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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

domingo, 24 de maio de 2009

Asteróide pode cair na terra em 2012

Segundo a France Press:
Setembro de 2008

Um asteróide de 500 metros de comprimento e um bilhão de toneladas poderia colidir com a Terra no início do próximo século, causando uma destruição maciça no planeta, declarou um especialista da Nasa (agência espacial americana).
O impacto do asteróide –denominado ‘2004 VD17′– parece ser uma remota possibilidade, da ordem de uma em mil, segundo os cientistas, mas caso ocorra, liberaria 10 mil megatons de energia, ou seja, o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta.
O risco potencial representado pelo asteróide foi rapidamente manifestado após a descoberta da grande rocha cósmica, em 27 de novembro de 2004.

As chances de uma colisão com a Terra, em 4 de maio de 2012, foram avaliadas na ocasião como uma possibilidade de uma em 3.000.
Novas observações e cálculos complementares aumentaram o risco a “pouco menos de um por 1.000″, disse David Morrison, da Nasa, especializado em corpos celestes próximos da Terra em um texto difundido por correio eletrônico.

O ‘2004 VD17′ é o asteróide com as maiores chances de entrar em colisão com a Terra, como muitas vezes foi especulado em romances e filmes de ficção científica.
“O risco de um impacto no próximo século é mais elevado que no caso de qualquer outro asteróide conhecido”, disse Morrison, destacando, no entanto, que a possibilidade é muito pequena.

sábado, 23 de maio de 2009

Acidente grave mata 3 pessoas em MInas

Por Assessoria de Comunicação Social do 4º BBM
www.bombeiros.gov.mg.br

A tarde da sexta-feira dia 22 de maio ficou marcada por um grave acidente ocorrido na BR 265 próximo ao Km 238 na zona rural da cidade de Barroso em Minas Gerais, envolvendo o caminhão Basculante/Mercedes Benz/L1318, de Barroso, o cavalo mecânico Scania 113, de Barbacena/MG e o Caminhão Basculante/ Mercedes Benz/l1317 de São João Del Rei/MG.
As atenções voltaram-se para o local do acidente devido a gravidade dos fatos, que resultou em três vítimas fatais, dois condutores dos veículos e um carona, além de uma vítima não fatal, o condutor do terceiro veículo o qual foi atendido pelos Bombeiros e encontrava-se consciente queixando de dores locais, porém não apresentava lesões aparentes, sendo encaminhado ao do pronto atendimento do Hospital Santa Casa de Misericórdia em São João Del Rei.

Após liberação do local pela perícia técnica, militares do 2º Pel BM desencarceraram uma das Vítimas efetuaram a lavagem da pista, devido a grande quantidade de óleo derramada.
O Corpo de Bombeiros recebeu apoio da Polícia Rodoviária Estadual - PRE e da Polícia Civil. Para o atendimento a ocorrência foram empenhadas 05 viaturas BM e 11 militares.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Greve e paralisações agitam Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Começou hoje uma paralisação de 48 horas prevista pelo Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora. A categoria quer aumento de 25% e outros benefícios. Mas, as negociações com a prefeitura não surtiram efeito. O Executivo Municipal insiste que não há verba para aumentar os salários dos servidores da prefeitura. Os sindicatos envolvidos nas negociações rebatem que há recursos disponíveis e que o poder público estaria se beneficiando da crise política desencadeada no ano passado com a prisão e a renúncia do ex-prefeito Alberto Bejani.

Hoje, 90% das 57 Unidades Básicas de Saúde do município foram prejudicados.
Na UBS do bairro Linhares, zona leste da cidade, os seis médicos aderiram à paralisação.
O movimento de pacientes foi reduzido, uma vez que a comunidade foi alertada sobre a interrupção do atendimento médico.

Na Regional Leste, houve sobrecarga na procura por médicos.
Os moradores que não conseguiram ser atendidos nos bairros se encaminharam às unidades onde o atendimento de Urgência e Emergência foi mantido.

O mesmo ocorreu no Hospital de Pronto Socorro, na área central da cidade.
Se o local já fica normalmente cheio, hoje a situação foi mais complicada.
Com a facilidade de acesso, moradores de várias regiões apelaram ao HPS para conseguir atendimento.

Na zona norte, a Policlínica de Benfica é que ficou sobrecarregada.
Apenas o ambulatório pediátrico foi prejudicado com a paralisação.
Funcionários explicaram que os serviços de Urgência e Emergência funcionavam sem problemas, mas que não havia um balanço de adesão dos médicos.
No Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente, 15 médicos não foram ao trabalho.
No PAM Marechal e no Pronto Atendimento Infantil, os serviços seguem normais.

No bairro Jardim Natal, zona norte, um cartaz na porta alertava para a falta de médicos e explicava que a paralisação segue nesta quinta-feira.
Os funcionários estavam tendo dificuldades para atender a todas as chamadas telefônicas e aos pacientes ansiosos por informações sobre a possível greve.
Dois médicos e uma dentista aderiram ao protesto.

Na zona oeste, várias unidades de saúde pararam.
No bairro São Pedro, os funcionários cumpriram o horário sem ter muito o que fazer.
Poucos moradores apareceram para marcar consultas ou pedir informações sobre a retomada do serviço.
Dos 491 médicos da prefeitura, 70%aderiram à paralisação,
de acordo com pesquisa do sindicato da categoria.
A UBS do bairro Santa Luzia fechou as portas hoje.
No portão, um cartaz alertava a população sobre o motivo do fechamento e chamava atenção pelos erros gritantes de português.
A unidade é procurada por moradores de vários bairros da zona sul de Juiz de Fora.

Às dez e meia da manhã os médicos se reuniram para uma assembléia na Sociedade de Medicina e Cirurgia.
O presidente do Sindicato dos Médicos iniciou o encontro relatando que quatro UBS ficaram de fora da paralisação. Já tinha sido acertado que o atendimento nas unidades dos bairros Marumbi, Parque Guarani, Cruzeiro do Sul e na unidade Centro-sul, no centro, seria mantido.

Os profissionais ouviram a proposta apresentada pela prefeitura na rodada de negociação da última segunda-feira.
Eles mostraram insatisfação com a insistência do poder público em negar o aumento pedido.
A greve da categoria não está descartada.

Assim como novos protestos dos rodoviários.
Em março, os profissionais do transporte coletivo urbano fizeram uma paralisação de 20 horas e interromperam o trânsito no centro da cidade.
Depois do caos e das críticas, veio a trégua pedida pelo Ministério Público para que os profissionais pudessem negociar com as empresas.

O prazo termina no próximo dia 30 e nada mudou nas negociações, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários.
“Nós estamos acompanhando o fim da trégua e já preparamos diversos protestos.
Dessa vez, vamos mobilizar mais a população.
Como estamos proibidos de parar os ônibus em via pública, vamos fazer uma operação tartaruga e mostrar nossa insatisfação de muitas formas” revelou Paulo Avezani.

Os professores municipais continuam em greve.
Eles se revoltaram contra a proposta de “zero %” de aumento.
“Eles alegam que não têm dinheiro para pagar o aumento do funcionalismo. Mas, basta entrar na internet e pesquisar. Estão lá todos os recursos que o município recebeu. Essa história de crise está mal contada” reclamou o coordenador do Sindicato dos Professores, Flávio Bitarello.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Apreensão de queijo clandestino em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Quando a gente entra num restaurante ou numa lanchonete, imagina que está pagando por um alimento de qualidade.
Mas, cada vez que tenho que fazer uma reportagem como a de hoje, fico mais assustada.
A fiscalização da Secretaria de Atividades Urbanas de Juiz de Fora intensificou o combate aos produtos clandestinos.

Nessa madrugada, os fiscais fizeram uma operação em frente à Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, na BR 040, na zona norte da cidade.
Por volta de quatro horas, eles abordaram duas caminhonetes.
Uma de Contagem e a outra de Oliveira Fortes.
Nas carrocerias, estavam 1300 quilos de queijo.

O material foi apreendido.
Foi mais uma prova da competência dos fiscais Evailton Pires e Cícero Peixoto.
Havia queijo Minas Padrão e Canastra.
As peças estavam mal acondicionadas, sendo transportadas sem higiene nem refrigeração.
E não havia qualquer documentação sobre origem e fiscalização sanitária.
Os fiscais alertam para o risco de consumir produtos desse tipo.

“O material não pode ser doado sem que seja feita a análise laboratorial. Houve uma vez que guardamos um carregamento de queijo para doar a uma creche. Antes, enviamos amostras para a Universidade Federal de Juiz de Fora fazer análises em laboratório. O resultado foi um nível elevado de coliformes fecais. Como não há um laboratório em parceria com a prefeitura para fazermos sempre os exames, os produtos clandestinos são destruídos no aterro sanitário da cidade” explicou o Pires.

O que mais surpreende nesse tipo de apreensão é o destino do alimento clandestino.
Esses queijos eram encomenda de pastelarias de Juiz de Fora.
Volto ao início do texto.
Quando a gente sai de casa e entra num restaurante ou numa lanchonete, paga por um produto de qualidade e boa procedência.
Pelo visto, temos levado gato por lebre!
Por isso, é importante que a Secretaria de Atividades Urbanas faça um trabalho completo.
As fiscalizações ocorrem tanto nas estradas, para impedir a entrada dos alimentos clandestinos, quanto nos estabelecimentos do setor de alimentação.

Segundo dados da assessoria de imprensa da prefeitura, desde o início do ano, a SAU apreendeu 82 toneladas de leite e derivados, 3800 litros de iogurte, 27 mil litros de cachaça, 4650 kg de carne e 8 toneladas de alimentos diversos.
Esses produtos foram recolhidos quando eram transportados pelas estradas que cortam Juiz de Fora ou em restaurantes e supermercados do município.

Família sai de aeroporto e é recebida à bala

Por Silvan Alves

Uma ação violenta de bandidos na manhã de hoje, assustou uma família que desembarcou no Aeroporto Cristiano Ferreira Varella, de Muriaé.
Tudo aconteceu quando a família de quatro pessoas desceu do avião que veio de Ribeirão Preto-SP e tomou um taxi que seguiria para Itaperuna-RJ.

Logo na saída do Aeroporto, o veículo foi abordado por dois homens armados, que ficaram de frente.
O taxista tentou sair deles e foi recebido a bala.
Cinco tiros atingiram o taxi, sendo três no parabrisa, um no capô e o outro no vidro lateral do carona.

Estilhaços atingiram o taxista que foi levado para o HSP para curativos.
Um dos passageiros, conseguiu abaixar e ajudar o motorista para que não fosse atingido pelas balas.
A família que vinha de Ribeirão Preto, seguiria para Itaperuna onde uma parente está internada e viria para Muriaé embarcar com destino a cidade do interior paulista.

Todos desistiram de ir a Itaperuna devido a recepção violenta, e vão retorar a Ribeirão Preto.
A Polícia Militar colocou várias viaturas na região para tentar achar os assaltantes.


FOTOS EXCLUSIVAS:
SILVAN ALVES.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Greve dos professores municipais em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Semana passada, estava voltando para a TV, no final da tarde, quando uma fonte ligou avisando de uma manifestação dos professores da rede municipal de Juiz de Fora. Liguei para a redação e avisei que havia um protesto, mas não sabia o ponto exato onde ele estava acontecendo.
A Ludmila Fam, nossa produtora, apurou e descobriu o local.
Então, fui para o Parque Halfeld, onde deixei o carro.
Porém, a passeata já havia saído.

Os professores reivindicam 10% de aumento de salário, manutenção do plano de carreira e passar de R$ 450 para R$ 600 a verba para compra de material pedagógico.
De longe, eu ouvia as palavras de ordem.
O jeito foi correr pela pista lateral da Avenida Rio Branco, no centro de Juiz de Fora.
Depois de correr intermináveis 300 metros com a câmera no ombro, consegui apanhar os professores já na avenida Getúlio Vargas.

O que me chamou a atenção durante a passeata foi a preocupação dos lideres em não fechar o trânsito.
Eles ocuparam duas pistas da Getúlio Vargas e deixaram liberadas as outras duas.
Durante todo o percurso, os professores deram um exemplo de como se fazer uma manifestação consciente.
Mostraram sua indignação, sem prejudicar a população.

A coisa foi tão organizada, que a Polícia Militar apenas fez o acompanhamento e organizou o trânsito na região.
Depois, os professores entraram no calçadão da rua Halfeld e continuaram a distribuir rosquinhas.
Segundo eles, a “rosquinha do prefeito Custódio”.
Uma referência aos zero por cento de reajuste que a prefeitura ofereceu aos professores.

Enfim, eles atravessaram a avenida Rio Branco de novo e foram em direção ao prédio da Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Lá, marcaram novas manifestações para mostrar à população o motivo da greve.

Eu estava trabalhando sozinho, pois a Michele estava de licença do trabalho por causa do falecimento do pai dela.
Aí, fiz também a entrevista com o coordenador geral do Sinpro (Sindicato dos Professores), Flávio Bitarello.
Ele afirmou que a greve iria continuar e que a prefeitura tinha condições financeiras de conceder o reajuste para a categoria.

Do outro lado, a administração municipal afirmava que não havia dinheiro e alegava uma queda no repasse das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O MGTV 2ª edição do dia 18 de maio, desmentiu a prefeitura e mostrou dados disponibilizados pelo Tesouro Nacional em seu site.
No primeiro trimestre deste ano, a Prefeitura teria arrecadado mais do que em igual período do ano passado.
Segundo o Governo Federal, foram depositados nos cofres públicos municipais R$ 18,6 milhões em 2009. No ano anterior, os caixas registraram a entrada de R$ 16,3 milhões.

Hoje, houve mais uma assembléia e também reunião entre o sindicato dos professores e a prefeitura.
Porém, as negociações não avançaram e a greve dos professores, que já dura 20 dias, continua.
Segundo o sindicato 85% dos professores estão parados.
Enquanto isso, mais de 50 mil alunos estão sem aulas.
Eles são os mais prejudicados, e sem poder negociar.
Para o lado mais fraco não existe democracia.
Simplesmente vão ter que engolir o que for definido ao final.
Sou leigo, mas acho que já passou da hora de algum promotor público entrar na história e pedir uma auditoria para avaliar se com o repasse do governo federal é possível ou não dar um reajuste aos professores e acabar com essa novela.

Acidente grave na Br040

Do JF Hoje
www.jfhoje.com.br
Por Mariana Nicodemus

No final da tarde de ontem, três pessoas morreram e oito ficaram feridas em acidente envolvendo dois carros na BR-040, próximo ao km 773, no bairro Barreira do Triunfo, em Juiz de Fora/MG.
Teste do bafômetro constatou que o condutor de um dos automóveis onde viajavam seis pessoas estava embriagado.
O Fiat Tempra LYK 4772 e o Renault Clio HMS 5770, ambos de Juiz de Fora, bateram de frente por volta das 18h, no km772, no Bairro Barreira do Triunfo.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Tempra, que trafegava no sentido Rio de Janeiro/Belo Horizonte, teria invadido a contramão, colidindo com o Clio, que viajava na direção contrária. Seis viaturas do Corpo de Bombeiros e duas do Samu prestaram socorro às vitimas.
Cláudia Lamarca Perereira, que estava no banco do carona do Tempra, sua filha, Daniele Lamarca Pereira, e o namorado da menina, Lucas Cristian Alves Passos (20 anos), no banco de trás, morreram no local.
O condutor do veículo, Rubens Silva Pereira, de 44 anos, e Lucas da Silva Andrade, 19, sofreram lesões graves.

Os seis passageiros do Clio que não tiveram os nomes divulgados — também ficaram feridos. Teste de alcoolemia confirmou que o motorista do veículo havia consumido bebida alcoólica, com 0,73 gramas de álcool por litro de sangue, valor acima do permitido por lei.
A perícia esteve no local e as causas do acidente só poderão ser confirmadas após o laudo da equipe.
Todos os feridos foram conduzidos ao Hospital de Pronto Socorro (HPS).

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os bons partem antes

Por Robson Rocha

Nessa segunda-feira, uma pessoa muito especial nos deixou, Hélio Pacheco, pai da Michele. Infelizmente, como disse Renato Russo, os bons morrem antes.
Veterinário conhecido e premiado,
Dr. Hélio, como era conhecido, tinha uma simplicidade ímpar.
Tive a oportunidade de acompanhá-lo em alguns trabalhos e ver como era querido por todos. Dos grandes proprietários aos mais simples peões das fazendas que atendia.

Com ele, tive a chance de ajudar a fazer o parto de um bezerrinho filho de matriz premiada e muito cara. É até difícil imaginar que ele conseguiu que eu, um cara totalmente urbano, me enfiasse em um curral em um dia de chuva e ajudasse a puxar o bezerro de dentro da vaca.
E depois, com o bom humor de sempre me perguntar: “Você ainda quer entrar pra família?”

Quem via aquele homem no meio do gado, com a roupa suja e pegando pesado no trabalho, podia não imaginar que era uma pessoa muito culta. Uma enciclopédia em forma de gente.
Conheceu o mundo quase todo. O sogrão gostava de viajar e, como diz a Michele, ele falava um "inglês de cais do porto". Mas, todo mundo entendia.
Ele sempre contava histórias divertidas das viagens ao exterior.

Um pai que tinha um amor enorme pelos filhos.
Os olhos dele brilhavam ao falar do filho, o Artur, principalmente da competência profissional.
O orgulho que o Dr. Hélio tinha do filho ele não conseguia esconder. As filhas eram as princesas, não tenho nem o que dizer.
Como diz Dona Juçara, ele foi um pai perfeito.
E, com as netas. Aí, ele se derretia.

Tive a sorte e o prazer de conviver com o Dr. Hélio. Pena que por tão pouco tempo.
O que posso dizer?
Obrigado por tudo e até qualquer dia.
Vá com os anjos, vá em paz e que Deus o ilumine.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Morre adolescente enforcado em Centro Socioeducativo

Por Michele Pacheco

Carlos Henrique nascimento dos Santos morreu na noite passada no Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora.
O adolescente de 15 anos estava internado há dez dias.
Ele foi encontrado por agentes socioeducativos pendurado pelo pescoço por um lençol.
Foi socorrido pelos agentes e pelos outros dois adolescentes que dividiam com ele o alojamento.

A família denunciou que o garoto estava sendo ameaçado de morte por outros internos.
A mãe disse que o filho pediu que ela não fosse visitá-lo no último domingo de abril, pois poderia haver algum incidente.
Na segunda-feira, ele foi achado enforcado.
Carlos Henrique chegou em estado grave ao hospital e passou os dez dias internado em coma no CTI, sem responder ao tratamento.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
O delegado Rafael Couto Barreto, responsável pelo inquérito, ouviu depoimentos dos agentes que socorreram o adolescente, dos colegas de alojamento, da mãe do garoto e de uma funcionário do Centro Socioeducativo Santa Lúcia.

O laudo da perícia apontou que nenhum indício de agressão ou tentativa de reagir a uma agressão foi encontrado no corpo do adolescente.
As lesões cervicais e os hematomas encontrados teriam sido provocados pelo lençol usado para enforcar o adolescente.
A conclusão coincidiu com o laudo feito pelos médicos do HPS e indicam suicídio.

Mesmo assim, a família mantém a denúncia de assassinato.
A Vara da Infância e da Juventude acompanha o caso e não descarta a possibilidade de crime.
As ameaças teriam sido feitas por adolescentes de um bairro rival.
As brigas de gangue teriam levado à apreensão de grupos contrários.
A rivalidade das ruas teria sido levada para dentro do centro socioeducativo.
Por isso, o Carlos Henrique estaria sendo mantido num alojamento com outros dois garotos do bairro dele, para evitar confrontos.

O Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Defensoria Pública também acompanham as investigações.
Uma defensora disse ao presidente da OAB Juiz de Fora que já tinha entrado com pedido de providências quanto às ameaças sofridas pelo adolescente.
O corpo do Carlos Henrique passou toda a manhã no Instituto Médico Legal e foi enterrado no Cemitério Municipal de Juiz de Fora, às quatro da tarde.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Denúncia de agressão em hospital de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

A TV Alterosa foi procurada hoje pela família de um detento do Ceresp, Centro de Remanejamento em Segurança Pública, de Juiz de Fora.
O rapaz de 27 anos sofre de transtorno bipolar e estava internado no Hospital de Pronto Socorro há 4 meses.
Um amigo dele contou que o jovem foi preso em flagrante em janeiro, depois de um assalto a taxista.

No Ceresp, ele teria tido um surto e tentado suicídio.
O diretor pediu então que o detento fosse transferido para um hospital, onde pudesse receber tratamento psiquiátrico.
Segundo o amigo do preso, ele teve outro ataque nessa madrugada e tentou fugir do HPS pelos fundos, pulando do terceiro andar.
Parte da grade da janela tinha sido arrancada numa outra tentativa de fuga, ocorrida há alguns meses.

Segundo uma funcionária do hospital, hoje há cerca de 20 detentos no HPS.
Eles ficam no terceiro andar e as janelas da “cela” têm grades.
Um morador da região não quis gravar entrevista, mas contou que foi um tumulto na madrugada.
O rapaz ficou preso na grade e foi preciso serrar o resto das barras para que ele fosse retirado.

A família denunciou que, ao ser retirado da janela, o preso foi espancado por agentes penitenciários e por um enfermeiro.
O amigo dele citou escoriações nos braços e pernas e hematomas pelo corpo.
Os agentes que estavam de guarda e os policiais militares que atenderam a ocorrência negaram a agressão e disseram que o rapaz se feriu ao ficar preso na janela.

O detento foi levado para a 7ª Delegacia Regional de Segurança Pública e ouvido pela delegada de plantão. Depois, foi encaminhado de volta ao Ceresp. Um inquérito vai apurar as condições da tentativa de fuga.

A mãe do preso denunciou que o filho é viciado em crack e estaria tendo contato com a droga dentro do HPS.
“Ele conseguia droga lá dentro. Eu já vi muito preso usando.
Eu acredito que meu filho tenha usado antes de tentar fugir.
Ele pediu ontem que o amigo levasse uma garrafa de vinho para ele” contou ela revoltada.

A denúncia é muito grave. Se, de alguma forma, as drogas estão mesmo entrando no hospital, casos como o deste detento poderiam terminar mal.
Segundo a família, o rapaz tem problemas psiquiátricos e toma remédios controlados para evitar surtos.
Imagine se ele tiver acesso a droga e álcool!
Como fica o efeito do medicamento?

A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Juiz de Fora informou que as denúncias estão sendo apuradas, mas a prefeitura não vai se manifestar sobre o caso por enquanto.
A intenção do município é solicitar uma audiência no Ministério Público para discutir a situação dos presos internados.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Juiz de Fora disse que o assunto vai ser abordado numa audiência pública.
Flávio Checker (PT) revelou que tem acompanhado o caso e que o município deve propor ao governo de Minas a criação de um centro de saúde para atender detentos.
Ele explicou que os presos ficam algemados no hospital.

“Apesar de parecer desumano, é necessário, levando em conta a estrutura do hospital onde estão internados.
Recebemos muitas reclamações de pessoas que não concordam com as vagas que são reservadas para os detentos.
Mas, temos que lembrar que, mesmo presos, eles têm o direito à saúde” esclareceu o vereador.