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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher

Por Robson Rocha

Lembrando do dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de falar sobre elas. Pois, como diz a música do Ultrage à Rigor: eu não vivo sem mulher!

Tenho que começar, é claro, pela minha mãe, Dona Therezinha, pois ela foi a primeira mulher na minha vida. Como mulher, uma batalhadora de temperamento forte. Quando casou com meu pai, eles tinham apenas uma casa e com seu trabalho ajudou a construir um pequeno patrimônio. Hoje, é voluntária em vários projetos e quando não está trabalhando... Ah, pode ter certeza de que está dançando. Ela é pé de valsa e adora dançar. A única coisa difícil é acompanhá-la nas compras, ela anda demais. E, como gosta de entrar em lojas. Como mãe, é simplesmente a melhor do mundo!

Na ordem cronológica, a segunda grande jovem mulher é minha filha, Paula. Aliás, não é simplesmente uma grande filha, é uma grande amiga. Que muitas vezes passa por situações em que, como ela mesma diria, a faço pagar muitos micos. Por isso não vou escrever demais sobre ela, senão é micão.
Mas é minha Princesa e meu orgulho!

Falando em orgulho: outro orgulho é a Michele.
Todo mundo conhece a repórter Michele Pacheco, mas poucas pessoas conhecem o outro lado dessa jornalista. Ela adora fazer artesanato, de cordões, pulseiras a cachecóis e blusas, de sabonetes a coisas pra decoração. E pinta muito bem. São vários quadros em estilos variados e muito bem feitos. Ela é uma mulher muito talentosa. Ela é tão boa na pintura que está conseguindo me transportar para um quadro. Na cozinha, quem me conhece deve imaginar que ela manda bem só olhando o quanto minha barriguinha evoluiu.

Amo demais essas três mulheres. Mas parando de jogar confete aqui, entre inúmeras mulheres batalhadoras que conhecemos nesses anos de trabalho, queria destacar duas. Isso sem desmerecer ninguém, mas elas fazem a diferença. E nem sempre aparecem ou têm o reconhecimento que mereciam.

Uma é a Maria Aparecida da Silva, a Cida da Sociedade Beneficente Mão Amiga. Essa mulher batalha muito! Começa por ter enfrentado de frente o preconceito. Não adianta a gente fingir que não, todos nós sabemos que ela tinha todos os atributos para ser discriminada: negra e pobre. Ela, além de superar essa barreira, faz um trabalho maravilhoso desde quando a Associação era no bairro Furtado de Meneses.
Ela vai às emissoras de rádio e tv em uma peregrinação, não para pedir dinheiro, mas para pedir ajuda divulgando as campanhas que faz. A Mão Amiga distribui nas comunidades carentes não só cestas básicas, mas material escolar, brinquedos, ovos de páscoa, fora outras atividades. Nesta semana estivemos lá na sede, ela e as voluntárias estavam produzindo ovos de chocolate para distribuir a 400 crianças nas áreas mais carentes. Fiquei feliz quando vi no mural que ela vai ser homenageada pela 4ª subseção da OAB. Parabéns ao Wagner Parrot pela iniciativa, pois essa mulher merece.

Outra mulher que aprendi a admirar e sou fã de carteirinha é a Maria de Lourdes Martins. Quando a conheci, ela trabalhava na “Casa Abrigo”, onde mulheres vitimas de violência sexual eram abrigadas e recebiam atenção.
Eu em principio fiquei assustado, porque ela defendia aquelas mulheres como se fossem filhas dela. E, principalmente, porque isso não é muito normal em serviços públicos. Mas, ela tem uma fibra, uma determinação, que realmente impressiona. E outra coisa bacana foi observar como ela era querida pelas mulheres e crianças que estavam na “Casa Abrigo”.
Agora ela está no Conselho Tutelar e continua firme na defesa de pessoas em alguma situação de risco.
É uma mulher de coragem, que defende suas idéias e com certeza foi um anjo na vida de muitas vitimas de violência.

Obrigado por vocês existirem!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Explosão em Muriaé

Por Silvan Alves
Jornalista da TV Atividade

Uma grande explosão por volta das 17h40 estremeceu um quarteirão inteiro assustando moradores da região da Av. Dr. Passos, na Barra. Segundo informações preliminares, a causa da explosão acompanhada de fogo em bueiros e até mesmo no Rio Muriaé (onde o fogo se alastrou por cerca de 50m, é vazamento de combustível. Um carro que estava sobre um dos bueiros foi levantado pelo impacto e sofreu vários danos.
Moradores próximas a área de risco informaram que o cheiro de combustível já incomodava desde cedo. O combustivel, gasolina, desceu pela tubulação de águas pluviais. O Corpo de Bombeiros reforçado pela Polícia Militar tenta solucionar o problema. O posto de gasolina que está em obra continuava a funcionar.

O Corpo de Bombeiros de Muriaé, determinou agora a pouco a saída de dezenas de famílias da rua Manoel Alves de Araújo Sobrinho (Rua do Aterro). O cheiro de combustível ainda é muito forte, mas o fogo está baixo nos bueiros. O medo atingiu parte do bairro da Barra, depois que uma forte explosão ocorreu às margens do rio Muriaé ocasionada pelo vazamento de gasolina, de um posto que fica a cerca de 150 metros do rio. O fogo nos bueiros chegou a três metros de altura. Um carro foi danificado pela explosão, tendo o pára-brisa quebrado, pneu furado, calotas arrancadas e outros danos. “Já tínhamos percebido o cheiro forte de combustível nesta região desde cedo, e inclusive comunicado a polícia” disse um dos moradores.

terça-feira, 4 de março de 2008

Cadeia de Muriaé é interditada

Por Silvan Alves
Jornalista da TV Atividade

A partir das 19h desta terça-feira a Cadeia Pública de Muriaé, localizada na rua José de Freitas Lima, 02, bairro Safira, não mais poderá receber presos. Em todos os flagrantes que acontecerem durante a noite desta terça-feira e madrugada de quarta, os presos terão que ser encaminhados para as cadeias públicas da região, como de Eugenópolis, Miradouro, Carangola, Tombos, Divino ou mesmo Cataguazes. A decisão do Poder Judiciário, através do juiz, Dr. Múcio Monteiro da Cunha Magalhães, saiu menos de cinco dias depois que o Ministério Público da Comarca de Muriaé pediu a interdição da cadeia, alegando falta de segurança, superlotação e ainda que os presos estão vivendo em situação desumana. O Ministério Público pede também a construção de uma nova cadeia ainda para este ano. O último homem, preso por tráfico de drogas, entrou na cadeia de Muriaé , nesta terça, à uma hora da interdição. O delegado que passou a noite de plantão, foi o Dr. José Carlos Bolsoni Rodrigues e ele estava orientado a proceder de acordo com o pedido da Justiça. A Cadeia Pública de Muriaé, estava com 136 presos até o pedido de interdição, quase o dobro de sua capacidade.

www.silvanalves.blogspot.com

Medicina avançada x doenças misteriosas

Por Michele Pacheco

A todo momento recebemos informações de novas descobertas científicas que vão revolucionar a medicina. Mas, no dia-a-dia encontramos desafios que os médicos ainda não conseguem explicar.O caso do Lucas é um desses. Um dia estávamos na TV, quando a Rosemare chegou com o filho para pedir uma matéria sobre o caso dele. Ela queria que a reportagem ajudasse a encontrar algum médico que soubesse o que o garoto tinha e o ajudasse a melhorar ou, pelo menos, superar as dores. Ficamos todos sensibilizados. A família mora numa vila humilde, na zona leste de Juiz de Fora. A mãe é diarista e sustenta três filhos.

O Lucas é o mais velho, tem doze anos e, desde os seis, começou a sentir dores nos braços e nas pernas. A Rosemare levou o filho ao SUS e marcou consulta com um ortopedista. Desde então, ele tem feito uma peregrinação de uma especialidade a outra, sem encontrar alguém que consiga descobrir que doença é essa. Segundo a mãe, o Lucas é atendido desde o início no Hospital Universitário de Juiz de Fora. Ela não entende a demora para se fazer um diagnóstico e desabafou que sofre vendo o filho "passar de um médico a outro, como se fosse um experimento de laboratório" e sem conseguir nenhuma solução.
É duro olhar para o Lucas e imaginar que se fosse uma criança com dinheiro, já poderia estar recebendo tratamento adequado. Os braços são as partes mais deformadas pela doença até agora. Olhando para eles, dá a sensação de que os ossos estão crescendo uns em cima dos outros. Ele conta que sente dores pelo corpo quando pega algo pesado, anda muito tempo ou faz movimentos bruscos com as pernas e os braços.

Segundo a Rose, nesses seis anos, os únicos exames que os médicos do HU pediram foram os de Raio-X. Neles, é possível ver que os ossos não cresceram da forma normal. Uma médica disse à família que pode haver algum especialista no Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, capaz de diagnosticar que doença aflige o Lucas e encaminhar o garoto ao tratamento adequado. O problema segundo a Rose é que ela não tem dinheiro para levar o filho até lá e nenhum encaminhamento médico para isso. Ela pede ajuda para tentar melhorar a vida do garoto.

Eu e o Robson fizemos o melhor possível para passar na reportagem detalhes precisos sobre os sintomas, os exames e o que os médicos disseram até agora, com a esperança de que alguém veja a matéria e ajude o Lucas.
Apesar de toda a dor que sente, ele dá uma lição de vida. Quando perguntei o que queria fazer no futuro, o Lucas abriu um sorriso largo e disse "eu quero sarar logo, porque vou ser um jogador de futebol, um craque...vou ganhar dinheiro e ajudar a minha mãe e os meus irmãos...eles já sofreram muito por minha causa!"
Nem preciso dizer que saímos de lá com um nó na garganta e desejando que aquele sonho se realize.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Elogio é bom demais!

Por Robson Rocha

A televisão, a cada dia, é mais rápida na divulgação das informações. Entradas ao vivo do jornalismo, hoje são comuns, mas há algum tempo não era bem assim.
A TV Globo Juiz de Fora só foi ter um carro de vivo na década de 1990. E isso graças ao engenheiro Raymundo Barros que veio da TV Globo Recife para assumir o departamento de engenharia da emissora de Juiz de Fora.
Ele montou uma UMJ, Unidade Móvel de Jornalismo, com materiais velhos. Mandou que a manutenção recuperasse vários equipamentos e os colocou em uma Brasinca, juntamente com um transmissor de UHF. E o carro funcionou por muito tempo.
O Raymundo, que hoje é diretor de Engenharia e de tecnologia da Globo São Paulo, não deve nem lembrar, mas na época foi um marco para Juiz de Fora e para nós profissionais. Pois foi ali que começou a cair o mito de fazer “ao vivo”.

Fazer entradas ao vivo para o cinegrafista não muda em nada o seu trabalho, só não pode errar. Na TV Alterosa, na enchente no Sul de Minas em 2000, foi uma grande prova para todos os profissionais envolvidos. Tínhamos um carro com Uplink e dois pares de microondas.
A Iveco com o Uplink ficava em Pouso Alegre com o Godson, para onde era direcionado o sinal das microondas e ali enviado para o satélite.

Graças à mobilidade e à extrema eficiência da galera da técnica, conseguimos entrar ao vivo de várias cidades e de alguns pontos muito difíceis, como na Fernão Dias.
Na Alterosa, os vivos são mais complicados devido à liberdade que temos de criar. Então, evitamos no Sul de Minas “vivos” parados, repórter e câmera estavam sempre em movimento. Assim como em São João Del Rei, durante a Semana Santa, em que fizemos uma entrada ao vivo, no Jornal da Alterosa 2ªedição, andando pelas ruas da cidade histórica.

Em outros casos, como em transmissões, quem define tudo que vai ser feito é quem está dirigindo o programa. Mas, normalmente, a recomendação é para apresentador parado e repórteres com mobilidade limitada. As imagens do show durante a transmissão também são definidas pelo diretor.

Mas, nessa coisa de entradas ao vivo, a que me deu mais prazer foi essa da foto no Jornal do SBT. Foi uma entrada padrão, com a Michele parada no vídeo e com uma luz bem feita. O legal foi no dia seguinte receber os elogios da chefia em São Paulo e saber que no momento que a gente estava no ar, batemos, na época, o recorde de audiência do jornal. Pode parecer besteira, mas pra gente que trabalha no interior do Brasil é difícil colocar matérias em rede nacional e com elogio do Carlos Nascimento, aí é para entrar para nossa história!

domingo, 2 de março de 2008

Acidentes com a rede elétrica

Por Robson Rocha

Por mais que sejam feitas campanhas preventivas, as pessoas parecem não entender o risco que as redes de distribuição de energia elétrica representam. Todos os anos as emissoras divulgam as campanhas das empresas de energia elétrica. São mostrados nos telejornais os vários acidentes que acontecem, na sua maioria fatais.

As estatísticas mostram em números essa realidade. No final de 2007, as empresas realizaram a Semana Nacional da Segurança com Energia Elétrica e os dados do Brasil dos últimos seis anos mostram uma tendência de redução dos acidentes envolvendo a população com a rede elétrica das concessionárias. A taxa de freqüência, que expressa o número de acidentados, no período de um ano, para cada um milhão de habitantes, passou de 5,64 em 2001 para 5,02 em 2006, com uma redução de 11%. Já a taxa de gravidade, que expressa a gravidade de cada acidente, passou de 2.435 em 2001 para 1.884 em 2006, com uma redução de 23%. Não obstante esta tendência favorável de redução, é preciso reconhecer que o número de acidentes continua alto. Em 2006, foram 929, sendo 296 fatais, 234 lesões graves e 399 lesões leves.
O objetivo principal desta campanha, de âmbito nacional, é fazer com que esta redução de acidentes com a população aconteça de maneira mais rápida.
Mas, a falta de atenção das pessoas continua sendo o grande problema.
Nesse sábado, 1º de março, mais uma vitima, dessa vez na cidade de Muriaé.
Webert Estefani Augusto de Oliveira, 17 anos, trabalhava em um telhado de estrutura metálica, quando encostou uma barra de ferro de aproximadamente 4 m de comprimento nos fios de alta tensão. Ele não resistiu à descarga elétrica e morreu.

Infelizmente o Webert é mais um que vai para as estatísticas.
O sistema de informação da Abradee classifica os acidentes segundo 14 tipos de ocorrência.
Em 2006, foram 264 acidentados no tipo de ocorrência chamada de construção ou manutenção predial, representando 28% do total geral.
Aliás, a construção ou manutenção predial foi o tipo de ocorrência com o maior número de acidentados em todos os últimos seis anos.
Mas, outros três tipos de ocorrência que também apresentaram, em 2006, participação significativa no total de acidentados:
- instalar ou reparar antena de TV, com 46 registros;
- soltar pipa ou papagaio, com 26;
- ligação clandestina (furto de energia), com 70 acidentados. Estes quatro tipos de ocorrência totalizaram 406 acidentados em 2006, representando 44% do total geral.
Fonte: Abradee

sábado, 1 de março de 2008

Morre o radialista Haroldo de Andrade

Por Carlos Ferreira

Morreu às 16h20 deste sábado (01), no Hospital Pró-Cardíaco, na Zona Sul do Rio, o radialista Haroldo de Andrade, aos 73 anos (nasceu no dia 01/05/1934, em Curitiba-PR). Ele estava internado há um mês para tratamento de complicações de diabetes. Haroldo deixa oito filhos. Depois de 45 anos como apresentador do Programa Haroldo de Andrade, na Rádio Globo, o radialista inaugurou sua própria emissora, antiga rádio Mauá, (http://www.radioharoldodeandrade.com.br/) no dia 7 de novembro de 2005. Um dos mais respeitados radialistas do país, seu programa atingia todo o estado. Seu público era formado por donas de casa, taxistas e operários. Além do noticiário do dia, o programa trazia prestação de serviço, esportes e música.

O sepultamento vai ser realizado amanhã (02/03) às 11 horas, no Cemitério São Francisco Xavier (Cemitério do Caju), local em que o corpo está sendo velado na capela A, no Rio.
Haroldo de Andrade (um dos maiores nomes do rádio), nasceu no dia do trabalhador e morreu no dia do aniversário da cidade que ele adotou, o Rio de Janeiro.

Na década de 50, na Rádio Mauá (atual Rádio Haroldo de Andrade AM 1060 Khz) ele lançou o Musifone, o primeiro programa interativo do rádio brasileiro. A atração logo alcançou o primeiro lugar na audiência. Nos 45 anos de Rádio Globo, Haroldo teve uma rápida passagem pela Rádio Bandeirantes-Rio.Na TV, o comunicador atuou nas emissoras TV Excelsior, TV Tupi e na TV Globo.

Ele tinha três grandes paixões: a filha Cristina, o Flamengo e a cidade do Rio. Quando ele chegou aqui ficou tão maravilhado que ficava chateado por ver a cidade tão abandonada. O interessante é que ele morreu exatamente no dia do aniversário do Rio. Acho que, se pudesse, meu pai gostaria de dizer para as pessoas: muito obrigado - disse um dos oito filhos de Haroldo, Wilson Andrade Silva, de 50 anos.

Fonte:G1 e Extra online
Colaboração:Paulo

Pitbull à solta - cadastro ignorado

Por Michele Pacheco

A lei foi criada para tentar diminuir os ataques de pitbulls que apavoram a população. Todos os donos de cães dessa raça têm que cadastrar os animais.
Em Juiz de Fora, o Corpo de Bombeiros já registrou 442 pitbulls desde setembro do ano passado, quando a lei entrou em vigor.
O problema é que a estimativa é de que na cidade existam 6 mil cães dessa raça.
Numa reportagem que fizemos sobre o assunto, o Capitão Marcos Santiago explicou que o trabalho que está sendo feito é um pré-cadastro e que algumas pessoas entenderam a importância da posse consciente, em que o dono cuida não apenas do bem-estar do cão, mas também da segurança de quem está em volta.

O problema é que muita gente se assustou com o rigor da lei e com as responsabilidades que os donos de cães agressivos passam a ter. Em vez de se organizarem para atender às exigências, estão se livrando dos animais. Resultado: trabalho dobrado para os bombeiros. Eles já se desdobram para atender com rapidez e eficiência a todas as chamadas que recebem. Agora, têm passado um bom tempo indo atrás de cães soltos nas ruas.

Oficialmente, eles só podem recolher aqueles animais que estiverem colocando em risco a comunidade. Mas, na prática não tem funcionado assim. Acompanhamos um atendimento na zona sul de Juiz de Fora em que uma moradora reclamou que um cachorro bravo estava impedindo os moradores de entrar em casa. No local, o "monstro" era um vira-latas de porte médio, com o rabo entre as pernas e tremendo de medo. De violento, ele não tinha nada. Mesmo assim, os bombeiros tiveram que fazer a apreensão e levar o animal para o canil municipal.

Lá, outra dificuldade. Com o aumento do número de apreensões de pitbulls nas ruas de Juiz de Fora, o número de canis se tornou insuficiente. Hoje, no espaço destinado a 320 cães, estão 480. Segundo a veterinária, Liza Helena Ramos Nery, muitos pitbulls chegam lá agressivos e não podem conviver com os outros. Assim, um animal acaba ocupando o lugar de outros dez.

Eu adoro cães e fico triste quando vejo tantos abandonados. Eu sempre me pergunto como alguém pode ter coragem de criar o bichinho desde pequeno, sempre por perto, e depois soltá-lo na rua, como se fosse um pedaço de papel velho que não serve mais. Basta olhar para as carinhas tristes e carentes da maioria dos cães do canil municipal para entender que eles sentem falta de contato humano.

Cão de rua está acostumado a se virar, não sente apego a nada e luta para sobreviver. Mas, os animais domésticos criam um vínculo eterno com os donos e nunca esquecem. Depois de apreendidos, eles ficam no canil municipal, sendo bem tratados, na medida do possível, e à espera de um dono. A adoção é uma proposta muito legal. Dói o coração ver aqueles bichinhos disputando espaço na grade, abanando os rabos, para receber um carinho.

As sociedades de proteção aos animais fazem o que podem para ajudar os cães rejeitados. Mas, com o aumento no número de abandonos, está difícil para eles darem conta do recado. Basta andar pelas ruas da cidade para muitos cães na área central e nos bairros. A prefeitura faz a captura, mas a demanda não pára de crescer. Por que as pessoas não pensam no futuro antes de comprar um cão?

No início, tudo é lindo! Mas, o filhotinho cresce e passa a dar mais trabalho. Isso é previsível. Qualquer loja de animais e qualquer veterinário pode orientar a compra, explicando o tamanho a que o animal pode chegar, a quantidade de alimento que ele vai consumir, a índole da raça... Algumas perguntas simples podem evitar transtornos para os donos no futuro e sofrimento para os animais.

Informações: (32) 3690-3591 (Liza Nery) ou canil@demlurb.pjf.mg.gov.br

Responsabilidade social

Por Robson Rocha

Os problemas do sistema prisional são antigos. São comuns a super-lotação e as inúmeras tentativas de fuga. Nessa semana, em Muriaé, 40 presos tentaram fugir do cadeião da cidade e foram impedidos pelo detetive plantonista.
Segundo a Polícia Civil, a iniciativa teria partido de 14 adolescentes que estão em celas separadas no Cadeião.

Segundo o repórter Silvan Alves, da TV Atividade de Muriaé, o Ministério Público, por meio do promotor, Dr. José Gustavo Guimarães Silva, informou no início da tarde dessa quinta-feira que pediu à Justiça a interdição da cadeia e a proibição da entrada de presos de outras comarcas em Muriaé. As cadeias de Minas têm se tornado verdadeiros depósitos de presos que vivem em condições sub-humanas.

Mas, como interditar todas as cadeias, apesar das tentativas de fuga e de casos graves como o da cadeia de Ponte Nova, onde 25 presos morreram? Fomos a primeira equipe de TV a entrar no cadeião depois da tragédia e tirei algumas fotos com o celular, porque minha máquina estava sem bateria. Pois, apenas falando, seria difícil explicar o que encontramos. Fora o cheiro, imaginar um local como aquele tomado pelo fogo e o desespero das pessoas que não conseguiam sair... A sensação era estranha.

Mas, felizmente existem tentativas de mudar essa realidade. Na cadeia de São João Del Rei, foram construídas 3 salas de aula que começam a funcionar nessa segunda-feira, dia 3 de março. Segundo a Gazeta de São João Del Rei, 60 presos já estudam e agora de 180 a 220 detentos terão a oportunidade de retomar os estudos dos ensinos médio e fundamental.
Projetos assim são fundamentais para a ressocialização das pessoas que estão lá.

Em Juiz de Fora, gravamos uma matéria muito bacana na penitenciária Arisvaldo Campos Pires, onde os recuperandos têm oficinas para aprender profissões na fábrica de calças jeans, na marcenaria, na fábrica de vassouras. Existe também uma padaria onde tudo é feito como se funcionasse em nosso bairro.
Estávamos fazendo matéria para o Jornal da Alterosa, mas a direção me autorizou a tirar algumas fotos onde dá pra ver que é uma padaria normal e com muito mais higiene do que muitas que existem aqui fora. Além disso, os produtos são muito gostosos.
Digo isso de cadeira, pois depois da gravação fizemos um belo lanche com pães e biscoitos da padaria. Só não comi mais porque não cabia!

Uma coisa muito bacana é que os projetos na Arisvaldo Campos Pires têm o apoio de empresas privadas que estão deixando a conversa de lado e mostrando com ações que são empresas que têm, realmente, responsabilidade social.
Com trabalho, os presos têm no que pensar e isso evita tentativas de fuga e rebeliões.
É lógico que o número de presos que saem da prisão e voltam a cometer algum tipo de crime e não vão se recuperar é grande. Mas, se alguns se tornarem profissionais e saírem empregados já é um ganho maravilhoso.

Tupi

Por Carlos Ferreira

O Tupi embarcou ontem, no início da tarde, para o Sul de Minas. Amanhã, o time juizforano enfrenta o Rio Branco, às 16h, em Andradas, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro, depois de uma semana conturbada pela troca de treinadores: saiu Moacir Júnior e entrou João Carlos.
A delegação que seguiu para Andradas teve duas baixas. O lateral-esquerdo reserva Anderson Feijão, com uma entorse no tornozelo esquerdo, e o atacante Allan, com a panturrilha esquerda inchada devido a uma pancada sofrida no empate com o Ituiutaba, no último domingo, ficaram em Juiz de Fora.
Allan resumiu o sentimento de quem fica de fora em um momento importante para o time. "Infelizmente, não dá para ir para o jogo como estou. A perna ainda dói muito, e estou com os movimentos limitados. É muito ruim não jogar nesse momento, porque sei que a equipe precisa. Mas, tenho certeza de que quem entrar vai manter a qualidade, e meus companheiros trarão um bom resultado de Andradas", disse o atacante. Eraldo e Itacaré disputam a vaga deixada por Allan.
Antes da viagem, o técnico João Carlos, que assumiu a equipe na última quinta-feira, comandou um rápido treino técnico-tático e de bolas paradas. Hoje, o Carijó faz seu último treinamento antes do confronto com o Rio Branco. O time trabalha em Poços de Caldas, onde o grupo ficará hospedado até horas antes da partida em Andradas.
Fonte: www.tribunademinas.com.br

Obs:A Rádio Globo Juiz de Fora AM 910 Khz, transmite o jogo, direto de Andradas, com Ivan Costa, Ricardo Wagner, Marco Aurélio e Márcio Santos.

COMENTÁRIO:O atacante Alan, no início do ano, devido a indefinição da situação dele, se ficaria ou não no Tupi, e precisando trabalhar, negociou uma transferência para o Rio Branco. Com a posse da nova diretoria, o jogador foi convidado a permanecer no clube. Com isso, Alan declinou do convite do Rio Branco, fato que causou uma certa indignação na torcida de Andradas. Com a contusão, perde o Tupi, mas Alan se livra de ser hostilizado pela torcida adversária..