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Michele Pacheco & Robson Rocha
JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
______________________________________________________________________________________________________________ Somos jornalistas da TV Alterosa - afiliada do SBT em Minas Gerais. Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...
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HORA CERTA

sábado, 7 de novembro de 2009

Operação conjunta contra o tráfico de drogas em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Quando o amor pela profissão cai na corrente sanguínea, a gente está perdido!
O trabalho deixa de ser uma obrigação e se torna um prazer.
Hoje, saímos cedo de casa, levamos a Paula ao colégio para fazer prova e seguimos para a UFJF.
Minha aula começava às oito e tínhamos tempo de sobra.
Foi quando nos ligaram passando informações sobre uma operação conjunta da PM e da Polícia Civil na zona sul de Juiz de Fora.

Como estamos de folga, passamos o recado para o pessoal da TV.
Mas, como estávamos perto do local da operação, decidimos aproveitar a nossa câmera para garantir imagens da movimentação até a chegada da equipe de plantão.
No local conhecido como Rip rap, encontramos alguns policiais e muitos moradores acompanhando o trabalho.

Várias casas foram vistoriadas, durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.
Uma jovem de 21 anos foi presa com cerca de 600g de crack.
A balconista tinha escondido a droga dentro de uma bolsa, que estava guardada numa gaveta.
Os policiais civis e militares foram à casa dela e apreenderam a droga.
As informações são de que o namorado dela é traficante e deixa a droga com a jovem.

Fui tirando fotos de tudo para colocar no blog, enquanto o Robson garantia as imagens para a TV.
Entre um click e outro, notei que algo estava destoando.
Era o Robson, no melhor estilo “estou de folga”.
De bermuda, camiseta e chinelos, ele parecia fora de lugar com a câmera na mão.
Claro que todo mundo da polícia fez questão de tirar uma onda.

Acompanhamos as equipes pelas ruelas do Rip rap, às margens do córrego.
Em vários pontos, havia policiais dando buscas em casas e escadões.
O local é apontado pelas polícias civil e militar como rota de fuga de criminosos.
Eles praticam assaltos e furtos na região, correm pelas ruas no entorno, descem os escadões e passam pelas vielas, saindo do outro lado do bairro Ipiranga.
Até os policiais deixarem os carros e seguirem os suspeitos, eles já desapareceram.

Num largo, no fim do Rip rap havia uma concentração de policiais civis e militares.
Um pintor de 29 anos também foi preso.
Ele estava com 24 papelotes de cocaína e 200 reais em dinheiro.
O jovem é suspeito de venda de droga na área do Ipiranga.

Enquanto acompanhávamos o trabalho policial, uma pedra foi lançada e bateu num carro da polícia civil estacionado.
Imediatamente os policiais assumiram posição de alerta e se dividiram em formações para garantir a segurança das equipes na parte de baixo e do preso.
Um carro da PM foi deslocado para a parte de cima do barranco, de onde veio a pedra.
Ninguém foi encontrado, mas o ataque não se repetiu.

Os policiais seguiram com os presos e o material apreendido para o 1º Distrito Policial, em São Mateus.
A operação foi feita a partir de investigações de policiais civis da 1ª e da 2ª Delegacias Distritais e policiais militares da 32ª Companhia PM.
O Capitão Almir Cassiano e o delegado Rafael Couto estão empenhados em reduzir a criminalidade na área de atuação das equipes deles.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gangue de adolescentes dá trabalho em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Na madrugada de hoje, os policiais da 135a Cia. de Polícia Militar apreenderam três adolescentes na zona leste de Juiz de Fora.
Eles fariam parte de uma quadrilha que atua no tráfico de drogas e em outros crimes para sustentar o tráfico.
Segundo os policiais militares, os integrantes do grupo têm todos menos de 18 anos e agem confiantes na impunidade, por não poderem ser presos.
A PM recebeu denúncia de que os três tinham ido a uma casa no bairro Vitorino Braga ameaçar o morador por dívida de droga.
Eles fugiram antes da chegada da polícia.
Com a confusão no bairro, dois desses adolescentes foram apreendidos com 20 pedras de crack.
O terceiro foi achado pouco depois com um revólver calibre 38 e seis munições.

A arma estaria sendo usada pelos adolescentes em vários atos infracionais.
A PM recebe inúmeras denúncias.
O grupamento de policiamento à pé está sempre atento à movimentação da gangue.
Mas, os garotos contam com a solidariedade de alguns moradores, que acabam atrapalhando a ação policial.
"A gente chega nos locais onde os adolescentes costumam se esconder e a população age como se a polícia é que estivesse errada.
Alguns chegam a nos ofender, dizendo que devíamos ir prender bandido de verdade em outro lugar" relatou um policial.

Esse tipo de atitude só traz prejuízos aos próprios adolescentes.
Quanto antes eles forem retirados desse convívio criminoso, maiores as chances de se recuperarem e se tornarem cidadão honestos.
A naturalidade com que os adolescentes agem no mundo das drogas mostra a certeza de que não vão ser punidos.
E essa impunidade, infelizmente, serve de incentivo para que outros adolescentes entrem para o crime.
A sociedade não deve ter pena de crianças e adolescentes envolvidos com a violência e a criminalidade.
É preciso ter consciência e agir.
Denunciar essa quadrilha pode ser a forma mais eficaz de tirar essa turma do caminho sem volta das drogas.

sábado, 31 de outubro de 2009

Taça Minas Gerais - Tupi perde e Uberaba se classifica

Por Michele Pacheco

O Tupi precisava vencer para seguir na Taça Minas Gerais.
O time de Juiz de Fora já tinha perdido por 2 a 1 o confronto contra o Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Com isso, perdeu a vantagem de jogar por dois empates.
O Ivan Costa (o Xodó da Galera) e Ricardo Wagner, da rádio Globo Juiz de Fora, estavam otimistas com o Galo.
A torcida carijó esperava a revanche em casa.
Mas, ela não veio.

Num sábado de tempo fechado e ameaça de chuva, o galo carijó entrou em campo sem energia.
Apesar da necessidade da vitória, o time parecia apático.
Poucas jogadas perigosas foram criadas.
O Felipe Canavan bem que tentou aproveitar os lances de bola parada e deu trabalho ao goleiro do Uberaba, Glaysson.
Rafael Aguiar também tentou marcar.

Acho que o melhor ditado já criado no futebol é "quem não faz, leva".
E foi o que aconteceu hoje.
A torcida contava com a vitória em casa e a repetição de 2008, quando o Tupi venceu a Taça Minas.
Mas, o resultado foi bem diferente.
Quem abriu o placar foi o Samir, para o Uberaba.
Ele tinha acabado de entrar em campo.
O gol veio logo depois de uma série de falhas do time carijó.
João Junior foi substituído e saiu de campo ouvindo reclamações da torcida.
Podemos dizer que ele teve o seu dia de inferno astral.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, o temporal desabou sobre o Estádio Municipal.
Em campo, Samir viu o colega furar na entrada da área e fez falta dura, tomando cartão vermelho.
A partida, que já estava monótona, ficou mais lenta ainda.
O gramado é muito bom e não atrapalhou tanto as jogadas.
O problema era que o Uberaba estava com um jogador a menos e tentando segurar o placar.
E o Tupi parecia cada vez mais desmotivado em campo.

Na cabine, comentamos com a equipe da TVE Juiz de Fora que era uma pena ver o sonho do bi na Taça Minas ir literalmente por água a baixo.
O torcedor enfrentou o mau tempo, levou a família ao estádio, acreditou na equipe e na capacidade de vencer em casa.
Mas, viu um jogo sem emoções, frio e lastimável.
O técnico do Tupi, Leo Condé, bem que tentou empurrar a equipe, motivar os jogadores.
Foi em vão!

No segundo tempo, o Uberaba continuou tentando segurar o resultado.
O Tupi tentou aproveitar a vantagem de um jogador a mais.
Rafael Aguiar partiu para cima.
Os jogadores carijós se revezaram no ataque, sem balançar a rede.
O técnico do time do Triângulo reclamou tanto que acabou expulso de campo.
Danilo fez um papel feio.
Ele sofreu a falta e, para amarrar o jogo, ficou se revirando no chão.
Os carregadores entraram com a maca e estavam retirando o jogador de campo, quando ele pulou e saiu andando de volta ao centro do gramado.
Tomou cartão amarelo, claro!

O empate veio aos 20 minutos do segundo tempo.
Rafael Aguiar marcou de cabeça e saiu comemorando com as mãos em forma de coração e beijando a aliança, numa declaração de amor.
Pena que o clima entre a torcida e o time não fosse mais tão amorosa.
O gol saiu pouco depois das torcidas organizadas vaiarem o Tupi e gritarem "olé" cada vez que o uberaba colocava o pé na bola.
Diante da chance de vitória, alguns torcedores até arriscaram festejar o carijó.

A partida terminou em 1 a 1 e deu a classificação ao Uberaba.
O técnico Marcos Birigui disse que agora é pensar no próximo adversário, que ainda não estava definido.
Ele lembrou que a equipe teve alguns desfalques, mas conseguiu a vitória, que é o mais importante.
Ele não entrou em detalhes sobre a expulsão e os lances polêmicos da partida.

Já o técnico do Tupi, Léo Condé, foi isentado de culpa pela desclassificação.
A comissão técnica já foi toda recontratada e deve começar a planejar a equipe para 2010.
O presidente do Tupi, Áureo Fortuna, estava nitidamente insatisfeito nos vestiários.
Mas, manteve a tranquilidade ao falar que agora é pensar no futuro e buscar os reforços pedidos pela comissão técnica.
Bola pra frente, Tupi!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PM prende foragido da Polícia Federal e dono de bazuca

Por Michele Pacheco

Em setembro, Juiz de Fora ficou chocada com a notícia de que a Polícia Militar tinha apreendido uma bazuca enterrada numa casa do bairro São Bernardo e que a arma pertenceria a traficantes.
Afinal, uma cidade relativamente calma fica em alerta ao saber que os bandidos estão se armando com lança-foguetes de uso restrito das Forças Armadas.
Os pms estavam à procura do dono do armamento, que não foi localizado no dia da apreensão.

Hoje, ele não teve a mesma sorte.
Os policiais do Tático Móvel da 70a Cia. faziam patrulhamento pelo bairro São Bernardo e notaram um homem em atitude suspeita saindo de uma casa.
Ele foi abordado e os pms encontraram algumas pedras de crack.
O suspeito contou que comprou a droga na casa.

Os policiais deram buscas no local e encontraram mais droga.
Dois homens foram presos.
Um deles, o dono da casa, era foragido da Polícia Militar.
Marcelo Souza Segundo foi preso em novembro do ano passado, durante a Operação Metralhas da Polícia Federal.
Ele seria um dos integrantes de uma quadrilha comandada por três irmãos que dominavam o tráfico em várias regiões de Juiz de Fora.

Os presos na Operação Metralhas conseguiram um Habeas Corpus no carnaval e deixaram a cadeia.
Pouco depois, foram liberados os pedidos de prisão preventiva para todos.
É claro que eles já tinham sumido da cidade e não foram localizados.
Até hoje.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito preso no São Bernardo confessou trabalhar com tráfico de drogas.

Na época da apreensão da bazuca, o nome do Marcelo foi citado.
Ele teria dado à dona da casa 400 reais para ela esconder a arma e a cocaína.
O lança-foguetes estava enterrado no quintal, debaixo de uma escada.
E a cocaína estava enterrada num canil.
A mulher presa agia como "guarda-roupas" que, na gíria policial, significa a pessoa que guarda drogas e armas para bandidos.
Em geral, são escolhidas para o serviço pessoas que não tenham antecedentes criminais e não chamem a atenção da polícia.

Na prisão de hoje, um detalhe chamou a atenção dos policiais militares.
Eles agiram rápido, assim que deram buscas no suspeito que saía da casa e acharam o crack.
Eles comunicaram ao Copom que fariam um averiguação de suspeita de tráfico e foram para a casa.
Desceram a escada e encontraram uma porta com uma mensagem religiosa.

Mas, parece que os moradores não confiaram apenas na proteção divina.
Eles também capricharam no reforço da porta.
Três trancas fortes foram instaladas.
Se os pms tivessem demorado, encontrariam a porta trancada e não teriam conseguido o flagrante de tráfico.
O sistema de segurança parece arcaico, mas funciona.
Com as trancas fechadas, a porta nem mexe.
Se alguém tentasse arrombar, com certeza teria sérios problemas.

Mas, hoje não era o dia do Marcelo.
Ele foi preso por estar foragido e ainda estava com 100g de crack, 100g de cocaína, 7 bisnagas de lidocaína (produto usado no refino da cocaína) e 412 reais em dinheiro.
O material reforça a denúncia de tráfico de drogas.
Na delegacia, ele foi ouvido.
O delegado de plantão disse que, diante do mandado de prisão em aberto e das evidências, o suspeito teria a prisão confirmada e seria enviado ao Ceresp.
Quando saímos da delegacia, ainda não havia confirmação da prisão dos outros dois suspeitos.

Taxistas e prefeitura de Juiz de Fora assinam Termo de Ajustamento de Conduta

Por Michele Pacheco

A polêmica com os taxistas começou no governo passado.
O então prefeito José Eduardo Araújo determinou as mudanças que deveriam ser feitas e houve resistência por parte dos taxistas.
O Ministério Público entrou na discussão e propôs um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta.
Foi pedido um estudo sobre o serviço de táxis na cidade.
O trabalho foi feito pela Universidade Federal de Juiz de Fora.
E o resultado foi que 75% dos entrevistados gostam do serviço, mas a maioria reclama do número insuficiente de veículos.

A pesquisa ajudou a nortear as propostas do TAC.
Hoje, a cidade tem 433 táxis.
Vão ser liberadas mais 45 permissões.
O número foi calculado a partir da média entre a proposta de 100 veículos novos feita pela prefeitura e a contra-proposta da categoria.
Nessa tarde, representantes dos taxistas e da Secretaria de Transporte e Trânsito se reuniram na Promotoria de Defesa do Consumidor para assinar o documento.

A imprensa estava toda lá.
Enquanto a reunião não começava, colocamos os assuntos em dia.
Quando começou, cada um tratou de fazer o melhor possível.
Apesar da sala ser bem maior do que as de outros promotores, o espaço ficou pequeno para tanta gente.
O pessoal de imagem foi se revezando nos locais melhores para gravar a reunião.
Os cinegrafistas e fotógrafos trabalharam em harmonia, sem atrapalhar o serviço uns dos outros.

Depois de discutirem os artigos do TAC, os representantes dos taxistas fizeram alguns comentários, o secretário de Transporte também se manifestou e todos assinaram o documento.
Assim, foi encerrada a polêmica e dado o primeiro passo para melhorar ainda mais o serviço de táxis na cidade.
A prefeitura deve abrir em breve a licitação para os 45 novos permissionários.

Os que já estão atuando têm um ano para se adequarem às mudanças exigidas no TAC.
A secretaria de Transportes deve aumentar a fiscalização e garantir que as determinações sejam cumpridas.
Caso contrário, vai pagar multa de mil reais por artigo descumprido.
Os taxistas que não cumprirem as determinações vão passar por processo administrativo e podem perder a permissão.

Entre as mudanças, fica definido que os táxis têm que ter obrigatoriamente potência mínima de 65 cavalos e capacidade do porta-malas a partir de 260 litros.
Além disso, só serão aceitos veículos com quatro portas e os taxistas vão ter que trabalhar uniformizados.
O prazo de validade da frota é de oito anos a partir da data de fabricação do carro.
O objetivo do Ministério Público ao propor o TAC é garantir a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos consumidores que moram ou passam por Juiz de Fora.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acidentes deixam 5 feridos em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Hoje, a tarde foi acidentada em Juiz de Fora.
Estávamos voltando da zona sudeste da cidade, quando nos avisaram sobre um carro forte que tinha batido num poste no bairro Mariano Procópio.
Fomos para lá.
No caminho, a Carla Detoni, produtora, ligou passando a mesma notícia.
Ficamos mais confiantes de que era verdade.

Mas, no local, descobrimos que não havia nenhum carro forte.
O motorista de um Voyage bateu num poste, que quase tombou.
O carro ficou em péssimo estado.
Os policiais militares encarregados de registrar a ocorrência disseram que o homem foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital de Pronto Socorro.
Segundo parentes, ele disse ter passado mal e perdido o controle do veículo.

Acabamos de fazer as imagens e apurar os dados e já estávamos deixando o local do acidente, na Avenida Brasil, quando um taxista assustado parou e avisou aos policiais militares que havia outro acidente atrás da rodoviária.
Pegamos os dados e fomos para lá.
No meio do caminho, encontramos uma ambulância do Resgate e carros dos bombeiros indo na mesma direção.
No bairro São Dimas, na zona norte, a batida era parecida com a primeira.

O motorista de um Gol, daquele modelo mais antigo, perdeu o controle da direção após uma curva e bateu num poste.
Os três passageiros ficaram feridos.
O motorista nem teve arranhões.
A cena que encontramos era de caos total.
As vítimas ensanguentadas sentadas na calçada, os curiosos se acotovelando para ver mais de perto e o carro destruído.

Havia três homens machucados na calçada.
Um deles, mais idoso, estava com o rosto muito ferido, coberto por sangue.
Ele foi a vítima em pior estado.
Teve traumatismo com afundamento craniano.
Foi imobilizado e colocado numa ambulância do SAMU.
Os socorristas estavam visivelmente preocupados com ele.
O homem ficou internado em estado grave.

Outro passageiro estava atordoado e tinha o lábio inferior cortado até o queixo.
O ferimento sangrava muito e ele parecia anestesiado pelo choque.
A terceira vítima estava apenas com um corte na testa.
Quem viu o carro teve a impressão de que nenhum dos feridos usava cinto de segurança.
Perguntei ao policial militar que registrava a ocorrência se ele sabia algo a esse respeito.
Fomos até o veículo, olhamos e não vimos sinal de que o cinto estivesse sendo usado na hora da batida.

O motorista não quis gravar entrevista.
Ele disse que não lembrava direito o que tinha acontecido.
Só lembrava de ter feito a curva para entrar na rua e ter sido fechado por um caminhão com baú.
O homem estava muito nervoso e acabou sendo levado para o hospital junto com o passageiro que teve menos ferimentos.

Uma moradora acompanhou de casa o acidente.
Ela negou que algum caminhão ou outro veículo estivesse envolvido na batida.
"Eu estava na varanda da minha casa e vi o Gol entrando na rua, depois do sinal.
Ouvi o barulho e achei que o carro tivesse batido apenas no meio-fio.
Depois, vi que tinha sido no poste.
O que não entendo é que o homem que saiu de trás do volante não é esse que está se apresentando como motorista" explicou a mulher ainda assustada com o acidente.
Os policiais militares e os bombeiros acreditam que ela tenha visto o passageiro saindo pela porta do motorista, já que o carro é antigo, modelo duas portas.

Uma cena que nos chamou atenção foi o trabalho de equipe ágil e competente feito pelas equipes dos bombeiros e do SAMU.
Ao contrário do que foi visto há pouco tempo em Belo Horizonte, quando uma vítima morreu esperando socorro enquanto as equipes brigavam para ver quem a levaria ao hospital, em Juiz de Fora o clima é de harmonia.
Os bombeiros e os profissionais do SAMU dividiram as tarefas e deram apoio uns aos outros para agilizar o socorro e evitar que a situação dos feridos se agravasse.

A médica Isabel Venâncio, do SAMU, se desdobrava para atender a todos.
Com a competência que a tornou famosa no meio policial e médico, ela examinou a todos, avaliou a gravidade de cada um, chamou mais uma ambulância para levar o terceiro ferido e o motorista ao HPS...
Fez tudo isso, sem perder a calma e sem elevar a voz com ninguém.
E ainda encontrou tempo entre os atendimentos para conversar conosco sobre o estado aparente das vítimas.

Conhecemos a Isabel há um bom tempo e nossa admiração por ela só cresce.
Acho que é um exemplo de amor à profissão.
Como outros médicos que trabalham no socorro a acidentados, ela convive com situações extremas, sem perder a humanidade e o desejo de salvar vidas.
Os bombeiros também estão de parabéns por mais um trabalho sério e bem realizado.

Quanto a nós, da imprensa, temos um desafio grande nesse tipo de cobertura.
Temos que registrar as melhores imagens, mas sem prejudicar o trabalho de quem presta o socorro.
Não tem cabimento sair empurrando o microfone no nariz dos acidentados para saber o que ocorreu.
Há momento certo para tudo.
Se uma das vítimas está em melhor estado, converse com ela.
Apure o máximo que puder. Se ela quiser gravar entrevista, ótimo.
Se não quiser, pelo menos temos as informações para a matéria.

Não acho justo atrapalhar o serviço dos socorristas.
Um minuto perdido pode fazer diferença entre a vida e a morte.
Para o pessoal da imagem é mais difícil.
O Robson tem que ficar de um lado para o outro da área de atendimento.
Ele registra cada detalhe, cada gesto, sem incomodar quem está em ação.
É complicado, mas possível.
Basta ter bom-senso e profissionalismo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Óleo na pista causa acidentes em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Hoje chegamos na tv e as pautas eram tranqüilas.
A primeira matéria era sobre reclamação de moradores no bairro Olavo Costa, depois duas gravações sobre manifestações, uma de servidores da UFJF e outra dos funcionários do Fórum.
Mas, tudo mudou quando estávamos saindo da TV.
A Michele recebeu uma ligação de um amigão nosso, dizendo que havia um carro capotado próximo ao antigo Pronto-Socorro.

Saímos da TV e demos de cara com um congestionamento na rua Santo Antônio, no centro de Juiz de Fora.
Logo à frente, nos deparamos com os bombeiros jogando serragem no asfalto que parecia sujo de óleo.
Isso, no trecho de subida da Santo Antônio, entre as ruas Oscar Vidal e Espírito Santo.
Paramos o carro atrás da viatura dos bombeiros para tentar descobrir o que havia acontecido.

Um dos bombeiros explicou para a Michele que um caminhão teria derramado óleo por várias ruas do centro da cidade e que moradores teriam acionado os bombeiros porque os carros não conseguiam subir a via.
Eles derrapavam no asfalto e voltavam de ré.
Estava tão escorregadio que estava difícil gravar as imagens dos militares jogando a serragem na pista para absorver o óleo.

A Michele comentou que estávamos indo gravar um carro capotado na avenida dos Andradas e o bombeiro disse que o acidente teria acontecido devido ao óleo na pista e que teria vazado do mesmo caminhão que derramou na Santo Antônio.
Com a confusão no trânsito, seguimos para a avenida dos Andradas.

Chegando lá, pista fechada e os bombeiros jogando terra no asfalto para absorver o óleo.
O nosso amigo André Bertoldo, técnico da Rede Record Minas, parou o carro ao lado da nossa Parati e fez a mesma pergunta que todos faziam.
O que tinha acontecido, porque aquela bagunça toda?
Depois de uma explicação rápida, rápida mesmo, comecei a gravar.

A Michele seguiu até onde estava o Chevette capotado e logo conseguiu a explicação para o acidente.
Um caminhão teria derramado óleo na pista e o motorista do Chevette disse que depois de fazer a primeira curva perdeu o controle do carro, capotou quatro vezes, bateu em um canteiro e parou virado de lado.
Ele não se feriu.

Um frentista disse que um motociclista não teve a mesma sorte.
Pouco antes ele derrapou na pista, caiu com a moto e se machucou.
A vitima não quis gravar entrevista.
O frentista ainda disse da sorte do carro não ter ido para a calçada do outro lado da rua onde o movimento de pedestres é grande.

A Michele gravou as entrevistas e a parte em que ela contava a história.
Gravamos entrevista com o sargento Brugguer, que nos avisou de mais dois acidentes à frente, mas sem gravidade.
Um problema que a policia enfrentou foi a falta de informações ou informações desencontradas sobre o caminhão.
Uma testemunha chegou a afirmar que se tratava de um caminhão de uma transportadora de combustível.
Mas, a história foi logo esclarecida.

O caminhão havia sido abordado em um antigo posto de combustíveis, no bairro Cerâmica e o motorista trapalhão estava detido no local.
Registramos a outra batida e fomos para o bairro Cerâmica.
Pelo caminho, quase que outros carros se acidentaram.
Um fusca quase bateu na Parati da TV.

Mas, voltando à história, chegamos no local e o motorista não queria que gravasse o caminhão.
Expliquei a ele que iria gravar e preservaria apenas a imagem dele.
Aí, veio a surpresa.
O caminhão não transportava óleo.
O que vazou por oito quilômetros de vias da cidade era gordura vegetal.
Fui gravar a carga e, mais uma vez, o motorista não queria que gravasse.

O material era transportado em uma espécie de saco plástico tamanho família e amarrado com arame.
Eram 280 quilos de gordura vegetal hidrogenada que escorriam pela traseira do caminhão e já faziam uma poça no chão.
A tal da gordura no chão escorrega de verdade!
Tínhamos que tomar cuidado pra não cair.

O motorista não falou muito.
Mas, disse que pegou a carga numa empresa no bairro Benfica, na zona norte de Juiz de Fora, e iria pra Contagem, na Grande BH.
As notas pareciam estar corretas e informavam que a carga de gordura e farinha seria devolvida ao fornecedor.

Porém, o caminhão não tinha a documentação de 2009.
Os policiais que registraram a ocorrência fizeram duas autuações:
a primeira pela falta de documentos e a segunda por derramamento de carga na pista.
Esta última rendeu multa gravíssima, de 180 Ufirs, e teria rendido a apreensão do veículo.
Mas, a legislação permite que, em caso de carga perecível, o caminhão seja liberado.
Esperamos para gravar com os responsáveis pela transportadora e pela empresa dona da carga. Mas, ninguém apareceu por lá.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chuva causa inundações, soterramento e acidentes em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O temporal começou por volta de nove da noite dessa segunda-feira.
No início, era só uma garoa.
Depois, foi piorando e virou uma tempestade.
A zona leste de Juiz de Fora foi a região mais atingida no município.
45 ocorrências foram registradas pela Defesa Civil na área.
O bairro Linhares foi o mais prejudicado, com 10 registros, seguido por Grajaú, com 8, e Vila Lapina, com 5.

No Linhares, a rua Diva Garcia ficou alagada em frente ao Posto Policial.
Quem estava na rua, teve que se proteger debaixo das marquises.
Mas, isso não impedia que ficassem encharcadas cada vez que um carro se arriscava no alagamento.
O córrego do Yung transbordou e a água se espalhou por toda a parte baixa do bairro.

Um motoqueiro precisava passar e a saída encontrada por ele foi a calçada.
O rapaz foi aos poucos, lutando contra a correnteza quando chegou perto do córrego e conseguiu passar.
Outros desistiram diante do risco.
Os carros que estavam estacionados foram cercados pela água.

Por volta de dez e meia da noite, no bairro Bom Jardim, a enxurrada que descia da parte alta do bairro transformou ruas e calçadas em corredeira.
A força da água formava redemoinhos ao redor dos postes.
Muitas motoristas ficaram parados na Diva Garcia, esperando a água baixar um pouco para tentar passar.
Outros, preferiram seguir pela contramão em direção ao centro da cidade.

No bairro Três Moinhos, mais estragos.
Ruas alagadas, casas inundadas, quedas de barreiras.
A passagem para o centro teve que ser interditada, por conta de um barranco que deslizou e de áreas de alagamento.
Muitas famílias passaram a madrugada tirando lama e água de dentro de casa.

No Vitorino Braga, a força da enxurrada abriu buracos em vários pontos.
O asfalto levantou e se quebrou onde os bueiros não deram conta da quantidade excessiva de água.
Algumas tampas quebraram e saíram do lugar, deixando buracos enormes abertos.
Um perigo para veículos e pedestres.

Os comerciantes passaram a madrugada limpando as lojas invadidas pela enchente.
O dono de uma papelaria reuniu um monte de revistas e jornais molhados e acumulou tudo na calçada.
Ele disse que ainda levou muita coisa para casa, a fim de ver se consegue salvar parte da mercadoria depois que secar.
O comerciante calcula prejuízo de seis mil reais.

Os bombeiros foram chamados para socorrer uma família presa dentro de um carro que caiu numa vala.
O acidente foi no bairro Bandeirantes, zona nordeste da cidade.
O motorista, de 29 anos, a mulher dele, de 30 anos, e os filhos, uma menina de 6 meses e um menino de 6 anos, estavam indo para casa.
Na rua Aurora Tristão, o temporal inundou a pista e o jovem não viu a cratera.
O buraco foi aberto para manutenção na rede de água ou esgoto e fechado com terra.
A chuva forte antes do asfaltamento lavou a terra e abriu a cratera.
Os quatro foram socorridos e levados para o Hospital de Pronto Socorro.

No centro da cidade, a Avenida Rio Branco, uma das mais movimentadas, ficou engarrafada por quase quatro horas.
O problema foi a inundação do Mergulhão.
Os carros não conseguiram passar e houve confusão no tráfego das ruas no entorno do Largo do Riachuelo.

Os motoristas de ônibus estacionaram os veículos na pista central e ficaram de prontidão, esperando a água baixar para poderem seguir no trajeto de cada um.
A fila era longa quando chegamos.
Os motoristas estavam do lado de fora, vigiando a chuva forte.
Agentes trânsito sinalizaram a área e impediram a passagem pelo trecho até a água escoar.

Nas ruas ao redor, estava difícil passar.
A gente tentou pela Francisco Bernardino.
Mas, o trânsito parado não parecia voltar ao normal tão cedo.
Seguimos para a Rio Branco e notamos que a situação era pior.
Não havia para onde correr.
Seguimos então em direção à zona norte, demos uma volta imensa e paramos do outro lado do Mergulhão para fazer imagens.

Hoje cedo, voltamos aos locais onde estivemos durante a noite.
No Linhares, duas máquinas ajudavam os funcionários do Demlurb, Departamento de Limpeza Urbana, a raspar a lama agarrada no asfalto.
A rua Diva Garcia, em frente ao Posto da PM, foi um ponto complicado para limpar.
A enxurrada passou, deixando para trás quase um metro de lama e lixo.

Na esquina das ruas Lamartine Ferreira Leite e Itália, os moradores contaram que sempre são prejudicados.
Basta chover forte, para que as casas fiquem inundadas.
Uma família que mora de aluguel perdeu todos os móveis.
A Cleuza Carvalho contou que estava dormindo e acordou com o barulho da enxurrada entrando na casa.
Com medo de ficar ilhados, os moradores arrancaram uma grade para que a vizinha da casa de cima pudesse entrar para ajudar na retirada das crianças.

Na parte alta do bairro Linhares, os moradores reclamaram que uma rua aberta num loteamento seria o motivo da enxurrada de lama que desce por alguns terrenos.
Fomos em duas casas e vimos que realmente eles têm motivos para reclamar.
Uma cuidadora de idosos ficou ilhada dentro de casa, com duas frentes de deslizamento de cada lado, a escada destruída pela força da água e lama para todo lado.

No bairro Três Moinhos, além de muito barro espalhado, a rua Diva Garcia ficou interditada devido a um deslizamento de terra.
O barranco cedeu por volta de onze da noite de ontem.
O barro só foi retirado no meio da manhã de hoje.

A ocorrência mais grave registrada pela Defesa Civil foi no bairro Alto Grajaú.
Na hora do temporal, um aposentado de 77 anos estava sozinho em casa.
O barranco deslizou, derrubou as paredes e o telhado da casa e o homem ficou soterrado.
Ele foi socorrido pelo genro.

O rapaz desceu no meio dos escombros, no escuro, correndo o risco de também ficar soterrado e correu para ajudar o sogro.
O aposentado foi levado para o hospital, medicado e liberado.
Ele está na casa de parentes.
Pela manhã, ainda estava muito abalado e a família não permitiu que conversasse com os repórteres.

O prédio na parte de cima do barranco foi interditado pela Defesa Civil.
Os moradores deixaram o local.
Dez crianças estão com os pais na sede da Associação de Moradores do Alto Grajaú.
O presidente da associação disse que eles têm apoio da prefeitura, mas reconhece que se a situação se prolongar, vai ficar complicado.
A previsão é de mais chuva para os próximos dias.

sábado, 17 de outubro de 2009

Agentes penitenciários parados em Minas

Por Michele Pacheco

Minas Gerais tem 15 mil agentes penitenciários.
500 deles trabalham em Juiz de Fora.
Com a paralisação deflagrada em todo o estado, a manhã foi tensa na cidade.
Os parentes que chegaram para visitar os presos das penitenciárias José Edson Cavalieri e Arioswaldo Campos Pires foram barrados na porta.

Os agentes fecharam a entrada que dá acesso às duas penitenciárias e ao Hospital de Toxicômanos.
Com faixas e gritos de protesto, eles chamavam atenção para as reivindicações que fazem ao governo de Minas.
A manifestação estava prevista para este fim de semana.
Mas, se as negociações não avançarem, a categoria já pensa em greve.

Cumprindo as determinações da Lei de Greve, 30% dos agentes de Juiz de Fora continuam trabalhando.
Eles cobram, entre outras reivindicações, a equiparação salarial dos agentes com outros órgãos de Defesa, como os Bombeiros e a Polícia Militar.
Querem também o retorno de benefícios que foram suspensos pelo governo estadual.

Os parentes dos presos estavam revoltados com a suspensão das visitas, mas deram apoio ao movimento dos agentes penitenciários.
As mulheres foram pegas de surpresa, quando chegaram com sacolas de comida para os internos.
Elas reclamaram muito e uma comissão foi formada para negociar com a direção da Penitenciária Arioswaldo Campos Pires.
Enquanto o grupo entrava, houve um princípio de tumulto.
A informação era de que os presos estavam batendo grades.
O canil se posicionou e os agentes de plantão ficaram em alerta.
Das janelas, os presos faziam sinais para a imprensa.

No Ceresp, também houve adesão.
Mas, o serviço foi mantido e as visitas de domingo não tinham previsão de cancelamento.
Até porque, com a superlotação do Ceresp, nem é recomendado criar situações de tensão por lá.
O Centro de Remanejamento em Segurança Pública de Juiz de Fora foi inaugurado em agosto de 2000.
Desde então, tem se mantido com número de presos bem acima da capacidade.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Plantação de maconha em cobertura de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Por volta de dez da manhã, a Polícia Federal de Juiz de Fora desencadeou a Operação Babilônia.
O nome é uma referência aos jardins suspensos.
A comparação é muito bem feita.
Afinal, na cobertura, no 11o andar do prédio, o morador transformou um quarto em estufa de maconha.
Os policiais encontraram 30 pés no local.

A polícia suspeita que a estufa
estivesse funcionando há 6 meses.
Os pés de maconha, com cerca de 1 metro e 70 cm de altura, foram plantados há um mês.
Eles cresceram mais rápido do que o normal, pois eram bem adubados e contavam com iluminação especial, à vapor de sódio.
As luminárias foram colocadas em pontos estratégicos do quarto, presas por correntes a um suporte afixado no teto.
Havia também um sistema de ventilação improvisado com ventiladores e exaustores.

O tipo de maconha apreendido é conhecido como Skank.

As sementes são geneticamente modificadas em laboratório, para aumentar o potencial sobre o organismo humano.
Segundo os policiais federais, o efeito é bem mais forte do que o provocado pela maconha comum.
Em compensação, um quilo de skank custa o dobro do quilo da maconha tradicional.
Um DVD com o título "Tudo sobre plantação de maconha indoor (em espanhol)" foi apreendido, junto com quase 3 kg de droga pronta para a venda.

A Polícia Federal recebeu
denúncias de que uma parcela da população de Juiz de Fora estava consumindo em larga escala o skank.
As investigações levaram ao eletricista de 33 anos que morava na cobertura com a mãe dele.
A mulher é doente e os policiais não acreditam que estivesse envolvida com a quadrilha de tráfico.
A maconha era cultivada, prensada e vendida na própria cobertura.
A alta rotatividade de pessoas estranhas no prédio chamou a atenção.

O morador da cobertura seria um dos
integrantes de uma quadrilha que estaria agindo em Juiz de Fora.
Ele seria o responsável por cultivar a droga.
As folhas eram colhidas e colocadas dentro de um armário em outro quarto.
Lá, arejadas e longe da claridade excessiva, elas iam secando até o ponto de serem prensadas e vendidas.

O suspeito preso vai responder
por cultivo e tráfico de maconha e pode pegar até 15 anos de prisão.
O delegado responsável pelas investigações pediu a perda do imóvel.
O motivo é que a cobertura era usada como um laboratório para pesquisa e como estufa de maconha.
Os policiais lembraram que plantação indoor de maconha está cada vez mais comum nos EUA.
Mas, nenhum deles já tinha visto algo parecido aqui no Brasil.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Produtores de leite protestam em Minas Gerais

Por Michele Pacheco

É impossível percorrer as estradas de Minas e não lembrar que o estado é o maior produtor nacional de leite.
Os caminhões-tanque seguem de um lado para o outro buscando e levando a matéria-prima das delícias produzidas pelos laticínios mineiros.
E ainda é possível ver pelas estradas vicinais aqueles suportes para os latões de leite.

Hoje, nossa pauta era seguir para a zona rural de Leopoldina.
O endereço era um sítio entre Argirita e Leopoldina.
A propriedade rural fica bem perto da BR 267.
E, mesmo assim, é uma tranquilidade só, cercada de verde e riachos.
Deixamos a Parati perto do curral, onde o rebanho curioso nos esperava.

Fomos recebidos pelo Odezio Evangelista da Silva.
Ele é dono de 22 vacas leiteiras, que produzem 120 litros de leite por dia.
O produtor herdou o sítio do pai e lida com gado de leite há 37 anos.
Mas, anda desanimado com a desvalorização do produto.
A situação nunca foi tranquila para os pequenos e médios produtores, só que agora anda pior.

Odezio explicou que gasta em média 75 centavos por litro de leite.
Depois, vende o produto por preços que variam de 59 centavos a 65 centavos.
O prejuízo desanima o homem do campo.
"Com o valor tão baixo, não dá para manter o sítio do jeito que eu gostaria.
Antes, eu tinha três empregados.
Tive que demitir dois.
E até a comida do gado teve que ser cortada.
Minhas vacas eram alimentadas com farelo e ração.
Agora, só dá para oferecer o pasto e capim no cocho" lamenta o sitiante.

Acompanhamos o Odezio ao curral.
O Robson fez boas imagens do gado e do produtor ordenhando as vacas.
Ele colaborou com nossa equipe e deixou duas delas sem ordenhar.
Assim, quando chegamos, foi só levar as "voluntárias" para o local reservado e tirar o leite.
Sempre fico encantada com a gentileza e a agilidade com que o pessoal do campo lida com os animais.

As vacas só ficaram nervosas com a movimentação do Robson.
Cada vez que ele se aproximava com a câmera, elas olhavam desconfiadas e ficavam virando a cabeça de um lado para o outro tentando ver para onde ele iria.
Algumas mais descoladas chegaram perto e mataram a curiosidade.
Outras, foram para o fundo do curral e ficaram vendo de longe.

Também, ele fica fazendo malabarismo com a câmera!
Quando o vi seguindo para a lateral do curral, não entendi nada.
Depois, vi que o preguiçoso estava encontrando um jeito de não ter que sair do curral, dar a volta no piquete e chegar de novo perto do curral pelo lado de fora para fazer imagem.
Eu chamo de preguiça, mas ele prefere dizer que está otimizando o tempo.
Então, tá!

Nesse vai e vem do Robson, quem se estrepou fui eu!
Fiquei quieta no canto para dar passagem às vacas.
Ele foi para o lado oposto.
Diante do engarrafamento bovino na porta do curral, fiquei parada, esperando que elas passassem e eu pudesse ir para o lado do Robson.
Mas, ele tinha que se mexer e assustar as coitadinhas!
Resultado, elas patinaram no chão cheio de...esterco fresco.
E eu fiquei respingada da cabeça aos pés.
Por sorte, meu blazer foi poupado e só havia sujeira na calça, nas mãos, no microfone, na minha pauta usada como rascunho...

Dei um jeito de me limpar e seguir com a matéria.
Fomos para o carro parecendo dois saches de curral.
Ainda bem que estou acostumada com o cheiro.
Meu pai era veterinário e sempre chegava em casa com os cheiros característicos da lida no campo.
Como isso era um símbolo do amor dele pelo trabalho e pelos animais, nunca me incomodou.

Seguimos para Leopoldina.
Cerca de 500 produtores de leite da Zona da Mata e do Campo das Vertentes se reuniram no Parque de Exposições.
Eles aproveitaram o Dia Nacional da Pecuária para cobrar melhores condições para o homem do campo.
O que todos querem é um preço mais justo para o leite.
Afinal, eles recebem em torno de 65 centavos o litro do leite tipo C e o consumidor paga pelo mesmo litro de leite C na faixa de dois reais.

Para protestar, os tratores deixaram o campo e invadiram as ruas da cidade.
Por onde passavam, chamavam a atenção dos moradores.
Quem estava nas ruas, parou para ver a cena inusitada.
A "tratoreata" percorreu todo o centro do município da Zona da Mata Mineira.
Os trabalhadores rurais que conduziam os tratores estavam sérios, lembrando o risco de desemprego em massa na zona rural.

O protesto foi feito por famílias inteiras.
Havia produtores e trabalhadores rurais.
Todos temem a falência da pecuária leiteira no Brasil.
O presidente do Sindicato Rural de Leopoldina disse que este é um dos momentos mais críticos já vividos pelos produtores leiteiros no país.
Salviano Junqueira Júnior criticou o governo federal: "não adianta ficar falando do Fome Zero e matar de fome o homem do campo.
Cadê a preocupação do governo com os produtores de leite que estão recebendo uma miséria pelo produto?"

Atrás dos tratores, seguiam os produtores com faixas de protesto e cobrança de providências das autoridades.
O manifesto dos produtores leiteiros teve apoio de sindicatos rurais de várias cidades da região.
Nas faixas levadas pelos manifestantes, a população leu e entendeu o drama que aquelas pessoas estão vivendo.

Durante o protesto foi lembrado que, desde a criação do Plano Real, os insumos usados na produção leiteira tiveram 600% de aumento, contra apenas 100% de aumento no preço do leite.
O resultado é um empobrecimento do homem do campo e a desistência de muitos pequenos e médios produtores de leite.
"Com o gado de corte, você chega no matadouro e pergunta quanto eles pagam.
Com o gado de leite, você vende a produção e nem sabe quanto vai receber.
Do mês passado para agora, o preço caiu 17 centavos em Leopoldina, isso tirou de circulação um milhão e meio de reais" explicou um produtor.

Os manifestantes pararam em frente à Câmara Municipal de Leopoldina e cantaram o Hino Nacional.
O momento de patriotismo foi um lembrete para as autoridades.
Não existe uma nação independente e soberana sem alimentos.
Se o governo não começar a prestar atenção às necessidades do homem do campo, ele vai largar tudo e inchar ainda mais as cidades.
O desemprego vai aumentar e a fome também.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Procissão de motociclistas em homenagem a Nossa Senhora Aparecida

Por Robson Rocha

Hoje, acordei com barulho de buzinas e fogos de artifício.
Eram os motoqueiros de Juiz de Fora, que se reúnem há 14 anos, no dia 12 de outubro para homenagear Nossa Senhora Aparecida.
Logo no inicio da manhã, eles seguem para a avenida Rio Branco no bairro Bom Pastor, onde acontece a concentração.
Uma imagem da Padroeira do Brasil é colocada em uma moto sobre o baú.

Os participantes pedem proteção a Nossa Senhora.
Outros participam para agradecer alguma graça.
Anderson de Oliveira Dutra, um dos organizadores do evento, diz que tudo começou a partir de uma promessa.
"Nosso amigo que também organiza a procissão, Antônio Carlos Loureiro, recebeu uma graça de Nossa Senhora Aparecida e como gratidão passou a fazer essa motosseata".

A procissão sai e as motos seguem a imagem da padroeira pela pista lateral da avenida Rio Branco.
Os motoqueiros seguem pela principal avenida de Juiz de Fora até o bairro Manoel Honório e retornam para a Catedral Metropolitana.

Ao meio-dia, eles chegam a Catedral onde é celebrada uma missa.
Depois, a imagem de Nossa Senhora, os motociclistas e todas as motos recebem uma benção especial.
Na igreja de Nossa Senhora Aparecida, estão previstas sete missas durante todo o dia.

Todo ano a imprensa registra a procissão.
Apesar de ser feriado, a galera de plantão da Tribuna de Minas estava registrando o ato religioso. O Roberto Fulgêncio e a Paula Rivello, repórteres fotográficos, tiveram que acelerar para fotografar as motos.

Nesse ano, apesar de estarmos de folga, registramos algumas fotos. A Michele foi ao mercado e tirou algumas fotos e eu aproveitei a vista da nossa sacada e também registrei para o blog.
Agora, chega de trabalho, vamos voltar ao nosso ócio.

domingo, 11 de outubro de 2009

Acidente entre carreta e gol na BR-116 - Em Minas

Por Silvan Alves
www.silvanalves.com.br

Um grave acidente na BR-116, região de Itamuri-MG, acabou deixando uma pessoa morta na manhã deste domingo.
Segundo o perito criminal, Felipe Machado Dapieve, da Perícia Técnica da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Muriaé, o acidente aconteceu às 10h10 deste domingo, envolvendo uma carreta Scania, placa GXS 3242 de Belo Horizonte, conduzida por Carlos Henrique Miguel, e um Gol, placa, KOK 3723, de Volta Redonda, conduzido por Tiago de Carvalho Martins, 24 anos.

No choque violento com a carreta, o motorista do Gol, Tiago de Carvalho Martins, 24 anos, ficou gravemente ferido e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros de Muriaé, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital São Paulo.
Já sua esposa sofreu ferimentos leves, e segundo o Corpo de Bombeiros estava passando bem.
O motorista da carreta nada de grave sofreu.
O acidente aconteceu no Km 698 da BR-116, local de alta incidência de acidentes devido as curvas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Acidente com ônibus mata duas pessoas e fere 30 em Minas Gerais

Por Michele Pacheco

Fomos acordados às três e dez da manhã pela Regina Ramalho, produtora da TV Alterosa.
Ela recebeu informação de uma fonte que um acidente grave tinha sido registrado no trevo de Piraúba.
Levantamos.
Eu disse levantamos e não acordamos!
Tomamos banho para espantar um pouco do sono e fomos para a estrada.
Uma névoa densa dificultou a viagem no trecho entre Juiz de Fora e Tabuleiro.
E, para piorar, estava chovendo.
Demoramos mais do que o normal para chegar ao local do acidente.

O ônibus da viação Unida seguia do Rio de Janeiro-RJ para Itabira-MG.
Segundo representantes da empresa, o motorista e 36 passageiros estavam no veículo.
Chovia na hora do acidente e esse pode ser um dos motivos que levaram o motorista a perder o controle da direção numa curva, invadir o acostamento, bater em algumas árvores e tombar numa vala larga na margem da MGT 265, em Piraúba-MG.
O ônibus deixou o Rio às 21h15 e o acidente foi às 02h30.

Os passageiros contaram que quem estava menos ferido ajudou a tirar as vítimas em piores condições e os idosos.
Adriano Santana foi um dos 8 passageiros encaminhados ao Hospital São Vicente de Paulo, em Rio Pomba.
Ele contou que estava na última poltrona do ônibus.
"Por sorte eu tinha deitado o banco e tirado o cinto de segurança poucos minutos antes.
Se eu estivesse preso no cinto, teria ficado pendurado na parte que ficou para cima e seria mais difícil sair.
Quebrei o vidro traseiro, que já estava todo trincado e comecei a tirar as pessoas à minha volta.
Eu e outro passageiro nos esforçamos para subir várias vezes o barranco levando os feridos.
Mas, graças a Deus, conseguimos tirar 12 pessoas" explicou emocionado o técnico em mecânica.

Os passageiros levados para Rio Pomba devem ficar em observação até o início da tarde e depois podem ter alta.
Adriano lembrou ainda da falta de solidariedade dos poucos motoristas que passaram pelo local durante a madrugada.
Ele disse que tentaram parar os carros, pedir ajuda ou carona para ir até um lugar onde pegasse celular para avisar do acidente, mas ninguém parava.
Um grupo se desesperou com os gemidos e os gritos de dor e entrou na frente de um ônibus.
O motorista parou e levou algumas pessoas.

Assim, os bombeiros foram avisados e correram para o local a tempo de salvar alguns passageiros que estavam presos nas ferragens.
Um homem e uma mulher morreram no local.
Os corpos estão no IML de Ubá e não tinham sido identificados até o início da tarde.
Os documentos ficaram perdidos no ônibus tombado.

A Polícia Militar Rodoviária de Ubá também se deslocou para a rodovia.
O sargento Ércules Melo explicou que os policiais chegaram ao local e encontraram os bombeiros trabalhando e alguns passageiros sendo levados por ambulâncias para hospitais da região.
"Estava escuro e havia muitos feridos.
As pessoas estavam no acostamento, esperando para serem removidas" disse o policial que passou a madrugada na estrada acompanhando o trabalho de socorro.

Vinte e dois feridos foram encaminhados a hospitais de Ubá.
No Santa Isabel, 15 passageiros deram entrada.
8 tiveram alta cedo, 6 ficaram em observação e uma mulher de 60 anos foi internada com ferimento no pé.
Já no Hospital São Vicente de Paulo, 7 vítimas foram atendidas.
Duas ficaram internadas: uma com fratura na cabeça e outra no fêmur.
O restante ficou em observação e estava sendo examinado de novo por volta de dez da manhã.
A maioria deve ter alta agora à tarde.

Os representantes da empresa não tinham a lista de passageiros em mãos.
Ela também estaria perdida no veículo tombado.
Quanto ao motorista, não o encontramos em nenhum hospital.
Os funcionários da Unida disseram que ele estava em Rio Pomba, mas não quiseram explicar se foi ferido ou não.
Nenhum passageiro com quem conversamos percebeu excesso de velocidade antes do acidente.

As duas vítimas fatais foram identificadas como José Francisco Timóteo, de 50 anos, e Maria Emília de Souza Pereira, de 63 anos.
Dos 30 feridos levados para hospitais de Rio Pomba e Ubá, apenas quatro pessoas continuam internadas em Ubá.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Enem coincide com vestibular da UFJF

Por Michele Pacheco

O adiamento do Enem em função do vazamento da prova já foi um absurdo.
Mas, os estudantes terem que pagar por isso é demais!
O governo anda alardeando que as tropas vão proteger as novas provas.
Agora?!
Onde estavam elas quando alguém teve acesso às questões e tentou vendê-las?
Para piorar, a data do exame foi remarcada para dezembro, coincidindo com vários vestibulares.
Entre eles, o da UFJF (Univesidade Federal de Juiz de Fora).

Desde o anúncio da nova data do Enem, o Pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, não faz outra coisa a não ser atender jornalistas.
O motivo é simples: o Exame está remarcado para os dias 5 e 6 de dezembro e a primeira fase do vestibular da UFJF já estava agendada para o dia 6.
A universidade publicou no edital que só aceitaria as notas do Enem, caso elas fossem apresentadas até o dia 8 de dezembro.

Esta lá, para quem quiser conferir.
Por isso, boa parte dos integrantes da equipe organizadora do vestibular 2010 da UFJF defende a manutenção da data prevista para o concurso e a não utilização das notas do Enem.
O Congrad, Conselho Setorial de Graduação foi convocado para discutir o problema.
Ele deve se reunir assim que o reitor Henrique Duque retornar de Brasília.
Lá, ele recebeu uma carta do Ministro da Educação pedindo o adiamento da primeira fase do vestibular.
Os conselheiros têm duas opções para votar: manter a data prevista e abrir mão do Enem, ou aceitar o pedido do governo federal e adiar as provas.

Aí, surge o problema dos estudantes.
De um jeito ou de outro, são eles que vão pagar a conta pela falta de segurança nacional quanto às provas.
Se a UFJF e outras universidades na mesma situação optarem por manter as provas agendadas, quem depende do Enem para entrar em outras instituições sai no prejuízo.

Por outro lado, quem optou pelo PISM e o Vestibular tradicional tem o direito de entrar na justiça contra as universidades que atenderem ao governo.
Motivo: privilegiar os estudantes do Enem.
Lembrando que, com o Exame, para 2010 os vestibulandos têm três opções de acesso ao ensino superior.
E todas devem ter os mesmos direitos.

Conversamos com alunos de um cursinho de Juiz de Fora e notamos que a insatisfação é geral.
Eles se prepararam o ano todo e, no momento de maior ansiedade, têm que dividir as atenções entre as disciplinas e a tensão do Enem adiado.
Conversamos com vários estudantes e eles não sabem o que fazer: se insistem no Enem e garantem entrada nas universidades que vão adotá-lo ou se abrem mão e ficam com as inscrições que fizeram para instituições em que o vestibular vai coincidir com o Enem.
Correndo o risco ainda do vestibular da UFJF ser adiado e acabar coincidindo com concursos de outras universidades.

O professor com quem gravamos entrevista disse que a ordem no cursinho é não dar opinião sobre a escolha, deixando a critério do aluno a opção que se encaixe melhor às necessidades dele e da família.
Por exemplo, se o estudante não tem condições financeiras de se manter fora da cidade, ele vai ter que avaliar se não é melhor insistir na UFJF e esquecer o Enem.

Por outro lado, se ele já se inscreveu para outras universidades que exigem as notas do Enem, não adianta se prender à federal de Juiz de Fora, caso ela decida não adiar a primeira fase.
Confuso?
Nem fala!
Resta apenas a esperança de que pelo menos os verdadeiros culpados de toda essa confusão sejam presos e punidos.

Universidades e as Mudanças no vestibular

USP Não vai mais usar a nota do Enem

Unicamp Não vai mais usar a nota do Enem

Unesp Data de prova específica para cursos de música, teatro e artes visuais pode ser alterada; reunião está discutindo o tema e também se vai usar nota do Enem ou não

UnB muda data do vestibular para 12 e 13 de outubro

Senac-SP Datas serão alteradas, mas calendário ainda está sendo definido

UFJF Estuda mudar data do vestibular; reunião do Conselho Universitário vai trazer decisão

UFSCar Instituição afirma que calendário não muda; uso do Enem segue o mesmo, de
50% da nota da primeira fase

Uems muda o vestibular para 13 de dezembro

Uneb muda o vestibular para 20 e 21 de dezembro

UEA muda o vestibular para 7 e 8 de dezembro

Fatec-SP muda o vestibular para 13 de dezembro

UFSC Vai alterar a data do vestibular; reunião do Conselho Universitário decide novos dias

UEL Não vai mudar data do vestibular, mesmo que coincida com o Enem

UFC Segunda fase do vestibular muda para 13 e 14 de dezembro

UFG Não sabe se nota do Enem continuará sendo usada; decisão do Conselho Universitário sai em 15 de outubro

UFRGS Calendário e uso do Enem não devem ser alterados

Unioeste Altera prova da segunda fase para 11 de dezembro, para não coincidir com o Enem

UFMS Calendário e uso do Enem não devem ser alterados

UFPE O Enem é usado como primeira fase do vestibular e isso não será alterado; calendário também não muda

UFBA Calendário e uso do Enem não devem ser alterados

UFRJ Calendário do vestibular não muda; uso da nota do Enem pode Ser alterado

FGV Ainda não decidiu se mudará data do vestibular, que coincide com o Enem

Cásper Líbero Reunião hoje decide se prova continua na mesma data, que coincide com o Enem, e se uso da nota do exame será mantido

UEMG Data do vestibular, que coincide com o Enem, deve ser alterada após reunião hoje

Unifesp Vestibular não coincide com Enem; instituição diz que uso da prova não muda

UFMG Calendário e uso do Enem não devem ser alterados

UFPR Calendário e uso do Enem não devem sofrer mudanças

PUC-Minas Não vai alterar uso do Enem; serão aceitas notas das provas de 2006, 2007 e 2008

Enem será realizado em 5 e 6 de dezembro
Unicamp não usará nota do exame