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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Polícia Civil prende 11 suspeitos de organizar tráfico de dentro do Ceresp

Por Michele Pacheco

A equipe da 6ª Delegacia Distrital da Polícia Civil fechou o ano com um balanço positivo.
Hoje, os investigadores e os delegados Carlos Eduardo Rodrigues e Ângela Fellet deram mais um golpe no tráfico de drogas, com parceria do Serviço de Inteligência do Ceresp.
Eles conseguiram desbaratar uma quadrilha que agia dentro e fora do Cadeião.

Entre os 11 presos, estavam 6 detentos e duas mulheres.
Os outros três eram agentes do tráfico que ajudavam no esquema.
Entre as presas, estava uma mulher que foi flagrada tentando entrar no Ceresp com quase 200g de maconha escondidos nos órgãos genitais.

A polícia civil descobriu em dois meses de investigação que a quadrilha agia em bairros da região Sudeste de Juiz de Fora.
Segundo o delegado Carlos Eduardo, além de tráfico, alguns presos são suspeitos de envolvimento em roubos, furtos e assassinatos.

O Chefe do 4º Departamento de Polícia Civil, Rogério Mello Franco, destacou a importância do trabalho em parceria.
Ele comentou ainda que toda a investigação começou com uma denúncia feita pelo 181.
A participação da comunidade com esse tipo de informação é considerada imprescindível na luta contra o crime organizado.

Casa condenada pela Defesa Civil é demolida em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O fim de semana foi de temporais em Juiz de Fora.
No domingo, choveu muito por volta de 8h e depois às 20h.
Pela manhã, houve estragos em alguns pontos.
A intensidade da chuva assustou.

No bairro São Tarcísio, entre os bairros Nossa Senhora Aparecida e Santa Rita, foi registrada a ocorrência mais grave.
O muro de uma casa em construção cedeu e colocou a estrutura em perigo.
As paredes rachadas não deixaram outra opção à Defesa Civil, a não ser a demolição.

O trabalho começou na noite de ontem, com o uso de uma máquina que derrubou o resto do muro, mas não conseguiu demolir a casa.
Hoje cedo, equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Obras voltaram ao local e terminaram o serviço.

Segundo o Subsecretário de Defesa Civil, Major José Mendes, foram registradas 8 ocorrências entre a tarde de sexta-feira e a manhã desta segunda.
Quanto às irregularidades encontradas na obra demolida, foram muitas.
O major disse que a mais grave foi a ausência de um engenheiro responsável, o que fez com que a construção fosse feita em área de risco e sem qualquer cuidado técnico.

Na casa ao lado, mora um casal.
A mulher estava muito chateada, porque a casa dela pode ter sido comprometida pelo descuido do vizinho.
Ela e o marido gastaram muito para cumprir todas as determinações de segurança quando construiram a casa deles e agora vêm o esforço prejudicado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mulher é usada como escudo humano e morre em Barbacena

Por Michele Pacheco

Cada vez mais eu tenho a certeza de que precisamos viver cada minuto como se fosse o último.
Uma balconista de 33 anos se despediu da filha de 12 anos, do pai, que tem problemas de saúde e dependia dela para muita coisa, e saiu de casa para trabalhar.
Ela estava no fim do expediente na padaria, quando foi vítima da covardia de dois jovens.

As imagens do circuito interno da padaria mostram a funcionária acabando de atender os clientes e olhando espantada para um jovem de 20 anos que entrou correndo, segurou a mulher pelo pescoço e se jogo no chão com ela por cima.
A mãe de família, a filha dedicada, a trabalhadora honesta e responsável viveu os últimos momentos aqui na terra como escudo humano.

Na imagem, um outro jovem, de 26 anos aparece armado e dispara 4 vezes por cima do balcão.
Três tiros atingiram a balconista e um feriu a mão do jovem deitado no chão.
Ele levantou e saiu sem prestar socorro.
Foi para um hospital e acabou preso.

O responsável pelos tiros fugiu numa moto com ajuda de um cúmplice, segundo a PM.
Na fuga, ele ainda fez um refém numa casa no distrito Colônia Rodrigo Silva.
Também foi preso.
Para a polícia militar, o caso foi considerado uma questão de honra e as equipes de plantão só pararam de trabalhar quando todos os envolvidos estavam presos.

No velório, a família estava inconsolável e com razão.
Além do medo de mostrar o rosto e sofrer represálias, eles não acreditavam em tamanha injustiça.
Espero sinceramente que a justiça seja feita e esses covardes passem um bom tempo atrás das grades.
Acho muito pouco para o que fizeram, mas é o que a justiça permite, não é?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Abate clandestino flagrado em Coronel Pacheco


Por Michele Pacheco

O serviço de inteligência do IMA, Instituto Mineiro de Agropecuária, recebeu a denúncia de que numa fazenda de Coronel Pacheco, no limite do município com Juiz de Fora era praticado abate clandestino.  
O destino da carne seria açougues da cidade vizinha.

Os fiscais foram ao local acompanhados de policiais militares e fiscais da prefeitura de Juiz de Fora. 
Quando chegaram, dois animais tinham acabado de morrer. 
As carcaças estavam no chão do curral, sem qualquer cuidado com higiene. 
As patas foram amarradas com cordas depois que os bichos levaram uma pancada na testa.

Para isso, foi usada uma machadinha. 
Ela tem o cabo longo. 
Na hora do abate, o responsável usa a parte contrária à lâmina, para não cortar e estragar o couro. 
A pancada forte insensibiliza o animal, que fica vivo, mas imóvel enquanto é feita a sangria.

Os couros depois de retirados são presos com pedaços de madeira para se manter  esticados enquanto secam.  
Segundo o veterinário do IMA, Luciano Puga, o índice de animais abatidos no país é medido pela quantidade de couro que chega às indústrias que trabalham com esse produto.

Enquanto gravávamos as imagens e entrevistas, uma cena chamou nossa atenção. 
Vários cães foram chegando, atraídos pelo cheiro de sangue e de carne fresca. 
Sem qualquer cerimônia, eles iam comendo lasquinhas de carne e pele, aumentando o risco de contaminação do alimento.

O Luciano comentou que o mais grave nesse tipo de abate é a falta de controle sanitário dos animais abatidos. 
Se eles tinham alguma doença, a fiscalização poderia ter descoberto antes do abate. 
Depois, é impossível. 
Problemas como raiva e outras doenças infecciosas não deixam sinal na carne.

O dono da fazenda não tinha aparecido enquanto nós estávamos lá. 
Segundo os ficais, ele pode ser multado, autuado e sofrer outras punições. 
As duas carcaças foram destruídas no Aterro Sanitário de Juiz de Fora.





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Assalto em agência do Santander no centro de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O centro de Juiz de Fora ficou movimentado no final da manhã.
Uma denúncia de assalto na agência do Banco Santander na Avenida Rio Branco, entre as ruas Floriano Peixoto e São Sebastião mobilizou equipes da 3a Companhia de Missões Especiais e da 30a Companhia.

Quando chegaram, os pms descobriram que os bandidos já tinham fugido.
Uma vítima contou que chegava ao banco para sacar cem reais, quando foi rendida por um homem na porta e alertada para ficar calada durante o assalto, se não quisesse morrer.
Outras duas pessoas também foram feitas reféns junto com o jardineiro de 50 anos.

Depois de usar um maçarico paco num dos caixas eletrônicos, os ladrões recolheram o dinheiro bem debaixo de uma câmera de segurança.
Eles fizeram a limpa, colocaram o dinheiro em sacos, avisaram às vítimas para não se mexer nem chamar ninguém até que eles tivessem sumido de vista.
Aí, fa kombi branca estacionada em frente à agência.

A Polícia Militar recebeu informações de que um dos homens seria estrangeiro, talvez colombiano.
Eles fugiram pela avenida Rio Branco.
Como as rotas de fuga são muitas, as polícias militar, civil, rodoviária federal de toda a região foram alertadas sobre o assalto.
Uma Operação de Cerco e Bloqueio foi montada nas principais saídas de Juiz de Fora.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Acidente com dois caminhões na BR 267 dentro de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

A Br 267 ficou interditada no fim da manhã de hoje, no trecho do bairro Retiro, em Juiz de Fora.
Dois caminhões bateram de frente na entrada de uma ponte estreita, que só permite a passagem de um veículo por vez.
O motorista do caminhão que já estava em cima da ponte disse que chovia na hora do acidente.

Ele contou que estava quase no fim da ponte, quando viu o caminhão tanque vindo no sentido contrário e não conseguindo parar antes da batida.
Não houve feridos, mas o susto foi grande.
Se a batida fosse mais para o meio da ponte, provavelmente um dos veículos teria quebrado a mureta de proteção e caído no rio ou ficado pendurado.

O transtorno maior foi para quem mora ou passa pelo trecho.
Veículos pesados só têm aquela rota para seguir para Matias Barbosa e pegar a BR 040.
Eles são proibidos de subir a serra do bairro Santo Antônio.
Assim, muitos motoristas ficaram parados nas margens da rodovia à espera de liberação para passar.

Os passageiros dos coletivos também tiveram que descer à pé.
Com sacolas e crianças no colo eles reclamavam da falta de providências definitivas no trecho sempre problemático.
A empresa de ônibus colocou alguns carros para fazer baldeação, mas ainda assim o transtorno e os atrasos irritaram a população.

domingo, 11 de novembro de 2012

Adolescentes apreendidos com armas em ônibus

Por Michele Pacheco

Eu e o Robson voltávamos de viagem ontem à noite, quando notamos um movimento de policiais num posto de gasolina da Av. Presidente Itamar Franco.
Paramos achando que era uma briga, mas descobrimos que os pms agiram antes que isso ocorresse.
Eles receberam denúncia de adolescentes armados dentro do coletivo.

A primeira abordagem foi feita no bairro Mariano Procópio.
Assim que viram os policiais, os suspeitos jogaram as duas armas na linha férrea.
Os pms da Rotam procuraram e encontraram a garrucha e o revólver.
O armamento foi apreendido e os 4 menores de 18 anos também.

Eles são do bairro Jardim Cachoeira e a suspeita é de que estavam a caminho de algum encontro de gangues para brigar.
Essa versão é reforçada pelo fato de que um adolescente do Parque das Águas, loteamento vizinho ao Jardim Cachoeira foi morto a tiros no mês passado e o crime ainda não foi vingado.

sábado, 10 de novembro de 2012

Chuva causa acidente na BR 267 em Bicas

Por Michele Pacheco

Dois irmãos de São João Nepomuceno levaram um susto e tanto hoje.
Eles seguiam para o Sul de Minas.
Ao passar pela pista de acesso ao viaduto da BR 267, o caminhão em que viajavam derrapou numa mancha de óleo e seguiu sem controle.

O veículo derrubou parte da proteção de concreto do viaduto.
A cabine ficou para cima, o eixo da frente acabou preso na mureta e o restante ficou pendurado.
Por sorte, o motorista e o irmão dele conseguiram sair sem ferimentos.
Mas, o risco que enfrentaram deixou os dois com as pernas bambas.

Chovia na hora do acidente e a mistura de óleo no asfalto e água em excesso é muito perigosa.
Em alguns trechos da rodovia, a gente observou que há acúmulo de água na pista e no acostamento.
O trânsito intenso naquele trecho da BR 267, com um número elevado de veículos pesados torna a situação ainda mais complicada toda vez que chove.

No início desta semana, o tempo ruim causou estragos na zona norte de Juiz de Fora.
Nos bairros Jardim Natal e Francisco Bernardino, o córrego Humaitá transbordou e invadiu várias casas.
Os moradores passaram a manhã toda limpando a lama que restou da enxurrada da madrugada.

Em algumas ruas, eles tiveram ajuda de uma equipe do Demlurb, Departamento de Limpeza Urbana.
Com um caminhão tanque e uma mangueira, eles lavaram a lama acumulada nas ruas e facilitaram o acesso às moradias mais prejudicadas.
Um carpinteiro largou as ferramentas de trabalho e assumiu o comando da enxada para abrir caminho até o quintal dele, completamente alagado.

No Bairro Francisco Bernardino, as famílias prejudicadas pela enchente tiveram que deixar as casas.
A orientação foi da Defesa Civil.
O risco de mais chuva no início da semana colocava todas elas em perigo.
As expressões eram de tristeza por ter perdido tanta coisa e ainda precisar abandonar o resto.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Acidente com saque na Br040

Por Michele Pacheco

Um acidente entre uma carreta e um caminhão deixou a BR 040 em meia pista nos dois sentidos.
A batida foi em Juiz de Fora.
Segundo funcionários da Concer, Concessionária responsável pelo trecho privatizado, o motorista da carreta perdeu o controle da direção numa curva.

Ele não conseguiu impedir que a carroceria tombasse por cima da mureta e caísse na pista contrária, no sentido Juiz de Fora-Rio de Janeiro.
O motorista de um caminhão baú que vinha nesse sentido não conseguiu desviar a tempo e bateu na carreta, perdendo o controle da direção e indo tombar no acostamento.

Com a batida, a carga de 90 mil rolos de papel higiênico se espalhou pela estrada.
O motorista do caminhão ficou ferido e foi levado para o hospital.
Assim que viram o carregamento espalhado, os saqueadores entraram em ação.
Eles não perdoaram nem um rolo sequer.

Aproveitamos os flagrantes e fomos ouvir essas pessoas que não se importaram de parar o trânsito já complicado para furtar o que estava na pista.
Todos foram unânimes ao afirmar que estavam pegando porque todo mundo pega.
Não é demais?
Eles justificam o crime dizendo que outros praticam.

E não era só gente humilde, como esse homem com o carrinho de madeira.
Havia também donos de carros de marca.
Um Honda Civic estava com o porta malas abarrotado e o motorista parecia se divertir no meio do tumulto.

A Polícia Rodoviária Federal estava com sobrecarga de atendimentos e demorou a chegar.
O pessoal da Concer se desdobrou para controlar os furtos, mas era muita gente.
Assim que os policiais chegaram, muita gente desistiu do risco de ser preso.
Para quem não sabe, saque é furto e pode terminar em cadeia.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012 - Festa do eleitor e trabalho dobrado para a imprensa


Por Michele Pacheco

Eu odeio trabalhar em época de eleição.
Para começar, vem a censura velada de certos candidatos que ficam ligando para chefias das emissoras e fazendo pressão para pegar leve com assuntos que sempre foram tratados como prestação de serviços à comunidade.
Eles gentilmente lembram que qualquer deslize pode render uma multa e tanto.

Durante o ano todo, matérias de problemas de bairro são consideradas importantes.
Mas, nessa época, a gente fica de mãos atadas, com ameaças de processos por denegrir a imagem da cidade, etc.
Agora que a eleição está na reta final, fico feliz por ver que esse tipo de pressão e censura à imprensa foi derrotado pelas mídias digitais e pelos eleitores.

A imprensa oficial pode até mudar o tom e evitar reportagens que possam atingir um candidato ou outro.
Mas, nas redes sociais, o trabalho foi rigoroso.
Junto com centenas de propagandas de candidatos, fomos bombardeados no Facebook e em outros meios com a contra propaganda, fotos e relatos que desmentiam os anúncios ricamente pagos no horário eleitoral.

Hoje, cobrindo a votação em Juiz de Fora e acompanhando a de outras cidades, vimos que a era da censura está agonizante.
Quem votou nisso durante a campanha, amargou resultados ruins.
O eleitor teve à disposição outros meios para conferir se o que estava sendo anunciado era verdade e deu resposta nas urnas.

Eu, o Robson e o Mário, auxiliar técnico, começamos a trabalhar cedo, cobrindo o início da votação e o voto de 4 dos seis candidatos.
Foi um exercício e tanto, quase uma maratona, já que eles votaram todos pela manhã.
Oito e meia foi a Victória Mello, do PSTU, no colégio Academia, no centro.

De lá, corremos para o bairro Alto dos Passos, onde às nove e meia votou o Bruno Siqueira, do PMDB.
Ele chegou com a mulher, amigos e o candidato a vice, Sérgio Rodrigues.
Os dois distribuíram cumprimentos e mostraram segurança quanto a ida para o segundo turno.

No mesmo horário, a Juliana Zoet estava nos Grupos Centrais acompanhando o voto do Laerte Braga.
Ele também chegou acompanhado da mulher e de assessores.
O voto foi rápido, como o de todos os candidatos.

Às dez horas, outra coincidência de candidatos votando.
Nós ficamos com Custódio Mattos, do PSDB.
Ele chegou à Igreja do bairro Bom Pastor acompanhado da família e foi à urna com os netos, mantendo a tradição.

Enquanto isso, a Juliana e o Ângelo Nemésio registravam a Margarida Salomão, do PT, sendo recebida por um batalhão de jornalistas no Colégio Machado Sobrinho, no centro.
Líder das pesquisas durante toda a campanha do primeiro turno, ela estava cercada de eleitores e correligionários.

Para encerrar a nossa maratona, tomamos um chá de cadeira do Marcos Paschoalin, do PRP, que anunciou para toda a imprensa que votaria às 11h na Igreja de São Mateus.
Fomos para o local e descobrimos que não havia por lá o número da seção onde o candidato teria que votar.

Esperamos na sombra até a confusão ser resolvida.
O local onde ele tinha que votar era na escola Fernando Lobo e não na igreja.
Fomos à pé até o colégio e esperamos mais meia hora.
Por fim, ele chegou e votou rápido.

Valeu o encontro com os colegas e o papo divertido no meio da correria.
Depois de uma passada na Polícia Federal para ver a situação do pessoal preso por boca de urna, voltamos à TV para entregar a matéria e os flashes e encerramos nosso expediente.
Acompanhamos de casa o resultado, que colocou no segundo turno Bruno Siqueira e Margarida Salomão.