamento acontecer e não for contido o resultado pode ser imprevisível.
Participaram da simulação representantes da Petrobrás, da Defesa Civil de Três Rios, da FEEMA, da concessionária da Br040 (Concer) e da cooperativa que estava treinando seus funcionários.

O Corpo de Bombeiros, um dos principais envolvidos em caso de acidentes como esse, não apareceu. Segundo alguns moradores, os bombeiros são de Três Rios, cidade de 70 mil habitantes, que teria apenas uma viatura de resgate e a infra-estrutura na cidade é muito ruim. Mas, ficou no mínimo estranho eles não aparecerem.
Em Minas, todos os acidentes nas estradas sempre contam com a presença dos bombeiros e em um treinamento como esse com certeza o Corpo de Bombeiros de Minas estaria presente.

A Polícia Rodoviária Federal de Três Rios, também não apareceu. Mais uma vez posso dizer que em Minas é diferente. O Walace Wischansky, inspetor da PRF em Juiz de Fora não deixaria de forma alguma sua equipe faltar.
Dá orgulho de dizer, mas é a mais pura verdade, em Minas o espírito de equipe entre as instituições de segurança, faz a diferença.
Diante do que vimos lá, em caso de acidente real, vamos nos lembrar e ver a diferença de quem treinou pra quem não fez o treinamento.

Mas, tirando a galera que oficialmente, pelas mais diferentes desculpas não apareceu, quem foi se aplicou ao máximo.

Mas, tirando o lado sério da coisa, acaba sendo divertido participar de simulações como essa. Participar mesmo, pois eles pediram pra que eu e a Michele entrássemos na área isolada para fazer imagens, para simular uma invasão da área cercada. Isso sem que a equipe ficasse sabendo, pois eles iam avaliar o tempo de reação da segurança, porque ninguém poderia passar das faixas de isolamento.
Aí, tive que aproveitar antes de começarem para fazer imagens do combustível vazando e também pedi à vitima para ficar na posição de acidentada para fazer algumas imagens dela, pois depois a área seria isolada e ninguém poderia passar.

Comecei a conversar com o Celso (dos Santos), que está mais pra bombril, mil e uma utilidades. Ele é diretor da cooperativa, assessor de comunicação e ainda cinegrafista. É mole?! Ele que ia registrar tudo para assistirem depois e corrigirem, se houvesse, algum erro. Ele já trabalhou com o meu xará Robson Leite, editor da TV Alterosa em BH. Ele falou onde, mas, honestamente não me lembro.
Só me lembro que ele me prometeu uma garrafa de “combustível”. Já enviou a garrafa de pinga por um conhecido, mas ainda não consegui pegar o presente, porque a gente tem se desencontrado.

Todo mundo de prancheta na mão começou a simulação.
Logo que o acidente acontece, o motorista do caminhão orienta a vítima, isola a área, retira as baterias dos veículos, tenta parar o vazamento, tenta evitar que o combustível se espalhe e isso sem esquecer de comunicar o acidente à empresa, que vai acionar o resgate e equipes de segurança para o local.
Daí, chegam as equipes que farão os trabalhos no local e começa nossa participação especial.

Equipe de reportagem incomoda e o cinegrafista, geralmente, já é tido como um cara chato, imagine tendo autorização para ser mais chato ainda?
Entramos na área isolada e consegui fazer algumas imagens até o motorista nos notar e pedir gentilmente para nós saírmos. Isso com a Michele forçando uma entrevista.
Saímos e, pouco tempo depois, fiz outra investida para gravar algumas imagens do resgate, acompanhado do Celso com a câmera dele. Um dos seguranças me viu e corri para fazer imagens em outro ângulo.
Ai me senti um jogador de futebol americano; acho que até a médica correu pra me cercar.

Realmente o isolamento do local estava funcionando.

Enquanto as equipes trabalhavam, o pessoal da Feema e da Defesa Civil fazia sua parte e um representante da Petrobrás anotava tudo e ainda tirava fotos de todas as etapas do trabalho.
Depois de resgatarem as vítimas, conterem o vazamento, eles ainda passaram o combustível do caminhão acidentado para outro caminhão. Nessa hora, o líquido pega fogo e as equipes têm que ser rápidas para que não haja uma explosão. E eles foram.

Depois de tudo acabado, eles nos chamaram para almoçar com eles, mas a gente não podia. Tínhamos que voltar a Juiz de Fora para gravar outra matéria.
O bacana é ver que a empresa se preocupa com segurança e não só com o faturamento.

E o melhor, ali ganhamos novos amigos, como o Celso que me ligou na quinta-feira para dizer que estava me mandando um “combustível” e nos convidando para assim que der, irmos para BH e ficar no sítio dele.

Como já disse mais de uma vez, o melhor da nossa profissão é fazer sempre novos amigos.

domingo, 13 de abril de 2008

Operação Pasárgada - Prefeito de Juiz de Fora continua preso

Do www.uai.com.br

Em razão da prisão em flagrante por porte ilegal de arma, o prefeito de Juiz de Fora, Carlos Alberto Bejani (PTB), não foi liberado no sábado à noite da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Bejani foi o único dos 17 prefeitos presos temporariamente na Operação Pasárgada da Polícia Federal que não foi solto. O advogado Marcelo Leonardo, que representa o prefeito, disse que na segunda-feira irá entrar com um pedido de liberdade provisória em favor de seu cliente no Tribunal de Justiça do Estado.
Na última quarta-feira, quando foi deflagrada a Operação Pasárgada, agentes federais apreenderam cinco armas - incluindo uma pistola 9 mm de uso exclusivo das forças de segurança - e R$ 1,12 milhão em espécie nas buscas realizadas na residência e em um sítio do prefeito de Juiz de Fora.
Por conta disso, além de investigado pela PF, Bejani também responde por porte ilegal de armas.
Na noite de sexta-feira, a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, determinou a liberação dos prefeitos e demais suspeitos presos por suposto envolvimento com um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A decisão do TRF1 atendeu a um recurso do juiz federal Weliton Militão, que estava preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, em Brasília, e foi estendida aos demais suspeitos.
Os desembargadores do TRF 1 consideraram que o corregedor-geral Jirair Aram Meguerian não tinha poder para decidir sozinho sobre os pedidos de prisão dos investigados, "uma vez que sua atuação é meramente administrativa, não alcançando medidas judiciais restritivas de direitos".
Segundo a PF, do total de 52 pedidos de prisão expedidos pelo juiz-corregedor, 50 foram cumpridos.
Um gerente da Caixa Econômica Federal foi preso preventivamente.
O prazo de cinco dias das prisões temporárias venceria neste domingo.

sábado, 12 de abril de 2008

Cinco prefeitos presos na Operação Pasárgada são soltos em Minas Gerais

Do G1, com informações de Globo Minas, Globo News e Jornal Nacional

Cinco prefeitos de cidades mineiras e um contador que estavam presos em Montes Claros (MG) foram soltos na tarde deste sábado (12), depois que o Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, determinou a soltura de todos os envolvidos na Operação Pasárgada, da Polícia Federal, que prendeu 50 pessoas na última quarta (9), incluindo 17 prefeitos de Minas e da Bahia.

Os cinco prefeitos de cidades mineiras que deixaram a cadeia pública de Montes Claros por volta das 16h30 são: Carlos Luis de Novaes (PDT), de Almenara; José Henrique Gomes Xavier (PR), de Minas Novas; José Eduardo Peixoto (PSDB), de Salto da Divisa; Walter Tanure Filho (DEM), de Medina; e Claudemir Carpe (PTdoB), de Rubim. Um contador também deixou o presídio e o juiz Wellington Militão foi solto em Brasília.

Ainda presos
Dos 50 presos acusados de desvio de dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios, 36 estavam na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG). Nove deles permanecem no presídio de segurança máxima e, segundo advogados reunidos desde a manhã deste sábado (12), devem deixar o presídio um a um, em carros particulares, em uma operação sem horário previsto.

A decisão que determinou a soltura dos suspeitos foi anunciada nesta sexta (11). Segundo o subsecretário de administração penitenicária Genilson Zeferino, a demora na libertação teria sido causada pela falta de alvarás individuais.

A corte do tribunal se reuniu na sexta-feira (11) e decidiu que o corregedor que determinou a prisão de um juiz federal não teria competência para isso. Segundo a assessoria de comunicação do TRF, a atuação do corregedor é "meramente administrativa, não alcançando medidas judiciais restritivas de direitos". A determinação foi estendida a todos os detidos.

Saiba mais
» PF confirma prisão de 17º prefeito
» Advogados de prefeitos presos dizem desconhecer oficialmente acusações
» PF desmonta esquema de fraude em fundo de municípios

A investigação da PF, iniciada há oito meses, indica o envolvimento de magistrados, prefeitos, advogados, procuradores municipais, assessores e lobistas. A partir de decisões judiciais, a verba federal era repassada a municípios em débito com o INSS.
Investigações
Cerca de 500 policiais federais participaram das ações na Bahia, em Minas e no Distrito Federal, e apreenderam R$ 1,3 milhão, US$ 20 mil, dois aviões, 36 automóveis e duas motos. Dos 52 mandados de prisão expedidos, dois não haviam sido cumpridos até sexta-feira (11).
Segundo a PF, as investigações apontam que os prefeitos contratavam, sem licitação, um escritório de advocacia, que oferecia vantagens a juízes e servidores da Justiça para obter decisões favoráveis e, depois, dividia seus honorários com os prefeitos que o contratava. O esquema seria responsável pelo desvio de R$ 200 milhões dos cofres públicos.

Posição das prefeituras
Entre os prefeitos presos estão Carlos Alberto Bejani (PTB), de Juiz de Fora (MG); Demetrius Arantes Pereira (PSC), de Divinópolis (MG); Júlio Cesar de Almeida Barros (PT), de Conselheiro Lafaiete (MG); José Eustáquio Ribeiro Pinto (DEM), de Cachoeira da Prata (MG); Geraldo Nascimento (PT), de Timóteo (MG); Ademar José da Silva (PSDB), de Vespasiano (MG); José Henrique Gomes Xavier (PR), de Minas Novas (MG); Edson Said Rezende (DEM), de Ervália (MG); Walter Tanure Filho (DEM), de Medina (MG); Claudemir Carpe (PTdoB), de Rubim (MG); José Eduardo Peixoto (PSDB), de Salto da Divisa (MG); Ualter Luis Santiago (DEM), que está afastado do cargo desde 28 de março, de Divisa Alegre (MG); Jeremias Venâncio (PTB), de Tapira (MG); Carlos Luis de Novaes (PDT), de Almenara (MG); Paulo Ernesto Pessanha da Silva (DEM), de Itabela (BA); e Gilberto Balbino (PR), de Sobradinho (BA).

Na sexta-feira, advogados de parte dos presos pela Polícia Federal disseram que ainda não haviam tido acesso ao inquérito no qual são oficialmente feitas as acusações contra seus clientes. Segundo alguns dos defensores ouvidos pelo G1, só a partir de sexta eles poderiam examinar os documentos do processo.

Segundo o secretário de Governo e Imprensa de Conselheiro Lafaiete, Diarlhes Pider, o prefeito está "tranqüilo". Ele afirmou que a PF deteve Júlio Cesar de Almeida Barros com a finalidade de impedir que ele interfira nas investigações. O secretário informou ainda que a PF questiona a contratação de uma consultoria para reaver recursos do INSS, mas a operação teria sido feita com autorização de uma juíza federal. "Não temos nenhum interesse em esconder nada. Achamos importante a PF cumprir esse papel. Se dos presos, encontrarem um culpado, já é positivo", disse o secretário. Em Cachoeira da Prata, a secretária do gabinete afirmou que todos que poderiam falar sobre o caso estavam em Belo Horizonte, onde o prefeito está detido. Em Vespasiano, o sub-procurador geral da prefeitura, Paulo Passos, disse que a prefeitura se limitou a realizar uma concorrência onde "uma das empresas acusadas de irregularidades tomou parte". Ele também negou qualquer envolvimento do prefeito com juízes federais. A chefe de gabinete da Prefeitura de Ervália, Suely Aparecida de Assis, disse que o prefeito foi levado pela PF para esclarecimentos. Em nota, informou: "(...)após a Polícia Federal ter examinado minuciosamente a documentação do período de janeiro de 2005 a dezembro de 2007, foi emitido um relatório onde constava ‘não foi encontrado provas no local’." A nota diz que o documento foi assinado pela chefe de gabinete e mais duas testemunhas, José Adair Ferreira, vulgo “Juca Bucho”, e Adilson Fernandes, ambos taxistas. A prefeitura destacou que a documentação exigida dos anos de 2003 e 2004 não foi encontrada nos arquivos. O vereador Mércio Fernando Nepomuceno confirmou que o prefeito José Henrique Gomes Xavier (PR), de Minas Novas, foi preso pela PF e levado para Montes Claros. Em comunicado, a assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que o prefeito "é inocente e não se enquadra nas acusações" da operação policial. Irmão do prefeito de Rubim e secretário de Compras na cidade, Alfredo Carpe disse ser "difícil" dar esclarecimentos, uma vez que nem seu próprio irmão foi informado do motivo da detenção. "No momento que ele estava aqui, que a PF estava aqui também, eu estava com ele. Eles não apreenderam documentos, só fizeram perguntas. Fica difícil dar esclarecimento porque não sabemos direito o que aconteceu." A mulher do prefeito Claudemir Carpe (PTdoB) disse que o advogado dele não dará declarações à imprensa. A vice-prefeita de Salto da Divisa, Wilma Barbosa Pimenta, afirmou não ter informações sobre a prisão do prefeito. "Fiquei preocupada com a saúde dele, que tem problemas cardíacos. Ele foi sozinho, não tinha ninguém da família dele aqui. (...) Se José Eduardo comente erros, é por excesso de bondade. Ele é super caridoso." A vereadora Núbia Miranda (PTB) confirmou a prisão do prefeito de Almenara. Na prefeitura, o expediente foi suspenso e uma recepcionista afirmou que só seria normalizado na manhã de quinta-feira (10). A assessoria do gabinete da Prefeitura de Divisa Alegre informou que o prefeito em exercício, José Luis Bahia (PDT), não se pronunciará sobre o caso porque ainda está se inteirando sobre as informações da Prefeitura. Ele assumiu o cargo em 28 de março, segundo a assessoria, após uma determinação judicial para que o prefeito fosse afastado por fraude em licitação. A Prefeitura de Itabela informou que não havia ninguém para comentar a prisão do prefeito Paulo Ernesto Peçanha da Silva, pois a prefeitura ainda não sabia o que tinha ocorrido. Segundo a prefeitura, secretários do governo se reuniram para discutir o assunto. A Câmara Municipal e a delegacia de polícia de Sobradinho confirmaram a prisão do prefeito Gilberto Balbino (PR), mas a reportagem do G1 não conseguiu contato com a prefeitura da cidade. O telefone estava desligado. Uma funcionária da prefeitura de Tapira que não se identificou confirmou que o prefeito Jeremias Venâncio (PTB) também foi detido pela Polícia Federal. Segundo ela, ninguém na prefeitura estava disponível para falar sobre o assunto.

Chuva e transtornos em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

No final da tarde desse sábado o tempo fechou e a chuva veio com fortes rajadas de vento. Em alguns momentos choveu granizo. Houve muitos raios e trovões e foram inúmeras descargas elétricas.
Isso tudo durou cerca de vinte minutos, mas foi assustador e suficiente para causar transtornos em Juiz de Fora.

Na zona leste da cidade, alguns bairros tiveram ruas alagadas e o trânsito interrompido.
Com a correnteza, muito lixo, galhos e troncos foram arrastados.
Com isso, os moradores que não tinham como passar , esperavam que a água baixasse, se protegendo debaixo de marquises.

Na rua Itália, no bairro Linhares, o leito do córrego não comportou o volume de água e inundou a rua.
Para piorar, toda a água de outras ruas do bairro vão para a rua Itália e carros e ônibus também não passavam.
O motorista do gol foi pego de surpresa pela água e para que o carro não fosse arrastado pela correnteza, subiu o veículo na calçada.

Todo lixo jogado pelos moradores em ruas e córregos foi direto para o rio Paraibuna.
É constrangedor, mas olhando a sujeira no leito do rio, dá pra imaginar o nível de educação de boa parte da população de Juiz de Fora.
Como diria Boris Casói:
“É uma vergonha!”