
Em menos de 48 horas, eles apresentaram o suspeito.
O pintor de 36 anos confessou o crime.
Ele levou os investigadores ao bairro.

Depois de percorrer um pasto íngreme, com muita pedra no caminho, policiais, suspeito e nós, jornalistas, chegamos a uma cachoeira.
Ela tinha mais esgoto e lixo do que água, o que garantia um cheiro constante de podre.
O objetivo do passeio no meio do mato era procurar a faca usada pelo Anderson.

Os investigadores, corajosos, até colocaram o pé na água imunda para procurar.
Depois de revirar a vegetação e avaliar pedras e fundo da cascata, eles desistiram da busca.
É impossível saber se a faca pequena foi levada pela correnteza ou se está naufragada em meio ao lixo.
Enquanto os policiais procuravam, a gente se divertia contando histórias e avaliando quantos carrapatos cada um levaria para casa.

Se eu não der um jeito, vou acabar tendo problemas com a polícia de Meio Ambiente por levar para casa bichinhos da fauna silvestre!
Voltando à tentativa de assassinato, conversamos com o autor confesso e ele contou que estava num churrasco

O jovem de 18 anos foi cobrar uma dívida de 100 reais que o pintor tinha por compra de crack.
O Anderson contou que já tinha sido ameaçado e agredido várias vezes e reagiu ao ver o pai ser agredido também.
O pai dele reforçou a história do filho, dizendo que a vítima da facada queria cobrar 40 reais por dia para não bater no pintor.

Anderson contou que usa droga há 15 anos e passou a consumir o crack há 10 anos.
O jovem ferido continua internado e o estado é estável.