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JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, Brazil
Esperamos com este Blog dividir um pouco das inúmeras histórias que acumulamos na nossa profissão. São relatos engraçados, tristes, surpreendentes...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Chuva em Minas - Morte em Ervália e inundação em Ubá

Por Michele Pacheco

As chuvas têm castigado Minas Gerais.
Hoje, a Defesa Civil do estado confirmou o registro de 5 mortes.
Quatro delas foram em Ervália, na Zona da Mata Mineira.
Fomos cedo para lá e encontramos a cidade num caos.
No Morro do Roi, os moradores corriam contra o tempo para tirar tudo que podiam das casas.

As kombis da prefeitura que foram ajudar na mudança não conseguiram subir.
O jeito foi amontoar tudo num trator e fazer várias viagens.
A área já estava instável pela manhã, com terra deslizando em vários pontos, e piorou com mais chuva intensa durante a tarde.
Todas as casas da encosta foram interditadas.
Segundo a Defesa Civil Estadual, em torno de 70 famílias foram levadas para abrigos ou estão alojadas em casas de parentes.

A estudante Priscila de Souza olhava desanimada para os fundos da casa da família dela. Um barranco caiu no quintal dos vizinhos e a chance de outros deslizamentos obrigaram a todos a mudar do local.
Ela contou que vai passar uns dias na casa de uma tia e que pretende esperar para ver o que vai acontecer no Morro do Roi.
Se a situação continuar perigosa, Priscila pretende mudar do local com a mãe.

Além do transtorno de ter que deixar tudo o que construiu para trás, uma família, em especial tem motivos de sobra para chorar.
A lavradora Denise de Oliveira Souza estava desesperada.
O sogro dela, a mulher dele e os dois filhos mais novos do casal dormiam num cômodo nos fundos da casa no alto do morro, quando o barranco deslizou, durante a madrugada. Um adolescente, também filho do casal, e um tio da Denise, de 84 anos, estavam em outro cômodo da casa e conseguiram escapar.

As fotos da Polícia Civil mostram detalhes do trabalho de resgate.
O acesso ao local é difícil durante o dia. Imagine então, durante a noite, debaixo de temporal, no escuro, derrapando na lama e ouvindo os gritos desesperados de familiares e vizinhos das vítimas.
Com certeza não foi uma cena agradável para os bombeiros de Ubá, deslocados durante a madrugada, e os policiais civis e militares de Ervália.

Eles trabalharam com dificuldade, escavando o monte de terra que se acumulou nos fundos da casa e invadiu o quarto onde o casal dormia junto com os meninos, um de 4 e outro de 6 anos.
Foram horas de agonia e esperança de achar as vítimas ainda vivas.
Mas, a cada minuto as chances de sobrevivência diminuíam.

A necessidade de salvar a família levou alguns bombeiros a ficar quase enterrados na lama.
É nas horas que desespero que a gente vê a coragem e o preparo desses heróis.
Eles esquecem o medo e se arriscam pelos outros.
Infelizmente, nesse caso foi impossível salvar a família.
Os corpos dos pais e dos meninos foram retirados da lama e levados para o Instituto Médico Legal de Ubá.

Os policiais civis e militares de Ervália também deram um belo exemplo de união num momento difícil.
Eles estiveram em todos os locais mais problemáticos, acompanharam as vistorias da Defesa Civil e ajudaram os moradores a deixar os locais de risco.
Conversamos na delegacia com o agente da Polícia Civil, Rodrigo Maia. Ele estava desde a madrugada rodando os bairros mais atingidos e registrando imagens de tudo.

Além dos deslizamentos de terra, as autoridades estavam em alerta por conta das inundações.
O rio Turvão está com o volume de água bem acima do normal e transbordou em vários pontos do município. A zona rural ficou inundada.
No centro, a enxurrada de água e lama invadiu uma rua e causou prejuízos no comércio. Várias lojas ficaram alagadas.

A Maria Luiza Pontes é costureira e perdeu tudo na oficina de costura.
Mas, ela estava assustada mesmo era com as recordações do desespero da vizinha que ficou ilhada dentro de casa.
O rio transbordou, derrubou um muro nos fundos das lojas e casas e causou estragos.
As galinhas que estavam num quintal morreram afogadas.
Um depósito de café teve muitos prejuízos.
As sacas com grãos ficaram debaixo d’água.
Assim como os freezers e todo o estoque de um bar.

Ainda em Ervália, a fila de caminhões era grande no trevo que dá acesso à BR 358, que liga Ubá a Muriaé.
Em dois trechos, os córregos da zona rural transbordaram e invadira a estrada.
Na fazenda Bom Jardim, a enxurrada impedia a passagem de veículos.
Na Cachoeira da Usina, mais problemas.
A enchente cobriu a rodovia num trecho em curva.

No início, apenas os caminhões estavam conseguindo passar.
O caminhoneiro Fábio do Carmo foi um dos primeiros a se arriscar. “Não posso ficar parado esperando.
Tenho uma carga de remédios que tem que ser entregue com urgência.
Não pára de chover e não sei quando a estrada vai ser liberada.
O jeito é arriscar” explicou ele, ainda em dúvida se daria certo.
Mas, a passagem foi feita sem problemas.
A água começou a baixar um pouco e alguns veículos pequenos seguiram viagem.
O motorista de um gol passou aperto.
No meio do caminho, a correnteza estava muito forte e ele quase perdeu o controle. Tudo terminou bem.

Voltando para Juiz de Fora, decidimos conferir como estava a situação em Ubá.
O rio que tem o mesmo nome da cidade estava bem cheio e imaginamos que haveria problemas nas áreas mais baixas.
Encontramos o rio esbarrando nas pontes da Avenida Beira Rio e muitos moradores vigiando.
O medo deles era que a inundação chegasse rápido e não houvesse tempo de salvar bens nas casas e lojas. A precaução é mesmo necessária por lá.

No centro, um córrego transbordou e a enxurrada passou por dentro das casas e lojas. Uma rua que fica entre o córrego e o rio foi a mais prejudicada.
Moradores e comerciantes reclamavam que a situação ocorreu em função de um muro que caiu dentro do córrego e a prefeitura não retirou.
Nos fundos de uma casa, havia uma vila onde 60 famílias com idosos e crianças tiveram que sair correndo.
Num único dia, elas viveram duas enchentes: uma às nove da manhã e outra às duas da tarde.
E a previsão era de que a noite seria um tormento!

Foram registrados desabamentos em três casas e cerca de 240 pessoas estavam desalojadas até o início da noite de hoje.
Chove desde sexta-feira em Ubá e o temporal de hoje piorou a situação.
A previsão é de chuva constante até o fim de semana.
Em todo o trajeto entre Juiz de Fora e Ervália, pegamos chuva forte.
As zonas rurais de cidades como Tabuleiro, Tocantins e Rio Pomba estão alagadas e muitas estradas sumiram no aguaceiro. Bem que a Defesa Civil Nacional avisou que a região sudeste seria castigada neste verão. E só está começando!

Abaixo, imagens do resgate dos corpos em Ervália.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Violência cai mais de 50% em São João Del Rei

Da Gazeta de São João Del Rei
www.gazetadesaojoaodelrei.com.br

O número de assassinatos em São João del Rei e Santa Cruz de Minas registrados entre os meses de janeiro e de novembro de 2008 é 61,1% menor do que o contabilizado em todo ano de 2007.
A informação é do comandante geral do 38º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Milton de Oliveira Costa. De acordo com o oficial, no ano passado, foram registrados 18 homicídios de janeiro a dezembro. Em 2008, sem contabilizar os crimes que foram registrados neste mês, foram sete assassinatos.

"Se for levado em conta o número de homicídios que foram contabilizados em São João del Rei em 2005, ano de implantação do batalhão, a queda é ainda maior. Em 2005, tivemos 33 homicídios. Isso representa uma queda de 78,78% dos assassinatos nas duas cidades, em relação a este ano. É bom lembrar que o homicídio era o crime que mais incomodava a população", ressaltou.

Os atentados também diminuíram. Em 2005, foram registradas 90 tentativas de homicídio. Em 2007, 55. Este ano, até agora, foram 26. "Essa também é uma conquista importante. Se levarmos em conta 2005, temos uma queda de 71,11%. Em relação ao ano passado, tivemos uma diminuição de 52,72%. Estamos conseguindo reverter a criminalidade violenta em São João del Rei", afirmou.

O índice de criminalidade violenta (ICV), que inclui outros crimes violentos como assalto, estupro, por exemplo, também está em queda nos dois municípios. De 2007 para 2008, o ICV caiu de 2,81 para 1,23 em São João del Rei, o que representa uma queda de 52,31%.
Em Santa Cruz, a queda foi maior, 52,63%, reduzindo de 1,9, em 2007, para 0,83 esse ano.

Para o comandante, há várias explicações para a redução da violência nas duas cidades.
Além do aumento de investimentos do Governo de Minas que ampliou o efetivo, melhorou a frota e investiu na promoção de cursos de qualificação e treinamento da tropa, outra justificativa foi ampliação das operações realizadas pelo batalhão e a integração com outras forças de segurança pública como a Polícia Civil.

"Também estamos contando com o apoio de outros órgãos como a Justiça e o Ministério Público.
Muitos crimes são fruto de problemas sociais que precisam da integração de toda a sociedade", explicou.

A mudança de postura também foi fundamental para explicar a redução da violência.
"Passamos a atuar de outra forma.
Priorizamos a prevenção. Quando agimos na repressão, nossas ações são planejadas e visam atingir objetivos", disse o Tenente-Coronel.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Festa da Manga em Ubá

Por Michele Pacheco

Na estrada, as mangueiras carregadas de frutos indicam que Ubá está próxima.
A cidade tem tradição de cultivar mangas.
Ela começou com os imigrantes italianos, que trouxeram mudas da Europa para plantar nos quintais das casas.
Cada família tinha que preservar a planta.
Ainda hoje, é possível passear pelas ruas sentindo o cheiro das mangas.

Para preservar a fruta considerada patrimônio Natural do município, foi criado por lei, em 1998, o Dia da Manga Ubá.
A fim de marcar a data, há três anos é realizada a Festa da Manga.
Na Praça São Januário, no centro da cidade, os organizadores colocam barracas com artesanato e produtos feitos com manga.

É uma tentação! Neste ano, foram distribuídas mudas de mangueiras, a fruta in natura, sorvete, picolé e suco de manga.
Moradores e visitantes puderam comprar doces feitos com a fruta.
Entre as diversas opções, estavam manga em calda, empada, rocambole, bem-casado, trufa e tortinha. O pessoal da barraca do Imlor, Instituto Maria de Loreto Camiloto Rocha, lembrava aos visitantes que a manga pode ser usada em todo tipo de receita. “Ela tem um gosto muito semelhante ao do damasco e é pouco aproveitada. A manga pode muito bem ser usada na culinária. Tentamos divulgar ao máximo as qualidades dessa fruta” explicou a Elazir, presidente do Imlor.
Foram distribuídas também papéis com receitas à base de manga.

Apesar da diversidade, a opção que sempre faz mais sucesso é a mangada. O doce em barra tem cor de caramelo claro e consistência mais cremosa que a da goiabada.
Ele foi inventado pela dona Risoleta, uma moradora de Ubá, na década de 30.
A família preservou a receita.
Hoje, a mangada é produzida por várias famílias.
Tudo de forma artesanal.

Não há registros do número exato de doces produzidos, nem de produtores.
Fomos a uma fazenda acompanhar o processo.
De cara, ficamos com água na boca.
As árvores estão carregadas.
Como se não bastasse aquele cheirinho delicioso de manga, havia montes da fruta pelos cantos.

A escolha correta dos frutos que vão virar doce é essencial para o resultado perfeito.
O pessoal é rápido para separar aqueles que não estão nem verdes, nem passados.
Imaginei o trabalho que daria para descascar.
Mas, descobri que os anos de prática levaram à perfeição e a estratégias úteis.


A fruta é colocada em água fervente por alguns minutos.
Depois, vai para um tanque e recebe choque térmico, o que facilita a retirada da casca.
O trabalho é contínuo.
Enquanto uma porção está fervendo, a outra é descascada.

E isso se repete durante todo o dia, chova ou faça sol.
Descascadas, as frutas são colocadas nesta máquina curiosa.
Ela é usada para espremer as mangas.

O caldo grosso cai num tambor, enquanto os caroços são retirados por outra abertura.
Eles não são descartados.
Tudo se aproveita na fabricação dos doces.
Os caroços vão para a horta, virar adubo orgânico.
O caldo tem destino bem diferente.

O Darlô Gomes fabrica mangadas há 25 anos.
Ele conta que aprendeu com os pais, que herdaram a receita dos pais deles.
A produção está na terceira geração e deve ser passada adiante.
Ele conta que a fabricação de doces é uma ótima opção para o homem do campo.
“O trabalho é menor do que a criação de gado e a lavoura.
Além disso, o retorno é bom e ajuda no orçamento.
Hoje, eu tenho que comprar mangas, pois a quantidade que é produzida aqui na fazenda não é suficiente” explica o produtor rural.

Ele nos mostrou o restante do processo de produção.
Aquele caldo grosso que foi colhido num tambor é colocado no tacho de cobre.
Uma pá de madeira acoplada num motor fica girando sem parar, mexendo o doce e impedindo que ele queime.
Mesmo assim, o Darlô não tira os olhos do tacho e avalia, a todo momento, se o ponto já está bom.
Imagine, num dia quente de verão, o sofrimento de quem tem que ficar na beira da fornalha vigiando o doce!
Mas, tradição é tradição!
É uma questão de honra produzir os doces artesanalmente e com qualidade.

O Darlô aproveita a safra para fazer a mangada e guardar a polpa para fabricar o doce fora de época e manter o mercado local abastecido.
O processo é interromper a fervura antes de dar o ponto.
O caldo ainda mais grosso é retirado do tacho e guardado em tambores.
Quando os pés já estiverem sem frutos, o produtor só precisa ir ao estoque e transformar a polpa em mangada.

Depois de três horas e no ponto desejado, o doce é despejado em formas rústicas de madeira e colocado para secar.
Depois que endurece, a mangada é cortada e embalada.
Foi muito legal ver a agilidade do pessoal para embalar.
Eles têm um jeito de usar o plástico para não tocar na barra e embrulhar de forma higiênica. Depois, é só mandar para o mercado.

O Robson registrou todos os detalhes.
Um lugar daqueles é um prato feito para ele.
O fogo, o tacho antigo de cobre, o doce dourado se tornando caramelado, o pessoal trabalhando da mesma forma como era feito há quase 80 anos...
Tudo isso serve de inspiração para belas imagens.
Difícil foi ele agüentar ficar muito tempo perto do fogo.

A Rosângela de Freitas, extensionista de bem-estar social da Emater, nos acompanhou.
Ela registrou a visita e explicou a diferença da manga Ubá para os outros tipos.
“A manga Ubá é mais doce e dispensa o uso de açúcar na maioria das receitas. Quando é preciso adoçar, o produtor usa pouco açúcar, o que deixa o doce mais saudável” explicou.
Além disso, a manga Ubá é pequena, suculenta e saborosa.
O difícil de acreditar é que uma delícia como a mangada ainda não tenha sido descoberta por outras regiões do Brasil.
Nem no Rio de Janeiro, tão perto, os comerciantes têm o hábito de encomendar a mangada.

Conversei com a Rosângela e perguntei por que eles não tentavam vender o doce para restaurantes e hotéis de Minas e do Rio.
Eles podem servir a mangada como sobremesa ou no café da manhã.
Tenho certeza de que os turistas vão adorar.
Falta divulgação dessa delícia.
Mesmo em Ubá, a mangada é vendida sem estardalhaço.

Para experimentar, eu e o Robson tivemos que pedir socorro à Maria do Carmo, da Adubar (Agência de Desenvolvimento de Ubá e Região).
Ela nos levou a um açougue, onde o doce é vendido.
Puxa, cadê os empresários da cidade e os próprios produtores que não se unem para popularizar a guloseima?
É parte da história do município e merece ser divulgada.
Confesso que me tornei fã de mangada!

Ela fica deliciosa com um queijo branco, como geléia em biscoitos e pães e até misturada com requeijão.
Estou com algumas em casa e testando formas diferentes de consumo.
Meu tio Paulo César, que já morreu e não teve o prazer de provar esse doce, diria que ele é um “Manjar dos Deuses”! Ai, deu água na boca! Vou buscar mais um pedacinho!

Telefone de contato do Darlô - (32) 9917-5557

Superliga Masculina de Vôlei em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Foi realizada nessa sexta-feira (12/12) a segunda das quatro partidas que a Fátima/Medquímica/UCS agendou para Juiz de Fora na temporada 2008/2009.
No primeiro jogo, contra o Betim, o time patrocinado por uma indústria farmacêutica de Juiz de Fora perdeu por 3 a 1.

Desta vez, a equipe da Universidade de Caxias do Sul venceu com apoio da torcida.
Fomos cobrir o jogo e encontramos com a Paula, filha do Robson. Ela tinha ido com a amiga Gabriele. As duas treinam vôlei e têm aproveitado as partidas da Superliga por aqui para observar os profissionais em ação.

O primeiro set foi vencido pelos gaúchos por 25 a 16.
A UCS começou marcando, se alternou no placar com o GAC Logistics/ Santo André e abriu vantagem. No segundo set, houve revanche. O Santo André voltou mais atento e errou menos, fechando em 25 a 17. O técnico Marcelo Madeira é do estilo inquieto e ficava de um lado para o outro gritando com os jogadores, cobrando e motivando na medida certa cada atleta.
Já o Gringo, tem o estilo "técnico calmo". Prestava mais atenção do que falava. Nos pedidos de tempo e nos intervalos, ele juntava o grupo e passava as coordenadas.

A Paula estava tão empolgada que não desgrudava os olhos da quadra.
Ela viu o time paulista impor jogo forte no terceiro set e vencer mais uma vez, com 25 a 22.
O bloqueio funcionou bem.
No quarto set, tudo parecia definido.

O público já lamentava mais uma derrota do Fátima/Medquímica/UCS, quando os jogadores “ressuscitaram” em quadra.
Com garra e paciência, eles viraram o placar e venceram por 25 a 18.
No tie-break, a torcida foi à loucura. Gritava e aplaudia o “time da casa” e vaiava os adversários. A equipe de Caxias do Sul suou, mas conseguiu fazer 16 a 14, vencendo a partida por 3 sets a 2.
Depois do jogo, conversamos com os técnicos.

Na saída, a Paula aproveitou para tirar fotos com alguns atletas.
A história do Roim, que quase abandonou o vôlei depois de um ferimento grave na mão, serviu de lição para ela nunca desistir diante das dificuldades.
Ele é um dos destaques da equipe da UCS.
Enquanto tantas adolescentes passam o tempo na rua, aprontando, a Paula tem o nosso respeito.

Ela se diverte como qualquer garota de 13 anos, mas não perde o foco no futuro.
Tem vibrado com os elogios do treinador e segue à risca as orientações dele.
Como tanta gente que sonha em chegar à Seleção Brasileira, ela não tem como prever o futuro.
Mas, mesmo que não siga adiante como profissional, pelo menos já está exercitando o corpo e a mente.

Homem é executado em Muriaé

Por Robson Rocha

O 190 de Muriaé recebeu na noite dessa sexta-feira, uma denúncia de que um morador teria escutado disparos de arma de fogo em uma estrada vicinal que liga a Br356 a MGT265 e indo até o local viu um homem caído no chão agonizando.
A viatura policial 11.273, comandada pelo cabo Alberto foi enviada para o local. Chegando lá confirmou que o homem já estava morto.
Através do Sistema Integrado de Defesa Social, a PM conseguiu levantar dados da vitima. Manoel Messias de Oliveira, de 42 anos, era albergado da cadeia pública de Muriaé.

A Rotam 13.853, também foi acionada para ajudar no rastreamento da área, mas o mau tempo e a falta de testemunhas dificultaram o trabalho e o autor não foi localizado.
O que a polícia tem até agora, é a história contada pelo taxista que levou a vitima até o local.
Segundo o taxista, ficou acertado que voltaria para buscar Messias por volta das 22h30 e levá-lo até a fazenda da Serrinha, residência do ex-sogro da vitima, para visitar os filhos. Depois retornariam para a rodoviária de Muriaé, onde Manoel Messias teria deixado uma bicicleta no “guarda-volumes”.
O taxista disse também que a vitima teria reservado um quarto para duas pessoas no hotel Armação.

A perícia esteve no local e constatou que Manoel Messias levou seis tiros. Cinco na cabeça e um nas costas, características de execução.A delegacia de Muriaé vai investigar o caso.

Fonte: BO: 11.271/08 - 47º BPM