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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Chuva em Minas - Mortes em Muriaé

Do Interligado on line

Um deslizamento de barranco provocado pelas fortes chuvas que caíram na noite desta sexta-feira (26), em Muriaé e região causou muitos danos e a morte de duas crianças da mesma família no Bairro Aeroporto.
Segundo os vizinhos, por volta de 20 horas se ouviu um forte estrondo e um barranco na Rua Lica Múglia caiu sobre a casa de número 449, soterrando os cinco moradores que estavam no local.
Na hora morreram Carlos Alberto do Carmo Júnior, 3 anos e Lorram Aparecido Souza 5 anos.
A irmã Raissa de Oliveira, 7 anos teve fratura em um braço e a avó Márcia Aparecida de Oliveira e Paulo Gomes da Silva foram internados no Hospital São Paulo.

Segundo Tenente Patrick, do Corpo de Bombeiros os moradores do local já haviam sido avisados dos riscos que corriam, mais voltaram para as suas casas depois dos problemas ocorridos com as chuvas da última semana.
Não só na Lica Múglia, mais em outros pontos do bairro a situação é crítica e várias ruas da cidade estão interditadas por causa da queda de barrancos.
Não só Muriaé a situação é de emergência, em Rosário da Limeira, Eugenópolis e Patrocínio do Muriaé a situação também é crítica devido as chuvas.

A Defesa Civil e a equipe de Coordenação de Trabalhos em Muriaé terminaram agora a noite uma reunião definindo que na Rua Lica Múglia, Bairro Aeroporto, uma média de 100 famílias terão que deixar suas casas e em diversos outros pontos do bairro, como Rua José Olegário, mais famílias terão que sair.
Segundo Tenente Patrick esse trabalho já vinha sendo realizado, mais com a estiagem e a melhora do tempo as pessoas voltaram para as residências, que hoje estão correndo riscos de desabarem ou serem tomadas por deslizamentos de encostas.

A cidade está com vários pontos vulneráveis e o pedido do Cel. Lucas da Defesa Civil é que as famílias deixem suas casas e busquem apoio nos abrigos determinados pela Prefeitura Municipal, além de manterem os Bombeiros informados quanto os riscos no local, como rachaduras e deslizamentos de encostas.
Na manhã deste domingo (28), acontecerá mais uma reunião definido equipes para que medidas mais urgentes sejam tomadas, evitando assim maiores danos à população.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Chuva em Minas - Mais de 44 milhões de prejuízo em Ponte Nova

Do Unidade de Notícias

O Chefe da Defesa Civil de Ponte Nova Cícero Gomides divulgou na tarde de 24/12 o balanço geral dos prejuízos que a cidade teve com a enchente.
Os números divulgados serão entregues para Defesa Civil de Belo Horizonte, que acompanhou o levantamento.
Decretado pelo prefeito Taquinho Linhares, Estado de Emergência, grau 3, fato que causou discussão, já que para alguns o prefeito deveria decretar Estado de Calamidade Pública.

Foi explicado que Estado de Calamidade é quando uma cidade fica isolada e os serviços essenciais ficam paralisados, o que não foi o caso de Ponte Nova.
O questionamento se faz pela necessidade de conseguir verbas junto aos Governos do Estado e Federação. Segundo informações a decretação de estado de Emergência não impedirá que Estado e Federação mande recursos para reconstrução da cidade.

Esteve em 24/12 o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Gomes, para uma reunião preliminar com o Prefeito Taquinho Linhares e o futuro Prefeito Joãozinho de Carvalho.
Marcada para 26/12 outra reunião entre eles para acertarem a diretriz de como a Caixa Econômica estará agindo para amenizar a situação dos atingidos e liberação de verbas para a prefeitura.

Em janeiro de 2009, Carlos Gomes assumirá a uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas, já que é o primeiro suplente do PT, e um deputado assumirá uma pasta de Secretário na prefeitura de Belo Horizonte.
Outro deputado que se prontificou em ajudar a cidade foi o deputado Federal Rodrigo de Castro, PSDB, que teve ligação direta na eleição do prefeito Joãozinho Carvalho. Rodrigo garantiu que já está trabalhando para a liberação de verbas em Brasília e Belo Horizonte.

Veja os números do prejuízo:

4.070 - pessoas desabrigadas (estão sem moradias )
544 - pessoas desalojadas (que voltaram a suas casas após as água baixarem)
44,697 – pessoas afetadas (a cidade inteira)
651 – residências populares danificadas
163 – residências não populares danificadas
15 – residências populares destruídas
03 – residências não populares destruídas
03 – postos de saúde
01 – escola municipal
02 – pontes destruídas, Massangano e Copacabana
240 mil m² - de pavimentação danificadas
05 – indústrias atingidas
231 – comércios atingidos com prejuízos

R$ 44.383.000,00 (quarenta e quatro milhões, trezentos e oitenta e três mil reais) – prejuízo total da cidade

R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais) – prejuízo do comércio.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Chuva em Minas – Reconstrução de Ponte Nova

Por Michele Pacheco

Fiquei impressionada com a dimensão dos estragos em Ponte Nova.
Logo na chegada, havia lama e entulho por todo lado.
A força da água arrastou móveis, roupas, colchões...
Tudo ficou preso nas pontes e ruas.
Os moradores e funcionários do município dão duro na limpeza.
Máquinas estão sendo usadas para remover o acúmulo de lama das ruas.

Em alguns pontos, fica impossível seguir de carro.
A Parati da TV passou maus momentos.
O risco de ficar atolados nos levou a buscar vias alternativas.
Mas, para isso tínhamos que enfrentar o engarrafamento.
Com apenas uma ponte liberada para o tráfego, nem adianta ter pressa.
Os trajetos que em geral são rápidos, agora são num jogo de paciência.

No bairro Triângulo, os moradores só conseguem chegar às casas que ficaram alagadas passando por cima da montanha de lama e lixo.
Pelos cantos, vimos abandonados móveis e objetos pessoais que eram tão importantes para os moradores.
Um brinquedo aqui, um conjunto de sofá ali, uma mesa lá.
A sensação que dá é muito ruim.
Ver aquilo e imaginar o sofrimento de quem vai ter que começar tudo de novo.

É o caso da Sílvia. Em meio ao tumulto de gente limpando as casas, máquinas trabalhando e moradores sem saber para onde ir, notei uma mulher quieta num canto. Ela estava sentada no portão de uma casa e tinha o olhar perdido. Não chorava, não berrava, não xingava a má-sorte de morar na margem do rio Piranga. Simplesmente sofria em silêncio. Um conformismo doloroso. Na frente da casa, funcionava o salão dela.

Era do trabalho de cabeleireira que tirava dinheiro para ajudar o marido nas despesas e na educação dos filhos.
“Tenho 25 anos de casada e vou ter que recomeçar do zero.
Perdemos tudo.
Nem sei onde encontrar forças para começar tudo de novo.
Nosso Natal acabou.
Não sei nem se no ano que vem teremos condições de ter um Natal” desabafou.

No bairro Centenário, uma casa de dois andares desmoronou.
Quando a água começou a subir, os moradores colocaram todos os objetos da casa de baixo na parte de cima do imóvel.
Como os onze moradores são todos da mesma família, foram para o andar superior e de lá acompanharam a enchente.

O que ninguém esperava era que a cheia fosse a maior da história do município e arrancasse os alicerces da construção.
A parte da frente da casa começou a cair.
O pessoal correu para os fundos, mas três pessoas não tiveram tempo para isso.
Elas caíram junto com os escombros.
Por sorte, apenas uma mulher se feriu, quebrando o braço.
Ela passa bem.

O asilo municipal também ficou alagado.
Agora, a lama toma conta de todos os cômodos e dos móveis que não deu tempo de salvar.
O resto dos objetos foi salvo pelos funcionários.
Os 55 idosos que vivem no local foram transferidos temporariamente para uma escola pública. Lá, eles têm onde dormir e refeições.
Mas, todos estão ansiosos para voltar ao local que consideram um lar.

Há estragos em vários bairros.
Só que a região central é a que mais impressiona.
Todas as pontes ficaram cobertas pelo rio Piranga.
Apenas três dias depois da enchente foi possível ter a noção da gravidade dos estragos.
Algumas pontes tiveram a estrutura comprometida e foram interditadas.
Na beira-rio, a força da enxurrada arrancou parte do muro de contenção e do asfalto.

Uma das pontes que levam ao centro teve toda a proteção destruída.
É preciso cuidado para passar.
Mesmo assim, o que para uns é sinônimo de desespero, para outros é uma cena curiosa.
Ainda há gente vindo das cidades vizinhas para ver os estragos e tirar fotos para mostrar aos amigos.

O que mais me impressionou foi esta cratera de 200 metros de comprimento por 4 metros de profundidade que tomou o lugar da principal avenida de Ponte Nova.
O estrago foi tanto que os alicerces das construções mais antigas ficaram à mostra.

Gravei a passagem dentro do buraco e a sensação é de estar num terreno devastado por um furacão.
É como se toda a terra e o concreto não servissem para nada.
Restaram apenas as pedras.
Há entulho, lama e lixo por todo lado, o que atrapalha a passagem dos pedestres.

Uma escada e uma passarela de madeira foram improvisadas para que os moradores possam ir de um lado para o outro da cidade.
Durante a enchente, muita gente ficou isolada da família.
Quem estava no trabalho não conseguiu voltar para casa, pois o rio transbordou e dividiu a cidade ao meio.

Entre os destroços, o Robson registrou o trabalho de voluntários que ajudavam a limpar as casas e o comércio.
É preciso ter cuidado numa reportagem como esta.
Todos estão tensos e assustados com o futuro.
Não é justo chegar e atrapalhar o empenho deles para recuperar a cidade.
O certo é registrar as imagens, sem ficar no caminho.
O que é complicado nas ruas cheias de lama, em que apenas algumas trilhas de limpeza permitem a passagem.

Ao todo, pelo levantamento inicial, 231 lojas ficaram destruídas pela enchente.
O Afonso Mauro tem uma sapataria.
Animado com a perspectiva de aumento nas vendas com o Natal, ele investiu boa parte dos lucros no aumento de 40% do estoque.
Com a enchente, ele perdeu quase tudo.

O que foi salvo, não pode ser vendido, pois a rua está sem acesso.
“Esse é o pior Natal da minha vida.
O prejuízo chega a 50 mil reais.
Não sei como vamos nos recuperar.
Mas, pelo menos estamos todos vivos” contou o comerciante.

Conversamos com o prefeito eleito, João de Carvalho.
Ele estava surpreso com o tamanho da destruição.
Quanto ao trabalho de reconstrução da cidade, garante que vai ser feito com apoio do governo do Estado de Minas Gerais.

“O Secretário Danilo de Castro se comprometeu em enviar ajuda. Temos que fazer um esforço conjunto para recuperar Ponte Nova.
Com o apoio do governo do Estado, vamos começar os trabalhos já no dia dois de janeiro” disse o prefeito que já foi diplomado e assume na semana que vem.

A Polícia Militar teve papel fundamental nesse episódio triste da história de Ponte Nova.
O Major Luiz Carlos Rhodes tinha um levantamento das cheias do rio Piranga e um histórico das enchentes.
Sabendo que as represas da região eram importantes em situações desse tipo, ele fez contato com os administradores.
Ao mesmo tempo em que se informava do volume nas represas, calculava, pela enchente de 29 anos atrás, o tempo que a água levaria para inundar a cidade.
Assim, foi possível retirar os moradores dos locais de risco e evitar mortes.

Os policiais militares conseguiram voluntários com botes para retirar famílias de áreas alagadas.
Algumas casas tinham água até o teto. Em meio ao desespero, a solidariedade serviu de consolo para quem perdeu tudo, mas salvou a vida das pessoas queridas.
Só para se ter uma idéia do que se passa nos bastidores de uma crise como essa, tinha gente superfaturando o valor dos galões de água.

Aqueles que em geral custam cinco reais eram vendidos por 25 reais.
A Polícia Militar agiu rápido e deu um prazo para os especuladores voltarem ao preço normal, caso não quisessem concorrência de supermercados da região que se propunham a levar água pelo preço justo.
A ameaça funcionou e o pessoal voltou ao preço normal.
A solidariedade surge em cada canto de Ponte Nova.

Em vários bairros ainda faltam luz, telefone e água.
O dono de um posto de combustíveis liberou a água para quem precisasse.
“Há três dias que não lavo nenhum carro.
A mangueira agora é usada apenas para encher os galões de quem vem pedir socorro” explicou o José Francisco, lavador de carros.

“Lá em casa está um horror. Não tem água nem para dar descarga. O mau-cheiro é insuportável.
Não temos como tomar banho, lavar louças e fazer as tarefas de casa.
É um absurdo uma cidade deste porte ficar numa situação dessas” reclamou o Geraldo , motorista.
A expectativa é de que o abastecimento de água se normalize nos próximos dias.

Quanto aos desalojados e desabrigados, precisam de tudo.
Há várias campanhas de arrecadação de donativos em andamento. Se alguém ainda tem dúvida sobre a importância de cada objeto doado, basta acessar os vídeos que postamos aqui no blog.
São imagens de moradores dos momentos da inundação.
Dá medo só de pensar que qualquer um de nós pode ser vítima de uma tragédia dessas.

Famílias inteiras vão ganhar de Natal alimentos e um lugar para dormir.
As crianças que tinham tantos pedidos para Papai Noel, agora só desejam uma coisa: voltar para casa e esquecer as lembranças ruins numa época que deveria ser de alegria e reflexão.
Feliz Natal é uma expressão sem sentido para o povo de Ponte Nova.
Talvez no ano que vem...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Chuva em Minas - A luta pelo recomeço em Muriaé

A Prefeitura de Muriaé, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, DEMSUR, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e diversos empresários da cidade se uniram e organizaram uma Coordenadoria de Trabalho voltada aos problemas causados pela enchente.
A coordenadoria está sob a responsabilidade Defesa Civil Municipal de Muriaé e com sede no Dom Delfim.
Entre as ações a disponibilidade de dois telefones para emergências:
3729-1231 e
3721-4602.

Em um primeiro momento, o IEF já autorizou a retiradas das árvores em risco de queda ao longo da Av. JK, para evitar que elas causem acidentes ou obstruam o Rio Muriaé.
NÚMEROS OFICIAIS:
156 ocorrências registradas pela Defesa Civil desde o dia 17/12 (quarta-feira);
86 áreas de deslizamentos;
36 imóveis danificados (rachaduras, trincas);
41 casas danificadas e com deslizamento de terra;
7 muros caíram;
48 barrancos deslizaram;
12 árvores cortadas (fora as da JK);
22 rachaduras em vias públicas (incluindo 2 escadas);
86 desabrigados.

ORIENTAÇÕES PARA POPULAÇÃO:
Pede-se à população de bairros e ruas não afetados e fora da área de risco, que fiquem em casa.
De maneira alguma se dirijam para as áreas atingidas, pois o grande número de curiosos esta dificultando as ações da frente de trabalho.
Quem se encontra em área de risco, de enchente e deslizamentos de terras, que saia imediatamente de suas residências, e se dirija para a casa de parentes e amigos ou para os abrigos.
Que respeite as áreas de isolamento, demarcadas pela Prefeitura de Muriaé, Defesa Civil Municipal, Dimutran, PM e Corpo de Bombeiros.

DOAÇÕES:
As doações devem ser feitas exclusivamente no DOM DELFIM, na E. M. Gilberto Tanus Braz (João XXIII), na E. M. Nelson Cardoso de Melo (Cardoso de Melo), e na Igreja Metodista Central (Centro).
Neste momento, a necessidade de doações é grande, pois há muitas pessoas desabrigadas e desalojadas.
Doações necessárias:
Pó de Café, Açúcar, Arroz, Feijão, Óleo, Massa de Tomate, Fubá, Água Sanitária, cloro, Sabão em pó, Bucha, Desinfetante, Bombril, Sabonete, Pasta de Dente, Colchão, Roupa de cama.

FRENTES DE TRABALHO:
Coordenação Geral: Arquiteto Fábio Almeida – Coordenador da Defesa Civil Municipal de Muriaé – 8821-9297 / 3729-1284,
Coordenação de Planejamento (decretação de Estado de Emergência): Sinval Ferreira – Secretário Municipal de Planejamento – 88218831-9921

Mais de 80% dos municípios mineiros não têm Defesa Civil atuante

Do Jornal de Muriaé
www.jornaldemuriae.com.br

Em Minas Gerais, menos de 150 dos 853 municípios do estado têm uma defesa civil atuante e preparada para enfrentar desastres como os que estão sendo causados atualmente pelo excesso de chuvas na região.
“Os outros (municípios) têm defesa civil no papel ou nem têm”, afirmou este sábado o diretor de comunicação da Defesa Civil no estado, capitão Edylan Arruda.
Em entrevista à Rádio Nacional, ele disse que as ações de prevenção da Defesa Civil cabem às prefeituras e que o órgão estadual deveria ser chamado somente quando algum desastre ultrapassasse a capacidade do município.
Mas não é isso que acontece.“A dificuldade é que os prefeitos não têm a capacidade, a força política, de criar sua defesa civil municipal.
Com isso, fica uma cidade despreparada, não só para o desastre de chuva mas para todo e qualquer desastre.”
O trabalho preventivo da Defesa Civil é fundamental para que a população e o poder público dêem uma resposta ágil no momento do desastre.
Segundo o capitão Arruda, quando se mapeia a área de risco, pode-se fazer a prevenção, tentando tirar as famílias do local.“Se isso não for possível, deve-se alertar aquelas pessoas, prepará-las para aprender a conviver com isso, saber sair na hora certa. Todo esse trabalho que é feito antes ajuda muito na hora da resposta, porque a cidade já estará preparada, as pessoas já saberão o que fazer. Abandonarão suas casas e terão menos prejuízo.”
Para tentar diminuir a defasagem da maioria dos municípios, ele recomenda que a população exerça pressão política e cobre seus prefeitos.“Do mesmo jeito que se quer uma secretaria de Saúde ou de Educação bem montada, que a sociedade também cobre do prefeito uma Defesa Civil atuante”, afirmou o capitão.
“Quanto mais atuante e preparada for a Defesa Civil do município, mais ações de prevenção vão fazer e mais a comunidade vai estar preparada para receber não só o desastre das chuvas, mas qualquer desastre”, enfatizou.

domingo, 21 de dezembro de 2008

4ºBBM realiza o Natal do Foguinho

Por Assessoria de Comunicação Social do 4º BBM
www.portal.cbmmg.mg.gov.br

O quarto Batalhão de Bombeiros Militar estará realizando no próximo dia 23 de dezembro do corrente ano, o evento “Natal do Foguinho”.
O evento tem como finalidade a realização do sonho de duas crianças carentes que escreveram cartinhas para o Papai Noel e as mesmas chegaram até a Unidade do Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora/MG.
Que em parceria com o Independência Shopping, Drogaria Dia e Noite e Carrefour estarão realizando esses sonhos e também proporcionando a família destas crianças um Natal mais feliz.
Programação:
- Início às 09:00 horas, saída do Caminhão do Corpo de Bombeiros destino ao bairro Linhares, residência do garoto Lucas de 09 anos, que irá juntamente com a guarnição dos Bombeiros até a casa do menino Ronald, 13 anos, no bairro Vila Esperança II.
- Foguinho, mascote do CBMMG, estará entregando as irmãs do menino Ronald, de 08 anos que pediu ao Papai Noel uma toalha de banho da Barbie e um carrinho de boneca para a de 06 anos.
A irmã mais nova, Karina de 03 anos, receberá da Drogaria Dia e Noite, equipamentos e medicamentos utilizados no tratamento de bronquite asmática severa.
- Após a entrega dos presentes os garotos Lucas e Ronald, irão conhecer as instalações do 4º BBM e estarão almoçando com os bombeiros no refeitório do quartel.
- Após o almoço será comemorado o aniversário de um dos meninos
- Lucas, que completou nove anos no dia 16 de dezembro de 2008.
- Em torno das 13horas e 15 minutos, deslocamento do quartel em direção ao Independência Shopping, com giroflex e sirene ligada, simulando o atendimento de uma ocorrência de incêndio.
O trajeto, terá início na Av. Barão do Rio Branco, no Bairro Manoel Honório, seguindo pela Av. Independência até a entrada Principal de acesso ao Shopping.
- No Shopping as crianças serão encaminhadas até a Casa do Papai onde serão recepcionados pela Administração do Independência Shopping, militares do Corpo de Bombeiros e demais autoridades convidadas e será realizada a entrega dos presentes, cestas básicas e materiais escolares pelo Pai Noel e pelo Foguinho.
- Se as condições metereológicas permitirem, para o encerramento, atendendo uma das solicitações de um dos meninos, ambas as crianças serão encaminhadas para o heliponto do Independência Shopping onde farão um vôo panorâmico pela cidade.

Chuva em Minas - Ponte Nova precisa de ajuda

Do Portal PonteNet
21/12/2008

Continuam os trabalhos de avaliação dos danos causados pelas chuvas dos últimos dias.
Ponte Nova recebeu a visita do Secretário de Estado de Minas Gerais, o Deputado Danilo de Castro, do Engenheiro do DER, José Hélcio Monteze e Deputado Estadual Juninho Araújo.

As promessas de ajuda se acumulam e, com certeza teremos liberação de verbas necessárias para a reconstrução de bens públicos bem como apoio às pessoas que sofreram perdas diversas na catástrofe.

As autoridades continuam solicitando aos pontenovenses que só saiam com seus veículos em caso de necessidade pois o trânsito continua lento e o excesso de carros nas ruas dificultam o encaminhamento de ajuda e socorro às vítimas.

O cuidado com a saúde também é destaque.
A lama e a poeira acumuladas são extremamente prejudiciais e deve-se evitar a permanência em locais dessa natureza.
Já o DMAES informa que até a tarde de amanhã, o reestabelecimento de água estará normalizado nos principais bairros da cidade.

Continuamos com o apelo para que nos sejam enviados remédios, alimentos e roupas.

Contatos:

Prefeitura Municipal: 31-3817-1980

Rádio Ponte Nova: 31-3817-1025

Rádio Montanhesa: 31-3881-8831

sábado, 20 de dezembro de 2008

Imagens da destruição em Ponte Nova

Imagens: J. Mattos

Chuva em Minas - Em Ponte Nova a ordem é reconstruir

Do Portal PonteNet

Chuvas dão trégua e pontenovenses começam a contabilizar os prejuízos.
Todas as pontes sofreram danos consideráveis e vão precisar de reparos após vistoriadas por engenheiros.
O “destaque” ficou por conta da Arthur Bernardes (Banco do Brasil) que perdeu quase todo seu corrimão.

Numa das extremidades, na praça Dom Parreira Lara, formou-se uma cratera enorme.
Alguns bairros ainda são de difícil acesso.
O trânsito aos poucos vai se normalizando.
Vale destacar o trabalho inquestionável da Polícia Militar e Demutran que enfrentaram as chuvas e agora a poeira, orientando e atendendo com cortesia motoristas e pedestres.

Os policiais também estiveram presentes no atendimento aos desabrigados e no resgate e socorro dos ilhados ou desabrigados.
O trabalho dos profissionais da imprensa foi e está sendo um show... temos repórteres em qualquer parte da cidade informando, orientando, trazendo até nós, a notícia exata.

Ponte Nova é privilegiada pela mídia que tem, por esses seres humanos compromissados com a verdade e que estão dando uma cobertura ímpar aos trágicos acontecimentos dos últimos dias.
Seja nas rádios, nos jornais ou mesmo no cyber espaço, temos gente de primeira.

A solidariedade também se mostra presente.
Donativos chegam de toda parte e de várias cidades como Amparo do Serra, Rio Doce, Mariana e outras.
Hoje o presidente da AMAPI –Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Piranga, prefeito de Mariana, Celso Cota, esteve na cidade trazendo seus préstimos em forma de carros pipas e donativos.

A CEMIG também fez sua parte reestabelecendo com rapidez a energia em todos os bairros da cidade.
Somente o distrito do Pontal se encontrava sem esse benefício até a tarde de hoje pela dificuldade de deslocamento dos técnicos até lá.
A coleta de lixo ainda é precária e a prefeitura pede a colaboração para que não se jogue o lixo nas ruas.

A água ainda é problema sério para vários pontos de Ponte Nova.
Dutos e bombas ficaram danificadas e os técnicos do DMAES trabalham dobrado para colocar tudo em ordem... aliás, a ordem é economizar... evite o desperdício se ainda tem alguma gota na sua caixa.

Continuamos com o apelo para que nos sejam enviados remédios, alimentos e roupas.
Contatos:

Prefeitura Municipal: 31-3817-1980

Rádio Ponte Nova: 31-3817-1025

Rádio Montanhesa: 31-3881-8831

Chuva em Minas - Balanço em Muriaé

Do Interligado On Line

A Defesa Civil de Muriaé que é coordenada por Fábio Almeida, divulgou o balanço da enchente na cidade.
Segundo os membros da entidade, hoje são de:
12 a 15 mil pessoas desalojadas;
40 mil atingidos direta e indiretamente;
412 desabrigados;
28 bairros com deslizamento de terra;
15 bairros e distritos atingidos por água;
122 ocorrências registradas pela Defesa Civil.

O trabalho de recuperação já está estruturado e o de doação de material para as pessoas mais necessitadas também.
Resta a limpeza das casas e ruas, que teve início na sexta-feira (19).
Quanto às casas que estão em áreas de riscos os membros da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, pedem que as pessoas deixem suas casas e comuniquem de imediato ao menor sinal de rachaduras ou mínimos deslizamentos de terra, evitando assim uma tragédia maior.