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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ultimate Frisbee

Por Michele Pacheco

O Ultimate Frisbee é um esporte praticado em todo o mundo, mas ainda pouco divulgado no Brasil.
Porém, isso está mudando.
Um grupo de alunos do curso de Educação Física da Universidade Federal de Juiz de Fora conheceu a modalidade esportiva ao pesquisar esportes pouco conhecidos no país.
O que poderia ser um simples trabalho universitário, despertou uma vontade.
Ao colocar as regras em prática como apresentação de trabalho de uma disciplina, os amigos se empolgaram e decidiram criar uma equipe.

No início, eram poucos, todos do mesmo curso na UFJF.
Aos poucos, o grupo foi aumentando com parentes, amigos e até desconhecidos.
Os integrantes contam que, muitas vezes, estavam praticando e alguém parava para perguntar que esporte era aquele.
Fomos registrar o treinamento da equipe antes de ir ao Campeonato Brasileiro.
Num campo de terra, perto do Estádio Municipal de Juiz de Fora, encontramos os atletas e alguns familiares.
Com disposição, debaixo do sol forte, os praticantes nem se importaram com a nossa presença e seguiram empolgados com a preparação.
Afinal, eles tinham poucos dias antes da viagem que fariam.

Eles estavam orgulhosos, pois foram o único time de Ultimate Frisbee de Minas Gerais convidado para participar do Brazil Beach Cup Ultimate, realizado no último fim de semana em Peruíbe, litoral paulista.
O Fred Testa e o Hugo Amaral gravaram entrevista e falaram um pouco da expectativa.
"É uma experiência inédita, uma equipe de Juiz de Fora participar da competição. Estamos ansiosos, pois não sabemos como é o nível dos participantes. Mas, temos treinado muito e estamos confiantes" contou o Fred.
Arremessar um disco sem sair do lugar para os colegas de equipe, até que um deles consiga receber um arremesso num quadrado demarcado.
"O Ultimate Frisbee é uma modalidade esportiva que mistura elementos de outros esportes, como o basquete e o futebol americano" revelou o Hugo.
"É também a única modalidade esportiva do mundo em que não há árbitros. Os jogadores são motivados pelo senso de justiça. Se um movimento errado é feito, quem o fez pára a jogada e assume o erro" completou ele.
O Ultimate Frisbee surgiu nos Estados Unidos. No início, universitários se uniam numa loja para participar de uma competição de arremesso de tortas.
A idéia foi sendo aprimorada, os pratos passaram a ser feitos de plástico e o pessoal decidiu tirar a competição de dentro da loja e transformar em esporte.
Praticado no mundo todo, o Ultimate Frisbee ganha a cada dia mais adeptos.
Ficamos muito felizes por receber um e-mail da equipe contando os bons resultados conquistados em São Paulo. Segue abaixo o texto deles:
"Gostariamos de compartilhar com você e a equipe da Tv Alterosa o nosso belo resultado no Brazil Beach Cup Ultimate. Foram duas equipes, uma ficou em sexto lugar e outra ficou em terceiro. Tivemos também o prémio de melhor Fair Player no campeonato ( equipe que ficou em sexto ) e o Hugo foi o maior artilheiro do campeonato, ganhando o prêmio. O campeonato foi um sucesso. Foram 7 equipes, sendo que duas equipes eram muito fortes e as outras fortes. Uma de nossas equipes perdeu apenas para a seleção brasileira, que foi a campeã, e pra outra equipe de ex-jogadores da seleção, onde quase ganhamos, chegando a ir para o golden point. Ganhamos das outras equipes com muita raça e dedicação, não só pela medalha, mas sim para poder voltar pra Juiz de Fora com mais força pra difundir esse esporte que achávamos que era o máximo e agora sei que é fantástico. Sem palavras! Aprendemos muitooooo graças à colaboração de Ryan, um americano que não tinha time e pediu pra jogar com a gente. Ele nos ensinou muito."
Parabéns a toda a equipe!
Quem quiser mais informações ou fazer contato com o grupo, o endereço é frisbee_jf@hotmail.com

Banda do 2º Batalhão PM se apresenta no Festival de Música Colonial

Por Michele Pacheco

Acompanhamos muitas solenidades em Juiz de Fora.
E sempre há algo em comum entre elas.
A competência da Banda do 2o Batalhão de Polícia Militar.
No início, eu imaginava que quem era designado para a banda deveria ficar triste por ser afastado da ação policial.
Depois, entendi que é uma honra para os integrantes manter a tradição musical do 2o BPM.

Na homenagem que o Robson recebeu dos bombeiros, lá estava a banda.
Afinada, animada e engrandecendo a solenidade que homenageou aqueles que colaboram com o Corpo de Bombeiros.
O repertório é vasto.
Os policiais militares executam as músicas com tanto sentimento, que o burburinho comum em eventos com muitas pessoas se cala.
Todos prestam atenção ao desempenho digno de elogios.
Bem, o reconhecimento pelo trabalho exemplar vem de todas as partes.

Hoje, quem passar em frente ao Cine Teatro Central, no centro de Juiz de Fora vai acompanhar mais uma apresentação da banda do 2o BPM.
Os músicos vão tocar num palco montado em frente ao teatro, no calçadão da Rua Halfeld.
A apresentação faz parte dos eventos programados para o 19o Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.
A Banda se apresenta às cinco da tarde.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

19º Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

Por Robson Rocha

O que todo mundo imagina, principalmente alunos de jornalismo é que tudo se encaixa perfeitamente na hora de gravar uma matéria, mas os imprevistos que acontecem são inúmeros.
Hoje por exemplo, nossa pauta era sobre o festival de música colonial e antiga, o objetivo era gravar com um lutier que estaria dando um curso e o local era no Instituto Estadual de Educação, mais conhecido com Escola Normal.

Nesse período do ano é comum encontrar jovens andando pelas ruas da cidade carregando instrumentos musicais, às vezes eles chamam a atenção pelo tamanho. E, a cidade respira música, são várias apresentações, elas acontecem em vários locais e até mesmo nas ruas.
Essas apresentações nas ruas variam de orquestras à pequenos grupos como estes três alunos que participam do 19º Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga e se apresentaram na calçada da avenida Rio Branco, no centro de Juiz de Fora tocando violinos.
E, como eu gosto de rock, já gostei da apresentação deles, pois além das músicas antigas, eles tocaram Gun’s N’Roses.

Falando em violinos, é comum também encontrar jovens tocando solitários.
Eles treinam o tempo todo e a concentração é tão grande que muitas vezes nem notam as pessoas que estão a sua volta.
Parecem que estão viajando em um outro mundo, dopados pela música.

Outra coisa bacana no festival é que a maioria dos participantes das oficinas é jovem e que quer realmente aprender música.
Esses jovens não são apenas de Juiz de Fora, eles vêem de toda parte do país e ajudam a transformar Juiz de Fora na capital brasileira da música colonial e música antiga.
Algumas vezes eles treinam próximos e partituras diferentes, aí, realmente não dá para entender nada que eles tocam.

Mas, voltando a nossa pauta, quando chegamos o professor ainda não havia chegado e estranhamos quando a moça da organização nos mostrou onde ele ficaria.
Era uma mesa no canto do pátio e não parecia local para um curso.
Aguardamos um pouco e ele chegou.
A Michele conversava com ele enquanto ele colocava vários objetos sobre a mesa e aí veio a surpresa.
O local ali era para a venda de intrumentos.

O Humberto Nicoline e eu ficamos esperando para ver o que fazer, pois o professor disse que a aula era pela manhã e seria impossível dar ou mesmo simular uma aula naquele momento.
Fizemos a entrevista e o restante do material teria que ser feito pela equipe da manhã de terça-feira.

Saímos e levei a Michele a uma farmácia para comprar um analgésico pois ela estava com dor na coluna. Aí, nos ligaram para voltar ao local para gravar a matéria, porque havia alunos no local.
Eu disse que o professor havia dito que não tinha material para dar aula, mas nos mandaram voltar.
Chegando lá, nada mudou com relação a aula e ele continuaou vendendo seus instrumentos e apenas uma aluna de Viçosa apareceu por lá.
Depois de quase três horas para gravar uma matéria, fizemos apenas duas entrevistas.
Isso me faz lembrar de um chefe que tive, que dizia que a equipe sai da redação com 50% de chance de voltar com uma matéria e 50% de voltar com as mãos abanando.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Semana do Fazendeiro movimenta Viçosa em Minas Gerais

Por Robson Rocha

Chegamos em Viçosa e fomos direto ao Museu de Zoologia, onde iríamos gravar uma matéria sobre cobras.
No local, várias pessoas estavam aprendendo tudo sobre serpentes, desde os tipos até como proceder em caso de picada.
Porém, na parte da manhã só haveria a parte teórica, que seria ministrada em um sala.
Fazer matéria só em uma sala escura, onde eram passados slides não dá para TV, que depende de boas imagens. Aí, fiz alguns takes da parte teórica enquanto a Michele pegava informações com o professor Renato Feio e combinava o nosso retorno na parte da tarde, para mostrar o pessoal literalmente com a mão na massa, ou melhor, nas cobras.

Como não havia o que fazer ali, partimos para a outra pauta, que era sobre agropecuária.
O tema deste ano é "Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável" e o curso era exatamente sobre isso.
Fomos até o lugar marcado e nos mandaram para o CEE, onde as aulas eram dadas.
Chegando lá, ninguém sabia onde acontecia o curso de agricultura familiar.
Depois de muito tempo e muitas ligações, descobrimos que eles não estavam lá e que a palestra era de campo, em uma propriedade rural.

Como ninguém sabia onde era, desistimos e fui fazer imagens gerais do evento da Semana do Fazendeiro, para uma reportagem geral.
Pra nossa sorte, encontramos o João Marcos, chefe do Departamento de Extensão, que nos orientou quanto às gravações e localizou o pró-reitor de Extensão e Cultura para gravar com a gente.
Continuamos gravando e aproveitando para pegar contatos com pessoas que tinham projetos interessantes.

Uma coisa que me chamou a atenção foi a mini-fazenda.
Tudo muito bem feito.
A riqueza de detalhes impressiona.
O artista que realizou a obra não estava lá, mas aproveitei e tirei uma foto ao lado da fazendinha.

Ah, ainda encontramos com a Lili. Aí, você vai perguntar: qual Lili?
Elisângela Baptista, que foi produtora e a primeira apresentadora do Jornal da Alterosa edição regional de Juiz de Fora.
Aproveitamos para colocar as fofocas em dia, mas não deu para tricotar muito, pois a Michele e eu tínhamos que trabalhar e a Lili tinha que ir ao encontro de suas duas princesas, as filhas Clara Luz e Valentina.

Depois do almoço, voltamos as cobras.
Gravamos entrevista com a aluna de Ciências Biológicas, Marina Oliveira, que nos deu todas as dicas de como identificar se a cobra é peçonhenta ou não.
Ela brinca com o bicho na maior naturalidade, nem parece que é venenosa.

Na sala de aula, o pessoal tem que se familiarizar com os bichos.
Vou ser honesto, eu não me senti nem um pouco à vontade com aquele monte de cobras.
Mas, para as pessoas que lidam ou moram no campo é fundamental ter conhecimento sobre serpentes, saber como manuseá-las e, o principal, saber o que fazer em caso de picada.

Depois eles foram trabalhar com vários tipos de cobras, mas dessa vez soltas.
Foi mostrado na prática, como lidar com as serpentes.
Os intrutores mostraram também como capturá-las e até como se tira o veneno delas.

E deram uma explicação clara de porque não devemos matá-las, pois elas só atacam se estiverem acuadas.
Em uma pesquisa realizada por alunas da UFV na região, de 1998 até 2007 quatrocentas pessoas tinham sido mordidas por cobras e nenhuma morreu.

Outro detalhe é que no Brasil existe 300 tipos de cobras mas apenas 50 são venenosas.
Segundo o professor, na maioria das vezes, as serpentes ajudam os produtores, pois elas são predadoras naturais de roedores e insetos. E, muitas delas, já estão entrando em extinção, devido as pessoas matarem estes animais indiscriminadamente.

Alias, a Bia, filha do professor nos surpreendeu.
Ela não tem medo do bicho.
A Michele desafiou a menina e ela fez até pose para tirar foto.
Porém, isso saiu caro para a própria Michele, que tinha brincado dizendo que se a Bia pegasse, ela também pegaria. Pois, quando explicou para o professor como ia gravar a passagem, ele deu a idéia da Michele mostrar que o animal não é tão perigoso.

Quem vir a matéria nesta sexta-feira no Jornal da Alterosa, vai achar que a Michele é super corajosa de pegar uma cobra venenosa na mão.
Tudo bem que ela estava tão nervosa que nem ouviu quando foi informada que a Mussurana é venenosa.
Eu é que não ia repetir!
Já imaginou a reação da cobra se a minha repórter a arremessasse longe?

E o pior, eu estava bem na frente
e poderia ser o premiado!
No inicio, a cara dela não foi das mais satisfeitas, mas o resultado final, ficou bacana.
A cobra estava tão tranqüila que até eu tirei uma foto com a Mussurana.
Claro que ela estava na mão do professor!

Dali, voltamos ao centro do campus da UFV, gravamos as cabeças para o jornal de quinta-feira e pegamos a estrada de volta para Juiz de Fora.

terça-feira, 15 de julho de 2008

13ª Cia fiscaliza abusos nas estradas durante as férias

Informe da Assessoria de Imprensa da 13a Cia. de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário

A 13ª Companhia de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário espera nos próximos dias um aumento de até 40% no movimento de veículos com destino ao litoral.
A unidade prevê que, diariamente, cerca de 30 mil veículos trafeguem pelas MGs

448 (Stª Barbará do tugurio), 383 ( São João Del Rei a Conselheiro lafaiete),
MGT 482 (Conselheiro Lafaite ao litoral capixaba) e
BR-265 (Barbacena ao litoral), nesta semana.
O passeio é um dos preferidos dos mineiros, que tomam as areias de Guarapari e arredores de Vitória.

Entre os destinos mais procurados estão também as praias da Bahia, Rio de Janeiro, sítios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e cidades históricas.
Como as estradas que levam a estes destinos estão com o pavimento em boas condições, grande parte dos acidentes com vitimas fatais, ocorrem em função da alta velocidade.

O comandante da 13ª Cia Ind MAT, Major Claudio César Trevisani, preparou um esquema especial para avaliar motoristas que consumirem álcool e abusarem da velocidade, pois o monitoramento com radares será um dos principais meios de fiscalização.
A Policia Rodoviária Estadual, em Barbacena, Conselheiro Lafaite e São João Del Rei, montará operações ininterupitas até o final das Férias, pois, além da imprudência dos condutores, as condições das rodovias interestaduais também contribuem para os acidentes.

O motivo é o desgaste pelo intenso volume de veículos.
Os principais destinos são as praias de Guarapari, do Rio de Janeiro, Cabo Frio e as cidades históricas de Ouro Preto, Mariana e Tiradentes.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Caminhão de lixo é um lixo

Por Robson Rocha

Hoje, estávamos procurando um endereço na Avenida Brasil, quando passaram duas viaturas do Corpo de Bombeiros.
Uma delas era um auto-bomba, caminhão usado para combater incêndios.
Logo, a Michele já ligou para os bombeiros e seguimos para tentar alcançar as viaturas.
Alcançamos em frente à Gráfica Esdeva e o pessoal tinha dito para a Michele que a ocorrência era incêndio em veículo.

Seguimos e os Bombeiros pararam no viaduto da Avenida Independência.
Descemos correndo e era um caminhão do Demlurb, departamento de limpeza urbana de Juiz de Fora.
O fogo já tinha sido apagado e os bombeiros desligaram os cabos da bateria do caminhão.
O motorista, claro, não quis gravar.

Porém, aí algumas coisas começaram a chamar a atenção.
O veículo é um caminhão velho e onde ficou esparramado o pó do extintor no asfalto, dava para ver que o caminhão tinha um vazamento de óleo.
O que deixa a suspeita do fogo ter começado devido ao óleo ter entrado em combustão em contato com o motor muito quente.

Outra coisa que chamou a atenção, foi a quantidade de massa na lataria da cabine e a ferrugem que se espalhava.
Perguntei ao motorista sobre o estado do caminhão e ele não respondeu.
Fez certo, pois ele é apenas um funcionário e não devia se expor.
Mas, se do lado de fora estava ruim, do lado de dentro era pior.

Abri a porta do caminhão e os documentos estavam pendurados em uma pasta.
Aí, a primeira infração à lei de trânsito.
O caminhão está rodando com os documentos vencidos.
No caminhão de 1978, com trinta anos de uso, outra data era velha, a do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo é de 2007 e o seguro obrigatório DPVAT foi emitido em fevereiro de 2007.
Imagine se fosse o carro de um pobre mortal?

Mas, as irregularidades continuavam.
A cabine por dentro é simplesmente um lixo.
E, se olharmos para trás, os funcionários do Demlurb já reclamaram muitas vezes, nos veículos de comunicação da cidade, sobre as condições de trabalho.
Esse caminhão, por exemplo, já devia ter sido substituído há muito tempo.

Olhando a foto ao lado, tirando o estado de desgaste que atingiu o caminhão ainda tem um outro detalhe.
Se você olhar o acelerador e a embreagem parecem normais, mas o que você me diz do pedal de freio?
Não parece que ele está baixo demais?
Será que alguns acidentes que aconteceram no passado têm a ver com a manutenção?
O pessoal do sindicato afirma que sim.

A matéria foi ao ar no Jornal da Alterosa e foi lido o seguinte texto depois da matéria:
“Segundo a assessoria do Demlub, o caminhão é de 1978.
Mas, apesar dos 30 anos de uso, está em situação regular, com o desgaste normal.
O caminhão já voltou a rodar.”

Bem, se o estado do caminhão é regular, não quero imaginar o que seja ruim.
Mas, o Demlurb parece não se preocupar com a legislação de trânsito.
Pois, o caminhão voltou a rodar, mas não tem um item obrigatório de segurança.
Eu procurei, mas não achei na cabine o cinto de segurança.
Acho que está na hora da Câmara Municipal, responsável por fiscalizar a prefeitura, dar uma olhadinha pelos servidores do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, antes que algum acidente mais grave aconteça.
Hoje, foi um principio de incêndio.
E amanhã?

domingo, 13 de julho de 2008

Tupi 2 x 1 Mirassol - Série C do Campeonato Brasileiro

Por Michele Pacheco

Domingo de céu azul, sol e muito frio em Juiz de Fora.
Mesmo assim, 1239 pessoas pagaram para ver a terceira partida do Tupi pela Série C do Campeonato Brasileiro.
O time da casa entrou em campo meio desanimado, o que nos preocupou.
Porque mesmo a gente, com todo sono que estava, tinha mais animação.
O time entrou parecendo ir a um velório.
Mas ainda bem que não foi por muito tempo.

Antes do jogo o Ricardo Wagner, da rádio Globo, teve que usar todo seu conhecimento técnico para mandar o sinal do estádio para a emissora.
Isso, porque o pessoal da Oi fixo, antiga Telemar, parece que pisou na bola e o Ricardo improvisou para arredondar e transmitir a partida até que um técnico da empresa chegasse.

O árbitro autorizou o início do jogo e o galo carijó mostrou disposição em busca da vitória.
As duas equipes foram para o tudo ou nada.
Tanto o Tupi (MG), quanto o Mirassol (SP) tinham apenas um ponto ganho no campeonato e precisavam da vitória para ter mais tranqüilidade.
Noroeste (SP) e Ituiutaba (MG) estavam nas duas primeiras colocações do grupo 13, com quatro pontos cada um.

A estratégia do técnico Toninho Moura foi reforçar o ataque.
O Tupi saiu animado com a bola no pé, mas bastaram dois minutos de partida para o Mirassol roubar a bola ainda no campo do carijó.
Marcinho recebeu um passe longo, cruzou para a área, a defesa tirou, a bola voltou para ele cruzar de novo e conseguir um escanteio.
Na cobrança, Guilherme estava bem colocado e marcou.
Parecia um mau sinal!

Mas, Alan estava disposto a fazer as pazes com a torcida e com o gol.
Ele estava na pequena área e notou o vacilo da defesa paulista.
Os zagueiros e o goleiro acharam que o bandeirinha ia marcar impedimento e relaxaram.
Só que a situação do Alan era legal e ele não perdoou.
Bola na rede aos 12 minutos de jogo!

Tudo igual!
A torcida comemorou.
O empate empolgou a equipe da casa.
Alan recebeu a bola e passou para Marquinhos Alagoano.
O camisa 8 do Tupi se esticou todo na linha de fundo e tentou cruzar para Índio que entrava com gás.

Mas, o passe foi muito forte e a bola saiu.
Serginho sofreu falta dura na entrada da área, Jorginho cobrou e o goleiro Alexandre rebateu, afastando o perigo.
Por pouco tempo!
Alan recebeu a bola, entrou sozinho em velocidade e colocou o Tupi à frente no placar.

O Robson e o Kiko Barbosa, da TVE, estavam a postos para registrar a segunda partida do Tupi em casa, pela Série C.
No primeiro jogo, no interior paulista, o time perdeu para o Noroeste.
Depois, empatou em casa com o Ituiutaba.
Pela atenção dos dois na cabine, dava para notar que o jogo estava corrido e com bons lances.

Num lance polêmico, Índio disputou a bola com o goleiro do Mirassol e levou a pior.
Caído na área, ele pediu pênalti, mas o juiz não deu.
O time venceu, mas não convenceu muito os torcedores que saíram reclamando.
O que não entendo, é como a equipe consegue criar jogadas perfeitas, de tirar o fôlego, fazer dribles de entortar qualquer adversário, chegar com vontade na área adversária e...não marcar gols!

A finalização é um problema praticamente crônico no Tupi.
Entra técnico, sai técnico e isso não muda!
Não é justo eles jogarem bem e não conseguirem balançar a rede.
O saldo de gols é critério de desempate na competição e o Tupi está agora com 4 pontos e saldo negativo de um gol.
Vamos lá, Tupi! Dá tempo de arrumar a casa!